Poema Passei para Deixar um Beijo

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O incerto sempre é certo
Não temos domínio do depois
A cada segundo vivemos um milagre
A insegurança bate forte
A pressão imposta
A necessidade do imediato
Tudo satura, desgasta
Só nos resta viver
Ou sobreviver
Um dia de cada vez
Pois é o que temos
Não há momento ideal
O amor não é um mar de rosas
Amizades podem ser passageiras
E nós, passageiros dessa vida
Onde um caminho certo não há
E nada, depende só de nós
Como dizem

Inserida por DanielAvancini

As vezes, assim penso, vivo
Um monólogo diário
Atravessando as vielas
Sem atalhos

Em frente ao mar
Dedico-lhes meus devaneios
Discorro sobre tudo
Sem, ao menos, um pingo de receio

O mar atento
Se comunica através de suas ondas
Mergulhante, deslizante e ascendente
Cabe a interpretação daqueles que mantém os olhos bem abertos

Inserida por DanielAvancini

Início do Fim

A morte
não é um golpe final,
nem o apagar abrupto
de uma chama que ardeu em vão.
Ela começa
no primeiro sopro de vida,
como um murmúrio ancestral
gravado na espinha dorsal do tempo,
uma promessa silenciosa
de que tudo que nasce
traz em si
o prenúncio de partir.

Somos nós
quem tenta adiá-la
ou apressar sua chegada,
como se a permanência
fosse um direito herdado,
como se o fôlego
fosse posse
de quem o exala,
esquecendo que o ar
é só um empréstimo
da eternidade.

Entre o nascer
e o desfolhar da última pétala,
somos intérpretes falhos
de um roteiro
traçado pelas mãos do acaso,
dançando na corda bamba
do existir,
prolongando cada passo
como se a terra
não estivesse sempre
a um deslize
de nos tragar.

A morte
não é antítese da vida,
mas sua sombra inseparável,
um vulto paciente
que nos acompanha
até o instante
em que já não há mais corpo
para projetá-la,
quando o vazio,
enfim,
reivindica o espaço
que sempre lhe pertenceu,
e nós,
como poeira,
nos dissolvemos
no ventre do universo.

Inserida por DanielAvancini

Aparência de Vida

Não há vida.
O que sou?
Um coração que pulsa
por reflexo de um hábito ancestral,
meus órgãos em perfeito estado,
como engrenagens meticulosas
de uma máquina que opera
sem memória ou intenção,
mantendo o teatro fisiológico
de um corpo que respira
por mera obediência biológica,
como se o oxigênio
fosse um combustível imposto
e não uma escolha consciente
de permanecer.

De certa forma,
sinto-me morto,
não pela ausência de pulsação,
mas pela falência do querer,
pela insuficiência da alma
em habitar o corpo que a carrega.
Sou um vulto cotidiano,
uma sombra que vaga
nas bordas do tempo,
um espectro inacabado
que percorre os dias
como um verso esquecido
no meio de um poema
que nunca se completa.

Vivo,
mas sem a densidade
de quem ocupa o próprio ser,
de quem molda o instante
com a intenção de permanência.
É como se a pele
repelisse o próprio contorno,
e o corpo,
apesar de intacto,
fosse apenas a moldura
de uma ausência dolorosa,
uma estrutura que insiste
em se manter ereta
mesmo quando o espírito
já desabou.

Inserida por DanielAvancini

⁠Entre o Assassino e a Vítima

Quem sou eu?
Um humano imperfeito,
destroçado entre o espelho e a carne,
cometendo crimes contra mim mesmo,
atentados sutis que corrompem a alma
e rasgam a pele da consciência.

Sou vítima ou assassino
daquilo que me tornei?
Voluntário no ato de me ferir
ou involuntário na arte de desmoronar?
Sou necessidade que enlouquece,
psicose que se veste de razão,
ou um delírio lúcido que encena
a tragédia de ser quem sou?

Sou mesmo louco?
Ou a loucura é a máscara
que uso para não ver a verdade
do caos que me habita?
Sou mesmo eu?
Ou sou um espectro fragmentado,
uma nota dissonante
na sinfonia do que jamais fui?

Indizível.
Como nomear o vazio que preenche
os espaços entre meus gestos?
Como afirmar com certeza
que sou algo além do que falha
ao tentar existir por completo?

Se a dúvida me define,
sou tanto a ferida quanto a lâmina,
a mão que acolhe e que esmaga,
o vulto que se esconde atrás de um rosto
que mal reconhece sua própria sombra.

E se o espelho estilhaçado
reflete múltiplos eus
que coexistem na fissura do real?
Serei eu o caco que corta
ou o reflexo que sangra?
Sou a colisão entre o ser e o não ser,
o vértice do abismo onde a dúvida ecoa
e a própria identidade se desfaz.

Há um grito que rompe o silêncio,
uma palavra que treme na garganta,
como se nomear-se fosse desabar
e aceitar-se fosse um pacto
com a dor que me habita.

E no limiar dessa guerra interna,
sou o paradoxo que respira,
uma verdade que mente para si mesma
enquanto tenta sobreviver ao próprio fardo.
Ser é ser incompleto.
Sou a imperfeição que sobrevive
no abismo entre razão e caos,
desafiando a lógica
com um coração que ainda pulsa
mesmo quando a mente implora por trégua.

Inserida por DanielAvancini

⁠Naufrágio em Mim

Minha cama vira barco
quando a noite se estende
como um oceano sem margens,
e minhas lágrimas desenham
rotas incertas na pele
de um horizonte que nunca chega.

No grande vazio
onde o silêncio ecoa,
não sei para onde navegar.
Sou marinheiro de olhos fechados,
tateando as ondas com mãos vazias,
e a bússola que carrego
não aponta o caminho
para lugar algum.

Sinto fome,
uma ânsia que não cabe
no peito salgado de mágoas.
Dê-me de comer,
mas que seja algo
além desse vazio repetido,
além desse sal que corta a boca
e engasga meu grito mudo.

E quando tudo se perde
no mar que me afoga,
ele é meu único refúgio,
porto improvisado
nas águas turvas do medo.
Sua voz é como farol
que rompe a escuridão,
e eu, à deriva,
me deixo ser salvo
pela calma que ele traz,
pela promessa de terra firme
onde meu corpo cansado
possa, enfim, descansar.

Então, quando o calor de sua mão
toca minha pele fria,
a tempestade se dissolve
como névoa ao amanhecer.
A luz que ele lança sobre mim
é cais onde meus olhos secos
desaguam esperanças.
E no balanço desse barco incerto,
encontro o ritmo da paz
que tanto busquei
nos ventos que me arrastaram.

Naquele porto improvisado,
eu sou embarcação que cansa,
ancorando meus medos no peito
de quem não teme minhas águas.
Ele, farol e cais,
é o norte que escolhi seguir,
a promessa de que, mesmo à deriva,
há um destino além da tormenta,
um abraço onde o barco repousa
e meu naufrágio se desfaz.

Inserida por DanielAvancini

⁠⁠Para cada Fim, um Início ou Reinício:
Fim da ignorância, Início do esclarecimento;
Fim da mentira, Início da verdade;
Fim do ódio, Início da paz;
Fim de um dia, Início de outro;
Fim da vida terrena, Reinício da vida espiritual.

Inserida por Valdecir

NÃO ME ESPERE


⁠Não espere por mim, fui jogar as cinzas no mar e celebrar a um renascimento.

Fui acender um inceso e pedir ao universo que receba quem parte e que fortaleça quem acaba de chegar.

Não espere, apague a luz e feche a porta... não irei voltar e ouvir lamentos e promessas manipuladoras.

Não espere nem um minuto, estou concluindo o download de atualização da nova versão de mim que você iniciou ao me magoar.

Se desejar, guarde as lembranças do que conseguiu desconstruir com a toxicidade que lhe caracteriza
e a certeza que jamais fará parte do que forjou com sua passagem furaconica.

Não espere um abraço de despedida ou mesmo um aperto de mãos, se o que merece é a distância que te apaga na linha do horizonte.

Não perca mais tempo esperando por algo que irresponsavelmente despedaçou e deixou de existir

Inserida por Jlins76

A boca, o cheiro, a química...
Naufragar em teus beijos é um prazer.
As peles marcadas pelo desejo...

Como explicar?
Algo que não se mensura ou ao
Menos se vê...
Paixão, amor, desejo...
Ahh...o amor...sentimento que arrebata!
Nada é tão poderoso quanto o amor!
Haja forças para este furacão...
Amar-te é tudo isso e muito mais!

Inserida por CAIOCAMARACESAR

⁠A criança e a vida.

Incrível , como, quando você chega a um lugar e ao entrar, você olha a seu redor e parece que aquele lugar não lhe pertence mais,é a mesma sensação de querer usar aquela roupa antiga de 25 anos atrás que você insiste em usar mas ela te aperta, coça, pinica;chegando até te sufocar.

Papais e Mamães, muito cuidado com a educação e a disciplina exagerada, olhe para seus filhos com mais carinho e compreensão, uma criança é, como um artista, que está de frente para uma tela vazia e, o que mais ela precisa é, estar livre para exercer e praticar a sua criatividade e, essa tela vazia se chama VIDA!

Inserida por CAIOCAMARACESAR

"Há um clamor na terra,de uma grande voz"
Deus ordenou socorrer
pobres, miseráveis, necessitados e os marginalizados.

Inserida por leilaboas

Há um coral de vozes um brado,aos fracos, pobres e
exilados.
Aos prisioneiros de guerra e os torturados.
Aos órfãos, as viúvas, há violência domestica contra as mulher... os refugiados.
As vítimas de guerras das perseguições e injustiças,ouço um coral de vozes um clamor.

Inserida por leilaboas

Cenografia. ⁠No palco da vida, um cenário se desdobra,
Nasce com vigor, em quinze dias de glória,
Cores vibrantes, formas inovadoras,
Um mundo novo, cheio de possibilidades.

Mas logo, o tempo passa, e o cenário muda,
Perde a magia, o brilho se apaga,
Tédio visual, monotonia reinante,
O que era novo, agora é comum e banal.

A paisagem que antes inspirava,
Agora é apenas um fundo desgastado,
Onde a criatividade não mais habita,
E a beleza se esvai, como um sonho esquecido.

Mas ainda assim, há esperança,
Poís a cada quinze dias, um novo cenário nasce,
E com ele, uma chance de renovação,
De reviver a magia, a inspiração.

Então, não choramos a morte do cenário,
Mas celebramos o nascimento do novo,
E nos deixamos levar pela corrente,
De uma criação constante, infinita e verdadeira.

Inserida por leilaboas

⁠⁠⁠Foram 25 anos da minha vida dando vida a um personagem que não era eu. Hoje em dia, com 45, digo a mim mesmo que tenho 20 anos de vida, pois há 20 anos o verdadeiro Tuca tomou posse da sua verdadeira identidade. Hoje, não exponho minha vida com a intenção de ganhar alguns likes, mas sim para mostrar a todos que nossa felicidade depende única e exclusivamente da libertação das nossas próprias amarras, através da autoaceitação.

#lgbtqia+
🌈🌈🌈

Inserida por tucafriba

⁠Alguns são felizes tomando um bom café na varanda de suas casas.
Outros só são felizes tomando um bom café na Champs-Élysées, em Paris.

Isso não tem nada a ver com café.

Inserida por tucafriba

Quem somos:

⁠Um instante no tempo?
Pendurados ao relento?
Suspensos no Espaço?
Solitários de fato?
A imensidão que nos cerca!
A fina linha que equilibra cada peça!
A compreensão do nosso tamanho!
Crer no TODO PODEROSO não deveria ser algo estranho!
Pessoalmente vejo o Universo na Flor,
É óbvio que de alguma forma,
A Fonte Geradora de Tudo,
No mínimo, tem que ser chamada de AMOR.

Inserida por glauciocardoso

⁠O Querer e o Poder são conflituosos!
Um abismo existe entre os dois, e transpor o abismo tem sido o sofrimento e a insistente batalha da humanidade desde o surgimento da consciência.

"Penso logo existo", ou logo há sofrimento.

Inserida por glauciocardoso

⁠Nó, não o que Alexandre, o Grande, cortou antes de tentar conquistar um mundo, mas este que se prende a garganta do Consciente, e cujo plural da palavra revela uma verdade simples.
Não há um Nó sem um Nós, logo não há sofrimento individual que não envolva ao menos mais um.
Simplificando, se fiho sofre, mãe sofre!
Por mais que pensemos que o Sofrimento é nossa propriedade particular intransferível, nossos sofrimentos movimentam as dores daqueles que nos escolheram, ou foram escolhidos, como parte da Vida

Inserida por glauciocardoso

⁠(Menina do Meu Jardim)
No Jardim da minha vida,
um dia você nasceu,
menina, primeira a flor mais linda que me apareceu
A florzinha cresce depressa,
Sorridente, meiga, esperta,
Uma jóia rara que meu lar enriqueceu
Nos cachinhos dos seus cabelos,
deslizam meus sonhos e planos,
Minha filhinha querida, posso tudo, faço tudo em ti pensando
Seu sorrisinho sempre aberto,
desmonta meu coração, Você é tão sapeca...
Sou um verdadeiro corujão.
Seu abraço me quebranta,
suas palavrinhas derretem meu coração.
Amo-te tanto minha menina, a você direciono todos os meus cuidados e atenção
Mais um sorriso menina,
você sempre sorri,
Seu sorriso me liberta, não deixa esquecer que sou feliz.

Inserida por glauciocardoso

Em uma ocasião, um assaltante me acertou uma coronhada atrás da cabeça e assustado perguntei:
- O que eu fiz de errado?
Ele me respondeu:
- Você existe!
Moral da história: A percepção de sua existência como boa ou ruim depende da utilidade ou significado que você representa naquele instante.

Inserida por glauciocardoso