Poema Passei para Deixar um Beijo

Cerca de 314666 frases e pensamentos: Poema Passei para Deixar um Beijo

​"O 'Gotinhas de Amor' não é apenas uma instituição; é um celeiro de formação humana e profissional. É lá que o futuro da educação se constrói e que se prova, dia após dia, que a Gotinha faz história."
​— Rosana Figueira
Autora e Pedagoga

O Encontro com o Trem Amigo
Certo dia, Leo está muito frustrado porque não consegue parar um tique de piscar os olhos. Ele abraça seu boneco de trem favorito.
Na sua imaginação, o trem ganha vida. Era o Vaporinho, um trem gentil, de apito suave e rodas coloridas.
Vaporinho diz:
“Sabe, Leo… às vezes eu também solto vapor sem avisar ou dou um solavanco nos trilhos. Trens não precisam ser perfeitos para seguir viagem. Eles só precisam continuar.”
Thomas ensina Leo a lidar com a ansiedade”
"O trem amigo mostra a Leo um jeito carinhoso de se acalmar quando o corpo fica agitado."

“Hoje eu segurei nas mãos um sonho que começou em silêncio. ‘Gotinhas de Amor’ nasceu para acolher emoções, fortalecer vínculos e transformar rodas de conversa em espaços de escuta. Que essa obra seja instrumento de cuidado.”
Projeto Gotinhas de Amor
Rosana Figueira

Ela não precisa de capa,
sua coragem já faz voar.
Como um girassol diante do sol,
toda mulher nasceu para brilhar. 🌻✨

Toda mulher é uma heroína,
mesmo sem capa para voar.
Como um girassol, segue a luz
e nunca deixa de brilhar. 🌻✨

Memórias de um Jardim
Raízes que Florescem
Dizem que a flor de lótus
nasce da lama,
mas escolhe florescer.
Eu também.
Minhas raízes foram profundas,
regadas por uma infância cheia de histórias —
entre risos, quedas, travessuras
e o amor firme da minha família.
Houve dias difíceis,
momentos de dor e confusão,
mas como a lótus,
aprendi a permanecer.
E havia aquela casa…
Não era só uma casa,
era um mundo inteiro guardado em paredes simples
e um jardim cheio de vida.
Ali, o tempo desacelerava,
as memórias nasciam sem pressa,
e o amor se escondia
nos pequenos detalhes.
Foi ali que aprendi sobre cuidado.
Minha tia…
com mãos já cansadas,
mas com um coração que nunca desistia de amar,
olhava o jardim como quem conversa com Deus.
Havia ervas, havia frutos,
mas faltava uma rosa vermelha.
E então, um dia, ela plantou.
Com dificuldade, com esforço,
mas com fé.
Naquele momento,
eu já sabia…
o tempo estava se despedindo.
Mas o amor não.
Porque um ano depois,
quando a saudade ainda morava forte,
a rosa floresceu.
Silenciosa, firme,
como uma resposta do céu.
E ali eu entendi:
algumas despedidas não são fim —
são sementes.
Hoje, voltei àquela casa.
Os portões são outros,
os passos já não são os mesmos,
e o tempo levou o que era nosso.
Mas não levou tudo.
Porque o que foi vivido ali
criou raízes em mim.
E hoje eu sei…
Sou feita de tudo isso:
da menina que caiu e levantou,
da fé que permaneceu,
do amor que ficou,
e das flores que insistem em nascer
mesmo depois da dor.
Como a lótus,
como a rosa…
eu floresci. 🌹

Ela e o Jardim
Ela tinha mãos de cuidado
e um sorriso que abraçava sem dizer palavra.
Amava o jardim
como quem conversa com a vida,
entre ervas, frutos e silêncio.
Faltava uma rosa vermelha…
e mesmo com o corpo cansado,
foi com coragem que ela plantou esperança na terra.
O tempo levou sua presença,
mas não levou seu amor.
Porque um ano depois,
a rosa floresceu —
como ela sempre foi:
forte, bonita
e impossível de esquecer.
O nome dela era Irma.

Observar com carinho,
entender sem julgar,
cada gesto é um caminho
que a gente pode escutar.
Passo a passo, bem de perto,
com cuidado e atenção,
o comportamento fala…
mesmo sem explicação.
Com ciência e com afeto,
vamos juntos aprender:
todo avanço, por menor,
já é um lindo crescer.

O Oceano
A dislexia é como nadar em um oceano onde as ondas não seguem o mesmo ritmo para todos.
Enquanto algumas crianças navegam com facilidade pelas palavras, outras precisam lidar com correntes mais fortes, letras que se movem como água e caminhos que parecem mudar o tempo todo.
Mas isso não significa incapacidade.
Significa que esse cérebro aprende de um jeito diferente.
E quando encontra apoio…
ele não apenas aprende — ele cria novas formas de ver o mundo.
Quebra-cabeça
A dislexia é como montar um quebra-cabeça onde as peças insistem em virar, trocar de lugar ou não encaixar como esperado.
Não é falta de inteligência.
É um caminho diferente até a imagem final.
Com tempo, estratégia e acolhimento…
A criança consegue montar — e muitas vezes enxerga detalhes que outros nem percebem.
Semáforo Diferente
Aprender a ler, para uma criança com dislexia, é como dirigir em uma cidade onde os sinais não seguem o padrão.
Às vezes o verde demora mais para aparecer.
Às vezes o caminho parece confuso.
Mas com orientação certa, paciência e prática…
Ela aprende a se orientar — do seu jeito.
A dislexia é como uma semente que não cresce no mesmo tempo das outras.
Enquanto algumas florescem rápido, ela precisa de um solo mais específico, mais cuidado e mais tempo.
Mas quando cresce…
Surpreende pela força e pela forma única.
A dislexia não define a capacidade de uma criança.
Ela apenas mostra que o caminho da aprendizagem pode ser diferente.
Quando entendemos isso, paramos de cobrar “igual”
E começamos a ensinar com respeito.
Nem todo cérebro aprende da mesma forma —
E tudo bem.
Gotinhas de Amor
Oceanos da Diversidade

— Olhar de Vidro: Uma Jornada de Descoberta no Jardim Botânico
Rafa é um menino que enxerga a natureza de forma técnica e distante, como algo a ser estudado e analisado. Durante um passeio escolar, ele conhece Raione, um menino indígena que o convida a olhar o mundo com mais sensibilidade. Ao observar pequenos detalhes da vida natural, Rafa aprende que a verdadeira riqueza da natureza não está em dominá-la, mas em respeitá-la e cuidar dela. Essa experiência transforma seu jeito de ver o mundo, despertando nele empatia e conexão com a vida ao seu redor.
Essência da história: aprender a sentir a natureza é tão importante quanto entendê-la. 🌿

Entre raízes antigas e o silêncio das folhas, encontrei um lugar para respirar.
Ali, meus pensamentos não precisavam correr, nem minhas decisões tinham prazo.
A vida, como aquela árvore, me ensinava em silêncio:
tudo cresce no seu tempo, tudo se sustenta naquilo que cria raízes.
E talvez, naquele instante, eu não precisasse escolher…
apenas confiar que, como a natureza, eu também saberia o caminho.

O Mundo de Petico ( Samuel)
Dentro do peito do Petico mora um passarinho bem pequenininho.
Na maioria dos dias, ele fica quietinho… dormindo no ninho.
E aí o peito do Petico fica calmo… como um lago parado.
Mas às vezes… vem um barulho.
Uma mudança. Um susto.
E o passarinho acha que é perigo.
E então…
flap, flap, flap…
Ele bate as asas rápido.
E o peito faz tum-tum-tum.
A barriga fica fria.
A respiração corre.
Não é birra.
Não é desobediência.
É um passarinho assustado… tentando fugir.


“E sabe o que muda tudo?
É quando o adulto para de mandar o passarinho calar…
e começa a acolher"
“A gente não briga com o passarinho.
A gente ensina ele a pousar.”


“Filho… parece que o passarinho acordou aí dentro.
Vamos ajudar ele a dormir?”
🍿 Pipoca na barriga → ansiedade
🧸 Alarme do ursinho → sistema de alerta sensível
“Crianças como o Petico não precisam que o mundo fique em silêncio.
Elas precisam que alguém as ajude a entender o barulho.
Porque, no fundo…
todo passarinho assustado só quer ter certeza de uma coisa:
que está seguro.”

"Saudades de um Colo"
​Quando a mãe se vai,
a casa fica grande demais.
O silêncio ocupa o lugar do: "filha, comeu direito?"
E a gente entende: o colo acabou.
​Agora eu sou o colo.
Sou eu quem mede febre de madrugada,
quem faz a sopinha sem receita — só reza e intuição.
Sou eu quem adivinha o choro antes que vire soluço.
​E dói perceber que o jogo virou.
Que ninguém vai largar o mundo para segurar minha mão
quando a gripe me derrubar na cama.
Ninguém vai sentar do meu lado só para eu não me sentir só.
​Filho ama, claro que ama.
Mas filho não desmarca a vida para cuidar da gente.
Filho tem pressa. Tem sonho. Tem voo.
E mãe… mãe é sempre porto. Nunca destino.
​A mãe que se foi levou junto o mimo.
Levou o "deixa que eu resolvo",
o "vem cá que passa",
o café na xícara certa, só porque ela sabia.
​Agora eu sou a mãe.
E entendo que mãe nunca muda:
mesmo cansada, mesmo doente, mesmo com saudade,
a gente abre os braços primeiro.
​Mas lá no fundo, bem fundo,
a menina que eu fui ainda espera.
Espera um colo que não volta mais.
Espera a sopa que só ela sabia fazer.
Espera ouvir: "fica tranquila, eu tô aqui".
​Mãe não tem mãe.
E quando a nossa se vai,
a gente vira órfã com filho no braço.

Um Deus criador não precisaria necessariamente ter criado seres humanos eternos. Poderia ter criado organismos temporários, conscientes durante determinado período, destinados simplesmente a existir, experimentar, amar, criar, sofrer, aprender e depois deixar de existir.
E, curiosamente, isso não necessariamente destruiria o significado da vida.
Talvez até o aumentasse.
Se eu soubesse que uma música terminaria depois de cinco minutos, isso não faria os cinco minutos deixarem de ser música.
Se uma flor dura alguns dias, isso não significa que sua existência foi inútil.
Se uma vida dura algumas décadas, talvez seu valor não esteja em durar para sempre, mas em ter acontecido.

A ideia de que “cada um acredita no que acha adequado” possui uma parte muito saudável, mas também precisa de uma pequena cautela.
Uma crença não se torna verdadeira simplesmente porque alguém acredita nela.
Uma pessoa pode acreditar sinceramente em algo falso.
Isso vale para religião, política, ciência, relacionamentos, dinheiro e até para aquela certeza maravilhosa que alguém tem de que sabe exatamente onde colocou a chave quando a chave está na geladeira.
Por isso, liberdade de crença e verdade são questões diferentes.
Você tem direito de acreditar.
Outra pessoa tem direito de discordar.
E nenhuma das duas deveria precisar destruir a dignidade da outra para defender sua posição.

Já não sei mais oque fazer...
Do um amor.. atenção.. carinho.. lealdade..
E mesmo assim , a pessoa muda de personalidade sem ter motivos.. diz existir mais nunca me aponta o motivo e isso tá me deixando doente .. de tentar ser o melhor possível pra alguém que não enxerga que está só maltratando a nós mesmos sem motivos..
Tem tudo pra viver bem mais não vive em paz..

A poesia tem utilidade? quem sabe que a linguagem é um antídoto para a mente... sabe que já se encontrou em muitos poemas vida afora... e já tá medicado pelo ser humano que cura-se no muito de si — que é o outro: que não precisa de um medicamento, mas falar coisas que se encontram sem frases... e essas substâncias sem frases; não incomodadas pelo encontro com o justo — era isso que eu sabia, sentia, pensava; mas não tinha palavras para olhar o eu, o seu ser que encontra-se em tratamento — de pensar — que o quê ainda não foi poetizado: leva o alto custo da sociedade com fármacos — agora com o susto que me dar a frase, que encontro no meu silêncio... essas palavras são pílulas de razão para o quê do outro... na cirurgia de um poema,
no corte preciso que palavras poetizadas fazem para o humano que se pega na frase do outro...
já sente melhoras do que antes não ter palavras. Assim: essas palavras —
poema de doze em doze horas e escutar o humano que não foge a regra.


Leonardo Mesquita

Abrir um verso entre as infinitas possibilidades...
é como cortar uma fruta ou abri-la com a mão
então, já com letras na boca saborear palavras narrando
um verso gostoso
entre outros maduro maduro que colho na ocasião...
o léxico da verso o ano todo, as margens da possibilidade com suas raízes profundas tem sempre contexto,
só cabe encontrar o jeito
de derrubar palavras sempre amadurecendo a imaginação...




Leonardo Mesquita

Raciocínio


Raciocínio é um pensamento virgem.






Leonardo Mesquita

Fica aqui o depois
Um raciocínio é pego na câmera do pensamento
E puxando as palavras
elas mostram a cereja da linguagem
Nessas linhas
Olhos na massa da poesia
Fazendo alegria
E limpando o paladar para o
gosto da imaginação
A próxima ideia enche os olhos
São imagens de um raciocínio curioso
encontrando poesia


Leonardo Mesquita