Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Amar é dom, quem não tem dissimula. E quem tem, muita das vezes negligência o devido amor ao próximo.
Fogo em palha remedo a paixão, consumação avassaladora. Diferente é o amor, intenso como o sol em fulgor.
O amor não é uma flor roxa, muito menos nasce no coração de um trouxa.
O amor é pureza que se manifesta no ser, dá sem receber.
O amor humano é sagaz, hoje ama, amanhã não mais. Declaração intensa de amor é uma retórica de ocasião, em primeiro momento ama, posteriormente, todo amor se transforma em ódio e ilusão. O verdadeiro amor não deixa espaço para ódio e rancor. Possa ser que venha mágoa, tristeza e desilusão, porém nunca o ódio a ocupar o espaço do amor no humano coração. Se a pessoa disser que já amou e não mais ama, enganado foi pelo sentimento avassalador da paixão, que tanto ilude e engana o coração.
Na simplicidade está o amor, sem sofisticação, num singelo sorriso, num aperto de mão, na bondade de um lindo coração.
O sentimento que o mundo chama amor, não passa de lascívia da alma soberba, que só pensa em ter vantagem em tudo, e sobre todos.
Não é preciso dinheiro para cultivar amor verdadeiro.
Nem ter posse ou aparência legal, mas sim um coração fértil para cultivar esse sublime sentimento real.
O que te fiz pra não merecer o seu amor?...o que te fiz pra não ter você perto de mim quando mais preciso?...o que te fiz ?...me diga filho meu ...!
Saudade é uma porção do amor que se manifesta com as boas lembranças que iremos carregar por toda a vida.
Organizar o luto talvez seja isso: recolher o que da vida restou. E como é belo recolher o amor e suas respectivas saudades. É uma forma de afirmar que a vida não foi em vão. Não foi uma experiência que passou pelos vãos dos dedos, mas registrou-se nas cordas do coração.
O verdadeiro amor(aquele que provém do espírito), nada espera em troca, senão a materialização do bem segundo o padrão Divino - sua Fonte.
E, é exatamente, em meio ao caos, que ele se fortalece, cresce e manifesta toda a sua força!
Eis uma falha humana dantesca: a falta de amor ao próximo. Muitos, do pedestal da arrogância, e da suposta autossuficiência, encaram os seus semelhantes com olhares de desdém. Mas nesse mundo não há super-humanos. Os nossos princípios, no nascituro, e os nossos fins, na morte, são idênticos. Para quê, nesse intervalo de vida, subestimar, ignorar e diminuir as pessoas? A Bíblia nos diz que devemos amar o próximo como a nós mesmos. Que exercitemos o sentimento da empatia, pois ele transforma positivamente o convívio em sociedade.
Sê-lo-emos cristãos desvirtuados e incompletos se professarmos a fé, mas não demonstrarmos amor ao próximo.
O amor é um vírus que infecta o coração, inflama, causa dor e faz o doente jogar fora o telefone do médico.
