Poema para uma Amiga que se Mudou
"Se vieres até mim
Me traga as flores de jasmim
E conceda-me a mais pura paixão
De uma noite de amor".
O coração partido
Diz o quanto
Uma pessoa
Teve coragem de ir embora
E levar metade dele junto a tua carne
Queima a contradição
Em meu ser
Uma hora eu quero
Outra hora não quero
Pensamentos confusos
Que se perdem no meio do medo
De querer te sentir
De ti ter grudadinho em mim
E me deleitar nos teus beijos
Enfim não quero me apaixonar por você
Ela tem uma força bonita de se admirar. Lembro bem de quando a conheci: uma menina de olhar humilde, alegre, espontâneo e com aquela presença familiar que acolhe naturalmente a vida daqueles que o coração dela escolhe amar.
Ela tem os seus defeitos como qualquer ser humano tem, mas eu já disse a ela que, se um dia ela errar comigo, talvez seja eu quem peça desculpas primeiro. É que o medo de perder a sua amizade possui uma voz alta demais para silenciar dentro do peito.
Ela é assim. Aos 24 anos, parece uma flor que desabrocha no arraial do dia. Floresce no pôr do sol e, mesmo quando a noite cai, continua de pé. Ainda não sabe exatamente para onde a vida a levará, mas já carrega dentro de si a consciência de que o seu propósito é maior do que imagina maior do que qualquer dor, ausência ou perda que tenha atravessado o seu caminho.
A uma vida inexpressiva, correspondem valores que regulamentam e
que saturam as vontades individuais, como o utilitarismo. Uma vida
sadia e forte deve quebrar esses tabus de valores e satisfazer-se através
dos riscos da criação de novos valores
Ela tem uma força bonita de se admirar. Lembro bem de quando a conheci: uma menina de olhar humilde, alegre, espontâneo e com aquela presença familiar que acolhe naturalmente a vida daqueles que o coração dela escolhe amar.
Ela tem os seus defeitos como qualquer ser humano tem, mas eu já disse a ela que, se um dia ela errar comigo, talvez seja eu quem peça desculpas primeiro. É que o medo de perder a sua amizade possui uma voz alta demais para silenciar dentro do peito.
Ela é assim. Aos 24 anos, parece uma flor que desabrocha no arraial do dia. Floresce no pôr do sol e, mesmo quando a noite cai, continua de pé. Ainda não sabe exatamente para onde a vida a levará, mas já carrega dentro de si a consciência de que o seu propósito é maior do que imagina maior do que qualquer dor, ausência ou perda que tenha atravessado o seu caminho.
Ela não é mais a mesma de anos atrás. Reviveu as próprias raízes, amadureceu em silêncio e floresceu. Hoje, os frutos já não são verdes; carregam a maturidade de quem aprendeu a permanecer mesmo depois das tempestades.
Existe nela uma energia contagiante, dessas que expulsam a tristeza dos ambientes sem esforço algum. O meu sorriso começa de canto quando a vejo. Ela possui uma luz especial e eu digo isso falando de uma amiga, uma amiga que se tornou mais chegada do que um irmão.
Sempre tive a sensação de que os ciclos da vida se encerram rápido demais. E, às vezes, mesmo quando continuam, já não possuem a mesma intensidade, a mesma conexão, o mesmo brilho de antes. As pessoas mudam. Os sentimentos mudam. A vida muda. E tudo bem.
Sou serena, sensível e tenho uma natureza extremamente contemplativa. Aprecio apreciar a beleza e a feiura de tudo o que me proponho a tocar.
Gosto de manhãs de sol, de silêncios, de fechar os olhos para sentir melhor o sabor de tudo o que me dá prazer. Gosto de ser boba, de falar besteiras e de esvaziar-me para preencher-me das impressões que o mundo me traz.
Gosto de palavras escritas ou faladas, ditas ou sussurradas, gosto até mesmo das palavras silenciadas. Acho que toda palavra é uma forma de representar temporariamente apenas uma parte do que se pretende dizer. Portanto, para mim, a palavra não serve para definir, pois definir é limitado, mas para nos ajudar a traduzir um pouco do que sentimos no momento.
Minha alma é leve e borbulhante, gosta de se derramar em palavras, pinceladas, toques e olhares, gosta de ressignificar o que conhece e de conhecer o que ainda não alcançou.
Gosto da minha inquietação e dessa coisa que me pede para mudar de lugar constantemente. O que permanece em mim é a mudança, a metamorfose, a transformação. Isso não me faz menos fiel, menos doce ou menos sensível, mas coloca-me em contato com o mundo e com as pessoas o tempo todo, e ao mesmo tempo que transformo coisas, sou por elas transformada.
Sou um ser do mundo e o mundo é um ser em mim.
O mundo apressado é uma fábrica de zumbis hipnotizados pelo tic tac do relógio e de pessoas ocupadas demais para brincar com os filhos e contar histórias.
O mundo apressado está lotado de pessoas rasas, com corações e mentes prontos para absorver apenas o que for breve.
Nesse mundo eu ainda quero sentir o sabor da comida, o calor do abraço, as reticências das palavras, o brilho nos olhos e o arrepio na pele. Dispenso a frieza dos escravos do tempo e desse mundo desbotado que vejo ao meu redor.
Quero gastar meu tempo em ser boba quando der vontade, em rir até chorar, escutar o que as palavras calam e o que os silêncios falam.
Eu ainda gosto de ser.
Chega uma hora em que tanto fez como tanto faz
e que a gente simplesmente deixa de se importar
É o momento em que as horas deixam de se arrastar
E que o tempo corre no seu tempo
A cortina das impossíveis possibilidades se fecha
E a realidade revela um universo um pouco mais palpável
As longas esperas transformam-se em escolhas
Entre esperar o que não existe ou seguir outros caminhos
E a gente começa a se permitir coisas outras
Novas experiências, sensações, e encontros
A gente passa a contemplar a beleza dos caminhos
E a preocupar-se menos com o momento da chegada
Somente assim o universo pode nos presentear com o melhor
Uma vida inteira para perceber
Um sem fim de tempo para entender
Até sentir o que você sentiu
Até viver o que você viveu
O possível é realmente um bálsamo
O palpável é de fato um acalento
Um descanso para um coração
Cansado de viver em guerra contra
Si mesmo
Fala que foi de propósito.
Assume que foi uma provocação.
Fala que você gosta de imaginar que me pôs em chamas.
Assume que você se provoca junto.
Fala que você quer a confirmação do quanto isso me instiga, o quanto me faz sair da rota.
Não se engane com minha melancolia
Ela é uma parte de mim que me renova
E eu não quero evitá-la
Ou fingir que não existe.
Somos um amor não testado?
Uma coleção de perguntas sem resposta?
Um sem-fim de começos não vividos?
Eu ainda teimo em escondê-la
Mas já não há mais lugar
onde ela caiba por inteiro
Sempre sobra uma parte
Uma porta entreaberta
De onde contenta-se em me espiar
Nada além, nenhum passo a mais
Nem se tranca, nem se escancara de uma vez
O jeito mais estranho do quase
A mistura mais triste do talvez...
Das sombras de uma imensa floresta observo o esplêndido sol poente.
Sem me movimentar sentindo apenas o vento tocar meu rosto, o mais puro dos sentimentos é despertado ao me recordar de momentos que passamos juntos.
Não tenho certeza, mas posso imaginar porque esse sentimento é despertado, pois pessoas como você, continuamente são lembradas.
A inocência de uma criança e a delicadeza de uma fada reflete em seu amor.
A escuridão vem chegando, talvez em algum lugar estará pensando em mim.
A lua cheia ofusca o brilho das estrelas.
Gostaria que pudesse observa-lá neste momento, para termos a sensação de estarmos mais próximos.
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