Poema Passei para Deixar um Beijo
O menino de cabelos de anjo
No segundo ano primário. veio estudar na minha classe um menino que era filho de uma família circense. Esse circo ficou muito tempo em SM. Minha irmã, Madalena, fez até alguns papéis de Nossa senhora em uma das peças que eles apresentavam, isso me permitia entrar de graça. Mas voltando ao menino. Então,o menino devia ter a mesma idade minha, uns 8 anos. A unica diferença era o tratamento que foi dispensado a ele pela nossa professora, que sei o nome, mas não vou dizer. Ela, depois que esse menino veio estudar na nossa classe, simplesmente esqueceu do resto da classe. Tudo era para menino. --"Ela dizia que ele era o mais bonito."Que Ele parecia um anjo", ah, era limpinho...,, ´´E verdade.ele era louro dos cabelos encaracolados e cheirosos, como dizia a professora. Um dia, nós vimos; ela botou ele sentado no colo e ficou alisando os cabelos dele.Todos os dias era a mesma situação., Quando algum outro aluno tinha alguma duvida e perguntava para ela, além de chamar o aluno de burro ela jogava o que tinha na mão, giz, régua, apagador, etc. Era um bagunça generalizada na classe.
Enquanto o circo ficou em SM, foi aquilo. Um dia, o circo se foi e o anjo sumiu da nossa classe. Eu, hoje, cheguei a seguinte conclusão: nós:, feios, fedidos, cabelo cortado bodinho (mais fácil para catar piolho), descalço (grande parte), o guarda pó mais azul do que branco, e mais, a gente vivia grudando tatu debaixo da tampa da carteira e comendo a borracha do lápis.., queria o quê?
A unica coisa que ficou do menino anjo, para a professora, acho, foi a saudade dele, Vez ou outra ela ficava olhando para a carteira que ele sentou, e ficava assim, meio que suspirando de saudades../i
Os dois meninos.
No segundo do primário, acho, alem do menino com cabelos de anjo, tinha um outro menino, Este filho de fazendeiro.. Todos os dias, um carro da fazenda trazia e buscava o menino fazendeiro. O motorista ficava em frente ao portão da escola esperando.
Teve um tempo em Santa Mariana, quando a cidade não tinha asfalto, era necessário jogar água nas ruas para diminuir um pouco a poeira. Isso era feito por dois caminhões, chamados de "regador ". Eles lançavam jatos de água sobre a poeira e por uns tempos amenizavam aquele “poeirão.” Esses caminhões eram abastecidos de água no lugar onde eu morava,,o local era chamado de bomba d água. Vez ou outra eu pegava uma carona com eles. Um era operado pelo Senhor Luiz, pai da Leonilda o outro pelo Senhor João pipoca. Um belo dia, bem no horário da saída das aulas, passando na minha frente: la estava o Senhor o João pipoca.Ele para o caminhão e me chama. Imaginem a cena: aquele menino, filho de fazendeiro , com sua prepotência, olhando para o caminhão "regador", e como, todos meninos da nossa idade, admirando a operação. Ele me viu subindo na cabine do caminhão e ficou me olhando com uma inveja danada, porque, de todos aqueles meninos, somente eu tive o privilégio de me sentar da cabine. Fechei a porta, botei o bracinho para fora e por uns segundos fiquei mais importante do que eles: o menino de motorista particular e também do menino com cabelos de "anjo"./i
Se eu pudesse voltar.
foi se um tempo
um tempo que, já quase esquecido,
surge de repente, agora se apoiando em velhas lembranças;
rebusca a memória, força momentos que vem e vão como se fossem estrofe de um velha canção de ninar;
fecho os olhos e me vejo em lugares, cheio de rostos
conhecidos com perguntas que ficarão sem respostas.
o tempo se foi hoje. /i
era para ser somente um sonho.
era tudo uma brincadeira,
uma mentira qualquer...
onde mais e com quem mais a não ser com você?
mas a mente valente, dominou o coração inocente,
calou a saudade, soltou as correntes e nem olhou para trás; partiu!
quem ficou, ficou esperando sem acreditar que fosse de verdade, mas era quase tudo verdade, mesmo brincando de "brincadeira". /i
(Já postado algumas vezes)
...e eu nem tive tempo de agradecer. Quem sabe um dia..
Em frente a pracinha, havia um cinema; Cine Rios.
Nos intervalos das "engraxadas' (eu era engraxate. Iniciante) eu ficava na porta no cinema e viajava naqueles painéis de fotos de "mocinhos e bandidos". Depois ficava esperando a matine de domingo, quando, então, aconteciam aquelas batalhas do "bom contra o mau". O "mocinho bom" sempre vencia. No fim do filme sempre tinha a continuação dos seriados intermináveis, que deixavam um suspense no final. Acho que era para a gente voltar no próximo domingo. Perto do cinema havia uma sorveteria . A mais linda do mundo. (Eu só conhecia aquela) Os sabores dos sorvetes eram homenageados nos painéis(desenhos) que ficavam expostos nas paredes. Eu viajava naqueles sabores. O meu preferido era o banana splits, mesmo não conhecendo o sabor. Gostava da imagem.
O dono da sorveteria classificava os meninos que podiam ou não entrar no recinto, lógico, pela aparência. Como eu era um dos que não podiam entrar, o negocio era ficar olhando pelo lado de fora e imaginando. E foi ali, naquela sorveteria, que um dia, um homem bom, usando botas e chapéu de boiadeiro, mandou que o homem ruim, servisse o melhor sorvete (aquele da foto que eu estava admirando banana split) para aquele menino que não podia entrar na sorveteria. O que foi feito sem relutar.
Do outro lado da pracinha, tinha um bar que vendia umas balas com figurinhas de jogador de futebol, com direito a ganhar uma bicicleta, desde que você preenchesse um álbum imenso. Ganhar aquela bicicleta era quase impossível. Mas foi assim, que um dia, com 8 anos, eu comprei o salário inteiro do meu pai em figurinhas, mesmo ele não tendo álbum de figurinhas e nem ter ganhado a bicicleta. /i Ivo Terra Mattos
queria ter te amado
ter ganho um abraço
sentir orgulho de ser seu
mas você não me ensinou
seus olhos não me buscavam,
mas sua indiferença, sim
queria ter te beijado,
ter te abraçado, mas você nunca estava
queria ter te amado sem ser imitação
amar com o coração
mas você não me ensinou
nem sabia o que de fato eu era seu.
tudo teria sido diferente
não teria que ir me desfazendo de você
pelos caminhos.
não teria tido tantos pesadelos e tantos medos.
tantas perguntas e tantas angustias.
você poderia ter sido meu amigo de fato. /i Ivo Terra Mattos
*Copo de veneno*
La em cima do piano
Havia um copo de veneno
Quem bebeu, não morreu
Sentiu o doce na boca...
... se corrompeu
E o culpado?!!
O culpado...
Claro!!!
Fui eu!
Pois ninguém ... ninguem
rouba pão na casa do João ..
A não ser que o Zé
Tenha aberto o portão
Por isso
Não confie em palavras bonitas
Pois
Muitos tem açúcar na boca
E veneno no coração
Abre as portas da casa
Mas te tranca no porão
Não, não, não
Não!! é não !!
Na terra do "quem pode manda"
Quem não pode "abaixa a orelha"
O "não" se tornou ilusão .
Nessa de faça o bem, sem olhar a quem
O mal me quer... bem mal, meu bem.
Vigiando seus passos
Todas as câmeras estão em você.
Se não te valorizam
Vai encher bolsa de valores, pra quem?
Para os que se contaminam
Com cartelas de intrigas
Ou os que se afogam
nas garrafas da fofoca
A diferença entre remédio e veneno
é apenas a dosagem
Uma gota de amor
Duas de ódio
E três só de ruindade ...
Thibor
Em Cores
Dichavo esses versos e peço..
Um pouco mais de respeito!
Pois estes dedos amarelados
Sabe sim!! muito mais, da missa,
Do que o terço
Dourado e brilhante, não foi o meu berço...
Talvez meio Embaçado, ofuscado
Em tons autoritários somados a libertação dos gritos vermelhos.
Mas teve apreço...
Não coloquem preço nas minhas palavras
Libero elas gratuitamente...
Em tons de cinza azulado fumaça.
No enrolar da canoa de papel
Levo de volta quem do futuro veio ao passado,
Pra se encontrar em um presente que nem lá foi embrulhado.
Nos traços que lhe trago a verdade.
Em verdes e tragos
Casos e acasos de um pacato finin bolado
Sem yellow finger ou pitera de nutelagens
Só aprecio os versos da neblinna
E vejo as nuvens formando imagens
Por que escarlate.
O pico mais alto pra se encontrar no poço mais fundo da ignorância incolor
A lama da hipocrisia já está no pescoço
As marcas de tom Roxo Brasilis q só deixam a dor
A mídia-marrom: tragédia, mentira e carnificina
A paz com certeza não é Branca
Tiram do preto toda sua alegria
Os olhos castanhos dos índios
Já viu muito Urucum jorrar dessa terra
Que o verde, amarelo e azul
Seja um arco íris em nossa janela
Pra que a arte da vida seja desenhada como em uma aquarela.
Cobrir com arte o ódio, e apagar todas suas sequelas.
Sejamos artistas do nosso propio universo
Criem mundos magenta , com mais amor e muito mais versos.
Acredite mais na força de novos parágrafos do que na contenção dos escuros pontos finais.
Pintem, criem, cantem, dancem e nunca esqueça seus ancestrais .
Por mais veracidade das cores em fatos
Nas palavras e atos
O justo e o correto tem que caminhar lado a lado
equilibrando a balança de bronze pra estabilizar
Entao, vai nivelando ai sua forma de agir e pensar.
Coloca a massa cinzenta pra funcionar.
Thibor
Um padre certa vez me disse:
"O que não é bom certamente é mau
O que não é doce com certeza é fel
E o que não é inferno talvez seja o céu"
Um minuto de reflexão...
Afaste tudo aquilo que te faz mal, pensamentos, pessoas, momentos...
Seja resiliente para encarar cada etapa da sua vida. Somos aquilo que queremos ser, portanto, seja você e não aquilo que as outras pessoas te impõem.
Rever os seus conceitos é auto-se-analisar, reconhecer onde estão os erros e repará-los. Cuidado com os que dizem ser seus amigos, pois nem tudo que reluz é ouro, saiba onde pisar, porque poucos são os que irão te livrar do abismo. A verdade te corrige e edifica, mas a mentira te ilude e te destrói.
Destarte, aja sempre com a razão e nunca com a emoção. Seja diligente em buscar a resiliência, pois só ela te fará por os pés no chão.
“H.A.A”
DEUS no comando sempre!!!🙏l
O Tráfico é como a Hidra de Lerna, das sete cabeças uma é imortal, porém existe apenas um herói que consegue destruí-la.
A Hidra de Lerna também possui um odor tóxico que só de inalar a pessoa morre, assemelha-se as drogas que vêm assolando continuadamente nossa sociedade, tudo por causa dessa cabeça que a justiça não consegue arrancar e enterrar. Por isso, acreditamos que somente DEUS poderá acabar de vez com o tráfico, pois o sistema é sujo e não permite que ele seja destruído. Enquanto isso, os policiais e os demais poderes que não são corruptos, seguem enxugando gelo, tentando arrancar e cauterizar as outras cabeças a fim de que o sofrimento e as perdas humanas sejam reduzidas.
“H.A.A”
Valorize-se, reconstrua-se, a vida é um sopro e aqui na vida dos proletários somos apenas números onde a empatia nunca será recíproca por aquela burguesia que você dedicou fidelidade e lealdade um dia.
O tempo passa rápido demais, por isso viva intensamente cada oportunidade oferecida, não deixe nada preso na garganta, liberte-se de suas palavras, não abra mão dos seus direitos e seja justo com aquele que sempre o respeitou.
“H.A.A”
A Providência Divina na Transcendência das Adversidades: Um Chamado à Fé
Sob a orientação divina, enfrentamos desafios com resiliência, transformando adversidades em bênçãos que nos elevam acima das expectativas adversas. Guiados pela sabedoria celestial, alcançamos uma posição segura e abençoada, afastando-nos de quaisquer ciladas perniciosas.
Hélio A. Assunção
“O legado”
Tudo o que construímos na vida, seja um bem material, um projeto inovador ou uma obra intelectual, inevitavelmente será legado àqueles que nos sucedem. As casas que erguemos, os objetos que criamos, os empreendimentos que conduzimos — tudo será usufruído por outros após a nossa partida. Ainda que o nome do criador, por vezes, seja lembrado quando sua obra alcança relevância, nada do que acumulamos em vida nos acompanhará na eternidade.
O que, de fato, transcende o tempo não é a matéria, mas o impacto que deixamos no coração e na memória daqueles que cruzaram nosso caminho. As boas ações, os gestos de generosidade, a integridade do caráter — esses, sim, constituem o verdadeiro legado.
Portanto, que nossas construções, sejam elas materiais, espirituais ou emocionais, sejam edificadas com virtude e propósito. Pois, embora o esquecimento seja o destino comum da maioria, há aqueles que permanecem vivos na história, não pela grandeza de suas posses, mas pela nobreza de seus feitos.
H.A.A
*Um minuto de reflexão*
Aquele que semeia com consciência tranquila não teme a colheita. Tudo se acomoda a seu tempo, pois a ordem natural das coisas é regida não apenas pela justiça dos homens — da qual, por vezes, alguns escapam — mas, sobretudo, pela Justiça Divina, essa infalível e implacável. Tenha a mais absoluta certeza: a conta, cedo ou tarde, chega.
Assim, recomendo prudência em suas atitudes. Não se esqueça de que caminhamos sobre uma linha tênue: ora vivos, ora mortos; ora livres, ora encarcerados. E, em última instância, ninguém poderá aliviar o peso do seu fardo, senão a sua própria consciência.
H.A.A
Um minuto de reflexão
A vida, com suas curvas inesperadas e desafios diários, nos convida constantemente à superação. Em meio a erros, tropeços e decisões impensadas, é fácil sentir-se desanimado ou perdido. No entanto, é justamente nesse ponto que a resiliência revela sua força: não apenas na capacidade de suportar as quedas, mas principalmente na coragem de reconhecê-las.
Aceitar os próprios erros não é sinal de fraqueza — é um ato de grandeza. É nesse reconhecimento sincero que nasce a oportunidade de mudança, de aprendizado, de evolução. Corrigir o que se fez de forma equivocada é dar a si mesmo uma nova chance de ser melhor, de seguir com mais consciência e sabedoria.
A verdadeira resiliência não nega a falha, mas a transforma em degrau. Ela nos levanta, não como quem ignora o passado, mas como quem o entende e o usa como impulso. Hoje, permita-se refletir: o que posso fazer diferente? O que posso consertar? Como posso me erguer melhor do que antes?
Porque todo cidadão, ao reconhecer e corrigir suas falhas, se torna mais digno, mais forte — e mais humano.
H.A.A
DEUS no comando sempre!
De nada adianta um corpo esculpido, um rosto admirado e a ilusão de uma autoestima elevada, se a mente permanece presa à ignorância. A mais cruel forma de baixa autoestima é a intelectual — silenciosa, mas devastadora. A beleza encanta, mas é a inteligência que sustenta. Priorize o que pensa, não apenas o que mostra.
H.A.A
*DEUS no comando sempre!*
...aí o Lex Noir disse:
Talvez um dia minha tristeza dê dinheiro. O triste disso... é que se isso acontecer... talvez não esteja mais vivo. Mais triste que isso... é pensar (assim) nisso.
Dia 21 - Qual gesto diário será meu selo de hábito e transformação?
- Eu escolho um gesto que me sustenta.
- O gesto diário transforma quem eu sou.
- A repetição reescreve a vida.
- O hábito nasce quando o gesto encontra o coração.
- O selo do hábito fortalece a liberdade.
- Eu mantenho o gesto mesmo quando a pressa chama.
- O hábito cria raízes e asas.
Em seu horizonte
Lembre-se que você tinha um passado
E em algum momento
Colocou as mãos para cima
Para dar a sua felicidade
Um pouco da liberdade
Lembre-se que você tinha sonhos
E os vendeu por outros melhores
Lembre-se que roubou beijos e corações
Lembre-se que toda saudade
Um dia foi assassinada
Pelos venenos de um abraço.
Lembre-se de quão ingênuo era
O nascer de um sorriso.
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