Poema para uma Amiga que se Mudou
O General foi preso
no meio de uma
reunião pacífica
no dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito,
não consigo
parar de relembrar,...
Demorou
pelo menos
cinquenta dias para todo
mundo saber como
se vivo se encontrava,
notícias ninguém dava,
até agora não se sabe
quando ocorrerá
a audiência preliminar;
Desses dias não consigo
parar de lembrar
no meio desta pandemia,
ele está sem receber visita
e sequer estamos sabendo
se para ele estão
dando de fato comida,
como não estou para ver
com os meus olhos,
e não há notícia não
dá para não desconfiar,...
Gritando aos quatro ventos
por ele e para abrir
as cabeças deste continente
na noite escura que caiu
sobre todos pesadamente
junto com o fantasma da fome,
e contra esta vileza imperial
devemos união continental.
A única esperança
que resta à todos
é deixar a ideologia
para trás um dia
após a inesquecível saída
do Comandante Eterno
do Cárcere de Yare,
e simplesmente rezar
pelo Diálogo Nacional
que se avizinha
para o General e a tropa
o espírito da reconciliação
operar e a todos eles
dos cárceres libertar.
O mundo
todo está
de fato
colapsando
por causa
de uma
pandemia,
não é poesia
e nem
virtualidade,...
O físico
do General
se encontra
em total
fragilidade,
O General
é inocente
como todo
mundo sabe:
Cada verso
que tenho
escrito
são da minha
exclusiva
responsabilidade.
O pânico
pandêmico
quebrou
a dieta
do General,
e agora
ele está
sem comida
que sirva
de verdade;
Não deixar
ele seguir
a dieta é
um veneno,
Não é
exagero
da minha
parte reclamar
também por isso:
Onde o General
está preso
e por outros
lugares onde
estão outros presos
políticos militares,
não há janelas,
as visitas também
para eles
foram suspensas,
e o quê aqui está
escrito é fato
que todo mundo sabe.
Anita Garibaldi
Olhei para a copa
de uma araucária
e lembrei que fostes
Rincão dos Baguais,
Há tanto tempo faz
por todas auroras
amorosas que meu
peito te ama todos
os dias ainda mais.
Passaram tropas,
a tua memória
nunca se apagou,
Tua gente carinhosa
o futuro abraçou.
Imigrantes italianos
e alemães ergueram
com força do campo
uma cidade bonita,
Não é a toa que tens
o nome de heroína.
Há muito o quê fazer
na Cachoeira do Taimbé,
na Gruta de Nossa
Senhora de Lourdes
onde o povo sempre
busca aumentar a fé,
E na Trilha Geremia,
nos teus lagos e
na Usina Velha valem
cada passeio da alegria.
Anita Garibaldi és
da nossa heroína
a fiel seguidora
que honra sempre
a primeira professora,
e aos olhos brinda
com a tua paisagem sedutora.
Araquari
O meu coração é uma locomotiva
imparável de sonhos por ti,
A margem esquerda do Rio Parati
me encontrei e não te perdi.
Os meus sonhos fazem Stammtisch
sempre que for necessário
para fazer te sorrir, fazer feliz
e ter força para na vida prosseguir.
As mãos africanas e as lusitanas ergueram o teu destino
em terras sul-americanas
e honramos as tuas heranças.
O meu coração é um maracujá
perfumado de tanto amor
que virou festa por louvor,
e vê esperançoso o sol raiar
na Praia da Barra do Itapocu.
As mãos dos colonos e pescadores
corajosos ergueram a tua História
em belas terras catarinenses,
por ti eis estes versos perenes.
O meu coração faz ninho
de papagaio e refúgio
por ti com amor e carinho,
e também faz Ponte Pênsil
da Barra do Itapocu
correndo para os teus beijos.
As mãos da gente fervorosa
fundaram a festa por ti
em total agradecimento
ao Senhor Bom Jesus de Araquari.
O teu mangue misterioso
é fonte de todo o desejo,
é dele que se faz a festa
popular do Caranguejo,
a tua herança açoriana
desta memória jamais esqueço.
Araquari, minha adorada,
és jóia preciosa e rara
do Norte Catarinense,
e para sempre por nós será amada.
Nunca será demais
sonhar com mil
e uma noites de luar,
quero ser capaz
de inspirar poetas
melhores que eu
na América Latina:
para que a poesia
da espera venha
de fato valer a pena.
Para juntos nunca
mais padecermos
do desamparo
em meio ao frio
do mundo que pelas
mãos de muitos
o amor foi perdido.
Para a vida nunca
mais ser a mesma,
ser inconsequência
em total entrega
do meu coração
além da conjunção
entre Mercúrio,
Júpiter e Saturno,
longe do soturno
e dentro do fortuito.
Quero com você
não ter mais hora
de ir embora,
tocar as estrelas,
e ver o sol raiar
tendo os teus
braços como lar.
Quero amar você
e viver a poesia
sem linhas e sem
temer o futuro,
manter a chama
e embalar a paixão
além da solene
conjunção entre
a Lua, Mercúrio,
Júpiter e Saturno.
Viver a me derreter
por estes rítmicos
lábios de merengue,
não vou desistir
e nem deixar perder:
eu sei bem o quê
quero na vida com você.
Um coração romântico tem uma força
que ninguém tem o poder de derrotar,
e se você tomou consciência disso só agora:
daqui para frente seja, viva e transmita
o romance que mora em ti,
porque é exatamente disso que o mundo precisa.
E o coração em silêncio
repleto de delicadeza
embala uma primavera
que não tem mais
como ocultar do mundo,
ele assume desinibido
que por ti espera.
Uma mulher
para impressionar
um homem
não precisa
de muito,
basta um
sorriso no rosto,
amor no coração
e seja qual for
a ocasião
estar vestida
de qualquer poesia.
Você me fez crer nisso...
E assim você me disse:
- O mundo é pequeno demais
para quem não desiste.
Se tenho inspiração
pelo corpo todo
eu não sei,
mas sei que o quê
faço bem é escrever,
e resto só conto
quando eu te ter.
Você me fez pensar em você...
Deslumbrantemente,
quem enxerga
beleza no caminho
merece me ter,
Pois é desse jeito
exato que você
irá me trazer.
Não há nada
mais santificado
do que uma
vadiagem poética,
eu sou o quê
você procura
no meio
da bagunça
do seu coração.
Inspiro e respiro
aquilo que nutre,
e te traz fascinação.
Transpiro em verso
aquilo que sugere,
e te traz inspiração.
Não há nada mais
o quê ocultar,
escrevo poemas
para os lábios
teus abastecer,
e me incendiar
mais ardente
do que uma
vela no altar.
Seduzo em prosa,
aquilo que desejo,
e atrai por sedução.
Induzo em canto,
aquilo sem reverso,
e que já é paixão.
Não há nada
mais delicioso
do que uma fuga
do cotidiano,
eu sou o quê
te desafia,
e provoca
real encanto
trazendo revolução.
Eu te desejo
de uma forma
indescritível:
com ou sem
perfume,
fome de amor
e sabor de festa.
Você sabe
que eu sonho
virando
a última página,
e escrevendo
[a nossa]
daqui para frente
irreversivelmente.
Eu não sei
o seu nome,
Não sei onde
você mora,
Não sei da onde
você virá,
Não sei quando
e de que forma virá,
Mas só sei de uma coisa:
já fazes uma diferença
e uma falta danada.
Você sabe
que eu te desejo
arcando
com as últimas
consequências
de me dobrar
por você.
Póstero a se evidenciar
teleologicamente:
O quê você sente,
aquilo que escrevo
E nas horas embalar
o desejo a transbordar
Aquilo que sentimos
silenciosamente.
Prometo escrever uma canção:
Feita de areias, mar e paixão.
Para ser cantada pela morena
Nascida para a tua rota acenar,
E tomar conta do teu coração.
O Farol em dias de Sol,
E em noites de luar e calma.
Ao som de uma boa prosa
E malemolentes sambas de roda,
O vigia será sempre o Farol.
Chamego os versos para você:
Versos que ainda não escrevi
Ainda na Bahia eu não vivi.
O cheiro, o cafuné e o beijo,
E o banzo para embalar a alma.
O Farol da Barra que vive brilhar,
Do Céu provém a inspiração,
Eu sinto a emoção marulhar
Na Bahia de Todos os Santos,
O encontro na beira do mar.
Esqueço e deixo tudo para trás,
Jogo firme a rede no mar,
Sou embarcação para navegar
Sou o vento a enfunar,
O Axé, a poesia e a paz...
Disseram muitas coisas...,
O Forte é de Santo Antônio.
Ainda vou até a Bahia,
Encontrar este meu sonho.
Dizem quem já foi à Bahia,
Não se esquece mais;
Se enamora para sempre,
E não volta atrás.
Desabrochou a Lua repleta
como uma rosa branca,
A preocupação aberta e franca
de alguém que voltou a ser criança.
Altaneira missão concreta
como uma flecha pungente,
A alma não estancada
de um peito atravessado,
Fazendo a sua prece discreta.
Despontou a Lua inquieta
para roubar o sono do poeta,
Ao ponto de embalar a vontade
que não se dobra e não sossega.
Alvissareira canção que encoraja
porque um plano foi escrito:
A lembrança não o apaga
por tuas carícias penetrantes,
Revivendo como quem te abraça.
Desenhou o destino a teu gosto,
como quem rouba o juízo,
Despir a noite das estrelas
como que tira um vestido,
Amanhecer com você, eu preciso!
Às vezes percebo que
tenho vivido assim:
rumo à uma Pátria
desconhecida.
Mulheres rebeldes
fazem história
ou viram poesia.
Como uma estrela que dança nua
No teu íntimo Universo,
Tenho o sublime compromisso
De ser explícito desejo,
Para ser consumido por você
Sempre que te der vontade.
Entre nós habita uma magia
No nosso exílio submerso,
Vive um precioso engajamento
De ser liberdade
Sem rotina e sem cobrança,
Para vivenciarmos a liberdade.
Sem reverso e com contentamento
De subverter nossas rotinas,
Temos o gosto até pelo perverso
Não temos limite e pudor,
Absortos em nossas magias
Para brindarmos a cada momento.
Desta Pátria Grande
sou mais uma cidadã
dentre um continente
de mulheres profundas,
que só se permitem
ser amadas se forem
para ser absolutas.
De uma vez por todas
peço que entenda:
a minha busca pelo
amor não é lenda.
Desta Pátria Grande
exaustivamente
sou mais uma cidadã
feita para derrubar
totens e paradigmas
com a minha pluma
sob a luz da Lua.
De uma vez por todas
peço que entenda:
lábios nos meus
só se colarão
quando eu tiver o dono
do meu coração.
Desta Pátria Grande
cadencialmente
sou a espera silenciosa
de quem não quer
amar em desespero:
vivo sem temer as estações,
o sabor das revoluções,
e o atemporal das emoções.
Lua amável Lua,
é para você essa
que um casal
de hippies canta
e dança à espera
de uma carona
em plena estrada.
Lua amável Lua,
é para a Terra
que este casal
canta e dança
a paz e o amor,
da minha janela
pude ver a flor
nos cabelos
dourados da moça.
Lua amável Lua,
me diz quando
vai chegar a vez
de encontrar
o meu amado
mesmo que seja
no meio da rua.
Lua amável Lua,
você que anima
as festas e orienta
a rota dos ciganos
pelas estepes,
são com os teus
raios poemas
pelas minhas
mãos tu escreves.
Sem ter vergonha
nenhuma e como
quem arranca
as pétalas de uma
rosa com a boca:
Nos lábios teus
os meus arrancam
os teus beijos,
Porque por ti sou
perdidamente louca.
Com a companhia
da Lua amável
e você no coração,
esta cena me vem
quase todo dia:
No transe da ambição
que sacode deste
corpo o pó da rotina,
Porque és encanto
e luxuosa perdição.
Uma inspiração
travessa que dança
nos campos meridionais
fazendo com que
não desista do nosso
encontro jamais.
Esse teu olhar discreto
Arranca de mim sem ruído
Uma mistura de prazer
Com um carinho proibido
Ouço o barulho do mar
Tenho o teu corpo para amar
Tenho a maior riqueza do mundo
O seu coração para me amar
Sem mais nem menos
Tudo sempre é motivo
Para sermos obscenos
Nós somos o sentido
Vamos dando cores e tons
Para o tempo e para o amor
Sigo contigo para onde for
Por mim e por ti persisto
O nosso amor é obra do destino
Os teus olhos não se dissociam
Mais dos meus,
É uma coisa boa esse teu requebrado,
Que também provoca o meu,
E não há mais como dizer adeus.
Gosto de me sentir um pouco criança
Quando recebo o teu beijo
Sempre antes de dormir,
Imagino que teu carinho é garantido,
E que o amanhã há de porvir!
Juntos somos sempre um começar,
E também sabemos partir.
Amanhã é outro dia, para o teus braços
Eu hei de ir - estou aqui à sorrir...
Faço música além do que você
Possa ouvir: vou muito além
Do que os teus olhos podem enxergar:
Nasci mulher para você me amar.
Mesmo que digam que é tarde
Para amar alguém:
O destino é caprichoso,
E fez você encontrar o teu bem.
Iremos bem maduros e muito além...
Sinto você
que passa
Tua porção
que fica
Te amar é
uma delícia
Só de pensar
em você
Eu me viro
e desviro
Nessa poesia
devassa
Suspiro
e me inspiro.
Trago de ti
o melhor
Só aquilo que
me amacia
Vou além do que
te atiça
O amor que nos
perpassa
Tenho a certeza
que fica.
O pensamento
silencia
Para embalar
a delícia
De estar absorvida
E sorvida por
pura poesia
Pelas linhas
dessas súplicas
Não resistindo
a doce malícia
De sentenciar
o quê melhor
Suplicia de não
ter me encaixada
Nos teus verbos
e corporificada
Ao teu gosto,
maneira e mania.
Faço-me subversiva
Para provar
das tuas astúcias
E me inebriar
nos teus intentos
Rompendo as barreiras
das sensações
Para que eu não saia
dos teus pensamentos.
E dominando o teu
corpo indomável
Somos guerreiros
desarmados
Tomarei este
coração amável
Poetas do fim do mundo
De maneira misteriosa
e indizível
Brindando sempre
e a cada segundo
O amor que chegou
de vez imbatível
Fazendo dos nossos
corações bichos domados.
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