Poema Passei para Deixar um Beijo

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De um lado, a galera da esquerda;
Do outro lado, a galera da direita;


Ambos os lados brigando, se matando, se dividindo em um conflito sem fim...


Enquanto isso, no meio de tudo isso, o cérebro, que controla ambos os lados, segue tranquilo. E quem está realmente no controle? São os banqueiros, megaempresários, investidores, financiadores e filantropos, que, como sombras, manipulam o mercado financeiro, roubando tudo do povo. O povo, por sua vez, está preso em um jogo de egos e crenças, defendendo posições e oposições que, na realidade, são ilusórias. Essas divisões, criadas e alimentadas estrategicamente pelos próprios dominantes, mantêm todos ocupados, distraídos e divididos, enquanto os verdadeiros poderosos continuam a manipular e a se enriquecer à custa da ignorância e da luta entre as massas.

Apenas uma sugestão:


O termo "obrigado" antigamente tinha um sentido de pergunta, algo como: "foi obrigado?" E, normalmente, a pessoa respondia: "não, de nada."


Com o tempo, esse termo foi se transformando e passou a ser usado como um cumprimento ou uma forma de agradecimento. Então, hoje em dia, a gente diz "obrigado" e a resposta costuma ser "de nada."


No entanto, o uso constante e repetido da palavra "obrigado" acaba influenciando a nossa percepção, principalmente de forma inconsciente. A repetição desse agradecimento começa a transformar a palavra em uma ordem, em uma rotina, algo que sentimos que precisamos fazer, quase como uma obrigação. E, sem perceber, acabamos nos tornando "escravos" dessa obrigação de agradecer de maneira automática, sem realmente sentir o significado por trás. Em vez de ser um agradecimento espontâneo, ele se torna algo mecânico, deixando de ser uma expressão livre e natural de gratidão, e se tornando uma obrigação imposta pela própria rotina.

O dinheiro, em toda a sua história, é a obra-prima da mentira. Desde que atribuíram um valor a uma folha morta, criamos uma ilusão que, com o tempo, virou algo essencial. Hoje, colaboramos com essa mentira, que se transformou em uma necessidade para sobreviver.


Precisamos de dinheiro para conseguir os recursos e alimentos que são, naturalmente, nossos aqui na Terra. Mas esses recursos foram tomados de nós, por nós mesmos, graças ao valor que inventamos para o dinheiro.

A existência sempre existiu;
A inexistência nunca existiu.
E, mesmo assim, ambos compartilham um amor eterno,
Um amor que jamais seremos capazes de explicar.
Porque nós somos apenas consequência,
A simples consequência do encontro,
Do acasalamento de tudo isso...
E de nada disso.

Amor é compartilhar de si para o próximo, sem esperar nada em troca.


Um dia morremos, e não levamos nada do que recebemos; fica apenas o amor que demos.

Amor não está só em um sentimento egoísta chamado "amor próprio", voltado para o próprio umbigo. Isso é o ego gritando!

Amor está no que vive diariamente, no padeiro que deu bom dia, nas plantas que plantou pela cidade, nas pessoas que ajudou de coração, no abraço na mãe, nos parentes, nos amigos, nos desconhecidos, o carinho com os animais, nos afetos com quem mais precisa, nas palavras positivas, na tranquilidade diante das ofensas, no compartilhamento de alimentos, de experiências, de histórias com seus semelhantes, na natureza, no ar, na vida...

Hoje em dia, as pessoas amam o "amor", mas não amam as pessoas.

O medo é um sentimento falso, uma ansiedade criada pela nossa mente ao anteciparmos algo que provavelmente nunca vai acontecer. A maior parte do medo vem daquilo que imaginamos, não do que realmente acontece. Mesmo que o que tememos se realize, o medo não vem do acontecimento em si, mas do pensamento sobre ele.

O presente, o agora, nunca nos dá medo. O medo é gerado quando pensamos no futuro, em algo que ainda nem existe. Pensar negativamente sobre o que está por vir não adianta, porque, no momento, não está acontecendo nada além do que é para acontecer. O medo é apenas uma construção mental que nos prende a uma realidade que ainda não se materializou.

Em um mundo programado pela "ordem", "o pode" desbloqueia. Então...

Pode pensar.
Pode questionar.
Pode perguntar.
Pode entender.
Pode escolher.
Pode experimentar.
Pode olhar.
Pode ouvir.
Pode sentir.
Pode respirar.
Pode imaginar.
Pode sair por aí.
Pode andar sem rumo.
Pode conhecer.
Pode conversar.
Pode desabafar.
Pode falar com quem quiser.
Pode falar com todo mundo.
Pode sentar em qualquer lugar.
Pode descansar em todo lugar.
Pode admirar tudo que vê.
Pode conhecer novos horizontes.
Pode sentir cheiros.
Pode sentir os pés no chão.
Pode viajar o mundo.
Pode curtir.
Pode cantar.
Pode ser livre.
Pode amar.
Pode viver.

Ninguém manda em mim.
Porque eu posso viver o que eu quiser.

A vida é consequência do amor de um casal.

Entre a existência e a inexistência.
Entre o nascimento e a morte.
Entre o bem e o mal.
Entre a alegria e a dor.
Entre o dia e a noite.
Entre o dentro e o fora.
Entre o coração e a razão.
Entre o homem e a mulher.

O nascimento é o "bem-vindo" a um novo mundo.
A morte é a "despedida" do mundo que ficou para trás.
E a vida é a passagem entre mundos, onde cada momento vivido é parte de algo maior no universo.

A angústia te ensina que você precisa mudar.

Veja bem, quantas vezes, do nada, você sente um surto? Ou fica com falta de ar? Depois muda e sente um aperto no peito. Depois muda e sente tristeza. Depois muda e sente um vazio. Depois muda e sente ódio. Depois muda e começa a chorar. Depois muda e acha que tem algum problema na cabeça. Depois muda e sente que tudo parece irreal. Depois muda e sente isso, sente aquilo, e assim por diante.

Isso é a angústia. Ela vive mudando de forma. Você tenta ignorá-la de um jeito, ela aparece de outro. Sabota um sentimento, e ela encontra outra maneira de se manifestar. Você passa o tempo todo tentando controlar o que sente, mas os "conflitos internos" nunca passam. E por quê? Porque a angústia está tentando te mostrar que você precisa mudar.

Até a angústia muda. E por que você não muda? Porque tem medo. Medo do que pode perder. Medo de se afastar de pessoas às quais se apegou. Medo de mudar os pensamentos que sustentou por tanto tempo. Medo de sair da rotina, da zona de conforto. Medo de abrir mão de tudo aquilo que, mesmo te fazendo mal, ainda te prende.

Então, em vez de mudar, você se apega às angústias. Prefere suportá-las a enfrentar a mudança. Mas a mudança é necessária. Mudar a forma como vive. Mudar os pensamentos. Mudar os sentimentos. Mudar os valores. Mudar as ideias. Mudar os lugares por onde anda. Mudar a si mesmo.

Enquanto você não muda, suas angústias continuarão mudando. Ou seja, mude.

A alma é um conjunto invisível de intenções de um ser;
O corpo é um conjunto visível de ações de um ser.

A alma é o ser, o corpo é apenas parte do ser; Então, não adianta você olhar as ações de um corpo, pois o que vem primeiro são as intenções, ou seja, o ser — a alma.

A melhor forma de sentir as intenções do ser é pela sua própria intuição, pois a intuição é um poder invisível que te revela as intenções de um ser antes do corpo desse ser agir.

As intenções são o próprio ser, ou seja, a alma;
A intuição te revela quem é o ser, ou seja, quem é a alma com a qual está lidando.

Mas, para saber com qual alma está lidando, você tem que enxergar primeiro com quais intenções próprias você tem ou já teve!

Para mim, não existe cansaço mental. Isso é um limite que não faz mais parte de mim; não tem mais sentido. Para mim, o que existe é apenas relaxamento mental.

Percebi que, toda vez que eu me via aceitando sentir esse "cansaço" ou essa "exaustão" mental, na verdade estava diante de um profundo relaxamento, um descanso que minha mente ansiava por ter, mas que eu, por algum motivo, me sabotava e não permitia. Quando comecei a aceitar esse "cansaço", essa "exaustão", logo entendi que, na verdade, era apenas um relaxamento profundo e renovador que a mente precisava.

Existem vários "EUs" dentro de mim.

Um EU é alegre.
Um EU é triste.
Um EU é paz.
Um EU é angústia.
Um EU é ódio.
Um EU é indiferente.
Um EU é amoroso.
Um EU é frio.
Um EU é sociável.
Um EU é antissocial.
Um EU é atencioso.
Um EU é magoado.
Um EU é arrogante.
Um EU é orgulhoso.
Um EU é vaidoso.
Um EU é solidário.
Um EU é egoísta.
Um EU é frustrado.
Um EU é cansado.
Um EU é ansioso.
Um EU é estressado.
Um EU é agradável.
Um EU é desagradável.
Um EU é normal.
Um EU é louco.
Um EU é lembranças.
Um EU é mudança.
Um EU sou EU.

E cada EU aparece no momento que precisa aparecer.
Cada momento nasce das escolhas que fiz — e das que escolhi não fazer.

Agora, escolho ser quem sou.
E isso é o que estou sendo, neste exato momento.

O amor eterno entre a existência e a inexistência

Um sempre existiu, o outro nunca existiu.
Tão opostos, ao mesmo tempo tão iguais...
Um cria, o outro desfaz.
Um sempre nasce, o outro sempre morre.
Um é tudo, o outro é nada.

Mas o que é o nada, se tudo é tudo?
Parece um paradoxo impossível de explicar,
como o amor que sinto e não consigo decifrar.
Algo que está além da minha razão,
por isso, deixo apenas essa reflexão.

Não sou "contra o sistema"; sou a favor de um sistema melhor.
Não sou "diferente"; busco a igualdade.
Não sou "filósofo"; todo mundo pensa.
Não sou "desperto"; estou despertando para as mentiras na minha vida.
Não sou "sábio"; estou aprendendo todo dia.
Não sou "espiritualizado"; estou espiritualizando meus defeitos.
Não sou "perfeito"; estou aperfeiçoando minhas imperfeições.
Não sou "iluminado"; estou me esclarecendo sobre minhas falhas.
Não sou "evoluído"; estou evoluindo quem sou.
Não sou "melhor" nem "pior"; eu morro.

Determinação:


⁠Um "Texugo-do-Mel" é o verdadeiro exemplo da natureza de que o tamanho da sua determinação importa mais do que o tamanho do seu desafio.

Eu nunca comprei um barco
Eu nunca comprei uma lancha
Eu nunca comprei um jetski
Eu nunca comprei um iPhone
Eu nuca comprei um jatinho
Eu nunca comprei um helicóptero
Eu nunca comprei um carro de luxo
E nunca deixei o Brasil
Vivo aqui honestamente
Nunca aliciei e nem trafiquei ninguém
Que orgulho eu tenho de mim!

A Saudade que Mora no Quarto dos Pais


Quando um filho parte definitivo para o plano espiritual, uma parte do mundo desaba. Mas, enquanto o restante da sociedade chora no velório e na semana seguinte volta a rir e a viver suas vidas, na casa dos pais o relógio parece parar. Passam-se meses, passam-se anos, e aquela mãe ainda olha para a cadeira vazia na mesa com o peito apertado. Aquele pai ainda guarda na memória o tom da voz e o cheiro do abraço. O amor de pai e mãe é o único laço na Terra que não se desgasta com o passar do tempo e nem se apaga com a ausência física. É um amor que acompanha o filho além do túmulo, que reza em silêncio todas as noites e mantém viva a chama daquele que já partiu. Diante da finitude de tudo, percebemos que o único porto verdadeiramente seguro na matéria era aquele colo que nos recebeu quando chegamos ao mundo.

Se Deus é realmente Deus, ele não precisa de um ser humano para defendê-lo.
E uma fé que precisa constantemente humilhar outras pessoas para provar que está certa talvez esteja defendendo mais a própria identidade do que o próprio Deus.
No fim, você pode continuar sem religião e ainda assim fazer perguntas profundas sobre Deus, morte, consciência, existência e propósito.
Talvez você nunca encontre uma resposta definitiva.