Poema para uma Amiga que se Mudou

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FÉ NA TÁBUA

Só existe uma religião...
Fé em Deus e pé na tábua
E basta ser o que se é
O resto é doutrinação...
Fé em Deus e pé na tábua
Mais pé na tábua acredito
Fé na tábua...
Amém!⁠

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⁠DEUSES MORTOS

Você quer fazer uma prece
Mas os deuses estão mortos
Não há mais divindades, ritos, liturgia e ninguém pra te ouvir
Na noite mais escura
Esse tempo cruel
O tempo e a vida segue
A vida é uma mentira
O amor é mentira
Só existem feridas
Filosofia grega, tragédia russa
A solidão é minha maior amiga
Lá fora é que a vida pulsa
É lá que ela resiste
Você deseja e o desejo sangra
Se a paixão morreu, diga amém!
Quem tudo quer nada tem
Já é tarde demais para ser feliz
Vida eterna
Vida do sonho
Deus é o tempo
Sonhar é a salvação

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⁠MASSA FALIDA

O que é o homem:
uma massa falida.
Microrganismos que comunicam-se
Uma massa pré-programada de finitude.
Excremento, côcô, fossa, lixo universal.
A escuridão com lampejos de luz...
Um nada que é nada, é acha que é algo.
Um ser falível, perfectível que acha que é deus.

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⁠ESTRUTURA VITAL

Você é a estrutura da unidade vital.
Somos uma dor profunda e terrível.
Que faz tremer as fibras do coração.
Pensamos, conhecemos os fundamentos, a partir do que sofremos.
A dor é o combustível da existência, sua estrutura...
O início da vida é o choro da criança.
É preciso acreditar em algo que dê sentido a vida...
Amém!

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PROCISSÃO É A VIDA...

O entoar da no-ve-na...
Em prantos...
Prantos de co-mu-nhão...
Uma pro-mes-sa por cumprir
Num tempo tão pequeno
Pra viver... pra viver... pra viver...

Procissão... procissão... procissão...
Procissão é a vida...

O entoar do canto
Uma prece pela busca
A treva que ofusca
Sempre é o Cão Danado
Os sonhos de um con-de-na-do...
Os olhos de um mo-rim-bu-do
O caçador va-ga-bun-do ⁠
Que viu e não viu...
Mundo de Platão= as aparências que enganam.

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FELICIDADE NÃO EXISTE...

A felicidade é uma palavra
Não é um verbo e não sendo um verbo
Não pode ser conjugada, declinada
Muito menos no futuro...
FELICIDADE NÃO EXISTE É FICÇÃO...

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PRECE POÉTICA (B.A.S)

A poesia é uma prece
Que o poeta eleva ao Criador
No altar da inspiração
Elevo versos e rimas...

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SOLTAR AS AMARRAS (B.A.S)

Morrer é em si uma partida.
É soltar as amarras de um barco
e pôr a navegá-lo.
É deixar o ancoradouro desta existência
e navegar rumo ao in-finito...

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A POESIA E A SOLIDÃO (B.A.S)

A poesia e a solidão sempre tiveram uma certa afinidade. O momento solitário sempre foi rico para o poeta, o filósofo e o místico.

Schopenhauer costumava dizer que a semana tem seis dias de sofrimento e um dia de tédio. As pessoas se escravizam demais no trabalho e terminam aprisionadas no tédio no último dia.

A nossa sociedade moderna perdeu a unidade, a mística, o olhar mais belo. Nos aprisionamos no capitalismo, liberalismo e outros "ismos". Com isso nos afastamos do utópico para reverenciar o "status quo". Como dizia o filósofo alemão Heidegger, nossa época é caracterizada pelo esquecimento do "ser". Nossas aspirações modernas são o "ter". Possuir cada vez mais e mais. Com isso um vazio existencial se instala em nós, destruindo-nos lentamente.

Precisamos acordar rápido para reavivar o Belo em nós. O homem moderno perdeu a capacidade criativa, gerada de si mesmo, perdeu sua identidade, sua singularidade, e mais, perdeu sua liberdade.

Valorizar a cultura, as artes, a criação espontânea, a religiosidade, a poesia são caminhos viáveis e alegres.

Enfim, as grandes mudanças ocorrem no silêncio, no vazio, na simplicidade. É preciso aquietar-se, mesmo que por um breve instante, e ouvir os versos que a vida nos dia. Dizia Rollo May: "Toda história do homem é um esforço para destruir a própria solidão".

(Bartolomeu Assis Souza, Jornal Lavoura e Comércio, Uberaba, 28/07/2001, Caderno Especial A-07)

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ORAÇÃO PELA VERDADE (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)

Senhor, sei que a vida é uma ilusão
E que vou passar rápido, sou um ser mortal
Todos os esforços são inúteis
Todo o meu pensamento um dia vai se comprovar um erro
Busco então a sua Verdade, a Única Verdade
Tu és¨"Verdade, Caminho e Vida"
Busco então na sua Verdade, a minha verdade de vida...
Abençoa a minha busca... é o que resta a um ser mortal...
É o que resta desta existência...
Ensina-me a lembrar disto todos os dias...
Com certeza minha filosofia de vida será mais realista
Amém!

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ALÉM-DE-MIM... (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)

Inabalável!
Deve ser minha fé, um rochedo
Jamais uma fé manca
Traçada pelo destino

Buscar sempre o além-de mim...
Por mais que um "deus" vazio se apresente
Pois a vida segue o transitório
Sem mapas, trilhas, pegadas

Na vida tudo é transitório
Como num trivial velório
Cheio de preceitos e falatórios
Será que o morto ouvirá as lamúrias?

ISBN: 978-85-4160-632-5

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HOMENS RAROS (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)

Quantos fincaram uma cruz
Nos túmulos dos seus destinos
Antes de sentarem à mesa
Do banquete das ideologias?

Quantos amargaram o sofrimento
Do próprio suor
Cheio de dores e revoltas
E que choraram pelos poros de seus corpos?

Quantos fizeram de suas vidas
De seus ideais e lutas
Insanidades transitórias
E gestos de grandezas eternas?

Quantos lamberam os próprios corações
Sangrantes nas lutas diárias
Enfrentando o chumbo e a solidão
Para construir um mundo melhor ou pior?

Quantos palmilharam estradas tortas
Que ligam a tênue fronteira
Entre a morte e a vida
Para entender o absurdo da existência?

Quantos choraram seus mortos
E depois Guardaram as bandeiras
Cessaram as batalhas e ressentimentos
E mergulharam no grande mar do perdão?

Quantos caminharam descalços
Pelos desertos interiores e exteriores
Em busca de tórridas e quentes
Verdades filosóficas e religiosas?

Quantos não fraudaram as leis e normas
Em rasteiras surdinas e trapaças
Em busca do enriquecimento ilícito
Esses são homens raros ou bandidos épicos?

Por fim, gritei o mais alto essas questões
Para as montanhas, planícies, colinas
E mundo afora... E o eco me disse:
Só os raros...

ISBN: 978-85-4160-632-5

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MOMENTOS (GENECY ALBERTO/BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)

In memoriam: GENECY ALBERTO

Uma planta por ser bela
Passa momentos de dor
Branca, rosa ou amarela
Não respeitam seu calor

Um exemplo de maldade
Fizeram com uma flor
Tiraram-lhe a liberdade
Pra viver em dissabor

Cortaram-lhe o caule terno
Com carinho e com amor
Pensando viver eterno
Sustentando sua cor

Hoje num copo sujo
Tentando ressuscitar
Vejo uma linda flor
De face baixa, a chorar...

ISBN: 978-85-7893-519-1

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A VIDA NÃO TEM SOLUÇÃO
(Bartolomeu Assis Souza

A vida não tem solução
Ela não é uma matemática
Ela não é uma equação
A vida não tem solução
Nunca terá uma solução
Não tem que ser resolvida,
mas vivida...

Pois a paixão se mostrou sem solução
Pois não tinha a razão
A razão por sua vez, mostrou-se
uma grande ilusão...
O destino só encontrei desatino e dores
Só compreendi que razão e ilusão
Ambas tem seu lugar
Por isto a vida não tem solução...
Jamais terá...

Inserida por bmdfbas

ORAÇÃO PELA VERDADE
(Bartolomeu Assis Souza)

Senhor, sei que a vida é uma ilusão.
E que vou passar rápido.
Sou um ser mortal.
Todos os nossos esforços são inúteis.
Todo o meu pensamento um dia vai se
comprovar um erro.

Busco então a Sua Verdade. a Única:
"Tu és Caminho, Verdade e Vida" (Jo 14,6).
Busco então Sua Verdade, a minha verdade de vida...
Abençoa a minha busca e de tantos que buscam também...
É o que nos resta desta existência...
Amém!

Inserida por bmdfbas

FILA (Bartolomeu Assis Souza)

Estou numa fila
Com uma senha
Invisível, obscura...
Sem saber a hora
Da minha morte...
A qualquer hora posso
Ser chamado...
Senha número.....

Inserida por bmdfbas

Margaridas não tem espinhos.
⁠Em nome de meu jardim, lhe declarei flor. Uma margarida, a sua favorita.
Aparei todas as ervas daninhas que se alastraram em seu arredor, reguei-a para que crescestes bela e saudável.
Você deixou com que eu escorresse lágrimas em suas pétalas, absorveu e mesmo com o gosto salgado fizestes delas uma dádiva.
Porém, mesmo com todo cuidado e carinho, no final, tu não pudeste pertencer ao meu jardim, não pode ser a minha flor.
Afinal de contas, margaridas não tem espinhos.

Inserida por AntonioASouza

Seja grato a sua dor
significa que está vivo
que ainda consegue sentir.

uma alma coração
que não teme dar vazão
aos seus sentimentos.

Mesmo que doa
e sangre neste momento…
algumas dores são livramentos.

Inserida por AndreaDAngelis

"Viver é andar de bicicleta. É você quem escolhe a direção, basta segurar firme o guidom. Uma vez pedalando, você está sujeito a tombos e arranhões, mas vale a pena.
Considere a brisa no rosto, a liberdade. Pense no movimento das pernas que nunca param e em tudo o que irá descobrir pelo caminho.
Sim. Viver é andar de bicicleta. E é permitido, inclusive, levar uma companhia. Vem comigo?"

Inserida por Luzmarcia

A Força que tu és em ti e além.

Há algo em cada ser que não pode ser nomeado.
Uma vibração antiga, anterior ao próprio pensamento.
Vem das origens, quando o mundo ainda era apenas respiração e promessa.
Essa força, que alguns chamam destino, é o fundamento invisível sobre o qual cada vida se ergue.

Em certos instantes ela desperta às vezes no meio da dor, outras na solidão que se instala como noite.
Então, o homem percebe que não caminha sobre a terra: é a terra que o atravessa.
Os rios fluem também por dentro dele; as montanhas se erguem em seu silêncio.
Nada é alheio. Tudo o contém.

Contudo, essa força não guia oferece-se.
Pede direção, pede forma, pede gesto.
Não se impõe; aguarda o instante em que o ser humano deixa de resistir e começa a escutar.
Quem a escuta, muda.
Quem a molda, cria.
Quem a nega, se dispersa em suas próprias sombras.

Há um ponto em que o espírito compreende que a vida não é espetáculo, mas tarefa.
O mesmo sopro que move as estrelas habita a respiração de um só instante.
E é ali, no íntimo dessa respiração consciente, que o homem reencontra a si mesmo.

Transformar-se é o trabalho de toda uma existência.
Não é vencer o mundo, mas reconciliar-se com ele.
Dar à força interior o rosto da ternura, a direção da coragem, o tom sereno da maturidade.
Quando isso acontece, o ser já não precisa buscar sentido ele se torna o próprio sentido.

Assim, a natureza em ti deixa de ser impulso e se converte em substância espiritual.
Nada de grandioso se impõe; tudo se eleva discretamente, como uma chama que não precisa de vento para permanecer acesa.

Tu és essa força, e és também quem lhe dá forma.
O universo apenas te oferece o barro; és tu quem o transforma em rosto.

Inserida por marcelo_monteiro_4