Poema sem Amor Madre Teresa
Ela é de TOURO!
— É forte por natureza, extravagante, encantadora por sua beleza.
— Às vezes é rude igual rocha, e frágil como uma flor, seu coração é cheio de amor.
— Ela pode até ser calma, meiga, um amor.
— Mas pisa no calo, que vai conhecer seu furor.
— Não tem inclinação para o morno.
— Ou congela, ou pega fogo.
— A tempestade não a derruba, ela é acostumada a banhar na chuva.
— Às vezes doce como um limão, traz a calma do furacão.
— Ela é toda determinação, teimosa, mandona e ciumenta.
— Mas ela se sustém.
— Ela se aguenta.
Oh, pele morena, tão bela e serena,
Boca carnuda que me seduz e envenena,
Teu sorriso perfeito, encanto sem fim,
Olhar marcante que me faz sonhar assim.
Imagino beijar teus lábios tão doces,
Em teus braços seguros, tão fortes e robustos,
Sentir teu calor, distante ou perto,
A chama que cresce, nos unindo em afeto.
Nosso encontro, marcado nas estrelas,
Breve chegará, como na mais bela novela,
Pois a distância não pode nos separar,
O destino nos une, sem hesitar.
E assim, nesse dia de promessas e amores,
Nossos corações, enfim, se encontrarão nas flores.
Numa noite enluarada e estrelada,
O palhaço engraçado deu sua gargalhada,
Com seu nariz vermelho e roupas coloridas,
Arrancava risadas, muitas exclamações vidas.
Subiu ao palco com um jeito desconcertante,
Fez piruetas e acrobacias alucinantes,
As pessoas gargalhavam, lágrimas a rolar,
Não conseguiam conter, queriam mais um show.
Numa mão, um balde cheio de confetes,
Do outro lado, um sapato de malabares esperto,
Jonglou com bananas e bolas sem parar,
No meio do público, risadas não paravam de estourar.
Contou piadas engraçadas de fazer chorar,
Um elefante em cima de uma bicicleta a pedalar,
As pessoas rolavam de rir, não aguentavam mais,
O palhaço com sua graça, alegrando os mortais.
E os problemas do dia a dia se dissiparam,
Com as gargalhadas, as preocupações voaram,
O sorriso no rosto, a alma mais leve,
O palhaço cômico fez a felicidade nascer.
As crianças riam soltas, os adultos se divertiam,
O espetáculo era um sucesso, a plateia aplaudia,
E nenhum doutor com remédios de amargar,
Conseguia fazer a alegria que o palhaço fazia brotar.
E assim, no circo da vida, vamos todos celebrar,
A comédia que nos faz, por momentos, flutuar,
Não importa a tristeza, as lágrimas afogadas,
Basta um palhaço cômico para alegrar nossas jornadas.
Foi um beijo...
Foi um beijo mentalizando na sua boca.
Só tuas mãos quentes me apertando e percorrendo pelo meu corpo!
Nada estava acontecendo programadamente mas a ansiedade que havia não era pouca...
Teu olhar ardia na minha alma e seus dedos perguntavam pra minha blusa
se meu corpo acolheria um delinqüente
descoladas as línguas um instante
minha resposta saiu um tanto trêmula.
🧠💭💭💭💭😘🍫
Estamos no Halloween
Tudo pode acontecer
Se não queres ser apanhado
Vais ter que te esconder
Está noite é tão escura
Não há lua para ver
Lobisomens ou vampiros
A ganhar ou a perder
Esqueletos a dançar
E morcegos a voar
Está noite é tão estranha
Até já vi uma aranha
Ah, se eu pudesse voltar!
Cair e rolar no chão
sem medo de se sujar,
correr no meio da rua,
não ter conta pra pagar.
Como era bom ser criança.
Ah, se eu pudesse voltar!
Comer goiaba no pé,
soltar pipa, pedalar,
jogar bola no campinho,
ir pra escola estudar.
Como era bom ser criança.
Ah, se eu pudesse voltar!
Ir pra casa da vovó
pra comer e engordar.
Ser sincero e verdadeiro
falando o que quer falar.
Como era bom ser criança.
Ah, se eu pudesse voltar!
Ser o futuro do mundo
e nem se preocupar,
brigar com um amiguinho
e ligeiro perdoar.
Como era bom ser criança.
Ah, se eu pudesse voltar!
Ter amor em seu sorriso
e bondade em seu olhar,
sonhar e ter a certeza
de que vai realizar.
Como era bom ser criança.
Ah, se eu pudesse voltar!
Querer que o relógio corra
fazendo o tempo passar
pra ser grande, ser adulto
e, quando a hora chegar,
dizer repetidamente:
Ah, se eu pudesse voltar!
Vaso quebrado
Mais um vaso foi quebrado
E não sei quem quebrou
Se bem que toquei
Pensei que fosse sólido
Porém me enganei
Do vaso vi as flores
Depois murcharam
A água derramou
E vi se espalhando
Senti me molhando
Então me esquivei
Até falei:
-Vaso olhe…
não me molhe…
O vaso se aquietou…
Nada mais falou
E tempo passado
Vaso de um lado
Eu de outro
Não sei se, se magou…
Passou e eu colhi flores
E no vaso coloquei
As flores logo murcharam
Então ao vaso indaguei:
- O que aconteceu?
O vaso disse: - Absorvi…
Sim, o vaso absorveu
A água que coloquei
E aí passou assim
A não alegrar pra mim
As flores não mais colhi
O vaso recolhi
Ficou guardado
E ali sozinho…
Logo o vaso se quebrou.
Eu já conheci muitos lugares incríveis que me deixaram encantado, mas quem diria que foi no seu sorriso que eu fiquei mais arrepiado.
Quem diz que o Sol é o que torna o dia mais belo, é porque não conheceu este seu sorriso tão lindo e singelo.
Sim, eu me perco no seu sorriso, mas logo me encontro no teu olhar, já sua alma me acolhe e seu jeitinho doce me faz sonhar.
Você é a pessoa mais incrível que eu já conheci na minha vida, tão maravilhosa que eu fico triste a cada despedida.
Eu venho fingindo ,eu venho tentando decifrar todo esse sentimento.
Ontem eu te quis tanto comigo,hoje as dúvidas está me rondando.
Eu tento enxergar uma luz no final do túnel,
mas tudo que vejo são dias mais cinzentos.
Só que que quando volto no tempo e lembro do seu sorriso,quando lembro do brilho no olhar,algo me diz que devo tentar,devo ficar aqui, aqui com você.
Mas o medo me pega de uma forma tão profunda,ninguém esteve tão longe e tão perto ao mesmo tempo.
Mesmo distante você consegue me ler
e isso me deixa perplexa e ao mesmo tempo com raiva.
Ninguém se aproximou tão perto da minha verdadeira essência,e isso me assusta.
Eu sei que demonstro muita confusão e incertezas, mas ainda consigo nos enxergar no futuro.
Muitas fugiam ao me ver…
Muitas fugiam ao me ver
Pensando que eu não percebia
Outras pediam pra ler
Os versos que eu escrevia
Era papel que eu catava
Para custear o meu viver
E no lixo eu encontrava livros para ler
Quantas coisas eu quiz fazer
Fui tolhida pelo preconceito
Se eu extinguir quero renascer
Num país que predomina o preto
Adeus! Adeus, eu vou morrer!
E deixo esses versos ao meu país
Se é que temos o direito de renascer
Quero um lugar, onde o preto é feliz.
Sou negra,
Sou negra beleza pura,
Como é bom ser negra!
Para toda esta beleza
Meu tipo não é europeu.
Venho da África, meu irmão,
Sou negra sem os 68 cm de cintura.
Como é bom ser negra
Do nariz largo, dos lábios grossos,
Dos olhos grandes, atentos a tudo.
Dos meus seios redondos já não sai
Mais leite para os teus filhos
Mas sim para os filhos que eu quiser!
Sou negra dos quadris invejáveis para
O repouso do homem que eu quiser ter.
Eu sei o segredo do caminhar e te envolver –
Cuidado, seu moço!
Não sou peça de prostituição!
Não sou mais do teu fogão!
Sou negra do pixaim que exibo com prazer!
Sou negra pro meu nego me chamar de pretinha!
Sou negra não pro samba de Sargentelli da vida,
Mas para o batuque do meu povo guerreiro:
No morro, na favela, no terreiro!
Minha mãe não é Nossa Senhora,
Mas sim Nana Buruku.
Meu herói não é Princesa Isabel,
Mas sim o grande Zumbi.
Como é bom ser negra!
Sou negra e sou Miss da Negritude;
Sou negra e sou Rainha do Congo, na Angola,
Na Nigéria ou no Brasil.
Sou negra apesar de você me denominar de moreninha,
Mulata, jambo ou outro matiz.
Sou negra e não reforçar o sistema que está aí
Sou negra apesar de você não admitir,
Eu sei o jongo de capoeira
Eu sei o jongo do afoxé,
O segredo do candomblé
Eu sei dar o tempero certo para o vatapá
Que eu quero comer.
Como é bom ser negra!
Negra para toda essa negritude!
Sei que sou o veneno, a pimenta
Com meu sorriso aberto, meus pés grandes
e firmes
Sou negra
Sou gostosamente negra!
Extasiantemente negra!
Conscientemente negra!
Bom dia flor do dia!
Hoje o Sol nasceu pensando em brilhar intensamente, mas ele não se compara ao brilho do teu olhar e do teu sorriso radiante que não saem da minha mente.
Que o seu dia seja tão incrível como você minha linda!
ES(COLHO) BEM O QUE CÁ, REGO
Escolhas erradas doem mais depois.
Escolhas certas doem mais na hora.
A questão não é escolher qual dor você quer amanhã ou qual vai sangrar outrora.
A questão é sempre qual pancada vai
levar a consequências piores e qual roxidão é só sobre aquilo.
Mestre que é mestre também abaixa a cabeça para o pupilo.
No final, tudo é sobre o dê pois e, para decidir, sempre penso se daqui a cinco anos vai importar tanto assim.
A melhor escolha não é a que dá mais certeza, mas é sempre a que dá algum fim.
A vida me guiou sozinha,
sem muito planejamento.
E, passo a passo,
caminho e cresço.
Nesse caminhar,
existe o que procuro,
mas também aquilo que encontro.
Agradeço a quem passou
ou continua ao meu lado.
Celebro os momentos,
os lugares onde estive.
Convivo com meus defeitos,
busco corrigi-los.
Recebo o abraço do tempo.
Vida, nada me deves!
Que Saudade!
Saudade dos que já foram
Saudade dos que nem chegaram
Pois sei que irão partir
Saudade de brincar
Saudade de sorrir
Saudade das coisas que aqui estão
Saudade dos amores que virão
Saudade de todos que amei com paixão
Que saudade!
Saudade da minha avó, do meu pai, da minha mãe
Saudade dos meus tios, saudades do meu avô
Saudades de todos que o tempo levou
A vida é assim, chegada e partida
Mas só existe saudade,
Se a vida foi bem vivida
Do livro Turbilhão de Emoções
Lei da natureza humana
Nasce, é alimentado, cresce, é alimentado,
se desenvolve, é alimentado, se reproduz e é alimentado, passa o tempo, adoece e morre.
Por ventura seria isso que o leitor lê,
o processo da vida humana?
Ou o ciclo de uma paixão?
Não existe encontro solene
Em que não se ofereçam rosas,
Diz sentimento perene
De amizades ardorosas.
Sempre tão belas nas cores...
atraentes no perfume,
Nas pétalas esplendores,
Eis o que tudo resume.
Rosa vermelha, na fé,
Lembra a chega de Jesus
Que, tocada por Tomé,
Sangue divino conduz.
Em todo o mundo pagão
A rosa é acolhida outrora
Hoje, no mundo cristão,
É sua flor deste a aurora.
Também a Virgem Maria,
Já na história patrística,
Altares e liturgia,
É chamada "Rosa Mística"
A Ponte (Refeito)
Havia um guaxinim bobo
Que morava lá na mata
Era muito e bem amado
Tinha uma vida pacata.
Resolveu sair dali
Pois sempre onde passava
Não se via pertencente
Nem diversão enxergava.
Viajou pela cidade
Logo se foi a procurar
A peça que lhe faltava
Um dia terá de encontrar.
Questionou a sua escolha
Já estava a duvidar
De ter decidido errado
Ir embora do seu lar.
Chegou numa velha ponte
Tudo parecia cair
Mas teria um horizonte
Não podia desistir.
Escutou dela uma voz
Que dizia com fervor:
“Venha achar tua alegria”
Ele aceitou com louvor.
Com pressa foi pela ponte
Viu a hora de sorrir
Mas o tal não esperava
Que a ponte iria partir.
Pobre guaxinim ingênuo
Creu em palavras astutas
Assim tarde percebeu
Mentiras de pernas curtas.
De seu fim pode aprender
Algo que vivo pensando
Mais vale ter um só pássaro
Do que dois deles voando.
Na beira do mistério, onde a morte espreita,
Descobri a simplicidade que a vida me deita.
Não mais me perco no labirinto do porvir,
Aqui e agora encontro razão para sorrir.
No limiar do desconhecido, renasço mais leve,
Deixo de lado o peso do que não se deve.
Otimismo brota como erva no chão,
Valorizando a existência em sua plenitude, então.
Não adio mais a felicidade, pois ela se insinua,
No murmúrio do vento, na luz da lua.
Cada instante é uma dádiva a celebrar,
Grato pelo prolongamento, pela chance de continuar.
Assim como o sol brilha no céu azul,
Eu me ergo, simples e sereno, a viver o meu sul.
Na poesia da vida, encontro meu refrão,
Amando cada momento, sem hesitar, sem não.
