Poema sem Amor Madre Teresa
A Borboleta-do-manacá
cruzou no meu caminho,
Comigo você não está
e mesmo assim me inspiro
em busca de ser poema
para fazer parte do teu destino.
Borboleta fantasma
voando na imaginação,
Ser em ti nó e laço
que envolve e não desata,
Ser a primavera que não
passa em qualquer estação,
Ser parte dos seus cincos
sentidos e a dona do seu coração.
Sê você mesmo
o seu benzimento
e a tesoura de vencer
qualquer bruxedo,
Não tenha medo,
o segredo é só ter fé
e na vida ser de respeito.
O menino virou
a serpente do Tanque,
Da memória deste
susto nunca mais
saiu da cabeça
nem por um instante,
Só sei que desta lenda
o quê ficou virou poema.
Se é algum tesouro
ou são fantasmas,
A misteriosa luz
da Capela nunca
foi desvendada,
Não soube de mais nada.
A Borboleta Seda-Azul
do Céu do meu Sul
se deixou iluminar pelo Sol,
E você querendo
o tempo todo saber
como chegar perto
e me ofertar o seu
borboletário vivaz e poético.
Na profundeza d'alma,
na sutileza da mente
e na largueza do peito
levo o oceano universal,
E assim como Hastula cinerea
dos jardins submersos
ando entregando a poesia etérea
feita de devotados versos
para quem sabe unir universos.
No nosso jardim submerso
iremos decorar com raras
e sublimes Porcelanas-douradas,
E hei de amar o teu amor lindo
da Cavalo-Marinho até o infinito.
O Camarão amarelo
é inspiração floral
nesta terra austral,
Inspirando a ser
poesia e vivê-la
de maneira sobrenatural.
Há um misterioso Acará-disco
rondando o meu destino,
Nestas águas sou Iara
que todas às vezes que me vê
o seu coração sempre dispara.
Andirá misterioso
que circunda vagaroso
o coração amoroso,
É de você que estou
falando que todos os dias
me entrega valiosas
pistas de que por mim
sempre mais um pouco
está se apaixonando,
e vai intensamente ao meu
amor no final se entregando.
És corajoso Acará-Bandeira
que cruza a correnteza
deste deste rio das nossas vidas,
És toda a poesia plena
e tudo aquilo que não me nega
a não voltar para a realidade
nada romântica imposta na Terra.
Piraíba vai escrevendo
os seus versos na beira
do rio em busca da poesia
certa que ainda não veio,
Quem sabe um dia você
aparece assim sou eu no rio
desta vida de prece em prece.
Pirapitinga se deixando
levar pelo rio de poesia,
Quem sabe um dia
mesmo que tarde demais
você aprenda a me amar.
As flores do Ipê-Amarelo
ornam a minha fronte,
A minha Pátria é una
indivisível e tem nome.
Três são as minhas
inquebrantáveis Forças,
e elas são inseparáveis.
Há obscuras intrigas
que impedem que tu orças
o tamanho do estrago
que provocam as ofensas.
No meu sangue correm
a cor do Pau-Brasil
e este amor vibrante.
Cinco são as minhas
regiões que meu espírito
de Sábia-Laranjeira não
permite conviver com divisões.
(A minha Nação é brasileira
ou brasileira que não aceita
nenhuma metade porque
nasceu numa Pátria inteira).
Um Capapari
iluminado pela Lua
no canal do rio
próximo a praia,
Um doce desafio
sob o testemunho
das estrelas:
(Lançar poemas
para quem sabe se
o teu amor capturo),
E nas tuas mãos
talvez vire Iara
e nas minhas quem sabe
tu se entregará em disparada.
A Corvina tem
uma linda pedra
preciosa na cabeça,
E a própria hora
para ser pescada,
Pescar fora de hora
ela não vai te servir
para muita coisa,
Espera a hora certa
não apenas com ela,
Mas em tudo nesta
vida que você deseja
fazer uma boa pescaria,
Ser pescador também
é uma boa maneira
na vida de escrever poesia.
O Curimbatá vive
em todo o Brasil,
Do mesmo modo
que a minha poesia,
Os versos de cada
dia têm feito parte
do mesmo e de outros
cardumes em busca
de oxigênio, de inspiração
e de algumas luzes
para continuar
a sorrir e aliviar cruzes.
Para você entender
o quê é poesia visual,
Observe o cardume
de Pirinampus no rio,
Contei o número
de dezesseis e peguei
a caneta antes de escrever
este poema para vocês,
(Porque número será
sempre quantidade),
e poesia terá vida
a ver com qualidade.
Depois de contar
quantos Pirinampus
haviam no cardume,
Escrevi o numeral
porque depois da quantidade
contada sempre será
(representada por
palavra ou símbolo),
Tudo aquilo que vem
do espírito permite se
criar um novo símbolo
ou até mesmo brincar
com o quê está estabelecido.
Como foram contado
dezesseis Pirinampus,
e sempre
(o número
ou numeral à partir
de dez sempre será
chamado de algorismo).
Poesia visual é
e não é Matemática,
Nela pode ser usada
além de números, letras,
ausências, formas
e até mesmo "convergências":
É lógica, ilógica, conceito
leitura iliterata e tática,
(Cada um chama
do que quiser
e se deixa ser
chamada como convier).
