Poema sobre a Higiene Bucal
Sobre o que vou falar?
Não tenho nenhuma inspiração.
Após centenas de versos dedicados a ti, parece que escrevo em vão.
Procurei em tantos outros olhares algo que me lembre o teu,
algum que me fizesse imaginar se quer uma possível paixão.
Sobre o que vou falar? Não tenho nenhuma inspiração.
Amores antigos? Não...
É difícil escrever sobre o vazio, afinal, não tem muita coisa lá.
Um vão no peito ou na mente? Não acho que seja físico, eu o sinto de outro jeito.
Talvez eu devesse escrever sobre outra coisa, ou talvez eu nem devesse escrever.
“Talvez” Gosto da palavra, a certeza da incerteza.
Ela vem acompanhada com um encosto, solidão emaranhada entre suas 6 letras. Desta não sou muito fã, eu me deparo com ela toda manhã.
Ela afunda meus pensamentos em um mar agitado, me fazer cair no esquecimento, esquecido até pelo tempo.
Vi o sol nascer tantas vezes que me acostumei,
meus olhos só se fecham às seis.
Mas enquanto as estrelas brilham no céu, eu penso no efêmero, um som alto que ecoa no vazio. Quando tudo ficou tão sombrio?
"Remorso"
Tentei nunca escrever sobre isso. Preocupava-me com o que outras pessoas iriam "achar".
Julgariam que eu ainda sentiria algo por você. Mas não é verdade! Não sinto mais como sentia. Aliás, do que sentia, não sinto mais nada.
Os sentimentos mudaram. Hoje, tenho remorso.
Remorso de não ter corrido atrás. Remorso de não ter dado outra chance. Agora, quando vejo suas publicações, não sinto amor, não sinto paixão.
Fico é feliz. Feliz por você parecer bem.
Mas o ser humano é naturalmente egoísta, e, sendo assim, tudo o que eu sinto é o desgraçado do remorço!
Ah!.. esse sentimento às vezes machuca mais que uma ferida. Sim! porque sinto as consequências de um caminho que eu não deveria ter tomado.
Já critiquei Drumont de Andrade por sua pedra no caminho. "Por quê ele simplesmente não contornou? Por quê não voltou?" Hoje eu sei que o remorço é minha pedra no caminho, que lembrarei pra sempre. Esteja bem!
Porque?
Sabe, vivemos nossa toda vida em meio a questionamento sobre absolututamente tudo assim como um bebê, olhamos para o desconhecido assustados porem curiosos e nos questionamos, “O que é isso?” “Porque isso existe?” “Como isso funciona?” entre outras milhares de questões mas a questão é, vivemos toda nossa vida em meio a questionamentos, questionando toda existência ate mesmo a nossa, questionamos de onde viemos, para onde vamos e ate se somos livres.
Livres? Nos somos livres? Onde esta minha liberdade eu te questiono.
Nós, humanos poderíamos ser considerado livres para seguir nossas vontades e instintos ate que começamos a viver em uma grande sociedade e definir regras para uma melhor convivência, mas eu te questiono, isso realmente muda algo? Afinal se você realmente quer algo você apenas busca, vai atrás e consegue aquilo que tanto clama.
Isso nos deixa menos primitivos? Na fome ficamos nervosos e as vezes violentos, na raiva ficamos explosivos, quando ficamos com medo ficamos impulsivos assim como na ansiedade, quando algo ou alguém importante para nos é comprometido por um terceiro ficamos violentos, com raiva, algo não tão diferente de pequenos primatas, territorialistas e primitivos, as vezes brincalhões mas também brutais.
Sabe, depois de toda essa baboseira ainda não sabemos o porque e talvez nunca iremos saber, apenas nascemos, vivemos e morremos como os demais, pode se dizer que somos como formigas, apenas formigas caminhando e trabalhando por ai para sustentar as formigas maiores, sem muita lógicas ou motivo para nosso existencialismo apenas percorremos nosso caminho para o fim, e no fim ainda não sabemos o porquê.
A vida é horrível, a felicidade por muitas vezes é vinda de uma distração de nossos problemas, mas tudo bem, faz parte da vida...
*O ARBITRIO E A NOÇÃO DOS SENTIDOS*
*"A cegueira humana sobre a realidade atual é decorrente da pouca importância que ela dá aos sentidos.* *Essa cegueira é como uma culpa recorrente dos resultado dos erros; e ela acende quando a percepção tardia "sente" o mal acontecido ou acontecendo.* *Se a humanidade conhecesse de fato o poder dos sentidos e os explorasse com apreço e respeito, esse mal diuturno, que afasta a plenitude do gozo dos sentidos, seria abolido.* *Paradoxalmente, não são os desejos nem as paixões doidivanas na exploração dos sentidos que tornam a humanidade refém do mal, senão o desconhecimento dessa regência. **O mal de que falo, portanto, e que nos aflige - qualquer mal - é apenas a absurda consequência da pessima regência e exploração dos sentidos.*
*Talvez, o primeiro passo a sanidade, o degrau para conhece-los e controlá-los, seja aceitar e ver a grandiosidade perigosa do maior de todos os poderes que comandam os sentidos: o arbítrio.*
*Na medida em que a humanidade mergulhar na consciência do exercício equilibrado do poder do arbítrio, todos os sentidos serão avaliados; e as consequências e repercussões da exploração dos sentidos serão antecipadamente percebidas; e por corolário os sentidos não serão mais sub-utilizados nem hipervalorizados no excesso; nem se culparão os desejos.* *Daí, o que dantes levava a humanidade a deriva, terá fim.*
*O conhecimento sobre os limites do arbítrio, portanto, traz a noção plena dos sentidos; e a noção, como espécie de introspecção que é, afetará todas as determinações da mente, impedindo que o mal, qualquer mal, opere ou se estabeleça. Isso, decerto trará o fim de toda nossa arrogância, e acabará com o mal da estupidez.* (Victor Antunes)
O RAPTO DAS FLORES
A salsa sobre o arroz branco
refogado a teu gosto
adereço em teu prato
e aquela toalha fina
sempre dormindo num canto
que ponho só no Natal
fazem da mesa um quadro
são regalos ao teu amor,
do que em te amo, Lepanto
o copo d’ água espera
a flor bela que não trago
pois deu-se de um apaixonado
em pranto deixar órfão
de borboletas e perfume
o jardim que tem teu nome,
encanto
Jovina Benigno
Passei uma hora com a alergia, conversamos por todo o caminho e mal me lembro sobre o que falamos.
Passei uma hora com a tristeza, ela não disse nenhuma palavra, mas de tudo o que aprendi naquele dia é que a tristeza estava em mim.
“A minha compreensão sobre um conceito torna-se disruptiva quando minha cosmovisão amplia a interpretação e compreensão do ambiente e do contexto em que estou inserido. Essa visão de mundo permite identificar e explorar oportunidades ao reconhecer lacunas ou necessidades existentes. Em outras palavras, uma cosmovisão clara ajuda a criar soluções inovadoras ao revelar como preencher esses vazios e atender às necessidades específicas.”
Rafael Serradura, 2024
"Seja os olhos do cego, a boca do mudo
E os ouvidos do surdo.
E ensina-me sobre mim,
E sobre mim, tu ensinas."
Se quer escrever, escreva sobre o vazio.
Escreva sobre não sentir nada.
Como as coisas mudaram,
mudaram você e seu mundo.
Escreva sobre o calor não ser mais quente como antes,
sobre a cama ficando mais dura
e o travesseiro mais pesado.
Como as noites são mais longas agora.
E como o silêncio se tornou música
Escreva como as coisas pararam de ser tão simples.
De como ir em algum lugar ou fazer alguma coisa
se tornou tão cansativo
Sobre como a comida ficou sem sal
E o ritmo daquela música começou a te incomodar
Sobre as lágrimas ficarem mais raras.
Escreva sobre aquela antiga perda que ainda te rasga o peito.
Escreve sobre a aquela velha história que ainda te faz chorar.
Sobre aquele amor que não era tão amor assim.
Escreva sobre o que vier e sobre o que não vier,
mas não se esqueça de escrever sobre o que ainda te mantem aqui.
Sobre o que te faz escrever.
"Não é o que os outros dizem sobre quem eu sou que me define, mas sim as minhas atitudes diárias. Isso mostra quem eu sou de verdade. Então, silêncio!"
Ciano Barbosa🖊
nada nessa vida é sobre ganhar ou perder porque as vezes choramos estando felizes.
eu preciso dum abraço bem apertado pra ir bem nas lutas .
eu batalho pra conquistar o inimaginável.
"A vida não é sobre encontrar respostas, mas sobre viver as perguntas. E talvez, algum dia, você viva até a resposta."
(@marcellodesouza_oficial)
Deus, um Pai de Amor
Quando compreendemos nossa filiação a Deus e Sua paternidade sobre nós, reconhecemos que Ele é um Pai de amor, que fundamenta todas as suas ações em Sua imensurável graça.
Esse amor eterno, cheio de graça e verdade, é a razão para vivermos uma vida plena e abundante. Suas misericórdias, que são infinitas e se renovam a cada manhã, nos impedem de sermos consumidos por nossos próprios erros.
Esses pecados nos afastam de Sua presença de amor e graça, e por isso, acabamos perdendo a percepção de quem somos Nele e de quem Ele é em nós.
Em cada sopro, um verso que brota,
Um sussurro suave, uma melodia.
Sentir o teu cheiro sobre a brisa leve do vento,
É como navegar em um mar de poesia.
Em cada aroma, uma lembrança a florescer,
Um jardim secreto, onde a alma se entrega.
Em teus braços, a paz que eu quero encontrar,
Em teu perfume, a vida que me rege.
A brisa te traz, como um sonho a bailar,
Em cada pétala, um desejo a pulsar.
Sentir o teu cheiro, é te amar sem igual,
Em cada instante, a eternidade a brilhar.
✍️
"Pra vc ser fisgado pela poesia,
é necessário gostar de história,
e se debruçar sobre a reflexão,
e daí o texto é doado pelo coração."
***
(Francisca Lucas)
***
21/08/24
Sobre transbordar
Ouça e realmente escute. Olhe e realmente enxergue. Quando estiver em algum lugar, esteja ali de corpo e alma. Traga sua mente para o presente. O agora é a única coisa que você tem. O passado já foi, o futuro é uma ilusão. A vida pede que a gente mergulhe nela com coragem e profundidade. Somos seres que não nasceram para ficar no raso por muito tempo. Permita-se ter conexões reais. Permita-se ir além. Seja por inteiro. Transborde. Você merece e precisa transbordar. Você é oceano.
Permita-se dizer não.
"não quero ir"
"não quero falar sobre esse assunto"
"não tenho interesse"
"não quero fazer isso"
"não posso te atender agora"
"não gosto disso"
"não me sinto confortável"
"não vou fazer"
Sobre a inutilidade do ser
Inutilidade do ser é a perspectiva da existência de um motor perpétuo, onde você tende a acreditar que o motor precisa de uma potência, cuja força advém de si mesmo e que a maquinaria resiste ao tempo. O tempo em potência para morte mantém a expectativa de satisfação existencial, somado a invenção da satisfação de prazeres efêmeros. Em resumo mp+p-p-t= inutilidade
Onde está Deus?
É uma pergunta só minha não pode ser sua, é sobre a minha relação com a questão, com a questão minha com Deus. Esse pode ser uma equação universal, mas não é. A mesma pergunta feita por você será feita por você a partir de você e todos as questões tuas com Deus. Então nunca haverá duas perguntas do mesmo questionador, essa questão é minha com minha capacidade de imanência com Ele. E Dele comigo.
Para saber onde Deus está, eu preciso morrer.
Toda completude da vida está na morte, a morte resolve a questão da vida, nela ( morte) a finitude se expande, a deisen é objetivado para esse fim, não um fim de acabar, extinguir, não a ser-aí não tem fim. Não há das coisas, mas a evolução delas, para outro estado, para outro nível, lugar, plano, etc. Escolha!
No fim não há fim, a natureza o universo se apresenta assim, além do que se consegue ver, veja pelos teus olhos até onde alcançar, depois caminhe, voe, faça lentes, telescópios e continue até o tal fim que buscas. É isso, não tem fim, as coisas não se acabam, não somem para o nada, pois o -nada- essa expressão para nomear o vazio ou sinônimos, não é possível. O nada, o vazio não é possível, é impossível o nada, logo tudo torna a existir dentro deste suposto vazio.
Mas onde está Deus?
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