Poema para um Lider
“Por muito tempo, achei que a dor era um castigo. Algo que eu merecia por ser fraco, por errar, por não conseguir ser como os outros queriam. Mas com o tempo — e com muita cicatriz — entendi uma coisa que mudou tudo: a dor nunca foi a minha inimiga.
Ela não veio para me destruir. Veio para me esculpir. Cada lágrima que engoli, cada noite em que pensei em desistir, cada vez que fui ao chão e demorei a levantar… tudo isso foi me ensinando uma língua que só quem sofre de verdade aprende: a língua da resistência.
Hoje eu sei. A dor era o meu teste. E a minha resposta foi não me tornar amargo, mas profundo. Não me tornar cruel, mas forte de verdade.
E foi aí que eu descobri: a minha dor era, na verdade, a minha vocação para a grandeza.
Porque grandeza não é nunca ter caído. É ter caído, levantado, e ainda assim escolhido seguir. É transformar ferida em direção. É olhar para o que tentou te matar e dizer: ‘você me fez mais difícil de ser quebrado.’
Se você está sofrendo agora, escuta: você não está sendo punido. Você está sendo preparado. A sua dor não é o fim da sua história — ela é o início da versão mais poderosa de você mesmo.
Aceite. Ela não é sua inimiga. Ela é sua chamada para algo maior.”
Mãe não vem com manual de instrução, um dia você vira mãe e pah... Sua vida muda completamente!
E em meio à tantas questionamentos, cobranças, auto questionamento, (fiz o melhor?!
Onde eu eu errei?! )
Você vê os acertos e é neles que você tem que focar!!!
Eu sou a melhor mãe que eu posso ser.
No filho você planta as sementes , mas é ele quem vai germina-las, fazê-las florir ou não...
Vasos quebrados
Não se pode viver
A lamentar um vaso quebrado
Um vaso quando quebra
Quebra-se pra sempre
Mesmo que ele seja emendado
Com massa reparado
Com cola remendado
Com tinta finalizado
Ele sempre será um vaso quebrado
Talvez os olhos não vejam
As rachaduras escondidas pelas tintas
Ou as mãos nãos sintam
A dor dos antigos pedaços
Restaurados
Mas o vaso sabe!
Ser restaurado
É melhor do que ser só quebrado
Mas não é bom!
A janela não é o problema
Nem o que nela entra
O problema são os fantasmas
Que não me deixam esquecer
Que já fui quebrado
Será que desistir foi mais fácil?
Ir embora foi um ato de coragem, mesmo quebrada. Meu voo foi impulsionado, talvez pela dor, como saber?
É triste deixar quem se ama, mas ficar séria não me amar.
Me reencontrei num processo doloroso, porem libertador.
Desistir de você e ir embora foi um ato de coragem. Ou fui covarde?
Doeu...
É triste deixar quem se ama, mas ficar séria não me amar
Seria cruel comigo e com você.
Essa é a parte dolorosa., sentir e ter que sufocar, tentar esquecer, fingir que não dói. E como está doendo.
Queria que você fosse o último, que nossa estrada fosse longa, que estivéssemos sempre juntos, ainda que fisicamente longe. Que toda mágoa fosse breve. Que fosse leve a nossa caminhada, ainda que pesasse a gente não desistiria do nós...
Que nossa vontade fosse livre.
Queria que pudesse me escolher sempre. E mesmo que eu seja minha, eu sempre seria tua. Mas, não foi assim..
A Volta do Poeta Lunático
Estive perdido por um tempo,
tentando me encaixar em espaços que não me cabiam. Me matei por dentro por isso, me permiti sangrar para o benefício de outra pessoa.
As minhas muitas escolhas erradas me levaram à beira da loucura emocional. Logo já não era eu. Por pouco não me sucumbi à loucura dos sensatos, por pouco já não era eu.
A escuridão da solitude foi, por muito tempo, meu lar, mas nesse momento de loucura emocional não conseguia mais me encaixar também na solidão.
Não me encaixei no lugar onde jurei que era o meu, e a solidão não me permitia voltar. Foi estranho estar preso em alguém, mas se sentir sozinho e não poder desfrutar da solidão que tanto amei.
Logo vi que muitas decisões erradas eu tomei, inclusive a que fiz diante de promessas eternas, mas estava prestes a tomar mais uma. Mas essa era romper o laço que eu mesmo escolhi apertar.
A decisão errada, porém certa, que me traria de volta do caos em que vivi. Tenho novamente a virtude da solidão e a contemplo melhor agora, graças à maturidade das experiências com escolhas ruins e caminhos tortuosos.
O poeta lunático, o grande lobo solitário, está de volta ao lar.
Nao imaginava que um sonho pudesse mexer tanto com meus pensamentos e sentimentos.
Como imagino um beijo teu uma oportunidade de estarmos só eu e você.
Mais uma vez tudo isso borbulhando na minha cabeça...que loucura!
O que você ta fazendo comigo? Nem sei sobre seus sentimentos, sei muito pouco de ti mas o suficiente pra me encantar ate com suas manias e sua "chatice" pra comer kkk
Te ver todos os dias é um privilégio e uma satisfação.
Mesmo que eu me afaste de ti quero muito teu bem e nao vou te esquecer.
Te gosto muito e adoro estar perto de você.
Sua parceira!!
Importância de um Pai
Hoje é um dia especial, pois celebramos um dos momentos mais significativos do ano: o Dia dos Pais. E, neste dia, não consigo deixar de refletir sobre o quão essencial é ter a presença de um pai em nossa vida.
Um pai é aquele que transmite confiança e segurança. Assim como a mãe, ensina valores que carregamos para sempre. Ele nos incentiva a acreditar em nós mesmos, mesmo quando duvidamos, e se torna mais que um protetor: um amigo.
Na infância, mesmo depois de um dia cansativo, ele se ajoelha ao nosso lado para ajudar com o dever de casa.
Na adolescência, consola nossas primeiras desilusões amorosas, oferecendo o ombro e a certeza de que “tudo vai passar”.
Na vida adulta, vibra e chora com cada conquista, e sofre junto a cada derrota.
Esse é o pai de verdade: aquele que, independentemente das circunstâncias, está presente. O herói que não veste capa nem vive nas histórias em quadrinhos, mas que enfrenta o mundo para estar ao nosso lado. O pai que segura a mão do filho até o fim, mesmo que não torça para o mesmo time ou pense igual.
Essa é a importância de um pai. Por isso, hoje, deixo um beijo para todos os pais pelo seu dia, e um beijo e um abraço para o meu pai — o meu querido Café — que sempre esteve presente, fez tudo por mim e minhas irmãs e, hoje, faz o mesmo pelas netas.
Feliz Dia dos Pais, meu herói da vida real!
C. N
Escutaremos
Um bom cérebro encontra sempre a música adequada ao seu estado de espírito...
só é necessário tempo
Pedágio
(Moacyr Franco)
Minha mãe me fez rezar
Para ser feliz um dia
A felicidade se passou
Foi durante a noite e eu dormia
Fui ao culto, rezei missa
Bebi pinga no terreiro
Vi que a graça nunca vem de graça
E os pecados eu paguei primeiro
Me bati contra o destino
Virei saco de pancada
Quero o braço levantado hoje
Pra depois não acredito em nada
Me ensinaram semear
Plantei rosa. fiz canteiro
Mas enquanto eu reguei semente
Desmataram esse mundo inteiro
Descobri que tanto faz
Sobriedade ou mais um porre
Só se vive mesmo nove meses
Pois o resto, amiga a gente morre
Já morri em nova york
Outro tanto em paris
Mas agora que te conheci
Vou morrendo um pouco mais feliz
E por isso não me fale
No futuro, no amanhã
Paraíso é esse instante aqui
Que comemos da mesma maçã
Faz de mim o que quiser
Faz de conta que é feliz
Deixa o mundo se matar lá fora
E me mate só de amor aqui
Já parti em tantos barcos
Já chorei em tanto cais
Quando digo que te amo assim
É porque te amo muito mais
Quando digo que te amo assim
É porque te amo muito mais
Berço
Recordo: um largo verde e uma igrejinha,
Um sino, um rio, Um pontilhão e um carro
De três juntas bovinas que ia e vinha
Rinchando alegre, carregando barro.
Havia a escola, que era azul e tinha
Um mestre mau, de assustador pigarro...
(Meu Deus que é isto? que emoção a minha
Quando estas cousas tão singelas narro?)
Seu Alexandre, um bom velhinho rico
Que hospedara a Princesa; o tico-tico
Que me acordava de manhã, e a serra ...
Com o seu nome de amor: Boa Esperança,
Eis tudo quanto guardo na lembrança
Da minha pobre e pequenina terra!
Bernardino da Costa Lopes poeta parnasiano, conhecido como precursor do Simbolismo no Brasil.
1859-01-15 Rio de Janeiro
1916-08-18 Rio de Janeiro
A pedagogia do silêncio
O silêncio, quando acolhido sem defesa, torna-se um mestre discreto.
Não te chamaram? — talvez não pertenças ao pequeno mundo de onde vêm os convites.
Não te contaram? — o silêncio é, muitas vezes, a forma mais sincera de revelação.
Mentiram para você? — a falsidade denuncia apenas o caráter de quem a profere.
Não te incluíram? — certas portas fechadas preservam tua dignidade.
Não te responderam? — insistir onde não há retorno é ferir a si mesmo.
Caminha com quem reconhece teu valor.
E, quando fores tua única companhia, lembra-se: a solidão educa, a inveja corrói e o silêncio desvela o que as palavras disfarçam.
Do Pó ao Infinito
Do sopro primeiro à poeira final,
Sem o Criador, somos palha no vento,
Um breve vislumbre, um traço mortal,
Um eco vazio perdido no tempo.É Nele que o barro ganha valor,
Na alma que pulsa e busca o infinito.Sem Deus, somos nada, silêncio e dor,
Com Ele, a vida é um laço bendito.
Hoje me encontrei, novamente de um que já me cansei,
acredito que esse cansaço, se fez pelo confortável,
O confortável de amar sem ter medo de se entregar,
Não vou deixar de amar, amar é estar vivo sentindo o esquisito o
esquisito que um dia foi lindo.
Dinheiro é como um navio.
Precisa ser controlado.
Se você não sabe para onde vai o seu dinheiro,
ele vai te levar para onde você não quer ir.
Travessia no deserto
O deserto é um lugar difícil e impiedoso,
nele, o perdão diverge da tolerância e as renúncias divergem do ego,
O que deixou de ser moradia hoje se transformou numa sequencia inusitada de tombos e através desses mesmos tombos foi criando asas para alçar os novos voos do amanhã,
Lembre-se, a pressa de algumas ações pode fazer a sua própria realidade doer, pois se uma rosa é apreciada calmamente ao sabor de um olhar atento ela será significativa e se manterá linda, agora se a mesma rosa for apreciada e tocada com euforia ela permanecerá bonita, mas seus espinhos irão fazer a sua tolice sangrar,
Já pedi muito por você para os céus, então a cabeça perguntou, o coração reagiu e o corpo sentiu, porém apenas o silêncio foi quem interagiu,
Logo, foi lá no vazio que eu aprendi como se deve voltar forte e abraçando o mundo.
Sem fotos
Sem textões
Sem enfeites natalinos
Há Deus só te peço uma coisa, que dê a cada um o que merece, que o tempo se encarregue de tudo, e que venha a paz aos que tanto merecem.
Rafael,
Passei tanto tempo odiando você, que isso estava me consumindo... Nossa relação foi uma montanha russa, casamos 2 vezes, terminamos e voltamos inúmeras vezes, você foi o sol do meu universo paralelo, agora extinto... Mas pai da minha única filha.
Sabe aquele amor que deu certo, mas nunca demos conta? Nosso amor continuou firme e forte, está na nossa filha.
Você foi a melhor parte da minha vida por muito tempo, e que bom que você tinha razão...
Você queria uma constelação, mas eu sou, e tendo mais para o big bang, não é mesmo? Chegou o tempo de paz, tu sabe bem afinal você é o pai do bem mais precioso da minha vida, que nunca mais nos percamos um do outro (já que perdemos os ódios, brigas).
Sabe que você só se tornou ex para se tornar eterno, né?! Afinal ex marido é para a vida toda (risos).
E sim, estarei com você até o fim; foi o que combinamos lá atrás. Não será do jeito que planejamos, mas já mudou.
QUEM SÃO?
Há muitos e muitos anos, um poeta revoltado
Escreveu Navio Negreiro, pois estava indignado
Com o povo que emprestava a bandeira para cobrir
A infâmia e a covardia que se viam por aqui!
E no palco da cidade, ao som do toque do tambor
Ouvia-se o poeta clamando ao Nosso Senhor:
“Senhor Deus dos desgraçados!
dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura...ou se é verdade,
tanto horror perante os céus?!”
Quem são estes miseráveis sem acesso a habitação?
Nas praças, sob as marquises
Buscam no lixo seu pão
Quem são? E de onde vieram?
Quem são? E por que miseram?
Quem são? E o que fizeram
Para tal condenação?
Quem são estes que, transportados, piores do que gados, vão?
Subempregados, suburbanos, exaustos na condução
Sem ter moradia digna, nem acesso à educação
Sem saneamento básico, com parca alimentação
Quem são estes cidadãos?
Quem são? Quem são? Quem são?
Tantos anos se passaram, mas tão pouca evolução
Ainda se usa a bandeira para encobrir a inação!
E no centro da cidade, ao som do toque do tambor
Ressoa a voz do poeta, clamando ao Nosso Senhor:
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se eu deliro...ou se é verdade,
tanto horror perante os céus?!”
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