Poema sobre a Alma

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Oh, grande melancolia
Tão suave e avassaladora
Minha alma grita desesperadamente
Por seu abraço inexistente.


Oh, bela vida
Tú és a arte guiada pela existência
Onde encontro a insignificância!


Oh, grandioso tempo imparável
Tú és tão silencioso e inalcançável...


Em meu rosto, chuvas de meteoros atlânticos caem incessantes,
Com vossas águas salgadas e incansáveis.
Em meu coração, ele pede por paz
Mas eu lhe dou a solidão com vista ao abismo.


Em uma varanda, observando o mar e o pôr do sol,
Sentindo-se a euforia e a paz reinando em minha alma.
Numa profundidade assombrosa, mas viva e única.


Em uma alma perdida, encontrei a direção até o sol.
Lá avistei a metade que me faltava, que eras tú:
Felicidade!

Calejamento da alma


Um dia todos fomos, criança enganada...
Brincando víamos tudo com olhar inocente,
crescemos, e tudo tornou-se diferente...
Do que vivíamos restou quase nada.


Obrigações de uma vida assalariada,
boletos a atormentar de modo frequente,
fome de tudo, couro cansado, dor de dente...
Linhas de expressão, a próxima cilada.


Tempos distantes, aqueles de paz...
Sonho interrompido pelo despertador;
corre! senão o ônibus lhe deixa para trás...


A frieza cotidiana não lhe concede favor...
Fones de ouvido, cafeína, olhar sagaz...
O feitiço do tempo lapidando sua dor.

A alma não se mede
pelo silêncio que guarda,
mas pelo eco que deixa
quando decide falar.

Encontrei um "Anjo", tendo transitado pelas vias do "Inferno".
Minha Alma elevou-se, tendo mergulhado fundo num abismo.
Encontrei uma centelha de Luz, tendo sido coberto de Trevas.
E pelo sopro do Demônio, inspirei o adocicado hálito de Deus.








Às 17:41 in 26.03.2026

Peso e Pluma


O peso no peito é o lembrete mais honesto de que a alma ainda está viva. Ele aparece quando o corpo tenta segurar o que já devia ter ido, uma dor antiga, uma palavra engolida, um medo que a gente chama de prudência.
Mas tudo que pesa quer se mover. Quando você olha o bastante pra esse peso, ele começa a mudar de forma. A consciência é o calor que dissolve o chumbo. A pluma não é leve porque o mundo ficou mais gentil; ela é leve porque você parou de lutar contra o que sente.


Às vezes, o alívio não vem de soltar. Vem de aceitar que o peso também é parte do voo.

Tem dia que a alma não quer poesia, só silêncio.
Não quer conselhos, quer sumir.
E no meio do sumiço,
um pedaço pequeno
de esperança insiste em ficar.
Mesmo cansada, ela respira.
Mesmo sem fé, ela tenta.
Porque dentro do sei lá, ainda mora alguém que quer recomeçar.

A espera é um mar sem fim,
a alma se perde,
dias viram séculos,
e o coração não mede.
Cada hora é fogo,
cada instante é chão,
mas ainda pulsa a esperança,
teimosa no coração.

A mudança chama, e eu corro pra ela,
alma em fogo, coração que não se aquieta.
Cada passo é medo, cada salto é coragem,
mas quem anseia de verdade não teme a viagem.
Deixo pra trás o velho, abraço o desconhecido,
cada rua nova é meu destino reconstruído.
A alma grita, mas sorri no peito da coragem,
porque mudar é viver, e viver é minha
Vontade.

Tá tudo bem sentir medo.
Ele aparece quando a alma percebe que algo precisa mudar,
mas o corpo ainda não sabe como seguir. O medo não é INIMIGO, é o teu aviso de que algo importa demais pra ser ignorado.

Âmbar


Então vem, caminha comigo devagar,
No brilho âmbar da alma que insiste em rimar.
Ansiedade é fera, mas eu aprendi
a domar,
Transformei o caos em verso pra poder respirar.

Eu


Sou quem ficou
quando tudo foi embora.
Corpo marcado de quedas,
alma ainda em pé por teimosia sagrada.
Não por força heroica,
mas porque algo em mim se recusa a morrer.
Eu amo como quem entrega casa aberta,
mesa posta, bolso destrancado,
coração sem cadeado.
E o mundo, analfabeto de cuidado,
confundiu isso com fraqueza.
Não era.
Eu cai no asfalto, no banheiro, na rua,
cai nas pessoas,
cai nas promessas.
E mesmo assim, levantei sem aplauso,
sem plateia,
sem mão estendida.
Há em mim uma fé cansada,
não a fé que grita,
mas a que respira baixo
e continua.
Deus me vê quando ninguém vê.
No dia sem comida.
No dia sem resposta.
No dia em que o silêncio é a única companhia.
Eu não sou a que perdeu.
Eu sou a que não se perdeu,
mesmo quando tudo conspirou para isso.
Ainda há luz em mim,
não aquela que ilumina os outros,
mas a que agora aprende a ficar para si.
E isso, por mais que tentem,
ninguém apaga.
Isso sou eu, sem romantizar dor e sem me diminuir.
Não é o fim da história. É o retrato do intervalo.
E intervalos também são parte da música.

A noite me encontra
com os bolsos cheios de cansaço
e a alma em desalinho.
Não fiz milagres,
mas mantive o pulso firme
quando tudo em mim queria cair.
Sou casa em reforma
sem verba, sem prazo,
morando em mim mesma
entre entulhos e fé.
Cada rachadura aprende
a respirar sozinha.
O dia não me foi gentil.
Ainda assim, não me quebrei inteira.
Guardei um resto de luz
num canto que a dor não alcança,
e é dali que escrevo.

Viver é caminhar leve o bastante
pra não ferir a própria alma,
e atento o suficiente
pra não perder o que ainda brilha.

"O eco da negação"


Negou o que o peito guardava,
Fugiu do que a alma sabia,
Mas a verdade não se calava,
E ela mesma se perdia.
Tentou apagar o que brilhou,
Fez do silêncio sua prisão,
Mas o que é negado, ecoou,
Roubando o chão da própria mão.
Quem nega o que viveu e sentiu,
Descobre tarde que se enganou,
O mundo que tentou fugir,
É o mesmo que sempre a alcançou.

Saudade que arde,
consciência amargada,
troca de alma
mal interpretada,
mas no peito derrete,
doce e late,
feito dor misturada
com calda de chocolate.

"Nós Braços da Luz"


Deus me escuta no silêncio da manhã,
quando a alma cansada tenta ficar sã.
Entre medos guardados no fundo do peito,
Ele ajeita meu mundo de um jeito perfeito.
Quando a noite derrama tristeza no chão,
Sua luz faz morada no meu coração.
E mesmo que a vida machuque outra vez,
Sua paz me abraça com calma e lucidez.
Há dias em que tudo parece partir,
mas Deus sopra esperança e me ensina a seguir.
Como vento suave tocando a janela,
Sua voz me alcança serena e tão bela.
Ele vê minhas lágrimas sem eu contar,
conhece o silêncio que insiste em ficar.
E transforma o vazio, aos poucos, em flor,
cobrindo minhas dores com fé e amor.
Se o caminho escurece no meio da estrada,
Sua mão permanece comigo, entrelaçada.
E eu sigo mais forte, mesmo devagar,
porque quem anda com Deus nunca deixa de amar.
Então descanso a alma, sem medo, sem pressa,
pois até nas tormentas Sua bondade começa.
E no abraço invisível da fé que conduz,
meu coração adormece nos braços de luz.


__ Lucci Santz

⁠⁠Meu Pai só permitiu à Tristeza me abraçar até a minha alma aprender a chorar, porque Ele já havia tecido Lenços de Misericórdia.


Há dores que não chegam para nos destruir, mas para nos ensinar a linguagem que antes não sabíamos falar.


A Tristeza, quando autorizada pelo Pai, não vem como castigo, vem como professora silenciosa.


Ela nos abraça não para nos aprisionar, mas para que a alma — ainda rígida, ainda orgulhosa de resistir — aprenda a chorar.


Embora haja choros de remorsos e infortúnios, chorar é um verbo sagrado.


Ainda que muitos infalivelmente fortes considerem fraqueza.


Mas admitir isso seria também admitir que o Filho do Homem fraquejou.


É quando o coração finalmente admite que não é de ferro, que precisa ser cuidado, que não foi criado para atravessar desertos sozinho, longe do Pai.


E Ele sabe disso.


Por isso, Ele não impede o abraço da Tristeza de imediato.


Ele permite o tempo exato: nem um minuto além do necessário, nem um segundo aquém do aprendizado.


Enquanto a alma aprende a chorar, o céu trabalha em silêncio.


Cada lágrima encontra um destino, cada soluço é ouvido, cada queda é contada.


Antes mesmo que o pranto escorra pelo rosto, Lenços de Misericórdia já estavam sendo tecidos — fio por fio, com paciência eterna, do tamanho exato da dor.


Esses lenços não apagam a história, mas secam o excesso de peso.


Não negam a ferida, mas impedem que ela infeccione.


São gestos suaves de um Pai que nunca esteve ausente, apenas respeitou o processo.


Quando a Tristeza se retira, não leva consigo a fé; deixa uma alma mais humana no lugar, mais inteira, mais capaz de consolar.


Porque quem foi enxugado pela Misericórdia aprende, um dia, até a ser lenço nas mãos de Deus.


Tem dias que a gente precisa esperar nossa alma reencontrar o corpo.


Há dias em que seguimos funcionando por inércia, enquanto algo essencial em nós ficou para trás.


O corpo cumpre agendas, responde a estímulos, atravessa compromissos; a alma, porém, ainda caminha devagar, tentando compreender o peso do que sentiu, do que perdeu ou do que ainda não conseguiu dizer.


Nesses dias, é preciso muita paciência.


Não como quem desiste, mas como quem respeita o próprio tic-tac interno.


Esperar a alma encontrar o corpo é aceitar que nem toda ausência é fraqueza e que nem todo silêncio é vazio — às vezes é só recomposição.


Quando enfim se reencontram, não há alarde.


O passo volta a fazer sentido, o olhar se assenta no presente, e o respirar deixa de ser apenas um reflexo.


Até lá, caminhar mais lento também é uma forma de cuidado.


Porque viver não é apenas estar de pé; é estar inteiro.


Há dias em que o corpo deita e a alma dorme de joelhos.

⁠Os ouvidos
da minha alma
não estavam preparados para
recusar carinho.


Esbanjando melodia, você ajuda o vovô a quebrar as próprias regras!


Os que conhecem um pouquinho de mim, sabem ou deveriam saber que detesto Áudios e Ligações por WhatsApp.


Mas aí está um dos áudios que fizeram a minha alma se sentir tão Amada e Laureada que até retornou a ligação.


Porque quando o afeto chega cantando, até as estranhas manias se calam.


Minha resistência, tão orgulhosa e rendida, só puxou a cadeira para se sentar e sorrir.


Não era só um áudio — era um colo em forma de som.


Nem era só uma ligação — era um abraço que aprendeu a discar.


E assim, a alma, antes desconfiada, aprendeu que algumas exceções não quebram regras:
elas revelam sentimentos.


Quando tropecei na certeza de acreditar que só precisava de três mulheres para ser Feliz: uma para me chamar de Filho, uma de Amor e outra de Papai, Deus me presenteou com a que me chama de vovô.


E quando esse carinho todo nos chama pelo nome, a gente atende.


Quando o amor insiste, a gente retorna.


Vovô ama porque reconhece.


E reconhece porque sentiu.


Te amo, lady Laura!

⁠O gosto do medo: no hospital, onde quase tudo é pouco, o que sobra é o paladar da alma tentando resistir.


Talvez, se o medo tivesse gosto — doce ou salgado — ninguém se recuperasse dentro de uma unidade hospitalar.


Pois ele seria servido em pequenas doses, mas, com efeito, prolongado, impregnando até o paladar da alma.


Ali, onde quase tudo é pouco.


Pouco tempero na comida, pouca luz nas madrugadas intermináveis, pouca cor nos quartos e corredores que parecem sempre iguais…


Poucas palavras que confortam de verdade, pouca fé que não vacila, pouca esperança que não se cansa, pouca paciência para o tempo que insiste em se arrastar.


O que quase sempre sobra é muito medo.


Medo silencioso, aquele que não grita, mas pesa.


Medo que se senta ao lado da cama, observa os monitores e faz perguntas que quase ninguém se atreve a responder.


E ainda assim, é nesse cenário de escassez que alguns aprendem a respirar e resistir.


Porque, quando tudo falta, o pouco que resta — um gesto, um olhar, uma prece sussurrada — ganha um valor imenso.


Talvez seja assim que o medo não vence: não por desaparecer, mas por dividir espaço com aquilo que, mesmo raro, insiste em subsistir.