Poema sem Amor Madre Teresa
O Natal do meu Nordeste
Não tem neve, mas tem sino
Não tem gelo, mas tem fé
O jantar é gordo ou fino
Pode até não ter presente
Mas não sai da nossa mente
O nascer de Deus Menino
Pássaros no céu,
Continuamente voando sobre as flores,
Descartando qualquer sentido de suas ações,
Abaixo se via as flores,
Belas e floridas, ricas de pólen, prontas para serem recolhidas.
Entretanto nenhuma abelha vinha...
O céu se fechou,
Trazendo consigo uma forte tempestade,
Os pássaros como de costume se escondiam em algum lugar bem longe, mas as flores ricas de pólen apenas recebiam o frio abraço da dor,
Sem escapatória, sem esperança,
Elas apenas morriam.
Quando o dia florou novamente do Horizonte,
As flores morrendo apenas viam os pássaros voando no céu.
Fantasmas do passado
Às vezes parece que o passado está voltando para nos assombrar no presente, é como um longo fio preso em você,mesmo depois de tanto tempo, você percebe que aquele fio ainda existe e te puxa de volta, e você revive tudo aquilo que já viveu, medos, lágrimas e traumas.
Chega o momento em que você precisa saber como enfrentar os mesmos fantasmas de antes.
Reflexões sobre o ocaso III
O que dirão os futuros vermes
Que hão de comer minha matéria?
O que dirão a respeito do que lhes espera?
Ficarão satisfeitos com tanta podridão?
Eu estou longe de ser imaculado.
Reflexões sobre o ocaso V
A sensação de chegar ao topo
É desanimadora.
Cheguei até aqui para nada?
Qual é a minha recompensa?
Eu não sou o vencedor?
"Melodia ressoa
A mente se abre
E o pensar, longe voa
Não mais gravitacional
Ansiando por algo mais, além da beira
E quando olhar pra trás, nessa jornada passageira
Quisera ter o rastro deixado
Pela cabine de si ter pilotado
Na própria vivência. Não na sombra do que quebra"
Wesley Poison - Ar[Riscado]
Me deixa 05/01/21
Sei lá,
As vezes eu sumo,
Sem motivo,
Mesmo na sua frente,
Eu não estou,
Minha mente,
Em outros lugares me levou,
Não sei,
Talvez seja uma força,
Que me desgruda da atual realidade,
Quando chega,
Ela nunca avisa,
Apenas invade.
Adner Fabrício
Ou marcella pq vc és tão bela,
Tornou minha vida doce e singela.
Quando eu te vi na primeira vez acelerou-se meu coração,
Quando eu te dei o primeiro beijo aí é q ele foi a milhão.
Dedicado 100% ao amor da minha vida, marcella... Te amo
Canais
Canais são pequenos caminhos de vida
Eles levam e trazem as marés
E depositam nossos sonhos nos rios
Eles são como veias distribuídas
Por todo o corpo desta cidade
Que embora intensa, moderna,
Urbanizada (e civilizada),
Ainda se conecta de muitas formas
Com a natureza,
Com os rios e com seus cursos.
Canais são isso; conexões com o fluxo do
Tâmisa, pequenos fragmentos de uma
Imensidão sem fim, a desaguar no mar.
Também somos canais.
Pequenos fragmentos
Fôlegos de vida levando o que deve ficar
Para trás e trazendo esperanças
Somos canais de amor.
Precisamos desaguar
Este afeto, este desejo de mudança
Para o mundo neste imenso rio
Que flui sob as nuvens de anseios
Aguardando por desaguarem abraços e choverem reencontros.
se todos esperarmos
para sermos amados
quem vai amar?
se todos esperarmos
por uma mudança
quem a fará?
se todos esperarmos
por dias melhores
anos melhores
pessoas melhores
quando deixaremos
de esperar
para viver?
quando deixaremos
de buscar
para ser?
Quando minha alma, este fulgor tépido;
de meu velho corpo irá se separar;
meu caixão, morada do cadáver fétido;
será o casulo que irei abandonar;
e estarei livre, me sentirei lépido;
borboleta pronta para voar.
Solidão.
Um vazio dentro do peito.
Nada parece ter sentido,
nada parece dar jeito.
Sentir-se só,
Sem peso, sem valor...
Tudo é frio, sem calor...
É ver como piedade qualquer aproximação, é se isolar, de tudo se afastar...
Intrusa, invassora solidão.
Não segue ordens,
ataca diretamente nossa razão.
Flores sem cheiro,
Rosas com pétalas secas que caim.
Cristal trincado, absoluto,
Vem sem avisar, fixa e não sai.
Solidão dentro do peito,
escondida da multidão,
Entre sorrisos e abraços
a escoltar o coração.
Autor: Joao Carlos Dos Reis
quero mergulhar no teu mar
envolver-me sobre as ondas de tuas curvas
sentir tua maresia
este sereno orvalho que ressalga neste ar insípido
deixar a temperatura elevar
aumentar
até amorenar esta pele cinzenta que ganhou mais cor
desde que no sol de tua pele pude explorar
desde que banhei-me com teu calor
e fiz de teu universo
meu lídimo lar
as curvas do teu corpo são as mesmas que me acidenta
as curvas de teus lábios são as mesmas que me perco
as curvas do teu sorriso são as mesmas que me acho
GENTE VAZIA
gente vazia o vento leva
gente vazia o tempo revela
tão secas quanto folhas
tão rasas quando molhas
gente vazia a chuva molha
e continuam vazias
gente vazia o tempo
sem deixar vazio
teu lábio carnudo
me deixa desnudo
teu conteúdo
me deixa miúdo
meu mento barbudo
n'teu corpo veludo
é tudo
PERIPÉCIAS Nº 5: TEMPO
nem sempre quem te toma tempo
te devolve
e nem sempre quem te empresta tempo
se comove
até que o contrário se prove
tempo que não planta
não se colhe
há quem goste de gastar tempo
e há quem só queira ganhar tempo
ás vezes é uma questão de economia
e ás vezes é só questão de mordomia
há quem queira dar um tempo
e há quem só queira dar tempo ao tempo
em tempos de passatempos
só não há quem queira perder mais tempo
Seja leve
mas nem tudo releve
seja leve
mas nem tudo leve
porque a vida é breve
como segurar diante o sol
uma bola de neve
seja leve
pra deixar a vida leve
e leve dela apenas o que for leve
pras tristezas
dê greve
pros sorrisos
se entregue
sinta a tocar
feito flocos de neve
leve
tão leve
e se eleve.
Quando te vejo
Meu coração bate mais forte
Minha respiração fica mais ofegante
Quando te vejo
É como se nunca tivesse amado antes
Você
A inspiração para esse poema
insisto em você
Porque parece valer a pena
Quando te vejo
Minha boca se cala
Por ti minha pupila dilata
Será amor?
Será paixão?
Faltam palavras para expressar o que sinto nesse meu coração
