Poema para um Lider

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⁠A lua em suas fases

Na noite serena e escura ela brilha,
A lua, pérola noturna que cintila.
Um mistério suspenso no céu vasto,
Sua luz prateada, um sonho casto.
Ela observa os segredos da Terra,
Guardiã dos amores e da guerra.
Reflete sonhos e paixões que afloram,
Em seu silêncio, histórias se desdobram.
Lua cheia, redonda e luminosa,
Sua presença é sempre misteriosa.
Lua crescente, fio de prata a brilhar,
Ciclo eterno, a dança do astro a encantar.
Nas noites escuras, és companhia,
Envolves o mundo em melancolia.
Nas noites de festa, és brilho e esplendor,
Lua, musa dos poetas, és amor.
E assim, tu te elevas no firmamento,
A luz noturna de todo o momento.
Oh, lua, poesia escrita no céu,
Teu encanto em nossos olhos é réu.
Na vastidão cósmica, és um farol,
Guiando sonhadores, corações no sol.
Com tua beleza, a noite se enfeita,
Lua, testemunha silente, perfeita.

Inserida por Eu_sou_o_Martins

o amor não é rodovia
mas a estrada que nos põe a viajar
o amor não é passarela
mas a avenida que nos faz atravessar

não é pista de pouso
mas a pista que precisamos para nos guiar

conexões
diagonais
e bifurcações

o caminho e o atalho
que faz a gente sempre se encontrar

e ainda que ajam curvas
e o destino até ele me faça capotar
escolherei você
para sempre me acidentar

Inserida por FelipeAzevedo942

⁠Que eu seja uma ponte de travessia para os bons sentimentos
Que quem por mim passar só encontre a paz,
Que eu jamais seja barreira.
Que eu jamais atravanque o caminho de alguém.
Que eu seja a melhor ponte de passagem, aquela onde a bondade sobressai o rancor;
E quem por mim passar,
Mesmo se a dor carregar,
Só vai sentir amor

Inserida por hortmelo

⁠Yasmin, amiga querida, com amor vou te dizer,
Tuas palavras tocaram fundo, fizeram-me entender,
O quanto amas tua mãe, um amor sem fim,
Um abraço desejado, que chegue até o fim.

Que esse dia chegue logo, meu desejo é sincero,
Que possas abraçar tua mãe, sentir seu calor verdadeiro,
Pois o amor de uma mãe é um tesouro sem igual,
É como um abraço apertado, que nos faz sentir especial.

Que esse abraço seja tão doce quanto a brisa do mar,
Que traga consigo toda a felicidade a te inundar,
E que nesse momento único, possas sentir a conexão,
Entre mãe e filha, um laço eterno de emoção.

Que esse desejo se realize, minha amiga Yasmin,
E que o amor entre vocês seja sempre assim,
Um abraço tão forte e cheio de afeto,
Que transborde amor e traga consigo paz e respeito.

Yasmin, és uma filha incrível e especial,
E tenho certeza de que tua mãe sente-se igual,
Que essa poesia possa expressar todo o meu carinho,
E que possas compartilhá-la com ela, num abraço divino.

Inserida por Davidpereira17

⁠Não deu para esconder o sorriso
E das palavras que falei sem pensar
Admirei com atenção seu sorriso
E sua boca, só queria beijar

Doce, pura e muito peculiar
Séria, madura e cheia de atenção
Disciplinada, centrada e donairosa
A doce moça que conquistou meu coração

Se eu pudesse voltar no tempo
Queria novamente te dizer
Que foi muito especial e legal
Conversar, brincar e sorrir com você

Como um exímio amante do saber
Queria em pequenos versos te definir
Mesmo não sendo literal ou figurado
Mas juro com dedos juntos, que ia amar ouvir

Inserida por Elder_de_Jesus

⁠Feira do Rolo

meu pote aberto
teu pote aberto

te dou meu treco
me dá seu teco

a poesia é uma junção ,
alegoria de potes poéticos

a palavra desloca, inspira, provoca
e promove a troca

Inserida por viniperobeli

⁠Tem sido dias difíceis
não dá tempo de explicar,
Sinto saudades do que não vivi
imagino a mesa posta no jantar.

Uma vida paralela a essa
A alegria fazendo festa
Sem hora para acabar.

Sonho com a tal felicidade
Aquela vida de verdade
Espero que não demore
a esse dia chegar.

Inserida por mariahsol

Rosa

Colhe a rosa
esquecida
no caminho

beija-a depois

Suave
a luz te é
reservada.

Inserida por pensador

⁠Rosa Branca

Essa é uma mensagem para a Rosa Branca no meio do campo.
Que se mostrou tão linda no meio de tanta ausência e abundância
Expressou sua beleza derivada do contraste
Plantada ali, no meio do mundo
Era só uma rosa branca no meio do campo
Se escondendo propositadamente no mato alto
Onde só se vê as pétalas macias
Você clamou o meu toque, pediu a minha mão
Rosa Branca no meio do campo, escondeu teus espinhos?
Você precisa de cor, o vermelho do meu sangue te colore.
Essa cor não é sua, Rosa Branca
Vermelho não te favorece,
sua beleza não precisa de pintura, não precisa do meu corte
Embora doa, eu não sofro, Rosa Branca
E o que te falta é você enxergar presença na sua cor ausente

Inserida por MariaFernandaRufini

⁠Tenho vivido o tempo das intensidades.
Entrego-me ao amor de forma plena.
Já não aceito ser amado de forma superficial...

Inserida por aluisiocavalcantejr

⁠À TARDE

Agradeço a Deus pelo silêncio
Que às vezes se faz.
O silêncio permitido
Pelo rádio desligado,
A TV muda e vazia,
As vozes cessadas.

O som da voz de uma criança,
Medido e sentido pela distância;
O som do canto de um pássaro
Crescendo no silêncio.

O som de um serrote é o som do aço
E da madeira, tão primitivo
Quanto nos dias de Noé.

Baixo contínuo é o vento,
De tudo um violoncelo desafinado.

Inserida por JCassais

Fachada

Logo vai terminar o prazo
para o homem construir sua fachada.
Ele continua em andaimes.
Provisório.
Exibe máscaras cambiantes.
Sua face inconclusa,
sustentada por ferragens,
parece esconder que,
em todos esses anos de obra,
ergueram-se inúteis plataformas
para edificar um escombro.

Donizete Galvão
O homem inacabado. São Paulo: Portal Editora, 2010.
Inserida por pensador

Negrume

podem me dar tarja preta
tentem me tirar do breu
o carvão aqui sou eu

Donizete Galvão
O antipássaro. Goiânia: Martelo, 2018.
Inserida por pensador

Cidade

ó blues de cruciais impossibilidades
dores de amores inexistentes
rosas amarelas mortas no apartamento
beijos e salivas nas tardes desérticas

ó visão depressiva do asfalto molhado
prédios encardidos & horda dos bárbaros
arquitetura de guerra de dias provisórios
espelho poluído da cidade da chuva

ó mundo artificial com sua natureza de néon
espetáculo de vitrines e exibições
nada de eterno palpita no seu coração
tudo já nasce velho para ser refeito amanhã.

Donizete Galvão
Azul navalha. São Paulo: T. A. Queiroz Editor Ltda, 1988.
Inserida por pensador

Atravessar as coisas

Atravessar as coisas
para melhor absorver-lhes
a duração e o gosto.
Aprender a paciência
de um artesanato.
Sair do outro lado
com outra densidade:
o corpo mais sólido
diante da correnteza
desses dias.

Donizete Galvão
O homem inacabado. São Paulo: Portal Editora, 2010.
Inserida por pensador

Oração natural

Fique atento
ao ritmo,
aos movimentos
do peixe no anzol.
Fique atento
às falas
das pessoas
que só dizem
o necessário.
Fique atento
aos sulcos
de sal
de sua face.
Fique atento
aos frutos tardios
que pendem
da memória.
Fique atento
às raízes
que se traçam
em seu coração.
A atenção:
forma natural
de oração.

Donizete Galvão
Mundo mudo (2003).
Inserida por pensador

Que me quereis, perpétuas saudades?
Com que esperança inda me enganais?
Que o tempo que se vai não torna mais,
E se torna, não tornam as idades.

Razão é já, ó anos, que vos vades,
Porque estes tão ligeiros que passais,
Nem todos pera um gosto são iguais,
Nem sempre são conformes as vontades.

Aquilo a que já quis é tão mudado,
Que quase é outra cousa, porque os dias
Têm o primeiro gosto já danado.

Esperanças de novas alegrias
Não mas deixa a Fortuna e o Tempo errado,
Que do contentamento são espias.

Luís de Camões
Melhores poemas de Luís de Camões. São Paulo: Global, 2012.
Inserida por pensador

⁠O VELHO MENDIGO Mendiguei á vida inteira, sou velho que sou, eu nunca tive alguém que me amou verdadeiramente nessa vida, nunca tive e nem filhos tenho se não as barbas brancas.

Eu não sei cuidar mesmo da minha própria vida e se um dia eu tiver que partir que não seja o coração de ninguém porque eu não pertenço nem mesmo á vida inteira. Vivi, amei, vi um pouco de tudo e as vidas ceifadas em segundos é oque mais vi, só nunca vi o bem mas houve um dia em que eu julguei ter visto tudo.

As minhas barbas são grandes, brancas, sujas e fortes, tornaram-se assim naturalmente e eu gosto, eu gosto porque é o que pelo menos não faltou em mim.

Os meus olhos são cansados, como se eu quisesse dormir. As minhas unhas são fortes e são mais velhas que os meus desejos. Não falo do amor, porque não tenho além do meu próprio e a única coisa que me acompanhou em toda minha vida e sempre esteve comigo, foi a minha sombra.

Consideraram me luz só no primeiro dia em eu nasci, e hoje aos olhos de outrém sou um sismo. Coitado de mim que nunca fui revelado sobre o meu futuro com os olhos abertos que nunca viram o bem nem a perfeição.

Esverdeados montes do oriente, melhores refúgios para qualquer sobrevivente, onde clamam as vozes dos que rogam sem esperança, hoje campos da batalha, abençoados sãos vocês que nunca envelhecem, têm vida eterna e nunca morrem. EU NÃO SEI MUDAR DE POSTURA.

Poema de Rosário Bissueque
O VELHO MENDIGO
Que a poesia continue a ser um meio de libertação

Inserida por Bissueque

Amo, amas

Amar, amar, amar, amar sempre e com todo
o ser e com a terra e com o céu, de sobejo,
com o claro do sol e o escuro do lodo.
Amar por toda ciência e por todo desejo.

E quando nos seja dura e longa, e alta, a montanha da vida
e os caminhos à frente com abismos feitos,
amar a imensidão que arde no amor nutrida
e arder na fusão de nossos próprios peitos!

Rubén Darío
«Yo soy aquel que ayer no más decía» Libros poéticos completos (2019).

Nota: Tradução de Solon Borges dos Reis do poema Amo, amas.

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Inserida por pensador

O fatal

Ditosa, a árvore, ser apenas sensitivo,
E mais a pedra dura, que essa já não sente,
Pois não há dor maior que a dor de ser vivo,
Nem há maior pesar que a vida consciente.

Ser, e não saber nada, e ser sem rumo certo,
E o temor de ter sido e um futuro terror...
E o espanto seguro de amanhã estar morto.
E sofrer pela vida e pela sombra e por

Aquilo que não conhecemos e apenas suspeitamos,
E a carne que tente em atrativos supremos
E a tumba que aguarda com seus fúnebres ramos,
E não saber aonde vamos,
Nem de onde viemos...

Rubén Darío
Antología poética (1966).

Nota: Tradução de Solon Borges dos Reis do poema Lo Fatal.

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Inserida por pensador