Poema para uma Amiga que se Mudou
A subjetividade que o sentimento "amor" cria é inexplicável. Arrisco dizer que é uma experiência individual e única, por mais que a neurociência diga que é uma reação química cerebral padronizada. Diariamente eu tento compreendê-lo, por meio da observação ou autoanálise. Isso me gera a dúvida: Como aqueles que não refletem, que não debruçam sobre seu interior, que evitam a filosofia e a arte amam? Como essa sensação pulsa sobre suas veias e artérias? Que ideias e pensamentos pairam sobre suas mentes quando veem uma pessoa que gera a dilatação de suas pupilas?
Será que todos sentem tanto orgônio quanto eu quando tocam e acariciam a textura da pele daquela pessoa que amam? Ou se preocupam em recordar cada molécula do cheiro que esse órgão emana? Será que não sou melosa e arrisco até dizer, "emocionada"? Meu deus, como estamos líquidos!
Odeio Bauman por sinal. Acho seus pensamentos óbvios e simplistas. Não que eu consiga elaborar algo melhor... mas achei que era uma ideia do senso comum que vivemos tentos afetivos difíceis. Aparentemente não é senso comum. Aparentemente as pessoas se chocam em saber que tudo é volátil, sensível e cíclico. Isso se você escolhe parceiros razos e que querem que assim seja, como eu. Nunca fui exemplo para nada, mas sempre pensei sobre tudo.
Acho que deixo me levar pela soma. O corpo é o arcabouço da alma, mas isso não quer dizer que sua área externa seja tão complexa quanto suas faces internas. O mundo é cheio de rostos bonitos com almas simplistas, sem cor, sem intensidade.
Talvez bem no fim a tricotomia nem exista. Tudo seja talvez, ilusório e complexo. A intensidade fere tanto quanto a dor de uma queimadura de água fervente sobre a pele machucada do sol.
A América Latina, de uma forma geral, tem uma tendência a ser atraída para os caudillos, sejam esses caudillos de direita ou de esquerda.
É essa mesma tendência, que precisa ser explicada ainda, que faz com que a Europa seja atraída para a fragmentação, o agrupamento e o reagrupamento ou a China seja atraída para a manutenção de sua unidade territorial.
(2010-10-12)
"A vida é uma guerra"(?!)
Essa ideia é um senso comum, mas a vida é mais antiga do que a guerra, então é "A GUERRA É UMA VIDA"
A guerra é a vida de forma condensada, intensa e em cores fortes e por mais que dure, há um final, que é comemorado e afeta a todos; na vida, o final é a morte que, em sua maioria, é anônima, e mal influencia os que estão próximos.
28/03/2023
Quem lê, pode viver (ou reviver) várias vidas;
quem não lê, vive uma vida apenas (ou, na maioria das vezes, nem isso).
01/04/2023
Se alguém se apresentar dizendo que "é uma pessoa intelectual e uma pessoa casada", desconfie de uma ou das duas afirmações.
Intectualidade e casamento são duas condições mutuamente excludentes.
12/06/2013
Não existe relação de ganha-ganha...
Qualquer relação sempre é uma relação de perde-ganha.
19/04/2019
Não existe relação de ganha-ganha...
Qualquer relação sempre é uma relação de perde-ganha.
A relação de ganha-ganha, na verdade, é uma relação de perde (menos) e ganha (menos).
19/04/2019
A força reside em poder fazer e não fazer.
explicação em uma quinta de setembro de 2021, em gravação de vídeo-aula.
Uma das coisas mais irritantes de se ver em filmes, novelas e séries são pobres, crianças e, principalmente, o par romântico, falando com uma certeza arrogante de que estão certos a respeito de tudo.
A vida é muito cheia de incertezas para se ter certeza de algo.
FEV 2016
(após um capítulo da novela Totalmente Demais)
A verdade não é unidimensional consistindo apenas em uma face verdade e na outra a mentira , mas sim a um dodecaedro rômbico ou a um icosaedro truncado.
13/05/2024
A vida real nada mais é do que uma resiliente e perseverante corrida de obstáculos.
Round 6 - perto da vida real - é uma mera e apagada sombra de um fantasma em cápsula.
27/02/2025
A reciclagem, especialmente de plástico e de caixas modelo tetra pak, ou é uma mentira ou há alguma fórmula secreta, pois é inviável até o momento.
setembro de 2005, na USP
O Peso do Universo
por Michael Bruthor
Quando o mundo desaba de uma só vez sobre nossas cabeças,
Em frações de segundos,
Um vulto de esperança grita do fundo de um pântano,
Da alma abatida pela dor.
A esperança renasce em meio ao lamaçal,
Exigindo força, pedindo para continuar,
Mesmo quando já decidimos bater o martelo para desistir.
Afinal, que poder e mistério — tão distante, tão presente —
É esse que sussurra quando tudo desmorona
E nos impede de desistir?
Que mundo oculto é esse que move nossas decisões,
Capaz de nos oferecer esperanças veladas
Com um poder inexplicável?
Quando penso,
Sinto o peso do universo sobre mim,
Dizendo: “Você precisa cumprir sua missão na Terra.”
A complexidade de tudo me confunde.
A escolha é incerta, difícil — mas necessária.
Eu achava que estava só.
Eu acreditava ser livre.
Mas fui criado.
Não sou dono de mim mesmo.
Nem mesmo meu livre-arbítrio é absoluto.
O universo me guia.
O destino me molda.
Minhas decisões...
Talvez nunca tenham sido apenas minhas.
"O peso do universo não se mede em estrelas, mas nas decisões silenciosas que moldam a alma."
🎶 "Lágrima da Aurora Eterna"
(“No limiar do tempo, uma lágrima caiu… e tornou-se canção.”)
Nas brumas do primeiro suspiro, nasci,
Com asas de vento e olhos de marfim.
A vida me deu um nome esquecido,
E o tempo, um cálice de mel e fel.
Toquei o céu com dedos de infância,
Vi deuses dormindo nas sombras da dança.
O amor, como lâmina envolta em flor,
Cortou-me o peito com perfume e dor.
Segui o canto de um cisne ferido,
Por bosques de névoa e espelhos partidos.
Cada passo era um verso silente,
E o chão, um livro de folhas ausentes.
Encontrei-te à margem do fim do mundo,
Com olhos que choravam o tempo imundo.
Tocaste minha alma com dedos de luz,
E a morte, por um instante, se fez cruz.
Oh, chama vestida de carne e lamento,
Foste jardim e tormento ao mesmo tempo.
Nos teus braços, o abismo se calou,
E até os anjos desceram sem véu.
Mas o destino, cego artesão,
Tecia com espinhos a nossa canção.
A eternidade, com voz de salmos,
Nos separou em tronos de pranto e palmos.
A morte dançou entre véus dourados,
E levou-te em silêncio, entre os finados.
Rasguei meu peito em nome da verdade,
E vi tua face na eternidade.
Agora caminho por reinos de sonho,
Semeando estrelas no solo medonho.
Cada nota que vibra em minha lira,
É lágrima tua que ainda respira.
O universo é um espelho partido,
Mas tua lembrança é cristal infinito.
Queimarei mil vidas pra te reencontrar,
Na alvorada onde o tempo vai se calar.
(Coro angelical e tambor ritual lento)
Lágrima da aurora, volta ao teu lugar,
Entre véus do nada, vamos despertar.
Pois até a morte, se ouvir nosso amor,
Cairá de joelhos diante do cantor.
Gurias que ficam em casa sábado a noite, tomando mate e ouvindo um vaneirão ou uma milonga conforme o coração.
Acreditem:
São pra casar!
Tudo que eu queria era poder cevar um mate
ouvindo uma milonga na tua companhia.
Poder te abraçar e te beijar, dançar contigo
enquanto a chaleira lá na cozinha não chia.
Te dizer palavras sinceras, vindas desse coração
que te amou desde o primeiro dia.
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