Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Quando uma pessoa perdeu o senso natural das formas e proporções, é inútil discutir com ela: argumentos não corrigem erros de percepção.
Mas o fato mesmo de alguém aí tentar argumentar já denota um começo de perda -- culturalmente institucionalizado --, de modo que a discussão se desenrola entre um gravemente incapacitado e um totalmente incapacitado.
Não importa se você vai ser alguma coisa na vida ou qualquer coisa, pois você já fez sua escolha: ser algo.
Muitos encaram a vida como uma encenação e sorriem falsamente. Alguns levam a vida como um drama e vivem chorando. Poucos são os que consideram a vida uma comédia e choram de tanto rir.
A nossa qualidade de vida e a resolução de uma vida de paz não deve depender da postura e da decisão de ninguém, visto que nem todos possuem maturidade, capacidade de compreensão ou mesmo conscientização de seus atos incalculados.
E que assim seja a vida: com sabor de eternidade em um instante que nunca cessa, pois recomeçar é uma necessidade, e felizmente, em algumas circunstâncias é a opção que nos resta.
Hoje, é mais fácil o indivíduo ser conhecido no planeta do que dar um passo para seu mundo interior.
A maneira apropriada de encarar a luz é perceber os espaços que ela ilumina e as sombras que ela produz.
A realidade é matemática, a realidade é música, a realidade é linguagem... Todas essas lindas afirmações são pensamento metonímico, fruto do desejo histérico de reduzir a um fator controlável algo que nem mesmo conseguimos apreender no todo. Seus autores são índios botocudos buscando nas formas geométricas de potes e panelas um refúgio contra o temor da floresta. Essas sentenças tornam-se verdadeiras quando as invertemos: matemática é realidade, música é realidade, linguagem é realidade. A realidade nos transcende e abarca, contém tudo e não se reduzirá jamais a nada que possamos 'pensar'.
Se o tempo for o inimigo da minha ansiedade, eu vou driblar ele vivendo intensamente cada momento da minha vida sem deixar de acreditar no futuro.
Vivemos tempos do fazer-se humanizado em um verniz de humanidade. Nunca, em nenhum tempo da história o ser humano se mostrou com tanta falta de empatia, falta de sintonia e sincronicidade.
O mundo é sempre mais complexo do que você pensa, e você tem de ficar permanentemente aberto a ele; tem de deixar que a realidade te ensine. A pressa em chegar a conclusões só serve para que você feche o círculo, e é por isso que eu sugiro aos meus alunos o voto de pobreza em matéria de opiniões. É melhor você ter um monte de contradições na cabeça do que ter opiniões. Deixe para ter opiniões quando elas valerem alguma coisa. Como é que você sabe o que a sua opinião vale? Vale o trabalho que você teve para obtê-la. Quanto esforço custou essa opinião? Por exemplo, quantos livros você leu para ter essa opinião? Um?
Que esta sua semana seja bela e tranquila, e que no final, sua marca esteja estampada em cada rosto e em tudo aquilo que você tocou ou aproximou-se, por que a vida é como um pincel na mão de um artista, que faz das cores uma obra prima. Pinte a vida, o artista é você; Pinte novos sonhos, a noite está a escurecer, mas, o amanhã virá ,e através da luz do Sol, todos verão quão grande és o brilho que há em você.
Devemos ter cuidado para não sermos mais uma dor no coração daqueles que já tem suas próprias dores.
Sentir-se compreendido e acolhido reconforta nosso lar interno, aquecendo a lareira do nosso coração, nos inspirando melodias enternecedoras nos tons da esperança e da paz de espírito.
Todo fenômeno de ascensão interior, sem exceção, começa sempre com um indivíduo isolado — e que, no curso da sua caminhada, é levado a isolar-se ainda mais da comunidade em busca da necessária condição de concentração espiritual —, e se completa com a irradiação de parte dos conhecimentos obtidos, de início numa discreta roda de companheiros ou discípulos investidos da mesma disposição para o isolamento e a concentração, em seguida em círculos cada vez maiores, até abranger comunidades, sociedades e civilizações inteiras.
Muitas vezes perdoar não é um processo fácil, mas este necessita ser elaborado sobretudo como processo de auto libertação.
Nas circunstâncias específicas da sociedade brasileira atual, restaurar a vida intelectual é sem dúvida a tarefa mais urgente. Muitos se esquivam dessa tarefa mediante o expediente de fazer da repetição da Doutrina da Igreja o sucedâneo do esforço intelectual genuíno. Outros caem no erro de apostar na mera vida intelectual a salvação das suas almas. Outros, ainda, se enredam em altas discussões teológicas sem perceber que nelas o mero preparo intelectual é insuficiente, que sem anos de prática ascética e 'Imitação de Cristo' a teologia se torna a mais elegante armadilha do diabo.
Tenho a certeza de que não ensinei ninguém a cometer esses erros, nem dei o mau exemplo de cometê-los eu mesmo.
