Poema Passei para Deixar um Beijo
Sem reconciliação
nada é possível,
A vida por si só
já é muito difícil.
Pensar diferente
é de direção existencial,
O quê a gente tem aprender
mesmo é a conviver.
Quando não for possível
a leveza de ser,
Crie para si um mundo
paralelo para proteger
o seu próprio equilíbrio.
Não permita que ninguém
acabe com a paz
do seu sorriso,
No final quem te salvará
é o seu heroísmo.
Por isso se permita
a escuta também Apinajé,
ora com a Lua e ora com o Sol
seguir plantando as tuas cabaças,
Ter alma de chuva
ao encontro da terra e da águas.
Quem é Pai presente em todas
as circunstâncias tem
o mesmo espírito de Sumé,
que nesta Terra sem males
deixou pegadas no Caminho do Peabiru,
merece ser sempre lembrado;
O seu legado é um ensinamento
que todo o Pai é necessário,
até para aqueles que por alguma
razão não têm o seu lado a lado.
Esculpidas no interior
as Vênus de Valdivia
para cantar o amor
sempre que for preciso,
Embalar o espírito,
a mente e o corpo,
Para abrir o caminho
coincidente para que
o melhor e o irresistível
brindem com a gente,
Crescente tem sido
infrene o desejo por
este encontro com
o quê há de inevitável
avassaladoramente.
Percorrer uma estrada
Wari de mãos dadas
em direção a Via Láctea,
Não querer mais nada
na vida a não ser tudo
que tudo aquilo que
enleve e coincida
de maneira infinita
no ritmo do Universo
a viver a história
romântica mesmo
que tentem nos convencer
que isso não mais exista,
Porque sabemos que não
existe outra melhor coisa na vida.
Desejar a paz
e a ordenação
de Viracocha
neste mundo
em viração,
Trago a ambição
Tiwanaku
como inspiração,
Porque sem paz
não há sustentação.
De sabor incomparável
os abacaxis são nativos
do Sul da América do Sul
foram por mãos guaranis
cultivados e espalhados,
Deixando memórias
e paladares encantados.
Não é à toa que admito
que neste continente
tenho inspirações
do nascente ao poente.
Em mim vive sempre
a vontade de render
todos os dias uma
grata poesia diferente,
dar graças a vida por
amar intensamente
belezas, sabores e perfumes
que fazem o mundo
todo de nós morrer de ciúmes.
Não cultue o ego
e nem se sente
com quem cultua,
melhor plantar
uma Sete Folhas.
Não espere nada
nada de ninguém,
A real salvação
só de ti provêm.
A despreocupada
Sete Folhas em flor
em agosto diz tudo
que por onde for,
assim se deve viver.
Não pague para ver,
e sim eleja viver,
Não se aventure
onde não tem domínio.
Não permitir que ao redor
nada embruteça o seu ser,
Para que nada leve a esquecer
o quanto é belo e sagrado
o berço que te viu nascer,
E que nele por razão
nenhuma ninguém deve tocar;
Lição inefável de fortaleza
com a Sapuva se deve aprender
do nosso solo amado manter,
e sempre que preciso for refazer.
Por força do destino
onde por oito estrelas
têm a sua régia orientação,
O Deus da Guerra
perderá a sua orientação;
Porque foi ali que a Virgem
deixou a relíquia nas mãos
do Cacique Coromoto
e dele obteve a conversão,
Ali a Via Láctea é mais visível,
e nasceu lugar de pacificação.
(Por mais que uns desejem que não).
Enquanto os homens
semeiam guerras
sob o céu austral,
Os ipês florescem
esperanças em agosto,
Não há quem viva
sem cor e sem sonho,
A paz com as mãos
com convicção tomo,
e dela me coroo e trono.
De corpo e alma
aquilo que resiste
inegável tem tudo
de Mata Atlântica,
Sobrevivendo
forte e romântica.
O cesto repleto
de Coco-Indaiá,
a inspiração aqui
comigo está,
Para fortalecer
e nada abater.
As folhas cobrem
os ideais que
conferem proteção
aquilo que importa
realmente ao coração.
Flor-de-Santo-Antônio
em florescimento
com todas as cores
atraindo borboletas
e os beija-flores.
É algo muito parecido
com o quê há de afetuoso,
e com tudo àquilo
que levamos pelo caminho.
Com o maior do pendores,
assim é o amor e a paixão
nos fazendo senhores.
Não existe nada em toda
a Literatura que chegue perto
da candura dos teus olhos
feitos de mar, de amor
e que cobrem com dulçor.
Não canso dia e noite
de continuar a cobiçar,
Neles moram tudo
o quê é melhor que esta
América Latina é capaz
de abraçar e nos embalar.
Sentes de longe que sou como
a florada de Manacá-de-cheiro
espalhando o aroma no ar,
Algo diz que tu és verdadeiro,
risonho e sedutor querendo
o quê eu quero me enveredar.
Algo diz que preludia o melhor
sem medir as consequências,
porque não queremos conquistar
somente apenas por conquistar.
Apreciar o balanço
das Macaíbas,
colocar o descanso
sob o céu austral,
e serena caminhar.
Permitir a tempo
parar e colher
uma Zínia a teus pés,
e entrecruzar olhar,
para ler o quê
tens para revelar.
Confiar no Universo,
da colheita fazer
um amável doce,
e decifrar sem pressa
o quê nos trouxe.
Não se preocupar
com os cânones
receitas prontas
ou ligar as pontas,
deixar livre o agir
do que está porvir.
Constelações de siníngias
florescem no percurso,
Multidões de sensações
e envolventes convites
andam sendo planejados,
Os corações gamados
não vão permanecer
por muito tempo calados.
A inevitável glória do amor
e as rédeas do destino
estão ao alcance das mãos,
dos passos e do caminho;
Palpitações e cintilações
já alcançam de longe
marcos e celebrações
antecipadas por percepções.
As cortesias que já ocupam
as recíprocas certezas,
os festejos que brindam
românticos do lado de dentro
ainda que em silêncio
o amor terem os encontrado,
são sinais que a distância não
tem mais nenhum significado.
Trazer o frescor e o manto etéreo
da tal poética primícia feminina,
por todas as direções e a tez escrita
sobre o quê nasceu para ser eterno
ou até mesmo ser incompreendida;
É um risco assumido no Universo
com o compromisso de ser o vento
que o acaricia, os cabelos emaranha
e balança as Anáguas-de-Vênus.
Soprar outras sementes de flores
multicoloridas pela perpétua estrada,
sob o nosso Hemisfério Celestial Sul,
Deixar que na sua aura despreocupada
a Via Láctea cumpra o destino de tudo
entre nós o quê pode vir adiante a ser.
Prossigo como quem fecha em silêncio
uma carta íntima com o selo de cera
com a inicial do seu próprio nome:
Para que não me tire mais da cabeça,
e não abrir brecha para que nos esqueça.
Tem coração que crê
que virou de pedra
e está trancado com chave,
Na verdade sempre foi seda
e está levemente fechado
é com lacre de cera,
para quando encontrar
outo que o derreta.
Setembro vem toda cheia
de inspirações pendentes
tal qual Brinco-de-Princesa.
Quero que não se esqueça,
que em mim corre a herança
Farroupilha embora seja serena.
Ter nas nossas mãos as folhas
de Erva-Mate para fazer do jeito
certo um Chimarrão de respeito.
Estou preparando o coração
como preparamos as pilchas
para rodopiar contigo pelo galpão.
Buscar inspiração
na primícia da Azulzinha
que com discrição
em Agosto floresce,
Devagar ganhar o coração
de um jeito que venere
com constante gamação,
Ser o plano de fuga do mundo
e o amor em renovação.
Ninguém é obrigado a nada,
nem mesmo a pagar
prá ver o quê vai dar,
Você se cala ou fala se quiser,
sem ninguém te obrigar.
Se for mergulhar, é melhor avaliar,
se tens de fato como alcançar
a profundidade das consequências
sem do teu destino se desviar.
Se não for ajudar, é melhor calar;
colocando somente a sua mão
onde somente puder alcançar:
ajudando sem se prejudicar.
Se você se ajudar sempre
será melhor do que prejudicar
a si próprio ou a outrem,
é prudente encher a boca
de Cambuí do que de confusão
para não buscar o quê não convém.
Isso não tem a ver com isenção,
e sim com o direito de preservação
de tudo aquilo que na vida te mantém
num mundo que ninguém estende a mão,
a vida já desafia o suficiente até para
se pensar em buscar para si qualquer confusão.
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