Poema palavras

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Há três palavras, plenas de sentido,
Que andam de boca em boca, e vos proponho:
Não as sei por saber, nem só de ouvido,
Só o coração delas dá testemunho:
A humanidade sem valores vai ficar,
Se a fé nas três palavras renegar.
Livres fomos criados, livre somos,
Ainda que em cadeias nascidos;
Não vos confunda a turba e seus assomos,
Nem abusos de loucos furibundos:
Perante o escravo que quebra os seus grilhões,
perante o homem livre, não temais!
E a virtude não é palavra vã,
Uma vida a podemos cultivar;
E inda que um homem tropece, em seu afã,
À divina pode sempre aspirar.
E o que o siso dos sisudos não alcança,
Singela o faz um'alma de criança.
E um Deus é, e viva a Sua vontade,
E inda que a humana possa vacilar,
Pra lá de tempo e espaço há a verdade
Da ideia suprema a fermentar.
E se tudo gira em mudança eterna,
A lei da permanência nos governa.
Guardai as palavras plenas de sentido,
Passai-as de boca em boca, vos proponho;
E se não as souberdes só de ouvido,
Voss'alma delas dará testemunho:
E a humanidade seu valor vai manter,
Se a fé nas três palavras não perder.
'in' "As três palavras da fé".

Não sei ficar quieto
Falo além da conta,
Por isso sou poeta
Sigo gastando palavras
Vou contando histórias,
Assim aliviando a alma
Do que pesa dentro de mim...

Mente falhando,
Memória curta,
Palavras desaparecem,
Lembranças se distorcem,
A visão se embaraça.
E o medo...
Já não sei mais quem sou.

Faltam palavras para expressar o sentimento,
Tão gigantesco dentro de mim.
Deixei aos poetas,
Mestres do amor e de seus dizeres,
A tarefa de embalar em canção
A dor que atravessa minha alma
E me faz te querer tanto assim.

Busco palavras
No vento
E até no silêncio.
Na solidão,
Encontro o verso que encaixa
Na vida.

Outro nome,
outras palavras,
nada é perfeito,
por mais que busquemos.
Tudo se torna
uma eterna confusão
na mente e no coração.
Outra palavra,
outros nomes...
O mundo é imperfeito,
por mais que busquemos
a verdadeira redenção.

Só palavras não adiantam,
são atitudes que sustentam.
O que falo e não faço
é pura hipocrisia;
não cabe na poesia
vender uma imagem
que não segue a viagem.

O tempo, inconsciente,
Roubou-me as palavras,
Apagou as lembranças.
Perdi tudo,
Afundado nesse vai e vem
Cruel do amor.

Não existe mais romantismo nas palavras, né?
Já não se usa vírgula para respirar... nem ponto final para encerrar. Nem exclamação para vibrar! Nem interrogação para questionar o coração.
O amor perdeu as pausas delicadas, a emoção pulsante, o cuidado sutil e até o sentido profundo.
Português: zero. 😅

Há dias em que o passado me chama, não por meio de palavras, mas como um murmúrio distante que arrasta as folhas daquilo que um dia fui.
Observo essa voz e nela contemplo rostos que já não se recordam do meu; lugares que outrora sustentaram o meu riso e que agora permanecem vazios.
A nostalgia assemelha-se a um espelho quebrado: tento perscrutar suas frestas, embora delas eu sempre saia ferido. Tudo o que fui encontra-se do outro lado do tempo — uma carícia jamais retribuída, uma casa cujas portas já não se abrem, um perfume que paira como um eco entre minhas mãos.
Por vezes, penso que meu corpo não passa de um mapa das perdas, um inventário daquilo que não soube preservar. Desejo recomeçar, mas sei que não me é possível.
Não porque desconheça o caminho, mas porque se trata de uma estrada sem retorno — e é impossível regressar.

Minha doce e indomável Lucia,
Mesmo sem as palavras perfeitas (porque, né, quem precisa disso?), lanço ao vento o grito silencioso do meu coração dramático.
Você invadiu minha vida feito um furacão celestial — ou seria um tornado de confusão?
Virando a essência mais “sublime” e “divina” do meu ser (ou pelo menos tentando).
A musa eterna que inspira cada batida do meu peito — ou cada suspiro de cansaço.
Mulher de coragem infinita, guerreira dos sonhos mais “puros” (ou só muito teimosa), que persegue seus ideais sagrados com a paixão de quem procura Wi-Fi grátis.
Eu, ao seu lado, luto com fervor e devoção (e uma pitada de desespero) pelo destino que nossos corações “entrelaçaram” no tempo — ou pelo menos até o próximo episódio da série.
Desde o instante mágico em que nossos olhares se cruzaram (ou quando você derrubou café na minha camisa),
Você transformou minha alma num jardim eterno de flores perfumadas — ou numa selva cheia de mosquitos.
Onde brotam esperanças, promessas e amores imortais (e algumas dores de cabeça).
Entrego-me a essa aposta divina (ou a essa roleta russa emocional),
Anseio por um futuro onde nossos corações batam em uníssono, em perfeita harmonia — ou pelo menos sem brigar pelo controle remoto.
E te peço, com toda a sinceridade e ardor do meu ser (e um pouco de medo do seu “não”),
Vamos celebrar o início da aliança sagrada do compromisso — ou pelo menos um jantar sem discussões.
Almejo alcançar o sublime objetivo de noivar e, futuramente, casar para sempre (ou até o próximo reality show).
Aceite ser minha namorada, minha eterna companheira, minha razão de viver — ou pelo menos minha parceira de Netflix.

Você foi o adeus mais difícil que eu já
precisei dizer.
Não porque faltaram palavras, mas porque sobrou sentimento.
Dói perceber, ao acordar,
que a realidade não vai se desfazer.
Dói aceitar que não existe um “mais tarde”.
Que algumas histórias terminam sem retorno,
sem curva,
sem segunda chance.
Uma parte de mim compreende.
Compreende o tempo, os limites,
aquilo que já não se sustentava.
Mas existe outra parte.
Essa não quer compreender nada.
Ela apenas sente.
Sente a falta do som da sua voz.
Do jeito único de sorrir.
Da presença que acalmava.
Do abraço que parecia abrigo.
E talvez o mais duro do adeus
não seja a ausência do outro,
mas a tarefa diária de conviver
com o espaço que ele deixa dentro da gente.
Às vezes, tudo o que eu queria
era te alcançar agora.
Sem defesas.
Sem explicações.
Sem revisitar o passado.
Só um abraço.
Como quem tenta segurar, por instantes,
aquilo que a vida levou sem pedir permissão.
Existem despedidas que a razão aceita.
Mas o coração…
o coração permanece onde você ficou,
esperando algo que talvez nunca volte.


"E para falar a verdade,
tudo que eu escrevo nem chega
perto de tudo que sinto.
Palavras raramente conseguem expressar meus sentimentos."

O Eco da Ausência
​Eu carrego o peso
das palavras que engoli,
Um silêncio denso que escolhi.
A alma veste um cinza antigo e frouxo,
E cada dia é um novo esboço
De um sorriso que nunca se completa.
​A solidão não é a falta de alguém,
É o abismo entre o que sinto e o que convém.
É a canção baixinha que só a parede ouve,
Enquanto o ponteiro da vida não se move,
Preso em um instante que não tem mais pressa.
​Eu me perdi no mapa das promessas,
E as esperanças viraram meras rezas.
Resta o nó na garganta, sem desfecho,
Apenas o vazio morando em meu peito,
E a espera por um dia que cesse.

Agindo de fora
para dentro,
matando os
meus sentimentos,
"As palavras"

Silêncio em sinfonia


Sua voz vem do coração,
das palavras que saem dos seus olhos, braços e mãos.
E, no universo onde tudo é desigual,
Miguel transforma silêncio em amor.

Quando o diálogo não consegue se fazer entender…
O silêncio fala na prática o que as palavras não conseguem…
A distância encurta caminhos…
Nos faz refletir sobre o valor da presença de alguém em nossa vida…
Reciprocidade na indiferença ou no partilhar…
É hora de decidir amar ou apenas seguir…
Patrícia Feijó

trazer pra vista o que não se traduz

há coisas que não cabem em palavras,
como o silêncio entre dois olhares,
ou o peso leve de uma saudade que não se nomeia.

há gestos que falam mais do que a língua alcança,
como o toque que diz “fica”
sem nunca ter dito “vem”.

trazer pra vista o que não se traduz
é como tentar mostrar o cheiro da infância,
o som da ausência,
a cor de um pensamento que nunca foi dito.

é desenhar com vento,
escrever com pele,
falar com olhos.

é fazer do sentir uma linguagem,
mesmo que o mundo não saiba ler.

porque há verdades que só o coração entende,
e há presenças que só se revelam
quando o verbo se cala.

Frases curtas da escritora Maria José

“Palavras escritas com fé sempre encontram um coração.”

Há quem goste de posar, de sua beleza mostrar.
Há quem goste de falar, com suas palavras se exaltar.
Há quem prefira sonhar, de seus sonhos se embriagar.
Há também os que prefiram silenciar, e de seus silêncios gritar.
Há quem ame filosofar, e de seus questionamentos se embalar.
Há pessoas que querem dançar, e aquelas que só querem cantar.
Há um rito no olhar daquelas que conseguem amar.
Há no mundo e no universo o haver de todo ser.
O ser de todo o existir, o tudo de cada um, o um que o Todo é.