Poema Passei para Deixar um Beijo
Tal qual um colonizador
Que assim que pôs os olhos em terra fértil
Que tudo dá e tudo se cultiva
Da mais abunda forma
Você de forma egosita e exploratória
Teve o que quis desse solo abastado
Dos frutos de um sentimento ingênuo
E tal qual um colonizador
Se aproveitou do que não era seu
Pegou os lucros
Mas não cultivou, não cuidou
E o solo antes abundante
Nada tinha mais
Árido e impuro
E o solo, antes seu
Depois de longa pausa
Voltou a frutificar diferente
Pensamentos maduros
Emoções reais
As rosas antes só belas
Agora tem espinhos
O solo desprotegido
Tem bichos sem misericórdia
Para proteger o terreno antes acessível
Pós tua vinda
Tudo ficou ainda mais belo
Porém
Com limites antes não postos
Pra que outro colonizador
Não volte a se apossar do que não é dele
Um dia, deixei que meus olhos repousassem sobre ti — e naquele instante, o mundo pareceu suspenso em silêncio. Havia em mim uma serenidade rara, a felicidade tranquila de quem, por fim, encontra abrigo.
Penso que sentiste algo desse encanto, pois disseste, com voz quase tímida, que meu olhar era tão puro que te causava medo — medo de que, ao ver tua luz, eu enxergasse também a escuridão que escondes.
Mas eu não temo tua sombra. Que venha ela, com tudo o que carrega — tuas dúvidas, tuas quedas, teus silêncios. Quero-te inteira, como és, com o que mostras e o que calas. Porque, desde aquele instante, compreendi: não desejo um instante teu, desejo-te por inteiro, e para sempre.
“O Silêncio dos Astros”
Se o céu fosse um deserto,
no brilho de um olhar eu me perderia.
E no clarão da tua luz —
meu caos se acalmaria.
As mais belas palavras
não nascem da voz,
mas do silêncio que habita o olhar.
Pois há verdades que não se dizem,
há amores que não se explicam,
há destinos que apenas se reconhecem
quando duas almas voltam a se encontrar.
Onde você esta meu ar.
Reconhecer seu próprio erro, é reconhecer
que é um candidato ao aprendizado, esteja
pronto para corrigir seus próprios erros.
A depedência de Deus é um conceito que vai
muito alem de uma simples necessidade; É
estadode espirito.
O que esperar do outro?
Sempre esperamos que alguém faça algo por nós, seja uma ligação um gesto de carinho ou um abraço, daqueles que sintamos mais amados... Mas, criamos expectativas, que na maioria das vezes nos decepcionam.
A única coisa que se espera do outro é que ele faça sua parte para consigo mesmo...
Um dia eu desci,
desci leve, sonhadora,
pra começar uma nova história,
a jornada do ensino médio,
cheia de risos, cadernos e aurora.
Ontem eu desci de novo,
mas o peso era outro nas mãos
uma certidão antiga e áspera,
como o clima duro do sertão.
Sim, a certidão de nascimento,
que agora muda de nome e sentido,
pra comprovar não só um papel,
mas o amor que tenho vivido.
28/10/2025
Eu me afoguei no ar
Do vácuo
Que você me deu
Você chegou na minha vida
Me oferecendo
Um oceano de amor
Eu mergulhei de cabeça
Me machuquei
Tentei, tentei nadar
Me aprofundar
Só que esse mar
Era de mentira
Secou
E eu morri
Largada
Em uma vida artificial
A Casa de Jorge
Uma catarse bem feita era um caos anunciado,
na casa de Jorge, tudo era sagrado e profano, misturado.
Quando deixava a filha ir ao centro espírita, em paz,
perguntava-se em vão por que sua fé nunca mais.
Falava baixo, num tom de ironia e desvelo:
— Minhas crenças têm rosto, mas não têm espelho.
Covardes são deuses com forma e razão,
que pedem joelhos, mas negam o pão.
Virou-se à esposa e, num riso cansado,
disse: — Rosas e borboletas são belos pecados.
Mas de nada adianta beleza na pele,
se a fome é o que fere e o tempo repele.
A TV seguia o jornal — tragédia e ruído.
Jorge apenas via o mundo perdido.
Foi então que a filha, pela porta direita, entrou,
e o silêncio da casa, de leve, mudou.
Contou-lhe cinco amores, cinco quedas, cinco vias,
e cada história acendeu antigas nostalgias.
Por um instante, pai e filha se olharam contentes,
como se o tempo, cansado, parasse entre gentes.
Mas o tempo não cessa, é cruel e atento.
Trouxe com ele um último contratempo:
um estalo no gás, um sopro, um ardor,
e o fogo tomou o lugar do amor.
Explodiu o botijão, queimando os momentos,
os risos contidos, os sentimentos.
Restou o ar seco, o chão em ruína,
e a fé consumida na própria fuligem fina.
Assim, a catarse se fez, por inteiro,
limpando a dor, mas num fogo traiçoeiro.
E na casa de Jorge, entre cinza e verdade,
ardeu o milagre da humanidade.
Luccas Perottoni
O Rei de Pão e Covardia
Era uma vez um francês,
chamado Michael, burguês.
Três vezes por semana, inglês,
às seis da manhã, seu pão, sua altivez.
Comia em silêncio, convicto,
que o gesto o tornava distinto.
Um rei de café e costume,
com ares de classe e perfume.
Mas um dia, no velho trajeto,
o ônibus tomou outro aspecto.
A estrada virou confusão,
gritos, bandeiras, tensão.
Três homens bradavam na via,
contra a lei, contra a polícia.
Michael olhou — e reagiu,
sem saber por que o fez, fugiu.
De burguês virou milícia,
no susto, na própria malícia.
Um ato sem honra, sem guia,
feito no medo, na covardia.
E o povo, que nada entendia,
ergueu-lhe um trono — ironia.
Promulgaram-no rei por herança,
morto em sua própria arrogância.
Assim finda a realeza vazia:
um pão frio, uma fé tardia.
Um francês que quis ser alguém,
e acabou rei — depois, ninguém.
Luccas Perottoni
A vida, às vezes, parece um caminho estreito cheio de pedras invisíveis.
A gente tropeça, cai, sangra, mas continua. Porque há algo dentro da alma — uma pequena chama — que insiste em não apagar.
As dores ensinam o que os dias bons escondem. As perdas moldam o que os aplausos não alcançam.
E é nesse vai e vem de quedas e recomeços que a gente descobre que ser forte nunca foi sobre vencer, mas sobre continuar acreditando, mesmo quando tudo parece perdido.
A vida não pede perfeição. Pede presença.
E quem caminha com fé e coragem, mesmo ferido, já está mais perto da vitória do que imagina.
—Purificação
Amar-te é um verbo sem tempo.
Não cabe no presente nem se resolve no passado
É o eco que continua mesmo depois que o som cessa
É o vento que insiste em voltar, mesmo quando todas as portas estão fechadas.
Eu já tentei seguir sem te pensar, mas tudo o que é bonito me devolve a ti.
A vida é como um mar, sempre nos convidanndo a navegar ,
seja em águas tranquilas ou mar revolto .
E para enfrenttar essas intempéries precisamos que Jesus esteja no leme .
Como Pedro e Tiago , que não tiveram receio de entregar o leme de suas vidas a Jesus .
Com a luz de Jesus a nos guiar , remaremos com mais confiança .
AS dificuldades sempre aparecerão , mas seguros em suas mãos os medos e preocupações serão aliviados
O barco para os apóstolos era símbolo de trabalho e sobreviência . A partir da chegada de Jesus , passou
a ser símbolo de uma vida deixada para trás em prol de um propósito maior : evangelizar .
"O barco esquecido na praia" nos leva a refletir sobre nossa decisão de mudar o rumo de uma vida mal
direcionada e deixar que Jesus tome o leme .
Todos nós temos nossos próprios barcos e muitas vezes é preciso"esquecê-los na praia " , ou seja , um
abandono do passado rumo a nova direção ,
Esquecer o barco na praia, uma metáfora que sugere transformação , mudança sob a orientação divina.
A vida é um convite
Pra um baile muito doido.
Entre no salão
Trate de se divertir
E não se importe tanto
Pelo modo que os olhos julgam
O movimento do teu corpo.
Porque -- meu bem,
Um dia, tu, eu,
E todo mundo nessa festa
Vai parar de dançar.
O Relógio e a Lâmina
Juvenil Gonçalves
Nas entranhas do tempo, um relógio sangrava,
Cada tic uma lágrima, cada tac uma cava.
Em mármores frios, a ampulheta virada
Vertia seu pó sobre a carne cansada.
A lâmina, imóvel, sobre o altar do instante,
Brilhava em silêncio — vestal cortante.
Não corta a pele, mas sim a memória,
E inscreve nas veias a cicatriz da história.
No espelho estilhaçado de um ontem perdido,
Vejo o reflexo de um ser já partido.
Sou o que fui — e por ser, já me ausento,
Um nome sussurrado no sopro do vento.
A morte não grita, apenas aguarda,
Com olhos de sombra e face bastarda.
É mãe e madrasta, no mesmo compasso,
Nos embala em silêncio — no mais frio regaço.
Ó tu que respiras, crês que és inteiro?
Não passas de sombra num véu passageiro.
O relógio e a lâmina — gêmeos em dor —
Contam teus passos em direção ao torpor
Viva a Sua Verdade💫🩵💦🙏
Não adianta fazermos banquete com a túnica dos outros.
Cada um de nós precisa viver a própria verdade — não a do mundo, não a que os outros impuseram, não a que a estrutura social nos ensinou a seguir.
Quando vivemos a verdade do outro, nos afastamos do nosso Eu Superior, do nosso duplo, da nossa essência.
É preciso buscar o próprio caminho, o caminho que vibra em sintonia com a alma.
Embora todos os caminhos levem à luz — como diz um amigo querido — cada um escolhe a trajetória que vai percorrer até ela.
Há quem siga o caminho da dor, da escuridão e do sofrimento — e mesmo assim chegará à luz, mas será um trajeto árduo, pesado, demorado.
Outros escolhem o caminho da luz desde o início — o da clareza, da leveza e da transparência.
A luz é como a água.
A água é pura e sutil, mas também forte.
Ela contorna os obstáculos como o rio que nunca deixa de seguir em frente.
Quando precisa acalmar, acalma.
Quando precisa ser tempestuosa, é.
Quando precisa acolher, acolhe.
E quando precisa levar embora o que está impuro, ela leva — sem perder a sua essência.
Que aprendamos com a água a fluir com leveza, a permanecer fiéis à nossa verdade e a seguir o curso que nos leva de volta à luz.
Izabela Drumond
Meus amigos eu já nem sei quem são, você eu já não vejo a um tempão
De verso em verso, de refrão em refrão, de minuto em minuto eu fiz essa canção.
Momento lindo que ficou na memória, você pra mim entrou na história, momentos marcantes, formas excitantes, Penso em você a todo dia a todo instante.
Um cara imperfeito que você visualizou um homem perfeito que você sempre sonhou, um cara imperfeito que você
Nunca odiou, um homem perfeito que você sempre amou, menina linda com cabelos ao vento, minha vida e você, lutei
Contra o tempo, lutei com amor, lutei sem noção, e por isso que pra ti dedico essa canção.
O sol da promessa era quente e tão breve,
Um mapa de sorrisos que a vida nos deve.
Acreditamos na dança, na mão a segurar,
Que o amor seria um porto, o doce lugar.
Mas o porto virou farol, a luz é um espinho,
E a mão que me guiava desfez o caminho.
Não há conto de fadas, não há doce canção,
A não ser a memória de uma falsa paixão.
Eu não sou mais criança, já vi a verdade,
A alma está marcada pela tempestade.
E a dor que prometem que cura com o tempo,
É a mesma que pulsa em cada mau momento.
O amor é como o vidro: lindo até quebrar,
E cada fragmento só serve para sangrar.
Não há cura ou abrigo, é um veneno lento,
O amor não é bom, é só sofrimento.
E agora, a lição na voz rouca da razão:
É melhor estar só que dar o coração.
Incêndio em mim
Sou as cinzas de muitos problemas,
sou o resto de um fogo que já ardeu,
as dores antigas, as feridas pequenas,
são lembranças do que um dia fui — e morreu.
Mas então você veio,
como labareda em meio ao frio,
me tocou, e eu, que já era cinza,
voltei a sentir o arrepio.
Você é o fogo que vem me incendiar,
me consumir e me refazer,
entre chamas eu aprendi a amar,
e nas brasas encontrei meu renascer.
Cada palavra tua é faísca,
cada toque, um raio que queima,
você transforma o que era ruína,
em abrigo, amor e poema.
De você vem o calor que me invade,
a luz que rasga minha escuridão,
você me destrói com suavidade,
mas reconstrói meu coração.
Sou cinza, sou vento, sou dor,
mas contigo sou fogo, sou chama, sou cor,
se for pra queimar, que seja ao teu lado,
pois o amor, em ti, é meu pecado sagrado.
E se um dia o fogo apagar,
que reste ao menos tua lembrança,
pois mesmo em cinzas, eu vou te amar,
como quem queima, mas nunca cansa.
Sobre Meninos e Lobos é um filme que não se limita a contar uma história policial, ele abre feridas e expõe silêncios, e ao assistir senti como se estivesse diante de algo que não se conclui, como se o chão tivesse desaparecido sob meus pés, porque a trama de três amigos de infância marcados por um trauma e reunidos novamente pelo assassinato da filha de um deles não termina com justiça ou redenção, termina com silêncio e omissão, e esse silêncio me trouxe de volta lembranças da minha própria infância, de tempos em que a sociedade preferia calar diante da dor, em que todos sabiam mas ninguém dizia nada, e talvez seja por isso que o filme provoca tanto desconforto, porque ele mostra que o passado não desaparece, apenas retorna em novas formas, e ao mesmo tempo que acompanhamos Jimmy, Sean e Dave tentando lidar com seus fantasmas, nós também somos obrigados a encarar os nossos, e é nesse ponto que a obra se torna mais do que cinema, se torna um espelho, um convite à reflexão, uma experiência que deixa marcas, e por isso acredito que outras pessoas deveriam assistir, não para encontrar respostas fáceis, mas para sentir esse impacto, esse vazio que nos obriga a pensar sobre justiça, memória e hipocrisia social, porque Sobre Meninos e Lobos não fecha portas, ele abre, e quem se permitir atravessar vai sair diferente, talvez sem chão, mas com muito para refletir.
Fernando kabral
Olinda 15 de novembro de 2025
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