Poema para um Lider

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... para o espírito,
jamais existirá um futuro que
não espelhe, no passado, seu prestativo
mentor; e ambos, ligados a um presente
que os abrigue. Logo, o que foi e o que
ainda será não deve ser contestado
ouvulgarmente repetido,
mas continuamente
aprimorado!

... um paradoxo
assaz curioso: quanto
mais me conheço e me aceito
como sou, tanto mais revisto-me
de força e razões para
mudar!

... nenhum homem
vive sem questionar, sem demonstrar
no que verdadeiramente acredita: seja
em um Ser Criador ou em algo capaz de
ocupar seus neurônios e opiniões.
De fato, somos todos teimosamente
questionadores;, embora,
provisoriamente
crédulos!

... penso que
uma Verdade não se torna
crível,porque um homem,inocente, morreupor ela. Mas por sua essência,
por Ele,exemplarmente vivida que,
superando toda e qualquer
resistência ou martírio,
aeternizou!

... um homem
sensato, é aquele que se libertou
das limitações impostas pela idade,
enaltecendo, sobretudo, a maturidade
alcançada; visto que, já goza da eterna
juventude que somente a Verdade,
igualmente atemporal e
renovadora lhe
propicia!

... o que tiveres que fazer, faze-o agora.
Jamais esperes por um melhor momento,
visto que eles, via de regra, devido à dúvida ou ao receio, costumam ser
desfavoráveis!

... e o que
mais desejam os aduladores
da censura a não ser confiscar
da Verdade um de seus fundamentos
mais peculiares e incisivos:
sua veemência!

... decerto
que conquistar a virtude
demandará muitas vidas - um tanto
a mais de estradas a serem percorridas;
um íntegro somatório de fatos e experiências
por ambientes e mundos minuciosamente
desbravados - contudo, uma vez
manifesta, nos ilumina!

... segundo Saramago,
o ato de convencer revela-se um
deplorável sequestro de competências,
considerando que, cumpre a cada um
de nós despertar e viver o que
nos compete!

... uma
sociedade justa
pressupõe um incondicional
respeito aos deveres; visto que,
são os deveres evidenciando nossa
utilidade e senso solidário. Neles, o
direito antes de uma sumária imposição,
transforma-se num legítimoreflexo
de nossa bem-aventurada
competência!

... um meio eficaz
de nos protegermos dos mal-estares
e confusões provocados por outrem é
nos abstermos da condição de habituais
porta-vozes dos mesmos mal-estares
e confusões. Dito isto,
desonere-se!

... a contragosto
e sem qualquer alarde, um
peculiar incitamento à mudança
teimosamente nos assedia,
desassossega — não fosse assim,
o marasmo, inevitavelmente
nos consumiria!

... um homem
que não influencie outros
homens por meio de sua nobre
postura e lucidez de espírito
dificilmente conseguirá
auxiliá-los!

... cada espírito
revelará ao menos um especial
talento que uma vez desperto, definirá
o caráter de sua missão nesta Terra. Eis
por que, neste ambiente de recorrentes
dúvidas e fartas expectativas, andem,
espíritos e talentos, procurando-se
uns aos outros!

... assevera
a filosofia do espírito que
cada homem personifica um Ser
condenado ao cultivo e sofisticação
de sua inalienável liberdade — porquanto, lançado ao mundo, ele se torna o único responsável por aquilo que fez, faz
e ainda fará em favor do seu
impermutável destino!

⁠Quando cientes
de nossa missão nesse mundo, deixamos de ser
um símbolode resistência
e nos tornamosum
modelo desuperação!

"O Julgo Invisível”


Vivemos num tempo em que o valor de um homem se mede pela pressa com que ele produz.
Se ele para, chamam-no de preguiçoso; se cansa, de fraco; se pensa, de inútil.
Mas ninguém pergunta o que o silêncio dele carrega, nem o peso invisível que sustenta quando o mundo o chama de vagabundo.


Talvez o que eles chamam de inércia seja apenas o intervalo entre o que ele foi e o que ainda vai se tornar.
Nem todo repouso é desistência — às vezes é apenas o respiro antes do próximo passo.
E quem julga de fora nunca vai entender a batalha que se trava por dentro,
onde cada dia sem trabalho é também uma luta para não perder a fé em si mesmo.

"O Silêncio de Não Ser Pai"


Não sou pai. E há nisso um espaço — não de vazio, mas de eco. Um campo onde o tempo passou, e deixou intacta uma terra que poderia ter sido semeada.


Não ser pai não é ausência de amor.
Talvez, seja amor que não precisou de nome, que não se debruçou sobre berços, mas se espalhou em gestos, em presenças sutis, em silêncios partilhados.


O mundo, com sua pressa de moldar destinos, parece esperar que todos sigam a mesma trilha: encontrar, gerar, ensinar, repetir. Mas e aqueles cujos passos desenham outro mapa? E aqueles que escutam a vida por outros ângulos, sem o riso de um filho chamando pelo corredor?


Às vezes penso: teria sido bonito... Ser chamado de pai com a voz trêmula de uma criança, encontrar meu rosto espelhado em outro pequeno rosto. Talvez um dia. Talvez nunca. E tudo bem.


Há paternidades que não vestem título.
Há frutos que não brotam do sangue, mas do cuidado que deixamos pelo caminho. Já fui abrigo, já fui raiz, mesmo sem ter dado nome a ninguém.


Não ser pai é, por vezes, um caminho mais silencioso.
Mas há sabedoria no silêncio, há paz em aceitar que a vida se desenha também nas entrelinhas. E que o que não foi, ainda assim, pertence ao que somos.

O homem vive sob um pacto silencioso: suportar tudo e não reclamar de nada. Desde cedo, aprende que sua dor não importa, que fraqueza é vergonha e que pedir ajuda é quase um crime. Cobram dele força, estabilidade, solução — mas ignoram completamente o que ele sente.


Quando cai, é julgado. Quando falha, é descartado. Quando sofre, é mandado engolir seco. Seu valor não está em quem ele é, mas no que consegue entregar.


No fim, o homem não é visto como humano, mas como ferramenta. E quando quebra, simplesmente substituem.

Há no silêncio…
um mundo que grita baixinho,
um espaço onde os pensamentos
ecoam mais alto que qualquer voz.
Há no silêncio…
lembranças que voltam sem aviso,
sentimentos que se revelam
quando ninguém mais está por perto.
Há no silêncio…
um refúgio e também um abismo,
onde a gente se encontra
ou se perde dentro de si mesmo.
E às vezes,
é nele que mora a verdade
que o barulho do mundo
não deixa a gente ouvir.