Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Poema: "Contagem Regressiva"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel
O barco está afundando,
e não existe mais no que se ancorar.
Aquilo que se espera há tanto, tanto tempo...
se tornou mera questão de tempo.
Então o que restou,
senão incendiar tudo
antes de inevitavelmente se afogar
no infindável mar?
Os cacos que cortam as minhas mãos um dia foram belos mosaicos,,
e na aterrorizante escuridão que há aqui dentro
já houve cores, luz e esperança
Poema: "Aurora"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel
eu até que tentei,
apegado na esperança de retomar,
fazer tudo ser como era antes,
mas eu sabia que iria falhar, mas mesmo assim tentei,
disse tudo que eu sentia,
disse tudo que temia,
os pesadelos em que eu vi
tudo que iria acontecer,
o monstro debaixo da cama é tão real,
e ele me impede de gritar,
ansioso sempre pelo que está por vir,
mas o que está por vir senão viver sem você aqui?
vazio ou inundação,
estou perdido, e as estrelas não mostram direção
não há mais salvação,
me afogo no sangue dos cortes,
sem poder negar, gritar: "não!"
Poema: "Pósludio"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel
o sol vai se pôr,
e eu vou com ele.
meu corpo vai se transformar em cinzas,
e minha alma será extinguida .
não vou sentir medo,
porque sei que estou indo para Lugar Nenhum. meu lar,
Nenhum Lugar.
Poema: "A medíocre história do princípio ao seu final"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel
cimetidina, metoclopramida,
ketamina, nitrito de sódio.
em total controle do que é mais meu do que de qualquer um,
o poder de decidir partir me faz sentir alguém digno de não ser mais um incompetente.
abraçar o oblívio, ou encontrar deus e o diabo,
já não restam opções, nem sentido em continuar.
portanto sigo em direção à luz.
Poema: "Escuro"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel
O abismo é meu único lar. É o único lugar onde me sinto verdadeiramente seguro e confortável.
Por anos ali fiz morada, e dali olhava para fora, vislumbrando os fracos que não tinham este tipo de privilégio.
Com o tempo voltei a ser um fraco, a sombra deu lugar a luz, e a luz me cegou e queimou.
Hoje volto de joelhos, me entregando ao estável vazio, implorando por aceitação e certo de que ali é meu lugar, e que nunca mais devo sair de lá, pois lá nada me atinge, nada me aflige, e posso esperar o doce abraço do oblívio.
Poema: "Saudade, Pepe Linarez"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel
tão longe quanto podia enxergar,
tu foste para não mais voltar,
no indivisível, no interno invisível,
no subconsciente adormeceu.
de Pepe Linarez nunca mais se ouviu,
por tanto, mas em vão esperei,
aos poucos que não lhe esqueceram,
restaram somente lembranças com lacunas,
memórias perdidas sem gatilhos,
formou-se mais um abismo para quem já vive deles.
se pudesse voltar no tempo e lhe dizer que o fim seria seu destino, sei que você gargalharia.
se pudesse te contar todas as desgraças,
que nem mesmo sua honra e dignidade sobreviveriam,
e te mostrar que sou o reflexo nos espelhos,
a soma de teus descuidos, produto de sua inconsistência,
de certo te faria se salvar do futuro marasmo,
ou quem sabe desistir de maneira digna.
Poema: "Mármore"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel
em mármore profundo o fogo arde,
superaquecendo o meu peito, onde existe o inferno.
nele meus demônios me torturam,
desmembrando e mutilando tudo que há dentro.
certo de não haver escapatória, choro em vão,
certo de não quebrar correntes, já não me movo mais.
as luzes já piscam,
os avisos são ignorados,
e já aceito,
não há nada de excepcional em meu ser.
Poema: "Nenhum Lugar"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel
me afogando entre copos e garrafas,
não enxergo mais nada,
pois o mundo gira mais rápido,
tão mais rápido do que eu imaginava.
ouço sussurros de demônios
com a minha própria voz,
implorando por mais um brinde,
só mais um brinde, nada atroz.
e balbuciam frases inaudíveis,
talvez não haja nada demais
nestes tons agressivos,
ríspidos e de teor fugaz,
que invadem minha mente,
arrancam-me a razão,
sobrando apenas a vontade...
a vontade de que talvez algum dia eu chegue lá,
em Lugar Nenhum, para lá poder me esvair,
talvez me dissipar, partindo para Nenhum Lugar,
pois lá é melhor que aqui.
O POEMA DO MENINO ASTRONAUTA
(Acredite: Eu acho que fica mais bonito quando declamado em língua de sinais)
"Sou do tamanho do espaço Surdo - infinito.
Sempre crescendo a cada novo sinal que vou aprendendo.
O espaço Surdo é assim: expansivo e criativo.
Está vendo aquele ônibus que dá longas voltas para chegar ao seu destino?
Pois bem, aqui não se diz longo e demorado. Se diz _ônibus-cobra_, que é para encurtar. E todos entendem de pronto!
Isso deixa os blablablantes tontos.
E se pode imaginar uma cobra grande e com rodas, transportando as pessoas, dando voltas sem fim? A resposta é sim - sem problemas. Afinal, é um ônibus-cobra.
Olha que incrível, e que tem bem mais a ver: imaginar a cena é mais prático que a descrever!
Os jogos das mãos; o ballet do corpo e das expressões - criativa imaginação que vira comunicação.
Percebo:
Os olhos também foram feitos para escutar - é assim que acontecer vai além de ser e estar. [...] " (CODA, O MENINO ASTRONAUTA, p. 54 - 55)
"Finalmente, é a hora do poema.
Vou sair, levar a caneta para passear,
fazer linhas na folha em branco."
Reanimei sem querer (e agora, faz o quê?)
Lendo um poema antigo,
olha só no que deu...
Reacendi uma chama,
que nem sabia que era meu!
Vi sua foto outro dia,
deu até um arrepio...
Tá mais linda que antes,
e eu aqui... meio vazio.
Ôôôô, e agora, faz o quê?
Se meu coração danado só pensa em você?
Ôôôô, o tempo foi, mas não levou...
Aquele moleque bobo que te amou!
Me diz, ainda dá risada
do jeito que eu falava?
Ainda vira o rosto
quando alguém te elogiava?
Se eu te puxasse pra dança,
será que ia lembrar?
Ou será que dois passos
já iam te tropeçar?
Ôôôô, e agora, faz o quê?
Se meu coração danado só pensa em você?
Ôôôô, o tempo foi, mas não levou...
Aquele moleque bobo que te amou!
Se quiser me chamar,
tô por aqui, sem pressa...
Mas se for me chamar,
chama logo... antes que eu peça!
Poema para Elvis Matos
Se eu pudesse colher tuas palavras,
uma a uma, sem deixar escapar as mais sutis sílabas.
Teria em minhas mãos,um dicionário vivo, repleto de sementes de gentileza, sabedoria,
habilidade, sentimento
e energias que soam e ecoam.
Se pudesse semeá-las a cada passo dessa caminhada,
multiplicá-las,
povoando corações férteis e ansiosos a palpitar,
de certo teríamos solos vivos,
corações sorrindo em alto e bom som.
*"POEMA DA FORMIGA E O TAMANDUÁ"*
Em uma terra quente e seca,
Uma formiga pequena, mas corajosa, se via.
Ela estava sozinha, mas não se rendia,
Quando um tamanduá, com olhos famintos, se aproximava.
O tamanduá, com sua língua longa,
Tentava capturar a formiga, com uma mordida forte.
Mas a formiga, com sua força e astúcia,
Lutava com todas as suas forças, para não ser devorada.
Ela se escondia, em uma rachadura,
E o tamanduá, com sua língua, tentava alcançá-la.
Mas a formiga, com sua velocidade,
Escapava, e o tamanduá, ficava frustrado.
A luta continuava, por horas e horas,
Até que o tamanduá, cansado e faminto, desistia.
A formiga, vitoriosa, saía da rachadura,
E continuava sua jornada, com coragem e determinação.
Essa formiga pequena, mas corajosa,
Mostrou que mesmo os mais fracos, podem ser fortes.
E que a luta pela sobrevivência,
Pode ser vencida, com coragem e determinação.
Meu primeiro poema!
Meu caminho com a Capoeira!
Meu sonho de menina está se tornando realidade,
Me tornar alguém importante, em algo que eu ame de verdade.
Não que eu seja muito famosa e reconhecida,
Mas só de lembrarem meu nome já me enche de alegria
Todo meu esforço de um dia está valendo a pena,
Nem acredito que um dia cogitei em sair da capoeira.
Não bati todas minhas metas,
Mas me orgulho da evolução de quem eu era.
Nunca achei que tornaria uma inspiração,
Até porque antes era eu que me inspirava com toda população.
Eu enxergo com brilho nos olhos, desde os pequenos até os maiores
Impossível? Essa palavra não tem mais sentido
O que antes era "eu não consigo", hoje penso; "tenta de novo, não tenho pressa pra isso".
Quer ouvir um poema?
Olho para o céu, vejo ele brilhando
Olho para mim, me vejo piscando.
Pensando em tudo, até no vento.
“Da pra parar” me pego pensando.
meu maior desejo é ir
não tenho lugar
mas não quero ficar aqui.
O mundo tá chato, está irritante.
Acordo e durmo, é sempre isso
Eu tento parar, pensar é ruim para mim.
Mas é difícil, por que vem de mim.
Deixar de sentir,
Deixar de tocar,
Deixar de ver.
Eu queria poder,
Deixar de existir.
Uma juventude…(o poema)
Juventude é legal e tem surpresas
Que trazem desafios para decidir nossas atitudes
Existem correntezas de sentimentos bagunçados
Alegria, tristeza, raiva, amor tudo isso desordenado.
A nossa mente vira de cabeça para baixo
O bom é que começamos a crescer e aprender com o tempo
De como lidar com esses sentimentos bagunçado.
E com essas atitudes acontece o amadurecimento
Conseguimos ter o próprio controle emocional e mental
Aprendemos a ter habilidades e desenvolver a inteligência
Onde a experiência faz compreender melhor a vida
Não é uma fase ruim é apenas uma fase para se aprender
Ascender com o tempo e equilibrar a serotonina e dopamina
Porque essa fase é como uma bonina maravilhosa.
Que tal um poema?
Daqueles que nos faz cócegas.
Daqueles que nos faz rir de tudo.
Daqueles que nos despertam para o vir
Daqueles que ansiamos ler
Daqueles que arrancam suspiros
Daqueles que despertam saudades
Trazendo de volta o querer
Um poema torto
Um poemo oco
Um poema seu
Poema artificial!
Ontem me perguntaram de você
Eu não soube responder.
Pensei em dizer o que sabia
Mas me acanhei e fiquei calado
É vergonhoso não saber onde estamos
O mundo ficou muito violento
A bomba cai sobre nossas cabeças
Destruindo tudo, não sobra nada
Olha lá vem as coisas mudas
Que mudam tudo até meu olhar
Olha lá vem a escuridão, o obscurantismo
O medo está nos matando aos poucos
o poema é um escape
Da vida em um lacre
Onde vivo trancada
Além de jogada
Nas crenças do outros
Sem poder ter minha opinião
E se tiver sei que vira o não
De raiva e oposição
A minha liberdade de escolha
Que foi tomada de mim
Antes mesmo de saber que a tinha
