Poema sobre a Importância da Leitura
Dia desses, eu estava sentada no sofá de casa, lendo, quieta, desprevenida, quando percebi que ela foi chegando, se aproximando devagarzinho, até que se acomodou, me abraçou e ficou. Não sei se você tem isso, talvez todos nós tenhamos, uns mais, uns menos – essa companhia inesperada de uma tristeza que vem sem avisar, sem querer saber dos planos para aquele dia.
Ah, os livros! O pensamento do enorme prazer dos livros acelerou o ritmo de Asma. Era um bom momento para se perder em suas alegrias.
Olhei o céu e era tarde,não para recomeçar e sim para pensar que era fim. Já não se pode ter fim, quando se vive em reticências! A'Kawaza
Não havia nada melhor do que o delicioso aroma de um livro novo, tocar as capas e folhear um livro cujas páginas nunca tinham, possivelmente, sido tocadas antes. E, se era estranho sentir-se daquela maneira, bem, ela não se importava. Algumas pessoas eram obcecadas por sapatos e os amavam com paixão. Sapatos eram legais, mas você não pode ficar acordado a noite toda lendo um, pode?
Quem não lê, não se informa e não se mexe, se adapta muito fácil a qualquer mentira que lhe é imposta, e qualquer cabresto que lhe é colocado.
Eu gosto de ler o mundo através dos olhos de um escritor, ao invés de ver um escritor olhando para si mesmo como se estivesse no centro de gravidade do mundo ao seu redor.
[...] não me recordo de nenhum livro que tenha lido, a tal ponto eram minhas leituras estados de minha própria mente [...].
Os livros são os marcos da minha vida. Algumas pessoas têm fotos de família ou filmes caseiros para registrar o passado. Eu tenho livros. Personagens. Pois, desde sempre, os livros têm sido o meu porto seguro.
Tudo o que você faz deixa vestígios. A vida que viveu está escrita por toda parte em você para aqueles que podem ler.
Um livro é tão perigoso quanto qualquer jornada que você possa fazer. A pessoa que fecha a capa traseira pode não ser a mesma que abriu a capa frontal. Trate-os com respeito.
Olhei para uma página e vi aqueles símbolos impressos, e de alguma maneira descobri – magicamente – que eles tinham significado embutido e um som que correspondia ao que as pessoas falavam quando liam aqueles símbolos impressos. Ou seja, eu aprendi a ler. Imediatamente, ali, me senti em casa. Fiz uma descoberta, na qual me atirei pro resto da vida. E não errei.
Prefiro os pés descalços, os que aprendem observando as ondas, os intensos, os imprevisíveis, os improváveis e os impossíveis; e que assim como eu, não se importam se o mundo acabar hoje. Talvez por isso tenho poucos heróis, poucos amigos, poucos olhares compreensíveis. Na verdade não faço questão de ser leitura fácil, sou um livro velho, gasto, rabiscado, coisa para intelectual. Pinto o mundo da minha maneira e ele é sempre cinza com tons de amarelo. Do jeito que eu quero, de maneira alguma politicamente correto.
