Poema sem Amor Madre Teresa
Divina metade que exige nossos corpos.
Que em noites frias sonham ao léu.
Procurando o fio da luxúria.
Sou um pedaço de mistério
Uma criatura comum
Me entrego a todos
Mas não sou de nenhum
Tenho sonhos como a maioria
Os meus segredos são da multidão
Nego que exista algo além de dor
Em meu apertado coração
Sou metade homem
Metade menino
Amo a imperfeição
O que é perfeito eu abomino
O sol me esfria
O frio me esquenta
Os inteligentes me detestam
Tolo é quem me aguenta
Sou um pouco de tudo
Mistura de ácido com base
Só falta uma coisa nessa vida:
Encontrar a felicidade!
Era um pássaro preso
Vivendo em uma gaiola
Um dia foi lhe dada a liberdade
Porém, não foi embora
Decidiu ficar
Se agarrou a prisão
Pelo menos ali ele não estava só
Poesia está na fala
Está na escrita
Está em tudo
Pena que a grande parte deste mundo
Seja cego, surdo e mudo.
Desordem completa,
O caos interno
Se refletiu no externo
Promoveu o duelo
Entre rabiscos e versos
A alma que chora
Já não sabe a hora
Que toda essa bagunça
Vai encontrar seu lugar
As palavras se confundem
Ao se encontrar, se unem
Criando a poesia
Em meio ao incôndito ambiente
No fim do túnel me encontro
Sinto-me um louco em calmaria
O último verso escrito e ponto
O caos é o mal que me traz alegria
Eu tentei
Tentei ser tudo o que podia
Tentei ser tudo aquilo que você queria
Você não me escolheu
Tentei te dar amor
Tentei te dar carinho, mas tudo que me disse foi que queria estar sozinha
Tentei ser seu amigo, seu irmão.
Tentei ser seu amor e até mesmo uma paixão
Mas nada disso você quis
Preferiu a solidão
A entregar para um cara como eu
Esse teu duro coração
Não sei o que dizer
Muito menos o que fazer
A única coisa que eu sei
E que tentei
Tentei de tudo
Para estar somente com você
Não foi o suficiente mas algumas coisas não são pra ser.
Espero que seja feliz, por que eu vou ser
Vai servir de corolário essa experiência, pois não irei mais sofrer
Quem sabe um dia nós veremos novamente
Nesse dia tudo será diferente.
Versos(in)versos
Rascunhos de mácula
e intenção danosa
e má fé anunciada
na fala encabulada
de um magano na prisão,
duro na queda
feito caquizeiro arqueado na terra
de tanto peso nas costas
e joelhos prostrados ao chão.
Justeza de reza
juridicamente anunciada
em coro de mil vozes
e silêncio cordado
de mil ouvidos,
versos inversos
de mil poemas
e universos inteiros
em plena expansão.
Vértice ou vórtice
no vurmo das úlceras
no peso das plumas
no olho do furacão,
versos inversos
e universos inteiros
partidos ao meio
durante o processo
de inquieta acomodação.
Poeta
Um poeta não é aquele que faz poesia com rimas, poeta é aquele que se sente poeta, mesmo que para os outros não seja um, mas sim para ele.
Poeta é aquele que diz o que sente algo que sai do coração. Você se sente um poeta? Então seja um poeta.
Poeta sonha, sente, sofre, vive e mesmo assim, acima de tudo é um poeta.
Ele vive de alegrias, tristeza e experiências, mas do que mais vive é da desilusão, desilusão do amor e da vida, coloca tudo que sente pra fora, ele mente, ele fala a verdade. Mente pra outrem e para si mesmo também. Ele fala que mente, mas mente que fala, fala a mentira e mente na fala. Poeta é um ser confuso.
Ele passa ser o que não é, quando na verdade passa ser outro alguém que mesmo assim o outrem é ele mesmo, mente para si, mas ao mesmo tempo fala a verdade e sabendo do que fala, mente pra quem está lendo, mais escreve a verdade.
O poeta observa, sofre, chora, sorrir e expressa o que sente, escreve o que pensa, desabafa nas letras sem se importar o que os outros irão pensar, não diz o que sente pra ninguém, só escreve e mesmo assim espalha pra todos o que sente.
Poeta é um ser complicado, Por que na verdade me passo por um poeta, coisa que não sou mais finjo ser, e o que digo não ser, é que na realidade sou um poeta dizendo o que sinto ser e que penso no que não sai do meu pensar e sim do pensar do outro, pensar de um poeta.
um homem veio a minha porta
fazendo samba com palavra torta.
Cantei, chorei, brinquei
invetei versos
quem se importa?!
O poeta, que se conforta!
Deixem-a em paz
Ela tem uma beleza doce,
Mas também possui uma personalidade ácida,
Tão ácida,que é mal interpretada,
As pessoas não a entendem,sempre a julgam,
A chamam de Ignorante,sem educação,
O que eles não sabem é que ela apenas se defende contra eles,
Ela na verdade é doce,assim como sua beleza.
Bebi a água pura da fonte
E minha alma se purificou
Já estou livre dos pecados de ontem
Meus olhos agora enxergam o amor
Não precisei andar muito longe
A salvação minha alma encontrou
Agora entendo tudo o que Ele responde
A direção certa minha vida encontrou
Quero mastigar e engolir novos sabores,
Fazer o coração pulsar e o pulso coraçãonear
Que a rebeldia que chuta do meu útero seja viva no meu navegar
É assim que a vida começa a ficar intensa.
É assim que a vida começa a ficar imensa
Todo poeta é um Vagabundo
Todo Vagabundo é um Poeta
Poetas e vagabundos inventam o inútil
O poeta come o ócio e cria
O Vagabundo cria o ócio e come
um inventa a poesia
o outro, a vagabundia
e vice e versa.
Tenha contigo uma espada
Tenha contigo uma falha
Tenha comigo uma fala
Tenha contigo uma lágrima
Tente contudo seguir á vida
Tente por tudo ser feliz
Tente o mundo com Harmonia
Mas se não conseguires o que tem em cima
Não se entristeça é a vida.
Escritor
Um mero escritor
Que também ama
Pelo papel produz a dor
Quando o coração inflama
Um mero escritor
Deitado em sua cama
Compartilha seu amor
Quando conheceu sua dama
Um mero escritor
Que de tudo reclama
Das letras um escultor
Quando sente algo inspirador
Um mero escritor
Pelo papel exclama
Que em seu mundo é o governador
Mas de letras não possui um cronograma
Escrever...
Em gestação a lágrima se peroliza,
remoendo-se em si.
Assim a palavra me angustia,
ansiosa por se formar e sair.
Sabemos que não está pronta,
ainda falta um tanto de vida.
Mas quem a pode dominar ?
Portanto, aos pedaços e escura
ei-la nascida contente consigo.
Eis-me atônito buscando o brilho
que ainda não há ou sequer haverá!
Incompleta...
Sou para quem sabe sentir
Para quem possui os sentidos aguçados
Para quem consegue ultrapassar meu corpo
Sou por dentro
Em meu corpo não há minha essência
Minha alma está fragmentada aqui
Somente para quem for hábil
Que souber sentir
GUSTAVO
Peço desculpas do fundo do meu coração
Por tudo que eu não fiz
E que revolta meu coração
Deixando triste e solitário
Diante de todo acontecimento
Me sinto feliz
Quando te vejo
Fico com coração fantasiado
Pensando em um futuro brilhante
Junto com você
Gustavo
Pai
Não queria crescer
Queria adormecer
num canto da sala
Onde sempre me carregava
E pro quarto me levava
Nos seus braços
Mais que protegida
sentia amada
Pai
Não queria crescer
Mesmo com as broncas
Que no olhar de criança
Sempre inocente
Guardava na minha mente
Os conselhos e ensinamentos
Para quando crescesse
Pai
Não queria crescer
Queria sair de mãos dadas
Correr e pular
Rir até de madrugada
E ouvir suas histórias
Às vezes engraçadas
Pai
Não queria crescer
Já que cheguei até aqui
Agradeço os momentos
Da minha infância
E tudo que aprendi
Como herança
Carregarei sempre o sobrenome
Será uma eterna lembrança
Da essência
Da nossa existência
Destino
Desatino
Sai do prumo
Não tem sentido
É confuso
Não entendo
Sigo o rumo
Um fio de linha
nos é dado
Lá no início
Ainda pequenino
Não somos
costureiros
Nem bordar
sabemos direito!
A vida ensina
tal profissão
Sem remuneração
Predestinação
Usamos a intuição
E tecemos
com a própria mão
Destino
Desatino
Sai do prumo
Não tem sentido
É confuso
Não entendo
Sigo o rumo
Destino
Vai traçando
Entrelaçando
Cruzando
Marcando
A vida
Até o fim da linha
