Poema para um Lider

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Sou um louco que não rasgo dinheiro e não tomo gardenal,
Sou um louco dócil e compreensivo, que detesta o mal,
Sou um louco que aprecio tudo aquilo, de beleza natural.
Sou um louco delicado, educado e muito social,
Mas não sou louco quando me torno deselegante, e com atitude boçal.

⁠"Lembranças"
A Tardinha deixo atrás de mim
Mais um dia que chega no fim
O sol some no horizonte
E por detrás daquele monte
Um lindo clarão colorido
E a saudade guasqueia o meu peito
Deixando-o dolorido
Por não ter esquecido
Um cambicho desgarrado
Mas que me deixou apaixonado
Que esquecer não tem jeito.

⁠NADA EM MIM MUDOU!
Quando jovem fui atrevido
Um pouco metido
Já usava brinco e cabelo comprido
Calça apertada boca de sino
Camisa volta ao mundo
Personalidade e caráter profundo
E assim quis o destino
Que eu não fosse um teatino
Que desde menino
Nada em mim mudou
Só a idade avançou
E hoje sou o que sou
E todas as dificuldades do mundo
Nunca me tornei um vagabundo.

⁠Nunca pude ter o que eu quiz...
E nunca me arrependo do que fiz...
Pois serei um eterno aprendiz...
E isso me torna um coroa FELIZ.

Sérgio Cancioneiro

No mundo da nossa existência, a vida é assim. Um dia chega o fim.
Num caixão enterrado na terra cheio de bichos, ou no pó do fogo infernal da cremação.
Deixaremos o que plantamos, cuidamos, colhemos etc...
Choram aqueles que nos amam, e sorriam aqueles que nos odeiam.
Os caminhos são dois, o do mal e do bem, a escolha é livre.
O destino é um só: O FIM.

Sérgio Cancioneiro.

O grande mal do homem é acreditar que o homem nasce mau por coser em sua vida a narrativa de um pecado cujo cozer de falsas prerrogativas levou-o a abandonar ser um cavalheiro. Tornou-se um cavaleiro perdido em tachar o outro como o verdadeiro culpado de suas próprias escolhas. Ele acredita que Deus, ao taxar seus filhos num eterno conserto, pensa que o mundo é um triunfo da maledicência. Deus é, na realidade, o grande regente do concerto do mundo. Um grande equívoco é cometido, pois o único trunfo que se tem é acreditar não ser discriminado, mas para sermos descriminados basta não infringir as leis, pois infligir é uma questão do soar do sino, ao passo que suar e retificar todos os nós faz de todos nós o ratificar em tentarmos ser pessoas melhores.


***Exercício de engenharia linguística***
(3)

Um dia quando eu me encontrar
Irei correr para me abraçar
E dizer o quão bom é finalmente me encontrar

Quanto tempo leva pra esquecer um minuto?


O minuto que você trocou sua boneca favorita,por uma maquiagem.


O minuto que você percebeu que estava apaixonada.


O minuto que vc viu que o amor não era correspondido.


O minuto que você deu seu primeiro beijo.


O minuto que você levou um fora.


O minuto que te contaram que a pessoa que você mais amava estava doente.


O minuto que te contaram que ela não estava mais aqui.


O minuto que você percebeu que o tempo passou,você cresceu e a vida não volta.


E agora eu te pergunto,você conseguiu esquecer alguns desses minutos?

Um só


Platão dizia que éramos um só
Que estávamos juntos
Em um só corpo
Uma só vida
Uma só existência


Éramos um só
Em um só estar
Em um só ser
Em um só


Uma saudade sinto
Inexplicável
Com gosto de absinto
Agora estou condenado
A eternamente procurar
Minha outra parte
Pois só ela pode me completar

Um jogo de azar


Entre um copo e outro
De uma bebida qualquer
Suas lágrimas escorrem…
Sozinhas se secam


Através da água
Encara a dura ausência
De quem devia estar com ela


Seu corpo cai no abismo da escuridão
Sem conseguir aceitar ajuda
Pois só sabia dizer “não, não, não"


Uma pressão forte em seu braço
A puxa para realidade
Ela percebe enfim
Sua traição consigo mesma


Já não tinha mais tempo
Sabia que era uma aposta perdida
Um jogo de azar que não podia ganhar


Entre um gole e outro
Pensava em seu lance final
Mas despedidas não eram seu forte
E este era um jogo
Que ela gostaria de nunca ter jogado

Sonhar acordado é um exercício de liberdade que nos permite saborear o viver, transcendendo o tangível para construir mundos interiores. Nesse estado de consciência, tecemos pontes invisíveis e teias de conexão, onde a partilha e a união não são apenas desejos, mas a própria essência da expansão humana. É nesta partilha que o conhecimento flui, alimentando a evolução mútua e transformando o ato de existir numa obra de arte contínua.
​Ao contrário da busca por satisfação através do acúmulo material — como observado no Efeito Diderot, onde uma nova aquisição desencadeia uma espiral de consumo que muitas vezes confunde o bem-estar com a posse —, o verdadeiro progresso reside na riqueza das trocas imateriais. Enquanto o fenómeno psicológico do consumo sugere que objetos podem preencher vazios, a nossa jornada propõe que a verdadeira plenitude nasce da conexão genuína.
​Em vez de deixar que o consumismo dite o ritmo da vida, podemos escolher a consciência:
​Valorizar o essencial: Tal como o planeamento financeiro nos ajuda a distinguir entre a necessidade real e o impulso, a nossa mente pode filtrar o que realmente alimenta a alma.
​Transformar comportamentos: Ao identificar os gatilhos que nos levam a buscar satisfação fora de nós, ganhamos autonomia para direcionar essa energia para a criatividade e o intercâmbio de saberes.
​Expandir através da doação: Assim como dar uma segunda vida a objetos que já não utilizamos evita a espiral desnecessária, partilhar as nossas vivências e criações permite que o nosso legado se multiplique nas vidas dos outros.
​Nesta teia de conexões, cada pensamento partilhado e cada ponte erguida é um convite para que a evolução seja um ato coletivo, onde a verdadeira riqueza não está no que acumulamos, mas na forma como nos permitimos crescer uns com os outros

" Durma em paz !
Sonhe com os anjos.
Tenhas fé que um novo amanhã virá ...
E você terá uma nova chance,
de tentar tudo outra vez.

Oremos...

Amado pai um novo dia acaba de nascer e eu quero consenhar a ti cada minuto dessa jornada, esteja à minha frente me livrando de todo mal, esteja ao meu lado me amparando quando preciso for e esteja atras para que nenhuma seta do inimigo me derrube. Abençoa meu trabalho, minha familia, meus amigos, cobre meu lar com Teu manto sagrado e me conceda um dia sereno e tranquilo debaixo das Tuas asas e do Teu amor. Que eu tenha serenidade para conduzir cada problema da jornada, que eu tenha sabedoria para usar as palavras e que eu seja revestida do Teu espirito, amém! (Priscilla Rodighiero)

Deixando um recadinho na porta da geladeira:

"Fui mas volto, deixo a doçura dos meus sentimentos por ti!
Quando voltar, trarei flores para sua alma enfeitar!"

Joelma Siqueira

22/09/2015

A confiança é igual a um castelo feito de cartas: a gente leva tempo para construir, devagar, com cuidado. Mas basta uma carta fora do lugar para tudo desabar.
Quanto maior o castelo, maior a queda e a decepção.
Depois que ele cai, reconstruir demora ainda mais, porque cada carta nova é colocada com medo de errar.
E tem vezes que a gente já se decepcionou tanto, que nem vale a pena tentar construir de novo.


Alexandre Sefardi

Houve um TEMPO em que o Rei exigiu sua coroa de ouro cravejada por diamantes, rubi, esmeraldas.

Em outro TEMPO o Rei dos Reis, mesmo sem pedir recebeu uma coroa de espinhos.

A rua da memória sempre me recebe do mesmo jeito:
um beco torto, desses que fingem não conhecer ninguém.
As minhas pegadas — educadas como sempre
apontam discretamente para mim,
como quem indica o culpado que já nasceu pronto.


O alvo mudou, claro.
Mas a corda bamba continua ali,
com aquela generosidade silenciosa
que oferece tropeços como lembranças grátis.
E eu, que já fui pele exposta querendo posar de metal,
ainda caio no truque.


Dizem por aí que esforço salva, silêncio ilumina, amor acerta.
Engraçado.
A verdade vem com farpas e ainda querem que a gente sorria ao morder.


Aprendi a trancar a língua antes que ela fale demais.
E a coragem… bem, essa eu mantenho no bolso, dobrada.
Troco trevas por tropeços, puxo o prumo para o fundo,
faço aquela coreografia conhecida:
nada firma, nada fixa.
Até meu rosto erra o próprio caminho
quando eu digo “tanto fez”,
sabendo que foi exatamente o contrário.


Cada um costura seu casulo com o fio que sobrou.
Depois finge que observa de longe
o afogamento alheio, testando a água
como quem não está com a respiração pela metade.
E ainda distribui sentença, sermão, palpite
tudo embrulhado na convicção
de que a verdade cabe numa mão fechada.


Mas a verdade…
ah, essa prefere escorregar.
Não cabe em palma nenhuma.
E morde.
Principalmente quem jura que não sente.

Chegaste trêmulo, fronte baixa,
carregando o riso gasto dos que imploram lugar.
Havia em ti um vazio tão ruidoso
que parecia mendigar palavras antes mesmo de falá-las.


Ofereci-te o que tinhas por hábito comprar:
presença.
Te dei portas, nomes, rostos,
e a cidade — ainda estranha para mim —
fui eu quem plantou aos teus pés.


Tu, que pagavas atenção como se fosse imposto,
ganhaste caminhos sem custo,
ganhaste gente,
ganhaste voz.
E cada ganho teu custou um pouco da minha.


Mas a criatura que ergui com cuidado
aprendeu rápido o truque da ingratidão.
Viraste o rosto, torceste o gesto,
inventaste razões onde só havia dívida.


Foste sombra que aprende a morder quem a carrega.
Foste cálculo frio atrás de sorriso emprestado.
Foste o erro que só se revela
quando a noite cai sem aviso e mostra o que sobrou de nós.


E o que sobrou?
Um rastro áspero, uma memória que fere sem metáfora,
um eco que me chama por um nome que já não reconheço.


Covarde, sim
porque escolheste atacar quem te deu chão.
Injusto, também
porque cuspiste no gesto que te fez caber no mundo.


Hoje, quando penso em ti, não penso em pessoa,
mas em fenômeno:
um colapso pequeno, íntimo,
capaz de ruir confiança com precisão cirúrgica.


Ainda assim, não te odeio.
Seria afeto demais.
Apenas te arquivo
no lugar das coisas que jamais devolvem o que tomam.


E fecho este capítulo sabendo:
não foste amor, nem amizade, nem queda.
Foste ilusão
e eu, a última testemunha do truque.




Poema: Não te odeio, seria afeto demais.
27 de julho de 2009

"A maior riqueza de um homem é sua família — e nada do que ele conquista faz sentido sem ela."


Mac Jhogo

"Quando a lógica é punida, o absurdo governa.

Pensar vira rebeldia — e a ignorância, um trono."