Poema para uma Amiga que se Mudou

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Da pá virada, em uma fase perigosíssima.
Não aceitando nada mais ou menos,
De seu ninguém.

Gentileza,
Tem sido uma moeda de troca muito utilizada,
Para obter outros ganhos.

A gente não precisa,
De uma exposição de afetos.
A gente só quer,
Disposição de quem desejar viver isso.

É bom ter uma história pra contar.
Mas o que complica,
É o que fica,
Depois do tchau.

Só dispare uma flecha,
Se tiver certeza que quer ferir o alvo.
Arranca-la de volta,
Pode causar mais estrago.

Eu fiz amor sozinho,
Não foi uma forma estranha.
Foi melhor,
Que feito com qualquer estranha.

A paz é uma criança brincando na rua,
A violência é o adulto com fúria brutal.
Ambientes diferentes,
E o combate feito no lugar errado.

Tudo é uma questão de gosto,
Há quem atravesse o deserto para mergulhar no mar,
Há quem não saia do lugar e prefira mergulhar numa poça.

Sobre meu passado eu vendi o prédio inteiro por uma pechincha.
O tempo até demoliu,
Não existe mais.

Uma dose sem gelo por favor,
Pra desinfectar a ferida de um amor líquido,
Oferecido a conta gotas.

Dizia que era amor,
Mas tinha uma taxa de paz a ser paga.
Prefiro não expor tá?

A vida não é uma receita pronta,
Se você tem fome de viver,
Evite uma indigestão,
escolhendo bem os ingredientes.

É muita casca de banana fora da lixeira,
E dentro de porta-joias,

Achando que é uma joia.

O que a minha boca confessa que quer contigo,
É uma gota,
Perto do oceano que desejo.

A verdade é uma velha sábia,
A beira do caminho catando sementes.
Observando a mentira passar,
Causando redemoinhos.

Eu não desejo derreter pedras,
O pó delas não me serve.
Você é uma dessas sem valor.

Ninguém foi embora sem deixar uma lição,
O resultado com o aprendizado
é pessoal.

Não reparei,
Que no fundo, bem lá no fundo.
Teus olhos,
Escondia um cadáver de uma menina.

⁠Conheço as violeteiras
das duas Américas,
Diante dos meus olhos
uma desabrochou,
Você me espera
em teus braços
como quem anseia
a Primavera,
Percebo que tens
desenhado esquemas
para viver grudado
em meus beijos,
Em nós fazem
festas os desejos.

⁠Ficar só não
é uma opção,
Não tenho
medo de amar,
apenas cautela
de desencontrar:
a autopreservação.

Temo perder
o discernimento
daquilo é um
'breadcrumbing',
e correr o risco
de ficar acostumada
a receber pouco
e deixar de ser
gentil comigo mesma.

Não tentar não
é uma opção,
mas uma solução
de autopreservação
quando falta opção:
o melhor é me poupar.

Temo perder
a coragem necessária
de desarmar sempre
que for preciso
quando houver
um 'love bombing',
e acabar me arriscando
num caminho sem
volta onde me perca
e eu me esqueça.

Não temo voar com
ou sem companhia,
tenho autonomia
e brevê de poesia:
quero um amor que
venha com harmonia.

Enquanto isso dou
a mim mesma
o amor romântico
não por egoísmo,
e sim para lapidar
o meu equilíbrio
para sempre discernir
o quê é ou não é um
amoroso compromisso.