Poema Passei para Deixar um Beijo
ENTENDA que: Ninguém te troca por algo MELHOR... Mais sim por algo simples.. A LEALDADE é um presente extremamente CARO, RARO e INESTIMÁVEL... que não se pode esperar de pessoas sem VIRTUDES E CARÁTER FORMADO...
"Nada nesse Mundo é mais perigoso que a Doçura e o Carinho...
Pois objetivos Ocultos de um Monstro sempre existem...
Será que essas histórias imaginadas têm, de certa forma, um lugar no meu ser? Como se, em um universo paralelo, eu realmente as tivesse vivido?
Os corpos despertam na disciplina regrada de um encontro despercebido. Suaves na calma da sua santidade. Abençoados por uma mão que inocenta todas as atitudes pensadas ou não. O pecado não existe mais e não há mais também um tempo para despedida. Ficamos atônitos ao lembrar de que um beijo selou nosso destino e contou para o mundo quem realmente éramos. Trocamos olhares e esperamos pelo abraço matinal.
Nesses dias frios desenho a imagem do desejo no espelho embaçado do banheiro. Sinto um acréscimo de estima e me deleito numa existência superiormente interessante. Controlo com minhas mãos aquilo que meu corpo espera. Escrevo os recados pra você e deito numa cama vazia pensando como seria sua presença aqui! Nossa vontade não nos deixaria em paz, mas nós também nunca pedimos para que ela nos deixasse. Essa correria traz na sua pressa a saudade de um beijo que agora só posso recordar.
Fosse uma fábula, fosse uma mágica, fosse um sonho que trouxesse a realidade com o despertar. Mas a cidade já está acordada, ela nunca sonha porque ela nunca se põe a dormir. Como poderia então almejar algo mais surrealista do que a própria experiência concreta de seus braços que escondem abraços sob o cansaço de quem a desafia?
Nos abraços de um dia a caricatura solta da sua voz me copia. Intermitente, constante, condizente, ressonante. Tudo poderia satisfazer num simples expressar da situação. Meu sorriso mais sincero reflete nossos melhores momentos.
Desprezo a ignorância dos imberbes que se auto-proclamaram senhores do universo. Só se for um universo de diamantes de vidro, de soluços intelectuais e cultura saboreada numa refeição digna de uma hiena. No universo deles eu cago e vomito palavrões. Afogo o último verso do poema nas minhas inquietudes para não correr o risco de ver a poesia e a prosa cometendo suicídio ao passar pelas bocas porcas que nada tem a dizer.
Bebemos as nossas necessidades como um sedento se satisfaz num Oasis após uma jornada seca, onde até seus ossos estiveram ameaçados de se esfacelar. Minha garganta só grita as frases que ela aprendeu durante sua história. Enquanto os sonolentos dormem, é no meu palco que as apresentações acontecem. O show arranca suspiros, leva multidões a um delírio entorpecente de espasmos e contrações. O rosto se desmancha nocivo num balde de alívio que provoca consternações. Meu amigo está na hora de parar.
O vicio regenerado posto sob o pedestal da virtude. O cálice abominável guardando um avental púbico exige que a noite ouça mais um desabafo das nossas bexigas, e as plantinhas recebam a chuva urinária daquilo que melhor soubemos preparar. Não podemos lavar as mãos, as torneiras não existem por aqui. Seca-se o rosto na vaga sensação da agonia. Vingar a intempérie do nosso juízo talvez fosse uma boa maneira de começar um auto de penitência. Seria uma “mea culpa”? Acho que está mais para uma “máxima culpa” e choramos depois de mijar na relva. Ainda bem! Torço pra não chegar o dia em que eu ouçamos o choro e sintamos o mijo.
A noite fotografava cada momento como a despedida de um novo olá! Sempre fomos verdadeiros com o mundo nas nossas mentiras. Por mais que tentássemos provar que o inevitável não aconteceria, a paixão foi trazida para nossa praia com os primeiros ventos da manhã.
Sempre soubemos exibir o melhor um para o outro, e o mundo que ficasse com aquela superficialidade desconhecida que nunca fizemos questão de manter.
Precisamos de alguns minutos para saber que nos conhecíamos há anos. Precisamos de um instante para provar o sabor de uma vida! O que seria do tempo se não pudéssemos esgotá-lo constantemente com a certeza de que ele nunca acaba? Com você aprendi que não sou imortal! Passei a amar a vida, por querer saboreá-la calmamente como aquele sorvete que tomamos em nosso reino. Larguei tudo que me matava para poder morrer de amor só por você.
Anseio por um espaço intuitivo para cravar a lança no sangue do espírito bom. A cruz que carrego em meus ombros poderia estar pendurada numa corrente, amarrada ao meu pescoço enquanto pulo no mar. Caminhei sobre a prancha do navio selado, e ganhei uma casa no lote abissal.
Presenteado pelos abraços de mãos provocadoras e oferecendo meu ombro na forma de um abrigo de palpitações eu me vi sem reação. A explosão do movimento ressoava como fogos que anunciam um bom ano-novo. Quis pedir para o mundo congelar seu giro, matar seu tempo e estacionar sua viagem.
Essa chuva despenca solitária, em pingos vertiginosos que são uma forma de trazer um pouco do céu para a terra. Gotas cálidas, universo tempestuoso. Nuvens suspensas que brincam de esconder o sol!
E essas noites que passam rápido demais, e esses dias que passam devagar! Um frio incólume, acompanha um vento despretensioso. Ele chega protegido pelo nosso corpo, certo de que o calor dos nossos braços o fará dispersar, ou se prender. Ele sabe que não perderemos calor, mas que o convidaremos para ficar, provando que corpos que se amam incendeiam cada canto onde estão.
Eu beijei a lua um milhão de vezes e nunca deixei a terra sob meus pés. Seu sorriso sempre foi o motivo da minha perdição e nossos jogos sedutores me fazem sonhar, eu admito. Afastei-me da distância exata me perdendo em números irreais.Criei fórmulas sem nexo só para poder divagar nas minhas segundas, terceiras e quartas intenções. Senti o labirinto da sua boca roçando meu rosto e nos cantos de um beijo busquei o centro do seu sabor. Sentei aos pés de uma árvore e provei o mel que se rendia diante da surpresa da sua companhia! E a voz me dizia sempre pra pular, fechar os olhos e voar!
Como um rio que corre naturalmente para o mar, algumas coisas estão destinadas a acontecer. Não sabemos ao certo o destino, mas seguimos o mesmo caminho. Somos iguais nas imperfeições e perfeitos nas distrações, quando sem querer imaginamos cenas que ainda não vivemos e nos entregamos aos desejos censurados no mundo real.
Uma frase, um dizer. Verdades que foram mas deixaram de ser. Num instante as impressões das mãos, as digitais do corpo estavam em minha alma, e no outro instante elas já tinham se perdido em algum lugar das lembranças.
Parece que nem tudo foi dito, parece que palavras ficaram por dizer. Talvez a segurança tivesse seu esconderijo naquele ponto onde não se vê o coração. Talvez o silêncio fosse omisso e quisesse apenas um pouco de oração. A noite então fechou seus olhos diante dos seus menores que caminharam perdidos na escuridão
Um abraço que não era mais esperado, um conforto que não buscava mais satisfação, um olhar disperso e vago que já foi sinônimo de comoção.
Um cheiro ainda atraente, mas expulso das narinas que não querem um perfume nostálgico trazido em sinal de adoração. Tiro as mãos do meu rosto e seguro o volante para prosseguir. Esqueço você nessas horas, apago sua imagem dos meus sonhos para que você possa dormir!
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