Poema para um Lider
A herança crua de um toque que corta sem lâmina,
instala seu frio nas dobras da alma e chama isso de casa.
Amor sem nome, aprendido no avesso. Ardor confundido com abrigo,
pressão travestida de cuidado,
silêncio pesado chamado de paz.
E então derrama,
em gotas quase invisíveis,
aquela mesma ferrugem que um dia bebeu. Inteiros são partidos em estilhaços mansos,
feridas plantadas como quem oferece flores tortas, e quem recebe nem sempre entende, só sente o desalinho.
Mas pra quem carrega, é lógica, é caminho, é o único idioma que respira.
Até que um instante rasga o véu do costume,
um espelho sem anestesia,
um cansaço que grita baixo.
E vê.
Não era amor, era eco.
Não era cuidado era defesa com gosto antigo.
E no susto da lucidez,
começa o desvio do próprio rastro:
mão contida antes do corte,
palavra filtrada antes da queda,
impulso domado na beira do abismo cotidiano.
Troca-se a migalha densa do caos
por gestos ainda frágeis de inteireza.
E onde antes rastejava a repetição cega,
ergue-se, hesitante,
um novo jeito de existir que não fere pra sentir.
Arrependimento
Complicado de falar,
Mas horrível de sentir
Um aperto no peito
Machuca cada dia que vem.
Um sentimento difícil de entender
Um turbilhão de emoções passando na mente,
Só queira que alguém segurasse a minha mão
E para meus problemas a solução.
Um abraço verdadeiro
Que me tirasse da solidão.
Será que um dia isso irá passar ?
Se não passar, a cicatriz ficará desenhada no meu peito.
Com 50 tons de tristeza e apenas um sentimento,
Arrependimento...
Arrependimento do que?
De ter me apaixonado por alguém que não merece o meu amor.
Um homem faz o que tem que ser feito.
E às vezes isso significa
atravessar o próprio abismo
sem garantia de ponte.
Significa calar o orgulho
quando ele grita,
erguer-se quando a alma pesa toneladas,
e sorrir para os seus
mesmo quando por dentro
há tempestade.
Um homem faz o que tem que ser feito
quando o mundo desaba
e ele decide ser teto.
Quando todos correm,
ele permanece.
Quando todos acusam,
ele assume.
Quando todos desistem,
ele constrói —
nem que seja com as próprias mãos feridas.
Porque ele entende algo raro:
não é sobre força física,
é sobre suportar o invisível.
É sobre carregar responsabilidades
que ninguém vê,
engolir lágrimas que ninguém percebe,
e ainda assim continuar.
Um homem faz o que tem que ser feito
porque sabe que o caos precisa de ordem,
e alguém precisa ser rocha
quando o chão desaparece.
Ele não age por aplauso.
Age por princípio.
E no silêncio da noite,
quando o mundo dorme,
é ali —
na consciência intacta —
que ele encontra sua coroa invisível.
Porque o verdadeiro homem
não é aquele que impõe poder.
É aquele que suporta o peso
sem perder a alma.
O segredo oculto no julgamento da mulher adúltera contado em João 8:1-11.
Se um único 'falso santo' mentisse para Deus e atirasse a primeira pedra, a tragédia estaria feita. Mas Jesus conhecia a presepada de cada um ali. Ele não precisou envergonhar ninguém publicamente; o silêncio de Deus nos corações deles fez o trabalho sujo.
Como bons judeus, eles sabiam: "diante de Deus, ninguém se esconde." Eles tiveram que engolir cru e quente! A sutil pergunta de Jesus foi o xeque-mate. O Próprio Deus estava ali, o único que poderia atirar a pedra, e foi o Único que decidiu perdoar. "O Perfeito" estava na frente deles, e a cegueira era tamanha que só conseguiram enxergar os próprios pecados."
"Muitos buscam em Jesus um modelo de perfeição moral para validar sua própria conduta, mas Jesus não veio ao mundo para ser um troféu dos 'corretos'. Ele veio para ser o Servo dos caídos.
A verdadeira identidade de Jesus é revelada na Cruz — o lugar onde o Único Perfeito foi tratado como o maior dos pecadores, para que nós, os imperfeitos, pudéssemos ser tratados como filhos. Se tentamos ser 'o Cristo' para os outros através da nossa própria justiça, apenas os ofuscamos com nosso orgulho. Mas, quando servimos a partir da nossa fraqueza, nos tornamos o espelho que reflete a única Luz que realmente salva.
Não somos a fonte; somos apenas embaixadores de uma Graça que nos alcançou quando nada tínhamos a oferecer. Que as próximas gerações não vejam em nós pessoas 'sem defeitos', mas sim pessoas que foram profundamente amadas e transformadas pelo Único que é Santo."
Um dia alguém vai te enxergar com uma clareza tão profunda, que você vai se perguntar como conseguiu sobreviver tanto tempo sendo mal interpretado.
Alguém vai olhar além das suas defesas, além das versões que criaram sobre você, além das dores que te fizeram diminuir a própria luz para caber no conforto dos outros. E nesse dia, você vai ouvir sobre si coisas que nunca teve coragem de acreditar.
Vai doer.
Porque às vezes a cura dói mais do que a ferida.
Dói perceber que você passou anos aceitando migalhas emocionais quando carregava um universo inteiro dentro de si. Dói descobrir que não era difícil de amar — apenas estava cercado de pessoas incapazes de enxergar profundidade. Dói entender que muitas das culpas que você carregou nunca foram suas.
Mas junto da dor vem o grito.
O grito da liberdade.
O grito de quem finalmente se reconhece.
O grito de quem passa a existir sem pedir desculpas por ser intenso, sensível, verdadeiro e raro.
Porque existem palavras que não entram pelos ouvidos — elas atravessam a alma.
E quando alguém te revela a beleza que você passou a vida escondendo de si mesmo, algo dentro de você desperta violentamente.
Você percebe que nunca foi pequeno.
Só passou tempo demais tentando sobreviver em lugares que diminuíam tudo o que Deus colocou dentro de você.
E depois disso… você nunca mais consegue voltar a se enxergar da mesma forma.
Um dia a gente acorda e percebe que muita coisa mudou sem fazer barulho.
Algumas pessoas foram embora, outras chegaram.
Certas dores perderam a força, e sonhos que pareciam distantes começaram a fazer sentido.
Tem dias em que isso assusta.
Mas também tem algo bonito em perceber que a vida não pede permissão para seguir — ela simplesmente continua.
O vitral.
Imagine uma enorme janela de vitral iluminada pelo sol.
Cada pessoa está em um ponto diferente da sala.
Uma vê apenas o azul.
Outra vê apenas o vermelho.
Outra vê apenas o dourado.
E passam a vida discutindo sobre qual cor representa a janela.
Mas a janela não é azul.
Não é vermelha.
Não é dourada.
Ela é a união de todas elas.
Deus seria a luz que atravessa o vitral.
As pessoas enxergam apenas fragmentos da luz e transformam o fragmento em verdade absoluta.
Quando, na realidade, aquilo que enxergam é apenas uma pequena parte de algo infinitamente maior.
"Quando você investe por amor à sua família e ao seu legado, a disciplina deixa de ser um fardo e torna-se um propósito."
Laerson Endrigo Ely em Método R.E.N.D.A. de Investimentos
"O Método R.E.N.D.A. é o mapa para que o seu futuro deixe de ser um evento aleatório e se torne uma obra esculpida pelas suas próprias mãos."
Laerson Endrigo Ely em Método R.E.N.D.A. de Investimentos
"Plantar diferentes classes de ativos é sua blindagem natural contra pragas específicas de um setor."
Laerson Endrigo Ely em Método R.E.N.D.A. de Investimentos
"No universo das finanças, o autoconhecimento não é um exercício de meditação; é a coragem brutal de cessar a auto enganação."
Laerson Endrigo Ely em Método R.E.N.D.A. de Investimentos
*"Talvez o amor bata na minha porta um dia. Porque muitas vezes o amor nunca me escolheu, pelo contrário eu escolhi o amor."*
*O que essa frase grita:*
*1. Cansaço de remar sozinho*
Você sempre foi o cara que corre atrás, que se declara, que insiste, que escolhe. E nunca foi escolhido de volta. Isso esgota.
*2. Esperança com os pés no chão*
O "talvez" mostra que você não tá mais implorando. Não tá mais forçando porta. Só tá deixando ela aberta, se um dia a vida quiser trazer alguém que escolha você também.
Arma Suprema
Nela habita um mistério que a lógica ignora,
Uma garra silenciosa que o peito desenha,
Não se explica em versos, nem se demora,
É brasa viva que na alma se empenha.
É um sentir que transborda o limite do olhar,
Um ímpeto doce, uma urgência contida,
Ela não apenas caminha, ela ensina a lutar
Com a delicadeza de quem cura a ferida.
Pelos seus, ela ergue castelos de vento e de fé,
Com a força de quem conhece o próprio valor,
Mantém-se gigante, de alma altiva e em pé,
Pois sabe que a arma suprema é o amor.
------------ Eliana Angel Wolf
A chuva lá fora
não pede licença,
desmancha a pressa
em pura presença.
O dia é um hiato,
um café, um abrigo;
o céu cinza hoje
veio morar comigo.
No ritmo do teto,
o tempo se atrasa:
domingo é a chuva
batendo na casa.
O mundo lá fora se lava aos poucos,
enquanto admiro a alma que você tem.
Um coração que não se perde em jogos,
e que, de tanto afeto, me faz tanto bem.
É raro encontrar tamanha integridade,
alguém que faz da entrega o seu destino.
Tua bondade é a minha claridade,
teu abraço é meu porto e o meu hino.
A chuva cai, mas o peito está aquecido,
pois te amar é onde enfim encontrei paz.
Teu brilho é o meu presente mais bonito,
que o tempo guarda e o amor só satisfaz.
Sem amizade, o sentimento é como um castelo de areia: bonito, mas sem estrutura
Ser amigo significa: Conhecer o mundo interno da pessoa. Quais são os sonhos dela? O que a faz chorar? O que ela valoriza?
A Diferença: Enquanto o "apaixonado visual" foca em como a pessoa o faz sentir, o "amigo que ama" foca em quem a pessoa é e em como ele pode contribuir para a vida dela.
"O Destino que Descansa em Deus"
Pode o tempo parecer um deserto,
E o silêncio, um abismo sem fim,
Mas o que é teu já está por perto,
Guardado em um jardim que não tem fim.
Não se apresse em querer o detalhe,
Pois o mistério é o colo da fé.
Deus não permite que o plano falhe,
Ele sustenta quem se mantém de pé.
O que é teu por direito sagrado,
Ninguém rouba, ninguém desfaz.
Está no tempo de Deus reservado,
No compasso da Sua perfeita paz.
Confie no que os olhos não veem,
Pois o autor da vida sabe o que faz.
As mãos que te guiam também te detêm,
Para te entregar o que te traga paz.
Não se perde o que o céu já assinou,
Nem se apaga o que o tempo escreveu.
Descanse na promessa que Ele deixou:
O que é para ser teu, já é teu.
O mundo lá fora é um palco aceso,
Enquanto aqui dentro o tempo descansa.
Os grilos, em coro, num ritmo preso,
Regem a noite com sua constância.
Ouço o motor que na estrada se apressa,
Levando destinos pra longe de mim,
E a fala das crianças, que nunca tem pressa,
Brincando no eco de um tempo sem fim.
Um cão ao longe reclama da lua,
Um som solitário que corta o sereno,
Enquanto a paz se faz toda nua,
Neste meu canto, tão meu e pequeno.
Sou apenas silêncio, sou só audição,
Ouvindo o pulsar que a noite revela:
O grilo cantando pro meu coração,
E a vida passando além da janela.
A casa é um templo de paredes mudas,
Onde o silêncio senta e faz morada.
Lá fora, os grilos — vozes agudas —
Regem o vácuo da noite calada.
Ouço o carro cortando a distância,
Um rastro de luz que na estrada se vai,
Perdendo o som, perdendo a instância,
Como a folha seca que do galho cai.
Um cachorro late, num aviso ao vento,
Cobra do mundo sua parte de atenção,
Enquanto eu sigo aqui, no recolhimento,
Medindo os compassos do meu coração.
Não há mais vozes, nem passos, nem pressa,
Apenas o grilo e o asfalto a rolar;
A noite é um livro que enfim começa,
No instante em que o mundo decide parar.
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