Poema palavras

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Eu, aliás, quando sobre filosofia digo eu mesmo algumas palavras ou as ouço de outro, afora o proveito que creio tirar, alegro-me ao extremo; quando, porém, se trata de outros assuntos, sobretudo dos vossos, de homens ricos e negociantes, a mim mesmo me irrito e de vós me apiedo, os meus companheiros, que pensais fazer algo quando nada fazeis. Talvez também vós me considereis infeliz, e creio que é verdade o que presumis; eu, todavia, quanto a vós, não presumo, mas bem sei.

(Em "O Banquete")

Na verdade, foi este sem dúvida um ponto em que em minhas palavras eu deixei passar, que também os seus discursos são muito semelhantes aos silenos que se entreabrem. A quem quisesse ouvir os discursos de Sócrates pareceriam eles inteiramente ridículos à primeira vez: tais são os nomes e frases de que por fora se revestem eles, como de uma pele de sátiro insolente! Pois ele fala de bestas de carga, de ferreiros, de sapateiros, de correeiros, e sempre parece com as mesmas palavras dizer as mesmas coisas, a ponto de qualquer inexperiente ou imbecil zombar de seus discursos. Quem porém os viu entreabrir-se e em seu interior penetra, primeiramente descobrirá que, no fundo, são os únicos que têm inteligência, e depois, que são o quanto possível divinos, e os que o maior número contêm de imagens de virtude, e o mais possível se orientam, ou melhor, em tudo se orientam para o que convém ter em mira, quando se procura ser um distinto e honrado cidadão.

(Em "O Banquete")

Eu quero que você saiba o quanto eu a amo, às vezes me faltam palavras para descrever o que sinto por você. É como se cada batida do meu coração fosse um lembrete de que minha vida só faz sentido ao seu lado. Eu te amo não apenas pelo que você é, mas pelo que sou quando estou com você.
Você é meu porto seguro, minha inspiração e a razão dos meus sorrisos mais sinceros. Amar você é viver em constante encanto, é descobrir que a felicidade tem nome e rosto.
Quero que saiba que meu amor por você é infinito, maior do que qualquer distância, mais forte do que qualquer obstáculo. Você é, e sempre será, a melhor parte de mim.

Vento é sopro
de esquecimento
Recolhi palavras
Na calçada
Todas jogadas
Ao ar.

Escritos são símbolos dos símbolos
Palavras que já foram ditas
O impulso dos êmbolos
É o que se quer em medidas

Sonhos
Desejos
Histórias
Memórias

Vidas distintas de outrora

Nos mistérios da vida,
nem todas as palavras
são raízes.

Nem todas as raízes
brotam folhas ou gomos
como folhas outonais.

A palavra do senhor,
evitou a queima justa
de um povo que busca.

É a busca da liberdade,
do dever de viver
sem lutas, como soldados.

E nesta volta deriva,
igual a Camões
em proa, pela justiça.

Nós que vamos
as ruas como nuvens
nossas trevas desbravar.

Nos mistérios da vida,
nem todas as palavras
são raízes.

Nem todas as raízes
brotam folhas ou gomos
como folhas outonais.

A palavra do senhor,
evitou a queima justa
de um povo que busca.

É a busca da liberdade,
do dever de viver
sem lutas, como soldados.

E nesta volta deriva,
igual a Camões
em proa, pela justiça.

Nós que vamos
as ruas como nuvens
nossas trevas desbravar.

01.06.218

Tua presença a desabrochar,
em palavras escritas,
rompem meus espaços
num lirismo solenne
em mim poesia.

Para ser um politico, filie-se a um partido,
adquira muitos amigos,
dome as palavras e tenha memória curta.
Para ser um líder, abrace o conhecimento,
pense como um dirigente,
adquira um “braço direito”,
aja como um servo e tenha boa memória.

For: Marjorie Estiano

Acredite Marjorie, “Por mais que eu tente” falar as palavras fogem e vagam sem sentido, e já não sabem o que o quanto sinto por você. Mas peço por só mais uma vez dê-me uma chance, um novo começo, saiba, eu já tenho um “Ponto de partida” “Só pra ter você”, Afinal isso é a “Razão de viver” o “Reflexo do amor”.
Me abrace, me beije, o tempo não para, a felicidade se vive agora, mas é impossível “Sem te ter”. Eu fico “Sem direção”.
Ó minha “Branquela”, ei Marjorie, sou daqui de nenhum lugar e sei que é “Difícil pra você”, mas “Esqueça” minhas falhas e me perdoe. Acredite hoje eu tenho “Outras intenções”, apresa-te, imploro “Volta pra mim”, vamos brevemente recuperar os “Sonhos perdidos”, pois isso é o “Essencial”.
Eu a amo “Demais” e amarei “Até o fim”.
Não vou prometer “O céu e o mar”, porque não são meus, mas “O que tiver que ser”, será. Na verdade, “Você sempre será” os meus “Versos mudos”.
“Se você decidir”, me avise, pois eu já “Não aguento mais”.
Eu “Sei que você vai lembrar de mim”. E já conto “As horas”.
Então “Faz assim”, “Volte pra mim”.
E que seja ainda ‘Estiano’!

[Nota. As palavras “entre aspas” são nomes de musicas da cantora a quem dedico o poema].

⁠Tantas palavras guardadas
Pensamentos intrigantes
Palavras não ditas mas gravadas
Pensamentos bobos e até mesmo irritantes.
Em meio a tantas respostas sempre encontro as perguntas . Mas uma vez por acaso em meio a uma simples pergunta não encontrei a resposta .

Perdoei quando ardiam as palavras,
não sou cálice de veneno, nem sombra a ser retribuída.
Ainda assim, jamais sentarás à mesa onde repousa minha paz.
Não habita em mim ódio, mas uma justiça que tenho para seguir.

Tantas palavras gastas só para revelar que me perdi em devaneios...
Onde se esconderam os planos que um dia desenhei?
Voaram nas asas do vento,
restando vivos apenas na memória,
os dias felizes que um dia sonhei viver.

Tantas palavras derramadas, apenas para confessar: perdi-me em devaneios...
Onde repousam os planos que um dia tracei com esperança?
Voaram nas asas do vento,
e restaram vivos apenas na memória
os dias felizes que um dia ousei sonhar viver...

Até quando vamos seguir tropeçando nessa caminhada feita de silêncios e meias palavras?
Ainda gosto de você — e, mais do que isso, tenho medo de esquecer o quanto gosto.
Já passou da hora de sair do estacionamento da indecisão. Você permanece no acostamento, imóvel, mesmo estando tão perto de mim.


O manto que te envolve logo deixará à mostra o quanto já percorremos — ou o quanto deixamos de ir.
Confesso: cansei de ser sempre o primeiro passo.
Afinal, quem se curva demais, uma hora acaba beijando o chão...

Meu amor,
há algo que você precisa sentir,
não apenas entender com palavras:
o quanto gosto de você transcende o simples gostar.
É afeto que pulsa, que cresce, que me transforma.
Hoje, você é o centro do meu universo,
a razão por trás dos meus sorrisos mais sinceros,
o abraço que acalma, o olhar que me dá paz.
Nada em minha vida tem mais valor do que você.
Vamos viver esse amor com leveza,
sem pressa, sem medo, sem amarras.
Que cada dia seja um convite à ternura,
e cada gesto, uma celebração da nossa conexão.
Vamos fazer da felicidade o nosso lar,
um lugar onde o amor é sempre bem-vindo,
onde o riso ecoa pelas paredes,
e o tempo se curva diante da beleza de estarmos juntos.

Antigamente, eu vivia sob o domínio do medo — um receio constante diante das palavras duras e amargas.
Com o tempo, esse medo se transformou em cautela.
Hoje, é a experiência que me conduz: ajo com cuidado, vigilância e confiança.

Vou falar uma única vez,
porque a verdade não precisa de ecos.
Quem repete palavras se perde,
aprisionado no labirinto da mentira,
condenado a viver entre muros de sombra.
A minha voz é flecha lançada,
atravessa o silêncio e não retorna.
Cada sílaba é chama que arde,
cada frase é ponte que se desfaz ao ser cruzada.
Não há espaço para a repetição,
pois o que é verdadeiro floresce apenas uma vez,
como relâmpago que rasga a noite,
como sopro que revela o instante.
Eu falo, e no falar me liberto.
Eu digo, e no dizer me torno um ser humano melhor.
Uma vez basta,
porque a verdade não precisa de segunda chance.

Te mandei flores e versos no cartão,
palavras escritas com a força da minha paixão.
Naquele momento, você virou o rosto, ignorou.
O tempo caminhou… e num canto esquecido,
encontrei no lixo as flores que te enviei,
e o cartão — aquele que falava do meu amor —
você rasgou.
Rasgou sem dó, sem pena, sem olhar pra trás.


E ali, entre pedaços de papel e sentimento,
percebi que a minha doutrina do amor
carrega três códigos: sentimento, razão e dor.
Porque quando um homem entrega o coração
e não é correspondido,
ele aprende na pele que até um homem de bem
pode parecer um bandido
aos olhos de quem nunca quis compreender.


A resposta que você nunca mandou…
eu entendi.
O silêncio falou por você
e meu coração aprendeu a escutar
o que suas mãos fizeram questão de rasgar.

Quem fala palavras pode ser ouvidas, vistas, sentidas, moldadas pela emoção, pela razão e pelas feridas que ninguém vê.
Mas, no fim, palavras não são sentimentos — são apenas caminhos onde a alma tenta se explicar.


Sentimentos ardem, rasgam, libertam.
Palavras apenas tentam acompanhar o peso do que pulsa dentro do peito.
Às vezes falham, às vezes machucam, às vezes salvam.


E é por isso que, mesmo frágeis, as palavras tornam-se gigantes
quando encontram quem as entende,
quando tocam o silêncio de alguém,
quando transformam a dor em voz
e a vida em sentido.