Poema Passei para Deixar um Beijo
Amar-te é um verbo sem tempo.
Não cabe no presente nem se resolve no passado
É o eco que continua mesmo depois que o som cessa
É o vento que insiste em voltar, mesmo quando todas as portas estão fechadas.
Eu já tentei seguir sem te pensar, mas tudo o que é bonito me devolve a ti.
A vida é um convite
Pra um baile muito doido.
Entre no salão
Trate de se divertir
E não se importe tanto
Pelo modo que os olhos julgam
O movimento do teu corpo.
Porque -- meu bem,
Um dia, tu, eu,
E todo mundo nessa festa
Vai parar de dançar.
O Relógio e a Lâmina
Juvenil Gonçalves
Nas entranhas do tempo, um relógio sangrava,
Cada tic uma lágrima, cada tac uma cava.
Em mármores frios, a ampulheta virada
Vertia seu pó sobre a carne cansada.
A lâmina, imóvel, sobre o altar do instante,
Brilhava em silêncio — vestal cortante.
Não corta a pele, mas sim a memória,
E inscreve nas veias a cicatriz da história.
No espelho estilhaçado de um ontem perdido,
Vejo o reflexo de um ser já partido.
Sou o que fui — e por ser, já me ausento,
Um nome sussurrado no sopro do vento.
A morte não grita, apenas aguarda,
Com olhos de sombra e face bastarda.
É mãe e madrasta, no mesmo compasso,
Nos embala em silêncio — no mais frio regaço.
Ó tu que respiras, crês que és inteiro?
Não passas de sombra num véu passageiro.
O relógio e a lâmina — gêmeos em dor —
Contam teus passos em direção ao torpor
Viva a Sua Verdade💫🩵💦🙏
Não adianta fazermos banquete com a túnica dos outros.
Cada um de nós precisa viver a própria verdade — não a do mundo, não a que os outros impuseram, não a que a estrutura social nos ensinou a seguir.
Quando vivemos a verdade do outro, nos afastamos do nosso Eu Superior, do nosso duplo, da nossa essência.
É preciso buscar o próprio caminho, o caminho que vibra em sintonia com a alma.
Embora todos os caminhos levem à luz — como diz um amigo querido — cada um escolhe a trajetória que vai percorrer até ela.
Há quem siga o caminho da dor, da escuridão e do sofrimento — e mesmo assim chegará à luz, mas será um trajeto árduo, pesado, demorado.
Outros escolhem o caminho da luz desde o início — o da clareza, da leveza e da transparência.
A luz é como a água.
A água é pura e sutil, mas também forte.
Ela contorna os obstáculos como o rio que nunca deixa de seguir em frente.
Quando precisa acalmar, acalma.
Quando precisa ser tempestuosa, é.
Quando precisa acolher, acolhe.
E quando precisa levar embora o que está impuro, ela leva — sem perder a sua essência.
Que aprendamos com a água a fluir com leveza, a permanecer fiéis à nossa verdade e a seguir o curso que nos leva de volta à luz.
Izabela Drumond
Meus amigos eu já nem sei quem são, você eu já não vejo a um tempão
De verso em verso, de refrão em refrão, de minuto em minuto eu fiz essa canção.
Momento lindo que ficou na memória, você pra mim entrou na história, momentos marcantes, formas excitantes, Penso em você a todo dia a todo instante.
Um cara imperfeito que você visualizou um homem perfeito que você sempre sonhou, um cara imperfeito que você
Nunca odiou, um homem perfeito que você sempre amou, menina linda com cabelos ao vento, minha vida e você, lutei
Contra o tempo, lutei com amor, lutei sem noção, e por isso que pra ti dedico essa canção.
Incêndio em mim
Sou as cinzas de muitos problemas,
sou o resto de um fogo que já ardeu,
as dores antigas, as feridas pequenas,
são lembranças do que um dia fui — e morreu.
Mas então você veio,
como labareda em meio ao frio,
me tocou, e eu, que já era cinza,
voltei a sentir o arrepio.
Você é o fogo que vem me incendiar,
me consumir e me refazer,
entre chamas eu aprendi a amar,
e nas brasas encontrei meu renascer.
Cada palavra tua é faísca,
cada toque, um raio que queima,
você transforma o que era ruína,
em abrigo, amor e poema.
De você vem o calor que me invade,
a luz que rasga minha escuridão,
você me destrói com suavidade,
mas reconstrói meu coração.
Sou cinza, sou vento, sou dor,
mas contigo sou fogo, sou chama, sou cor,
se for pra queimar, que seja ao teu lado,
pois o amor, em ti, é meu pecado sagrado.
E se um dia o fogo apagar,
que reste ao menos tua lembrança,
pois mesmo em cinzas, eu vou te amar,
como quem queima, mas nunca cansa.
Sobre Meninos e Lobos é um filme que não se limita a contar uma história policial, ele abre feridas e expõe silêncios, e ao assistir senti como se estivesse diante de algo que não se conclui, como se o chão tivesse desaparecido sob meus pés, porque a trama de três amigos de infância marcados por um trauma e reunidos novamente pelo assassinato da filha de um deles não termina com justiça ou redenção, termina com silêncio e omissão, e esse silêncio me trouxe de volta lembranças da minha própria infância, de tempos em que a sociedade preferia calar diante da dor, em que todos sabiam mas ninguém dizia nada, e talvez seja por isso que o filme provoca tanto desconforto, porque ele mostra que o passado não desaparece, apenas retorna em novas formas, e ao mesmo tempo que acompanhamos Jimmy, Sean e Dave tentando lidar com seus fantasmas, nós também somos obrigados a encarar os nossos, e é nesse ponto que a obra se torna mais do que cinema, se torna um espelho, um convite à reflexão, uma experiência que deixa marcas, e por isso acredito que outras pessoas deveriam assistir, não para encontrar respostas fáceis, mas para sentir esse impacto, esse vazio que nos obriga a pensar sobre justiça, memória e hipocrisia social, porque Sobre Meninos e Lobos não fecha portas, ele abre, e quem se permitir atravessar vai sair diferente, talvez sem chão, mas com muito para refletir.
Fernando kabral
Olinda 15 de novembro de 2025
Teu corpo em minha memória
(Eliza Yaman)
Teu corpo vive em mim como um segredo,
guardado entre os espaços do que sou.
É sombra que me veste sem ter medo,
é luz que me desnuda e me tocou.
Não há distância que te desfaça inteiro,
nem tempo que dissolva o que deixaste.
És tatuagem viva no meu peito,
és o perfume que jamais se afaste.
Solidão, um sentimento corrosivo que faz mal a qualquer um. Muitos não percebem, mas, mesmo rodeados de pessoas, ainda sim estão sós.
Em um mundo tão cheio, a solidão se tornou ainda mais comum. Pois, do que adianta um mundo cheio se ele é vazio de significado?
Num mundo tão cheio, os que menos sentem a solidão são aqueles que se sentem bem com a própria companhia, os que atingiram a autossuficiência e abraçaram a solitude.
O problema é que aqueles que mais temem a solidão são os que mais amam a solitude
-Daniel F. Tiago
A história é um conto que nós, humanos, inventamos.
Para nos persuadir que os eventos da vida têm ordem e direção, e assim nos mantemos
atados ao mundo, e nos esquecemos que nascemos
para ser livres, mas mesmo assim nos encontramos
presos em nossas ambições e acorrentados ao futuro
incerto.
Em teu olhar, a tela se revela,
Sapekinha amada, minha doce aquarela.
Nosso amor, um quadro de emoções,
Pintado com beijos e fortes canções.
Cada toque teu, uma cor que se espalha,
No meu coração, uma chama que trabalha.
Teu sorriso, o sol que ilumina meu ser,
A inspiração que me faz renascer.
Nosso abraço, um traço de união,
Que define os contornos da paixão.
Em cada detalhe, a arte de amar,
Um universo a dois, para contemplar.
Que esta tela, com o tempo, ganhe mais vida,
Com novas paisagens, em cada partida.
Tu és a artista que me faz sonhar,
Meu amor eterno, meu eterno pintar.
E nessa atmosfera da vida
A mente,O todo
O universo que também respira
Um torus infinito
Assim também
A nossa consciência infinita
Respira por esse instante
Nessa presença
Nesse campo universal
Vamos Pensar!?
- “Fascismo… Não é Norteado Explicitamente Dentro De Um Sistema Filosófico…, a Base Usada Pelo Fascismo é o Sentimento Popular e Seus Desconhecimentos Ou Descontentamento Por Ignorância, Prega Sofismas Sobre Direitos, Raças, Crenças, Segurança, Saúde, Educação e Superioridade…
Com o Fascismo, Se Cria Livremente Ditaduras Militares Com Emprego Totalitário De Esmagadora Repressão Política, Censura, Violação Dos Direitos Populares e Humanos Contra Seus Opositores Ou Questionadores... Atentados, Destruição Democracia., o Expansionismo Militar São Direcionados a Guerras, Devastação, Contenção e Diminuição Popular Por; Violência, Autocracia, Perseguição, Tormento, Intolerância, Opressão, Autoritarismo, Imposição, Injustiça, Repressão, Cerceamento, Totalitarismo… @MSP
Droga Invisível
Descobri-me viciada em uma droga que não se vê, mas se consome como um coquetel.
Ela percorre minhas veias não como dose de soro, e sim em combustão eterna, exigindo presença em cada instante do meu corpo.
É fogo líquido que arde em meu sangue, e ainda assim imploro por mais.
Não existe clínica de reabilitação para essa dependência.E sua abstinência é silenciosa e letal em sua autodestruição.
Resta-me a dúvida: existirá algum antídoto para essa droga invisível e devastadora?
Estou morta,
Afundando cada vez mais nesse mar que se chama vida.
Hábito um corpo vazio,
Que um dia foi meu.
Estive só,
sem graça,
como um cão
que deseja
o osso,
feito um poeta
que não consegue
escrever uma linha.
tem um momento em que tudo desaba.
Os amigos somem, as portas se fecham,
e o mundo parece rir da sua dor.
É nesse silêncio, sozinho,
que ele aprende a reconstruir-se.
Não com o que perdeu,
mas com a força que nasceu da queda.
Porque a grandeza não está nos aplausos,
mas na coragem de levantar
quando ninguém acredita mais.
Uma pedra tem um mínimo de vibração
Quase nada, por isso: dureza...
O universo, o invisível
O máximo de vibração
O que não se vê está na sublime potência
Uma consciência pura e que se você
Em ressonância entrar
Será a sua plenitude
O seu lar doce lar
Paz no 💓
Sobrevivor Resignado
Minhas dores, outrora, eram donas de mim,
Tempestades noturnas de um fim sem princípio,
Eram versos truncados, amargos, a rimar
Com o silêncio fundo que o peito pode adotar.
Mas a vida, tecelã de destinos sutis,
Com seus fios de prata, cospe e descospe cicatrizes,
E ensinou a esta alma, tão cheia de ardores,
A sábia, quieta arte da resignação das dores.
Não as arranquei com força, nem as joguei ao mar,
— pois o mar um dia as devolveria à areia fria do meu pensar.
Deixei que se finissem, como deixa a árvore a folha:
num lento morrer dourado, que já não pede dó.
Foram-se como a neblina que o sol da manhã consome,
Como notas distantes de uma canção que não se nome.
Já não são ferida aberta, nem punhal, nem espinho,
São apenas lembranças de um antigo caminho.
Hoje, olho para trás e vejo o que ficou:
não a sombra da falta, mas a luz do que curou.
E na paz resignada que a saudade não corrói,
Sou mais forte pelo que deixei de ser, e por aquilo que não sou.
E assim sigo, leve, embora marcado pela sorte,
Com as dores resignadas à sua própria morte.
Elas não ditam mais o rumo, não definem mais o amor,
São apenas o passado… e eu, o sobrevivor.
ELA TERÁ UMA CASA DE CAMPO
Tenho sentido falta de mim.
De um lado antigo que precisou
adormecer.
Ilustrações jogadas no motim.
Aquela sonhadora que via o sol
antes-dele-nascer.
Mas não queria voltar a ser ela
pura e simplesmente.
A que sou hoje não é só mais forte,
sabe também enxergar beleza onde
a outra não via frequente.
A de hoje sabe que ser boa
é também saber quando ser vilã
em um conto jogado.
Só não queria ter que ser ela
sem poder ser também da de ontem
um bocado.
Tenho sentido falta da moça
que degustava a apreciação.
Com tempo ou sem, ela era pura
agonia, verdade, demora, visão.
Agora, a de hoje escolhe, não pode
ampliar um pouco de tudo a todo momento.
Queria que para ser ela não precisasse
matar um pedaço do tempo.
Queria que dessem as mãos;
a que tanto chorava e as rugas que secam a água salgada.
Queria que fizessem plantão;
a que por quase nada se descabela e a que para tudo rios-remava.
Quiçá, no abraço delas more o equilíbrio,
que ainda não sei se encontrei.
Tenho saudade de quem não perdi
e nem tampouco precisei.
Clamo todas elas! Clamo.
Porque preciso sim.
Ora uma, ora outra.
Espero que um dia, nenhuma viva sem mim.
Tenho sentido saudade, tanto,
mas nem sei como fazer esse convívio
entre uma senhora sem espanto
e outra que só via declívio.
Elas vivem brigando, veja,
quando tento apresentá-las.
Talvez, olhe bem, a cereja,
seja uma casa de campo a olhá-las…
No dia em que aquela gente não obrigar nenhuma
a surgir.
Tento sentido saudade.
Quem sabe passe quando ninguém precisar
fingir.
(Vanessa Brunt)
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