Poema sobre a Alma
Isso é muito JUSTO, excessivamente JUSTO, que Deus deve tomar a alma de um recém-nascido e lançá-la no TORMENTO ETERNO.
Jonathan Edwards – Miscelâneas
Doutrina Maniqueísta
A traição é um dos mistérios morais mais inquietantes da alma humana. Quem trai quase sempre teve diante de si a possibilidade simples e digna de partir.
Ainda assim, escolhe permanecer enquanto corrói silenciosamente a confiança do outro. Talvez porque a verdade exija coragem, e a mentira ofereça abrigo momentâneo.
Talvez porque alguns temam mais a solidão do que o peso de ferir alguém. No entanto, a traição revela algo mais profundo que a quebra de um compromisso: ela expõe o conflito entre aquilo que somos e aquilo que fingimos ser.
No instante em que alguém trai, não rompe apenas um vínculo com o outro, rompe, sobretudo, com a própria honestidade de existir.
Silêncio.
O silêncio insuportável da minha alma.
Causa barulho em noite calma!
O sorrir da solidão.
Traz emoção ao coração!
Mas nem toda solidão é sofrimento,
Mas um prazer reflexivo ao firmamento.
O silêncio nos faz pensar,
Faz sorrir ou faz chorar.
Porem existe um silêncio que ninguém pode tirar.
É o silêncio do coração,
Pois dependendo, pode causar outro tipo de emoção .
Fantasia
Demétrio Sena - Magé
Esses olhos não faltem ao meu corpo;
à minh'alma sedenta sob os ossos;
nossos olhos se troquem na penumbra
dos perigos que acenam para nós...
Quero apenas vestir a transparência
desses véus envolventes e pedintes,
com requintes de toda fantasia
que pudermos usar, sem arranhões...
Sendo os nossos olhares prediletos,
respeitar os decretos probitivos
é um preço a pagar, tendo algum troco...
Tanto fogo passeia em nossas curvas;
quanto incêndio precisa se conter
nesse ter e não ter dos nossos olhos...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
À Viviane
Ser uma alma livre era o que ela queria.
Abraçava os mais diversos hobbies, sempre em busca de sentir um pouco dessa liberdade.
Desenhava como ninguém, lindos pássaros que quase podíamos ouvir cantar.
Patinava para sentir o vento em seus cabelos delicadamente pintados de ruivo, pela sensação de voar.
Escrevia belos artigos sobre suas observações da natureza.
Paixão que transformou também em profissão, pois a Biologia era algo que estudava com afinco.
Consigo imaginá-la caminhando pela mata com suas botinas e sua câmera, atenta aos sons da natureza, como uma raposa curiosa caçando memórias.
À noite, a caça era por um empolgante show de rock. Então seu look explorador dava lugar a algo mais ousado: jaqueta de couro preta, saia e meia-calça.
Talvez agora essa alma livre tenha finalmente encontrado a liberdade que sempre buscou nos ventos, nas matas e nas canções da natureza.
E assim seguimos guardando suas memórias nos lugares onde a natureza e a liberdade ainda cantam.
Descanse em paz, alma livre.
Às vezes eu queria partir para outra galáxia…
um lugar silencioso do universo onde a alma pudesse evoluir em paz.
Longe daqueles que escolheram a destruição em vez da construção,
a guerra em vez do diálogo,
a morte em vez da vida.
Existem pessoas que não apenas quebram coisas…
elas quebram sonhos.
Roubam caminhos,
aprisionam o direito de ir e vir,
e ainda se proclamam donos do mundo.
Mas ninguém é dono do universo.
Nem da liberdade que nasce dentro de cada consciência.
Os verdadeiros opressores sempre temeram a mesma coisa:
mentes livres.
Talvez eu não precise ir para outra galáxia.
Talvez a verdadeira viagem seja continuar evoluindo,
mesmo quando o mundo insiste em nos prender.
Porque a liberdade começa onde o medo deles termina.
Há sentimentos que não nascem no mundo — nascem dentro da alma.
Alguns chegam silenciosamente, ocupam espaços profundos do coração e permanecem ali, mesmo quando a vida segue outros caminhos.
Estes poemas é feito desses sentimentos.
De amores que talvez nunca tenham sido vividos, mas que ainda assim foram profundamente sentidos.
De saudades que nasceram antes mesmo de existir uma história.
De silêncios que carregam mais verdade do que muitas palavras.
Cada poema aqui é um fragmento daquilo que a alma guarda quando o coração aprende a sentir mais do que explicar.
Talvez você se encontre em algum desses versos.
Talvez reconheça um sentimento que também vive dentro de você.
Porque algumas emoções não pertencem apenas a quem escreve — pertencem a todos que já sentiram demais.
E, no fundo, todos nós carregamos dentro de nós algo que nunca foi dito…
mas que sempre existiu.
Dançar é deixar a alma voar
Sem limites, sem medo de errar
Eu danço porque a dança liberta
No baile a mente fica aberta
– musica Alma voa do dj gato amarelo
Eu vejo.
Vejo com meus olhos que desvendam a alma,
com aquele olhar que eu quase posso tocar.
Vejo um olhar,
vejo admiração,
vejo tristeza,
vejo satisfação.
Vejo o sol.
As ruguinhas no nariz quando sorri,
o sorriso,
os olhos que se puxam.
Cada pintinha que eu decorei
como constelações.
E eu desenhei —
fiz você em minha memória.
E é só aqui
que você pode ficar.
Ana.
Teus olhos são um segredo
que o tempo não desvenda,
um véu de sombra e luz
onde a alma fica suspensa.
De longe, são abismos,
noite sem lua ou estrelas,
mas de perto, claridade
que a meu poema inspira.
Não são negros, nem azuis,
nem cor que o mundo nomeia,
parece-me verdes em tons
que não existe em lugar nenhum.
Têm a cor do que se perde
e nunca mais se encontra,
são ecos de um silêncio.
Se a mágoa fosse visível,
teria esse olhar profundo,
um mar de ausência e desejo,
um céu sem chão, sem fundo.
E assim, entre sombras e luzes,
teus olhos me confundem:
ora são fogo, ora frio,
ora lembrança, ora esquecimento.
Mas se a mágoa tivesse cor,
seria da cor do teu olhar, amor
um mistério que não se decifra,
um verso que não tem fim.
À Flor da Alma
Às vezes eu queria ser perfeita.
Não por vaidade,
mas pra ser mais sábia
pra entender e reagir ao mundo
com mais clareza,
pra reagir com serenidade
sem me deixar abalar tanto
quando a vida me fere com palavras duras
e o coração sangra em silêncio.
Queria ser elevada o bastante
pra não me abater com a maldade alheia,
pra não acumular mágoas
como pedras nos bolsos da alma.
Mas o espelho não mente.
Sou falha demais.
Ciumenta demais.
Desastrada demais.
Tola demais.
O mundo desaba e eu tropeço
às vezes o raio cai, sim,
no mesmo lugar.
Mesmo assim, eu agradeço.
Peço perdão a Deus,
tento me redimir das culpas
que me seguem como sombras.
Vivo atenta aos passos,
pra não gerar mais erros e carmas
nas próximas vidas.
Porque há arrependimentos
que não se desfazem,
palavras que ficam presas no tempo,
manchando o que fomos,
sem chance de apagar.
E quando o peso aperta,
eu sinto demais e escrevo.
Escrevo pra libertar meus bichos
os ferozes e os mansinhos.
Escrevendo, eu voo.
Toco o céu com as pontas dos dedos,
descubro o meu avesso,
o eu oculto que mora trancado,
protegido por senhas que ninguém sabe decifrar.
Não busco quantidade, busco verdade.
Escrevendo, converso comigo, me ouço e
respondo o que o mundo não pergunta.
Me perco em sílabas,
exagero nas reticências,
fugindo dos pontos finais,
porque nunca paro de imaginar,
de me corrigir, de me reinventar.
Quando escrevo, espanto a melancolia.
É minha forma de rezar.
De traduzir o que sinto,
o que me rasga e o que me cura.
Só escrevendo digo o que grita no meu olhar,
que ainda sei amar e mereço, cuidado, amor.
Ando à flor da pele
mas fraca não sou.
Sou teimosa.
Sou guerra e paz, sou alma antiga.
E, mesmo myitas vezes cansada,
ainda tenho esperanças e sonhos.
Ainda acredito.
Ainda escrevo..
Àquele que ainda habita em mim
Meu amado,
Esta manhã despertei com a alma tomada por tua ausência. O sol atravessava a janela em finos véus dourados, mas nada em mim se iluminava, pois a claridade não encontrou teu rosto ao meu lado. Acordei com a saudade aninhada em meu peito, como se ela tivesse se deitado comigo na noite anterior e decidido permanecer até o nascer do dia.
Te busquei em cada sombra do quarto, no silêncio da manhã, no perfume que a brisa trouxe. Mas tudo me respondeu com vazio. Como é cruel o despertar quando não se encontra o coração amado para repousar o olhar.
Ainda sinto tua presença, teu cheiro permanece em mim como sinal que não se apaga. A saudade dói como ferida aberta, mas também me recorda da intensidade com que amei e ainda amo. És a prova de que meu coração mesmo com medo, foi capaz de se entregar inteiro, sem reservas, como quem oferece um jardim ao vento, mesmo sem saber se o vento o acariciará ou o dispersará.
Se o destino for generoso, talvez ainda una novamente nossas estradas. Se não for, ainda assim guardarei tua lembrança como relíquia sagrada, porque amar-te foi conhecer a eternidade em um instante.
Hoje, ao abrir os olhos e não te encontrar, compreendi uma vez mais, que és e sempre serás meu abrigo, mesmo na distância.
E enquanto existir saudade, existirá amor e em meu peito, e meu amor é sinônimo do teu nome.
Com devoção e ternura,
tua Sam
O sorriso do vento...
O vento sorri por entre as rochas...
E na sua impulsividade pisa na alma de quem
O sente... E de quem também lhe sorri...
E na vastidão das florestas rasgando o silêncio
Daquele lugar...
Sopra-me a boca como se quisesse beijá-la
E eu em delírios... Sufoco um lamento
E deixo fluir aquela gota de lágrima...
E sinto uma coragem enorme...para entregar-me...
Não há rocha que resista a violência do vento...
Não há ventos que destruam um grande amor!
Entre lavandas... !
Amanheceu um dia cintilante...
Eu cantarolava canções que me vinham da alma...
O horizonte de um azul inebriante... A brisa tépida da primavera...
E caminhei entre campos de lavandas perfumadas...
Vagando a procura de curtir esta paz... Achei a paixão...
A beleza... O sentir profundo... A sensibilidade da alma...
O grande amor...
Encanto-me por ser este um momento único... E fico em êxtase
E qual uma alucinação... Num privilégio...
Escuto quartetos de cordas com piano...
Música que me invade e me convida a sair dançando...
Em completo e profundo fascínio!
Em campos onde o silêncio se estende,
o lobo caminha entre árvores,
alma selvagem em paz, até que mãos rudes
rejubilam no aço, no fogo da agressão.Provocam-no com o veneno do medo,
arrancam-lhe a calma, rasgam o seu manto,
e quando a fera solta o uivo da dor,
rotulam-no de mau, titãs do juízo cego.Não veem o açoite que partiu seu chão,
não ouvem o grito sufocado em seus olhos,
só julgam o rugido que brota da dor,
escondendo a origem, negando a razão.Assim, o lobo é julgado pela reação,
mas quem planta o tormento colhe a tempestade,
e no eco da defesa, nasce a verdade:
a fera não escolhe ser, é feita pela opressão.
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