Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
A TARTARUGA TUNGA
ENSAIO POÉTICO.
Infantil.
Poema De Félix di Láscio
A Tartaruga Tunga,
Devagar
no seu mundo.
Nem olhou por céu,
Tirou de mansinho ,
Nem contou os segundos.
Tunga, Runga, Lunga ,
Lunga, Runga ,Tunga...
Lá vem ela,
Mastigando os dentes,
Deu para perceber ,
O seu ar,
De contente!
Lá vem ela ,
Tunga, tunga,tunga,
Tunga, tunga , tunga...
Nas pressas ,ela esqueceu
a sua Sunga.
Tunga, Runga, Lunga,
Lunga, Runga, Tunga.
Félix di Láscio ,Poeta e letrista Brasileiro.
O poeta também,escreve para crianças.
Sábado à Noite/poema
Hoje o dia foi mais tranquilo —
mas o trabalho, cansativo,
mil pensamentos querendo sair correndo
pela porta do serviço.
Vontade de ir embora,
mas o medo da instabilidade
segura meus passos
como âncora no peito.
E no meio do barulho das tarefas
surge o sonho antigo:
abrir meu próprio negócio,
ser dono do meu tempo,
da minha coragem,
do meu caminho.
Foi um dia corrido.
Relógio apressado,
mente acelerada,
coração dividido.
À noite cheguei em casa mais leve,
mas não vazio.
Pensando em mudar de cidade,
por não ter amigo nem parente
onde estou agora,
achando a cidade tão chata,
tão silenciosa demais.
Fui ao posto,
na conveniência comprei
uma coxinha e uma coca —
pequenos confortos de sábado.
Na esquina, perguntei do hospital.
Particular. Pago.
E lá veio de novo a pergunta
que nunca dorme
onde está minha estabilidade?
No meio de tudo isso,
só queria alguém para desabafar,
uma conversa sincera na madrugada,
um ouvido que ficasse.
Mas não encontrei.
Entre sonhos e contas,
entre vontade e medo,
o sábado termina
quieto por fora,
barulhento por dentro.
Poema depois do sábado
Domingo amanheceu em silêncio
com o sol entrando devagar.
A noite foi longa nos meus pensamentos,
mas nenhuma noite sabe durar.
Ainda caminho sozinho,
mas já não me sinto perdido.
Há vazios que são só espaços
esperando ser preenchidos.
Talvez o próximo sábado
me encontre com outro olhar —
não procurando alguém no mundo,
mas aprendendo a me encontrar.
Porque a solidão, quando escutada,
não é castigo nem fim:
é o começo de um abraço
que nasce primeiro em mim.
No oitavo dia do ano
No oitavo dia do ano
celebro a poesia
do seu divino olhar,
poema luminoso
e que me faz sonhar
que ainda vale
a pena nesta vida amar.
Sempre-viva-gigante
A Sempre-viva-gigante
enfeita como um poema
a nossa bonita cena,
Você convicto se declarando
perdidamente apaixonado
e eu deliciada com puro
encantamento flutuando.
A poesia é a alma
do poema,
o poema é o corpo
que tudo pode
e quem escolhe é você.
O poema pode ser
escrito ou pode ser
tudo aquilo que você quiser,
ou simplesmente não quiser.
Poesia é subjetivismo,
e sem subjetivismo até
o poema não faz sentido.
A poesia só existe
se você ler e entender,
e sem os teus olhos
a poesia nunca irá existir.
(Poesia e poema têm
o compromisso de coincidir).
Poema
Um poema no sentido
figurado serve de elogio
sobre tudo aquilo que
faz o olhar apaixonado,
Os versos constroem
cordilheiras de estrofes
capazes de unir universos,
As rimas são as canoas
postas no rio do ritmo
capazes de trazer tudo
aquilo que engrandece
e põem o espírito, o coração
e a inspiração para transbordar.
Itapema
As asas deste poema
são de ultraleve,
ele sobrevoa as praias
e rios de pedra
angulosa em tupi,
Todos amam viver aqui.
O teu povo carijó
e a herança dos açores
são parte sublime
da História Brasileira:
a nossa memória guerreira.
Foste Vila de Santo Antônio
de Lisboa e Arraial Tapera,
Itapema o teu nome rima
por fortuna com poema:
a tua alma não é pequena.
Charmosa rainha atlântica
do Litoral Norte Catarinense,
cheia de charme e beleza
que sempre captura o coração
da gente com toda a destreza.
Morar em Itapema é
deixar-se brindar e envolver
todos os dias por toda
essa sedução e riqueza
agraciadas por fortuna pela Natureza.
O meu beijo é feito
Murtillas frescas,
O meu poema é
escrito com linhas
certas e erradas,
Versos Intimistas
que unem almas
plenas e apaixonadas.
Quando te encontrei
no Enterro da Tristeza
na bela Florianópolis,
A folia soprou o poema
todo alegre nos avisando
que a vida começava
ali naquele momento,
dando adeus à cantilena
no coração e pensamento.
...
No Médio Vale do Itajaí,
Borboleta é poema
no coração do jardim,
Do jeito que me vê
sou exatamente assim.
Diante do oceano que és,
como ave e livre poema,
sobrevoo com asas intensas
nas tuas regiões costeiras,
sem permitir que me vejas,
para abrigar-me nos manguezais
do teu consciente e inconsciente,
e ousar ser o pulmão e a respiração.
Súdita dos teus ensinamentos corajosos
que permanecem mesmo em fase
de maré bravia que a presença me priva,
a mente vira árvore e rochedo
onde o savacu-de-coroa se abriga.
Não apenas feita de algum sinal,
mas da raiz até a alma sambaquiana,
sob a proteção do Hemisfério Austral,
nas correntes da Baía da Babitonga,
pronta para com amor te tomar sem conta.
Porque reinar sob a glória do teu amor
a mim me destina com toda a honra
e pompa que sei que serei digna,
sob o teu olhar feito de fidalguia:
o desejo sedento, a adorável malícia,
e constelação que n'amplidão te ilumina.
Bunga Pecah Kaca
alva como a Lua Cheia
encanta o olhar
que a lê como um poema.
...
Bunga Tiga Bulan
crescendo selvagem nas encostas,
Faz parte das minhas memórias
e das minhas poesias amorosas.
...
O florescer da Bunga Bangkai
sob as estrelas do céu da Pátria,
O revelar dos mais magníficos
poemas e deste nó que não é nó,
e de tudo o quê não nos ata,
descobri que nunca fui só.
...
Begonia Merak florescida
enfeitando o meu olhar
e concedendo a vida
ficar bem mais colorida.
...
Begonia rajah florescida
no jardim do amor,
Tem tudo de poesia
e de doce candor.
...
Algo que penetra
como Kunyit na terra
e o paladar tempera,
É a busca do poeta
que não se encerra.
Grande é a chama acesa,
e não vai dar namoro,
Sem nenhum decoro
vai dar mesmo é poema;
Seja público ou secreto,
não pede disfarce
porque nasceu eterno.
(Encontro de estrelas
fazem o seu Universo).
LAGOA AZUL...
(Autoria: Otávio Bernardes. Poema baseado no filme...)
Por um momento, eu paro
e penso em você.
Mais do que uma “lagoa azul”,
eu imagino você vindo para mim...
Acho-a linda, muito linda...
Meus pensamentos se perdem
na imensidão das águas,
buscando, procurando por você!
Olhe, meu bem, a solidão pior do mundo,
é a solidão de um ser querendo outro ser!
“Lagoa azul,” misto de pureza e inocência.
Mas, meu amor, eu não sei...
Estou revoltado, deveras chateado!
Por um momento, eu paro e penso em você.
Talvez, desaparecer por um lugar assim... azul..
Aliás, azul é uma cor que admiro muito.
Anseio um lugar só pra nós dois,
para poder te amar.
Por isso, meu amor, pra mim
a vida está vazia, bastante sem sentido...
Não encontro lugar para te amar.
O mundo apregoa tantos lugares,
mas, não encontro o ideal...
Até parece que pra você
sou “trancado,” “múmia,” ensimesmado.
E é por isso, meu bem...
Não encontro o lugar ideal
para dedicar-te o meu amor.
“Lagoa azul,” apareça, converta-se em realidade!
Eu preciso de você, do jeitinho que é,
do tamanho que você é...
“Lagoa azul,” talvez os namorados, os casais,
os que se amam possam te encontrar...
Porque a vida seria melhor
se eu, se você, se nós,
se nós que nos amamos,
construíssemos uma “lagoa azul” assim... desse jeito...
Meu bem, meu amor, saia de você,
esqueça o mundo lá fora
e venha para os meus braços,
para todo o meu ser, para a minha “lagoa azul” imaginária...
onde encontrei você!
Otávio Bernardes
Poema do Voto Nulo
Voto nulo é um protesto calado
e não ofende ninguém,
Se você está do meu lado
VOTE NULO TAMBÉM!!!
Verão
Aqui
Existe
Lembranças
De
Um
Poema
Estéril
Que
Insiste
Em
Ser
Concreto
Quando
Ainda
Um
Deserto
Por
Inteiro
Habita
Em
Mim.
Além
Não arquiteto caminhos
e arranha-céus
Minha engenharia é restringida:
edifico um poema
com muito esforço.
Em tempos de alegria escassa
suspiro versos.
Provoco a consternação
calmamente,
minha liberdade se ampara na música
Sofro demais quando estou longe de mim.
Ogiva Branca
Quando um poema
feito um míssil
para explodir nos corações
dos homens...
...um poema pela paz
universal
que tenha a força de uma ogiva
desfazendo-se em versos
sobre o obelisco de Washington,
sobre as praças de moscou...
buscarei os espíritos
gravídos de poesias:
Garcia Lorca! Cecília! Bandeira!
Pudesse em meu poema
colocar a embriaguez do verde,
o ritmo de todas as canções,
a luz da estrela da manhã...
quero um poema tão forte
como se a pomba de Picasso
desarmasse a bomba!
A paz! A paz!
Uma ogiva branca
derrubando os muros de Berlim,
levantando Beirute das ruínas,
desamarrando os corações do Oriente,
diluindo sob o mesmo céu azul
nas coreas do ódio
na Africa do Sul!
A paz chegando numa canção
que adormeça os corações das mães
enlouquecidas de saudade,
que transforme em sonhos coloridos
as memórias de terror
dos torturados...
...e chegue docemente ao coração
da humanidade,
como se John Lennon cantasse ainda
e Gandhi nos mandasse a sua voz
dos confins da eternidade!
Continuarei buscando este poema
e haverá de brotar poesia
como relva nova
acendendo esperança
em milhares de canções...
... e assim cantarão meus filhos
e os filhos dos filhos
dos meus filhos
e até onde a semente dos meus versos
atingir as gerações!
Origem do Poema
Quero escrever um poema,
Mas não sei o que escrever!
Ideias tenho que ter!
O poema não vem assim...
De uma hora
Para outra...
E acaba sem um fim,
O poema brota de uma inspiração,
Que nasce como uma canção.
O poema não escolhe cor, lado,
Ou pessoas apaixonadas!
Ele acaba chegando,
Como a chuva
Sem podermos prever.
E ele nunca acaba com o nosso prazer.
Poema trazem alegrias,
E pessoas mais felizes
Ficam ao ler um poema,
Que nunca tinham conhecido.
Mas sempre tem a chance de começar de novo.
Mudar o caminho,
E seguir seu destino.
