Poema sobre a Alma
Fiz um pacto com a Saudade
Abri-lhe
as portas escancaradas
do coração
e da minh’alma.
Prometi
nunca expulsá-la,
nunca anestesiá-la,
nunca pedir trégua.
Em troca,
que Ela me esmague as veias,
estrangule as artérias,
e sugue, sem piedade,
o pulso vivo do meu ser,
até que eu sangre
não feridas,
mas palavras,
expressões ternas
como a dor
que reconhece,
fundas como abismos
que respiram
e versos que escorrem,
coagulam,
e fixam na carne da escrita
a sua essência.
✍©️@MiriamDaCosta
Meus olhos cevam-se
enquanto devoro palavras.
Ler é nutrir a alma
faminta de sentido
num mundo que a esquece
à míngua.
✍©️@MiriamDaCosta
Perfumes na mão
A alvorada
chuviscando versos,
o jardim
germinando cores,
a alma
inalando essência,
a natureza
doando pétalas de vida
E eu,
simplesmente,
colhendo gotas de poesia.
✍©️@MiriamDaCosta
A mesmice é cansativa,
entorpece os sentidos,
embota o olhar
e adestra a alma a repetir
gestos adormecidos
e artes anestesiadas.
É necessária a ousadia
daquela criatividade que nasce bruta,
indomada, com o sopro instintivo
da originalidade que não pede licença
nem aceita moldes.
Dizer que nada se cria, tudo se copia,
é um álibi débil,
um conforto covarde
para quem carece das prerrogativas
e da coragem da criação original.
Criar exige risco.
Exige atravessar o vazio
sem mapas, sem garantias,
com a própria voz e talento
como bússola.
✍©️@MiriamDaCosta
📸 #Pinterest
A gentileza, o respeito e as boas maneiras
nascem onde a alma aprendeu
a ser elegante.
Não se impõem, revelam-se.
O mundo, exausto de ruídos e atropelos,
carece dessa elegância silenciosa
que não humilha, não grita, não fere.
Essas prerrogativas
são luxos raros
de almas que recusaram
a brutalidade cotidiana.
O mundo, rude e vaidoso,
confunde grosseria com força,
arrogância com poder,
e dessangra-se lentamente
por absoluta falta de elegância.
✍©️@MiriamDaCosta
É preciso muita calma
e alguma destreza
para manter-se são neste mundo…
e muita Alma
para viver a Natureza
no mais profundo.
✍©️MiriamDaCosta
Como uma filha d’água,
entro na floresta da alma
noturna e mágica,
e desapareço de mim mesma.
Mergulho no rio das veias,
misterioso e sanguíneo,
e me inundo por dentro.
Entre a lua escura do mundo
e o meu olhar iluminado de versos,
nasce, serena e abundante,
a cheia do ventre poético
que eu procurava.
✍©️@MiriamDaCosta
Eu sou uma alma profundamente
poética e romântica.
Não daquelas feitas de palavras ensaiadas
ou de gestos moldados por circunstâncias,
presas à conveniência de datas comemorativas.
O meu lirismo e o meu romantismo
se impõem de forma natural,
quase instintiva,
sem regras, sem horários,
sem datas marcadas no calendário.
Como quando, pela manhã,
olho pela janela
e encontro o céu cinéreo,
com uma chuva fina anunciando,
tímida, quase sem querer "incomodar",
a chegada do outono.
E então me aproximo do vidro,
suspirando versos,
tomada por uma imensa gratidão
pela beleza de ser e existir,
em comunhão com as estações do mundo
e com os ponteiros secretos do relógio
do meu próprio âmago.
✍©️@MiriamDaCosta
A verdadeira religião não se exibe no altar, mas no silêncio da alma que ama até o inimigo.
EduardoSantiago
A melancolia é o eco silencioso das histórias que nossa alma esqueceu de contar — e que insiste em sussurrar nas noites vazias.
EduardoSantiago
No crepúsculo, o dia entrega seus segredos à noite, e é ali que a alma percebe o peso silencioso de tudo que nunca foi dito.
EduardoSantiago
Sangue tóxico
Em pensamento já feri milhares
Em minha alma reina obscuridade
Se ser jovem significa se intoxicar
A juventude não pode me representar
Nenhuma droga me acalma
Nenhum vício me sustenta
Dispenso os falsos abraços
Prefiro beijos prolongados
Há quem ache prazer no veneno
Outros reclamam de tudo
Como se o destino tardasse
Ele decide bater na porta
Não há devedor para acertar
Nem a conta pode ser quitada
Diversas bocas querendo falar
Mas eu não quero ouvir nada!
Um sangue que contagia
A honra sendo confrontada
Um truque que parece magia
E várias famílias desabrigadas
Inferno é jogo, sofrer é treino
Juro que agora não mudo
Mesmo se me obrigassem
Sou eu que traço minha rota.
O Transbordo
O amor é luz que a alma rejuvenesce,
vulnerável aos olhos de quem desama.
É batida latente, urgência que aquece,
e assusta o rastro de quem não inflama.
Rico em cuidado, ele peca pelo excesso,
mas jamais se cala no vácuo do mundo.
É o pão que sacia, o cais, o regresso,
o farol que resgata o mar mais profundo.
É a mão que levanta no meio do caos,
o chão que sustenta o passo incerto.
Pois longe dos medos e dos termos maus,
feliz é quem ama de peito aberto.
Transborda o homem que faz do afeto
sua maior herança e seu único teto.
Poesia de Islene Souza
O Soneto da Hora
A hora passa,
A vida em massa,
O tempo voa,
A alma à toa.
O relógio bate,
O peito late,
No silêncio,
Do momento.
A sombra cresce,
O dia esquece,
De quem ficou.
Na escuridão,
Só o coração,
Que não parou.
O Soneto do Fim
A luz se apaga,
A sombra vaga,
O dia finda,
A alma ainda.
O tempo corre,
A vida morre,
No chão de pedra,
Onde o mal medra.
É o fim da lida,
Noite esquecida,
Sem mais alento.
Na escuridão,
O coração,
Vira só vento.
O Silêncio
A luz apaga
O sopro para
O corpo cansa
A alma lança
Um voo leve
Tão breve.
O frio chega
A vida nega
A terra chama
Quem tanto ama
Fica a saudade
A eternidade
A dor profunda
A paz inunda.
mas que exista
minha alma está presa a ti
meu corpo está preso a ti
minha vida está presa em você
eu não sei ao certo o que sinto por ti, mas uma coisa afirmo, é forte
é forte e poderoso, avassalador, me faz e desfaz cada dia mais
eu já não sei como lidar, sincera e honestamente
estou de mãos atadas, de pés amarrados
esse sentimento é perigoso
oh, quão poderoso és
eu só te peço uma coisa
uma única coisa
Doa um pouco menos em meu peito, machuque menos o meu ser…
Te conhecer foi como ouvir uma canção inédita, dessas que entram devagar, mas tomam conta da alma num segundo.
E quanto mais eu te descobria,
mais notas surgiam —
um solo de ternura,
um compasso de paz,
um silêncio bonito que só existe
quando dois corações se entendem.
Hoje, quando penso em nós,
é como deixar essa música
tocar no repeat:
não canso, não enjoa,
porque foi você quem virou
a minha melodia favorita da vida.
P.silva3
Antes de oferecer amor a alguém,
É preciso recolher os pedaços de si.
Cuidar da alma, do silêncio, do tempo, voltar a ouvir Deus falando baixinho aqui
No recanto
O vento quente do sertão
varre a alma cansada,
E a ansiedade aperta
o peito como corda de viola.
O homem sente
o mundo pesado nos ombros,
E a esperança parece distante, escondida no céu de brasa.
Mas chega uma palavra doce, feita de calma e cheiro de terra molhada,
Um sussurro que floresce entre
o juazeiro e a laranjeira.
O coração se abre,
desata o nó que sufoca,
E a vida volta a dançar
na batida lenta do luar.
No recanto da paixão,
o olhar se encontra,
Mãos trêmulas se entrelaçam,
tão simples e certeiras.
O medo se dissolve
na música das palavras,
E o amor cresce no silêncio
que fala mais que tudo.
Ah, sertão que ensina
a alma a resistir,
Entre seca e chuva,
entre dor e sorriso.
Uma palavra bondosa
é a chuva na rocha,
E o coração do homem
volta a cantar seu próprio destino.
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