Poema sem Amor Madre Teresa

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Enfraquecido pela acidentada inclinação da dúvida,
matou-se. A caminhada do entendimento era infinita
e as pegadas pesavam. Cada passo que dava à frente,
era outro que ficava pra trás; assim que o sabia,
logo se desmoronava. Que brutalidade, a morte
ser brotada das sementes da razão. Ser cultivado é libertar-se!
Mas, ser-se livre sozinho é… lenta
mente morrer de solidão. Então, para quê viver
num universo de ideias estéreis, onde o ignorante
é mais valorizado do que o próprio sábio…? «qual homem,
qual quê, aquele ali é louco!»
Quantos loucos geniais, «marginais!»… Ah…!
Morrer de morte subtil, sentir vivaz o sangue
escorrer dos pensamentos,
a vibração da alma rugir o que ficou no silêncio,
fazendo a dança dos espasmos percorrer o corpo.
Morre-se sim, de epidemia filosófica! Não porque é mais digno
do que tornar-se igual aos outros, mas porque a liberdade é tamanha
e não cabe em prisões.

Inserida por teresacoutinho

A sabedoria não pode ser ensinada,
porque a sua verdadeira doutrina
está na comunhão com a experiência.
Que o medo não nos impeça
de dar passos largos e compridos,
ou de encher o olhar de brilho;
resvalemos e abramos rasgões
no corpo e na alma,
embriaguemo-nos de coragem
para sentir desgostos e solidão.
É detestável passar pela vida
com tanto rigor e apenas espreitá-la,
sem nunca entender o seu desordenamento
e olhá-la reparando.
Somos escravos da morte, então,
recorramos ao mais alto dos cumes
da nossa criatividade
e façamos dela a nossa libertação.

Inserida por teresacoutinho

Da minha janelinha
vejo a luz entrar.
O quarto está iluminado
de amanheceres
e entardeceres.
Espreito a vista
e admiro o espetáculo
que encena a vida.
O tempo vadia pelas energias
vibrantes, alegres e bonitas,
assobiando paz imensa.
Ouço o jazz latino
cantando nas ruas
e os seus bailaricos embriagados.
Sinto o cheiro do mar
e do amor no vento.
O suor escorre-me nu,
já só tenho um cigarro.
Estou contente.

Inserida por teresacoutinho

Pensei demais
sobre como seria tornar-me cinzas
e acabei perdendo tempo de vida pensando
e agora ainda, porque penso sobre pensar.
Sem dar conta da verdade,
cinzeiro sou desde já pela metade,
e cada segundo vivido em ato de pensar
torna-se metamorfose de cinza.
Se metade sou cinzeiro
e se tanto penso de tudo,
quanto será o pouco que resta de mim?

Inserida por teresacoutinho

Não sei saber tudo o que se sabe,
é que o vento traz e leva,
então o que há, logo esvoaça.
Dei por tudo a viajar no tempo,
a vida, principalmente.
E desde aí que o vinho é mais saboroso
e o cigarro mais atraente.
De repente, tudo é leve,
breve, um universo caótico
de instantes aparentes,
um reflexo paralelo de nós mesmos.
Relevemos revelares,
porque tudo o que é dado como certo,
tende a ser secretamente torto.

Inserida por teresacoutinho

Hoje tive vergonha de mim.
Tive vergonha de não ser como todo mundo é.
Tive vergonha de não me sentir pertencente a lugar nenhum.
Tive vergonha de não me enquadrar no espaço que não me cabe...
E com vergonha, eu quero dizer felicidade intensa e genuína.
Ser você e se orgulhar disso, é o que faz a diferença.

Inserida por Teresaduarte30

Há um desejo avassalador em meu coração de arrancar a agonia do escárnio que existe em minha vida. Há um desejo de me tornar aquela a quem sempre desejei ser e sempre tive preguiça de perseguir.
Há um desejo de viver aquilo que eu nunca consegui por medo de tentar.
Há, antes de tudo, um desejo gritando, ecoando em meu coração... há um desejo de ser eu.
E esse, eu nunca tive, o que torna tudo tão mais especial.
Há o desejo de ser alguém que eu nunca fui. De amar como nunca amei.
Há o desejo de me amar como nunca fiz, e essa é a melhor angústia que já tive.
No fim de tudo, o que quero é apenas ter a certeza de que vivi da melhor forma, de que fui feliz e fui triste... e que alcancei o que havia em meu destino alcançar.
No final de tudo, eu só não desejo partir sem ter pelo menos tentado ser feliz e sem ter pelo menos uma vez conseguido...

Inserida por Teresaduarte30

O bicho-papão chamado SOLIDÃO

A solidão é um estado que assombra!
Faz sentirmo-nos desacompanhados, abandonados, desprotegidos, tristes e com medo...
Exige-nos a dependência do outro...
Aterroriza-nos com o receio de estar sem algo...
Traz-nos fantasmagóricas lembranças sofridas do abandono...
O que fazer com esse bicho-papão?
Apresentarmo-nos a ele...simples assim!
Porém, é preciso analisar se eu interiormente existo realmente.
Esta averiguação conseguimos através do diálogo interior, da restruturação de alicerces trincados, da descoberta de prazeres solitários, do enterro de velhos mortos, da liberação de estruturas egóicas, do controle da ansiedade do amanhã...
Qual foi a última vez que procuramos nos ver através de um espelho além do nosso ser externo?
Só olhamos para observar a arrumação do cabelo, da maquiagem, da barba, da limpeza dos dentes?
Conhecemos nossas fisionomias quando sentimos uma dor ou quando gargalhamos?
Desejamos um ‘excelente dia’ para nós mesmos? E quando vamos dormir?
Temos posto pontos e virgulas em pessoas e situações para que nosso interior se sinta confortável (ou pelo menos não tanto incomodado)?
Na verdade, quando tivermos certeza da existência deste nosso ser interior, nem vamos precisar apresenta-lo ao bicho-papão... Ele não existirá mais!!

Inserida por teresa_castellar

Nossos Vulcões em Atividade

Por vezes as circunstancias nos impõe acontecimentos não previstos.

É o engarrafamento que nos atrasa, a resposta negativa ao que tanto ansiávamos, a incompreensão ao que com tanto carinho tentamos expor...

E a sensação da falta de domínio nessas situações promove um vulcão em atividade.

As circunstancias podem fugir ao nosso domínio, mas as nossas reações a elas, não!!

Nossas reações são de controle pessoal e intransferível.

Vamos agravar o que por si já não é tão agradável?

Pensemos nisso na próxima vez em que as circunstancias colocarem nossos vulcões em atividade e não vamos abrir mão do nosso poder de controle das nossas emoções e reações.

Inserida por teresa_castellar

Sobre partidas

Depois que ele partiu, os sons ficaram diferentes. Ouvia o barulho do relógio, dos carros, ouvia o riso lá fora, longe. Parecia tudo de outro mundo, achava tudo estranho. Amava tudo isso, coisas cotidianas, mas sentia falta das mãos, dos olhos e do sorriso, das conversas. Sentia falta da porta se abrindo, da bagunça, daquela vida suave. Procurava, procurava e, estranhava, só conseguia encontrar o seu amor no silêncio. No silêncio aprendeu outro jeito de amar, como se comungasse com alguém muito maior, e Ele, bondoso, devolvesse as memórias de tudo que havia sido bom. Dormia abraçada com suas lembranças e, nessas horas, no meio da dor, até paz sentia. No silêncio aprendeu outro jeito de amar quem partiu e quem ficou.

Inserida por Teresagouvea

Um bizarro bairro de desmaiadas cores
estende-se vago pela colina,
rompendo-se solto de movimento,
como pinceladas delirantes de um esboço
engolido pela natureza.
Já no escuro, cá fora, de baixo,
vejo-o beijar a noite em êxtase de estrelas,
e ouço gemidos de moribundos
que se esvaem nos ventos leves.
Como vivem felizes sob o lume que não se extingue,
tão cheio de luar, embebido num infinito prazer…
E todavia bocejava constantemente,
entre os desbotares de gozo e de cansaço,
como se de um sonho se tratasse…
Os pássaros avançam em meu redor
e invadem-me aromas de árvores e flores,
abraçam-me as tintas, os sopros e o calor,
e eu, tal e qual… amortalhado de impressões,
e nelas a inacessível confidência dos meus sentidos.
Já não sei quem sou, nem de onde venho,
ora para onde vou. Enfim perdido
na inconsistência dos sonhos…
Flutuando, eu que me achava deitado no rochedo,
adormecido à tardinha…
Junto a mim, em mim,
a fronteira entre o ilusório e o tangível.
Em cada esquina, divagações… E a vida que corre
como um poema…

Inserida por teresacoutinho

⁠Certo dia, infligi-me à inevitabilidade da tortura:
estive a pensar, a pensar…
E senti-me abismar precipitado
num tempo que foge ao dos ponteiros.
Imerso no relógio reflexivo,
escapuli-me, sem esforço,
para o ininterruptamente absurdo –
onde tudo se torna evidente
e a pureza das coisas alcançável.
O prazer da minha própria companhia
tornou-se doloroso,
(ninguém nos explica verdadeiramente nada...);
havia incorporado tic tac’s pensantes,
tais filosofias agudas, cortantes,
que tanto me ferem a sensibilidade.
Por vezes, quando sofro o suficiente
para me tornar um homem novo,
tento ser capaz de retornar,
evitar a poesia, ser mais terreno.
Mas o meu mal é ser poeta,
mesmo sem o querer.
É longa a distância entre reconhecermo-nos…
A verdade é que,
cada instante de poesia,
por mais que doa,
também satisfaz.

Inserida por teresacoutinho

Somos seres em vão
em busca de propósitos.
Essa viagem interior
que todo o ser faz,
perdendo-se no labirinto
da crise existencial.
É demasiado querer,
essa descoberta sem fim,
porque somos instantes,
metamorfoses constantes
sem chances de sair do vício.
Mas há males cujos bens
são melhores,
e basta a loucura da vida
para que que nenhum mal
seja pior.
Apenas sejamos o que somos,
pois quem vive para ser outro
sem ser aquele que é,
jamais se sentirá vivo.

Inserida por teresacoutinho

Achei que éramos iguais.
Que éramos a mesma pessoa.
Imagine meu choque, quando descobri;
Você jogava sempre sozinho.
Precisava era de uma muleta,
enquanto eu só queria teu carinho.

Inserida por TeresaAlmeida

O tempo encarrega-se de mostrar que valer-se dos olhos alheios é só uma perda.

De tempo.

Inserida por TeresaAlmeida

Não te digo que este coração seja rico em sabedoria, pois de fato, este é um fato que ainda não sei. Mas imaturo e inconstante, sei quanto ele quer bem. Não confia muito em regras e pulsa por vontade própria. A razão, esta mocréia, frequentemente o abandona. Obedece sua natureza e não tem medo de se perder.

Se ativo, obedece. Enquanto passivo o ordena.

Faz ele certo, pois a moralidade, meu bem; está no juízo que de nossas ações fazemos. Castigo maior não há de ter que de nossas virtudes sobrem apenas remorsos.

Inserida por TeresaAlmeida

Na televisão querem seu dinheiro, vendem a beleza do álcool, a compra da própria segurança por ter um silicone no corpo, a idéia que um bisturi vai te fazer se sentir mais atraente, mais invejável. Somos ensinados a cuidar do nosso corpo, mas o prazer por meio dele é um pecado. Hoje a felicidade vem dentro de uma pílula emagrecedora.

É uma espécie de conspiração na qual todos participam desde pequenos, um acordo velado em que você finge que fala a verdade e eu finjo que acredito.

Inserida por TeresaAlmeida

Menina
Vê por onde anda
Que a rapaziada já quer te engolir
Menina
Cadê tua turma
Se não tem, se enturma
Dá teu jeito, então
Cuidado com a sinceridade
Já mataram a verdade e eu não li no jornal
Que o mal dessa gente miúda
É fazer da palavra glorioso punhal
Menina
A soberba é surda
Vai que a moda muda
Guarda o teu refrão
Menina
Sei que a saia é justa
Pra cair não custa, basta um tropeção
Cuidado com a mão da maldade
Já mataram a verdade
E eu não li no jornal
Que o mal dessa gente miúda
É fazer da palavra glorioso punhal
Menina
Vem viver a vida
Firme e decidida, como Deus bem quer
Quem sabe essa é tua sina
Pra dormir menina e acordar mulher
Menina....

Inserida por AngelicaLessa

Deixa as lembranças que são sobreviventes, por que de resto, resta a experiência ensinar: esqueça.

Já me basta apagar da memória minhas farras descabidas, as noites mal dormidas e as ações desmedidas.

O dia já foi muito pesado. Tua presença é só o recado dizendo ao meu corpo que está tudo bem.

Inserida por TeresaAlmeida

Deixo estar. Deixo ser.
Se é teu fogo que aquieta meu demônio:
Te espero acordada pra trocarmos um pouquinho de paz.

Inserida por TeresaAlmeida