Poema Rir de Charlie Chaplin
Vou até o Rio São Francisco
pagar a minha promessa
ao Bom Jesus da Lapa,
Rezarei uma oração
no túmulo do ermitão
e vou me reunir com a multidão.
Como devota de Bom Jesus
de Pirapora vou fazer
o trajeto até o Rio Tietê,
Vou nos quatro dias
de festa lá na paróquia
para de coração agradecer,
Porque quando mais
a gente agradece melhores
bênçãos sempre irão acontecer.
Borá de todas
as notas
para todas
as horas
Poesia e pacto
para encantar
do amanhecer
até o anoitecer.
De Janeiro a Janeiro
de braço dado sempre
com o Poetinha
para a minha Rodeio
desejo o melhor
porque tenho amor.
A Lua Nova surge
como um pingente
precioso sobre
o Médio Vale do Itajaí,
e que espero sempre
por ti nunca menti.
Com mel, ternura
e delicadeza,
De Lua em Lua
vou traçando
a rota para você vir
o meu encanto descobrir.
Da ilha das especiarias
do Caribe és a flor eleita
Floresce a Bougainvillea
com a sua beleza perfeita
O vento quando acaricia
a costa de Granada
me canta a canção poética
das três Américas
Levando a Bougainvillea
a derramar as suas flores no chão
para encantar o coração
Na Bougainvillea estão
a unidade e a abundância
que sempre traz inspiração.
Para o Jogo do Pinhão
o boque tem que ser
sempre bem cavado
para não ter erro não
quando for arremessado.
Inspiração é Taboca
escondida na floresta,
Para quem se atreve
a encontrar nunca falha
e sempre aparece,
É só sabe procurar
que é possível encontrar.
Um sorriso tem o total
feitiço de transformar
o coração em Toré,
Põe no caminho poesia
para quem aprecia
sempre andar a pé:
Um chamado de amor e fé.
Foi um dia marcante
que te conheci por foto
Passei a te querer todo,
Você parecia uma miragem
no meio de uma paisagem
e se fixou em mim como tatuagem.
A Paineira-vermelha
com amor verdadeiro
e suas estrelas de Rubi
beijam docemente o céu
e quem passa por aqui.
Não era uma idiota
para lidar com assuntos
de paz e guerra,
Era uma sereia
que no lugar de caneca
usa um caracol,
Senhora de si a sua
biblioteca era um atol
e a sua família escova
de cabelos era feita
toda de madrepérola
para a sua essência poética.
As únicas penumbras
que me permito eleger
são as que me permitem
acender uma vela ou ver
a grandeza do Universo
distante do ódio
para que venham dias
ainda melhores,
Porque o nosso coração
de ser habitação
daquilo que engrandece
renovando a busca
pela trilha da perfeição.
Nada supera a beleza
da Paina-de-seda
beijada pela ventania
que até parece um
castelo de fadas e poesia.
A Paineira-fêmea
espalha as suas
flores e a sua lenda
pelo caminho,
e eu espalho poemas
com todo o carinho.
