Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

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Poema II
A voz escrita

A palavra dita voa, a escrita permanece.
Um pacto silencioso entre ausentes,
ou a flecha lançada em forma de prece.


É o selo. A prova. A herança:
memória que jamais se esquece.


É urgência. É chama. É marca —
a palavra dita, que no ar estremece.

Poema III
Repente de um poeta



Já vi cacto dar flor no silêncio da aflição,
E vi lágrima em dor, em sorriso e oração.
Quem planta o sonho bruto, colhe verso em cada mágoa —
O que rega o futuro? Suor e lágrima, vulgo: água.

O sol não tem compaixão, a chuva virou promessa,
E a terra só dá legume se a fé não for só conversa.
O filho da estiagem tem coragem desde os ossos —
Não murmura a miséria, nem destrata um dos nossos.

Já vi homem ter dinheiro e morrer sem ter sentido,
E matuto sem um troco dividir o seu abrigo.
A riqueza que perdura não se mede por moeda —
Mora é na intenção, no coração de um poeta.

Poema IV
Pequeno verso de preço


O homem inventou o dinheiro — e deu valor à escassez,
Mas nem tudo é dinheiro, nem com dinheiro se fez.
Fez, sim, muita riqueza... condenando muitos à malta,
E a prisão da moeda nem se nota — até que ela nos falta.

Poema - Poesia digital


Tempo atual
Poesia digital
Sem Sedex
Apenas internet
Antes era carta
Agora, mensagem enviada
Mando na tela
Do celular dela
Vários textos
Digitados a dedo
Apenas mensagens
Sem imagem
Tudo que consigo fazer
E mando para você
É rimar o que penso
Quero, nesse momento,
Poder te amar
Não apenas ter inspiração para rimar.

Nascimento do poema.
Deixo a cidade e seu tumulto lá fora,
E o silêncio sussurra os versos,


As palavras dançam ao vento,
E o mundo some , se afasta,agora compondo parindo!!!
Só restam as emoções,
E o poema nasce, lentamente sem pressa. Leila Boás 13/12/2025

Poema sem nexo

Ontem eu tive uma miragem
Eu avistei um anjo
Que olhou para mim e disse:
- Escreva, escreva mais poesias!

As pessoas na fila
Para entrar em um museu
E eu ali pensando
Quem afinal eu era?

Pessoas aglomeradas
E o sol forte no céu
Um vendedor de águas
E umas meninas da Iugoslávia.
Não me dirigiram a palavra
Não sei o porquê entraram no poema
Deva ser porque o orgulho é pouco
E isso não era relevante.
Importante deva ser o instante e a rima.

Ei, Anjo, o poeta era eu?
Ou escrever poesias
Foi mais uma das utopias?

Frida Kahlo, oh Frida!
Que vida tão sofrida.
Quisera eu ser Diego Riveras
E morar na Casa Azul.

A memória lê o dia
de trás para frente

acendo um poema em outro poema
como quem acende um cigarro no outro

que vestígio deixamos
do que não fizemos?
como os buracos funcionam?

somos cada vez mais jovens
nas fotografias

de trás para frente
a memória lê o dia

Poema V
"O Arquiteto de Si"


Um homem que pensagrande,
Cuja alma o orgulho nãocomanda.
Sem busca por aplausosvãos,
Nem cede ao medo que do mundoemana.


De olhos na realnecessidade,
Disciplina fora e dentro dolar.
Ouvindo anciãos comhumildade,
Aprendendo dia a dia aquestionar.


Tudo com zelo eprimor,
Como se para Deus fosse amissão.
Pois o Criador é o seuGestor,
Com excelência edireção.


Justiça faz aopartilhar,
Sua parte no fluxosagrado.
Pois sabia que, aoentregar,
O seu vaso seriarenovado.


Das sobras, o chão eleerguia:
Terras, mercadorias evalor.
No equilíbrio de quem sabia o quefazia,
Moldou-se um homemvencedor.

A poesia ela tem o dom de te encantar
com as palavras,por isso que ler poema,
é um refúgio da vida atribulada.

⁠Poema de Como te vejo!
Eu te descrevi, te toquei, te criei em mim!
Este é um Poema de como te vejo, de como te tenho, de como te sinto!
Um dia fresco, com chuva revigorante.
Tão livre, uma liberdade tão gritante e leve, quanto a essência do vento.
Essa força, misturada com energia e coragem.
Um calor que aquece o todo e uma breve melancolia que me encanta.
Sempre forte, mas tão frágil, que tenho vontade de te abraçar quando vejo os seus olhos que desvendam o universo, aqueles olhos que descobrem o mundo pela primeira vez, com uma brisa leve de puridade.
Tantas sensações, mesmo quando não fala nada, eu sinto tudo.
Daquelas que tocam e você sente a alma.
Essa conexão, um pertencer tão calmo e belo, mas que muitas vezes me pegam com devasta imensidão.
Transborda, preenche, tudo sente.
Com todo meu interior, no amor, onde te amo mais que tudo!
Obrigada por me despertar tantas sensações!

POEMA DO ADVOGADO.
Advogar é uma paixão que nunca perde o encanto.
Ser advogado e ser o guardião que luta para que a justiça não cometa injustiça
Ser advogado e ser o interlocutor do cidadão para que a justiça não cometa injustiça.
Ser advogado e ser o fiscal da lei.
Ser advogado é lutar pelo direito do cliente mesmo que as chances parecem pequenas.
Ser advogado e lutar pelos direitos do cliente que só encerra após esgotar todos os recursos.
⁠Ser advogado e ter muita paciência com a morosidade da nossa justiça.
Ser advogado e ter paciência com a cobrança diariamente dos clientes que clamam por justiça.
Ser advogado e ter coragem e determinação para enfrentar todos os obstáculos que surgem no dia a dia.
Ser advogado e exercer o papel fundamental na sociedade brasileira, combatendo as injustiças perante a Justiça.
Ser advogado e ser o escudo do cidadão e guardião da sociedade civil contra os abusos de autoridades e injustiça.
Ser advogado é lutar para que a justiça seja justa e imparcial, sem preconceitos ou discriminações.

⁠Escrever um poema para mim,
é só quando minha caneta resolve
sair para passear ...

Poema para Miguel


Aromas marinhos,
o ar do mar,
Miguel Marinho.
No som das ondas
sentidos despertos...
Nos convida a viver o pleno
Miguel Lemos.

Arritmia (Poema)

Senti que o meu coração iria sair pela boca
Quando em meu tédio diário,
Olhando pro infinito, vi o seu sorriso
Naquele momento, te vivi
Arritmia
Seus toques
Em seguida seus beijos


Algumas lembranças ainda fazer minha respiração descompassar

Algumas lembranças me fazem flutuar
E eu te respiro pro vento não levar

-Gabriel Maciel

@maciellq

Pode ser que daqui há 1 ano olhemos esse poema por outra perspectiva.


Sol alto, céu aberto,
azul tão limpo que parece recém-lavado pelo vento.
As nuvens passam preguiçosas,
como se estivessem apenas visitando o dia.


Na areia clara, quente de luz,
uma mulher ergue o rosto
como quem conversa em silêncio com o horizonte.


O chapéu de palha desenha círculos de sombra,
protege — mas não esconde —
a tranquilidade que mora no seu gesto.
As mãos seguram a aba
como quem segura o próprio instante.


Óculos escuros guardam o mistério do olhar,
mas o rosto revela serenidade,
uma pausa rara
entre o barulho do mundo e o som do mar.


O biquíni branco reflete o sol
como espuma que decidiu virar pele.
O vento brinca com os fios do cabelo,
e o tempo, por um momento,
parece esquecer de passar.


Lá atrás, no alto da colina,
uma igreja observa tudo em silêncio —
antiga, paciente,
como se conhecesse histórias de outras marés
e de outros verões.


O mar se move devagar,
respirando ondas na beira da areia,
enquanto pequenas figuras caminham ao longe,
distantes, quase parte da paisagem.


Mas ali, naquele ponto exato de luz,
existe um instante inteiro:


uma mulher,
o vento,
o sal no ar,
e a certeza simples
de que o mundo às vezes
se resume
a estar viva
sob um céu azul. 🌊☀️


Autoral: Martinha S. Dias

“As rosas não falam” Poema

Se as rosas falassem contaria ao mundo a beleza dos sentimentos...

Elas espalhariam lindas palavras de amor...

Palavras doces, alegres, eternas...

Palavras de lindos momentos.

Levada suavemente, nos corações de quem se ama.

Tudo seria mais belo e suave como o aroma das rosas.

Rosas de todas as cores.

Mas as rosas não falam...

Simplesmente testemunha o amor e guardam para si.

As lindas palavras de amor que não foram ditas...

Mas que foram sentidas, num momento tão lindo da vida.

Muitas vezes não demostramos esse amor...

Ocultamos os mais lindos sentimentos...

Não deixando transparecer que amamos...

Deixamos escapar esse momento sagrado...

Momento tão lindo que jamais será esquecido.

Momentos de um grande amor...

Acompanhado das lindas noites, repleta de cores e flores de uma canção de amor.

Ficamos em silêncio quando deveríamos gritar para todo mundo ouvir...

As rosas vermelhas exalam um suave perfume...

Que embebedá a alma trazendo a sensação de, estar dançando...

Ar livre ao som das canções das flores.

Olhamos e vimos o amor passar...

Sem nada falar.

Guardo na lembrança a voz, de um sussurro doce e suave...

De quem disse lindas palavras.

Com lágrimas nos olhar, implora o amor.

Amor que deixamos ir embora no silencio triste da noite.

Mas que, sentimos saudades dos doces momentos não vividos.

“Caminho das rosas”Poema

Todas as rosas são chamadas rosa...

As rosas falam a linguagem do amor.

Exalam os perfumes das flores...

Canta a vida, a alegria, à dor.

Falam dos sonhos, embalam o amor...

Soluçam baixinho e bebem gotículas do orvalho da noite.

Desabrocham-se felizes com os raios do sol.

E se curvam tristonhas debruçam em seus galhos...

Solta os espinhos que ferem doidos.

Com que elas enfeitam a realidade da vida.

Mostram-lhes cores vibrantes...

Aos apaixonados transmite carinho.

Aos braços da amada, suspiros baixinhos.

Das mães a alegria e lagrima no olhar...

Dos amigos o aroma marcante...

Parecem escutar com carinhos.

Dos que vagueiam nos silencio da alma...

Trás esperança ao coração sofredor.

As rotas por onde transpassam...

Não deixa ninguém sozinho.

Sorriem ao nascer do dia...

Dançam, acenam e dizem bom dia.

Depois de exalarem perfumes suave...

Na calada da noite se silenciam.

Falantes, transmitem mensagens de amor...

Na amizade conquista o calor.

E aos noivos trazem felicidade...

Tornando se em boquê de flor.

O buquê é o sonho que se tornou verdade.

Fazendo os noivos chorar.

Alegra as moças que espera um...

Um buquê poder abraçar.

As rosas de todas as cores...

Vibram incentivando o amor.

Olhando para a lua vi seus olhos brilhar...

Vi sua alma suspirando no desejo de amar.

Senti as gosta do orvalho no meu corpo a saltitar.

Senti o sabor de seus beijos mesmo sem te beijar.

enfeitados com rosas vermelhas, no doce prazer de amar.

Versos de um poema...



Escuridão não é a ausência de luz... É a ausência de você...
Minha alma viaja sem fantasias... A visão marejada
E carente de ti... E o tempo não se detém nem retorna
Prossegue sempre inexorável...

Longe no horizonte… onde o vento toca
nos cumes entorpecidos ouvem-se
sussurros de um poema perdido...

“...mas trazem os versos
De um poema que te escrevi... Faz tempo...!”

Um livro inteiro nasceu por causa de um poema, é isso mesmo!
Por causa de um único verso que respirou fundo e pediu espaço para crescer.
Às vezes, basta uma linha para abrir portas que nem imaginávamos existir.
Um sopro de inspiração pode virar mundo, virar história, virar destino.

Porque é assim com a palavra:
ela chega pequena, mas carrega dentro de si um universo inteiro esperando para ser revelado.
E quando um verso decide florescer, não há quem o contenha,
ele chama outros, convoca memórias, desperta sentimentos adormecidos.
E de repente, aquilo que era apenas um brilho se torna livro, se torna vida, se torna obra.

Um livro por causa de um poema?
Sim.
Porque às vezes é no menor gesto que mora a grandeza.
E num único verso pode caber tudo o que faltava ser dito.

Poema –Entre o Silêncio e o Pedido

O que é, afinal, um pedido de socorro?
É o grito que não sai,
ou o silêncio que ecoa por dentro?

O que é pedir ajuda?
É dizer “estou só”?
Ou é olhar ao redor
e não encontrar ninguém,
mesmo quando há tantos ali?

Há uma solidão que não se explica,
que não depende da ausência,
mas da falta de ser visto.

E então me pergunto:
como continuar?

Continuar… para quê?
Buscar compreensão?
Acolhimento?
Ou apenas um lugar
onde eu possa existir sem esforço?

Será carência…
ou é ausência mesmo?

Porque, no fundo,
acho que estou pedindo socorro.

Estou cansado de tentar.

Uma vez me disseram:
“é só viver.”
Mas como se vive
quando não se sabe o caminho?

Eu sei respirar…
mas isso não é viver.

Queria sorrir com leveza,
queria sentir que existo de verdade.
Mas sigo, como um mecanismo…
funcionando,
cumprindo,
ajudando.

E me pergunto:
é só isso?

Queria dizer que viver é simples.
Mas, às vezes,
o simples parece impossível.

Porque há dias
em que morro em silêncio,
repetidas vezes,
lembrando de tudo aquilo
que nunca saiu da imaginação.

Sonhar cansa.
Voltar à realidade cansa mais ainda.

E então retorno à mesma dúvida:
isso é um pedido de socorro…
ou só continuo existindo
para não deixar os outros caírem?

E, no meio disso tudo,
uma pergunta me atravessa
quieta, mas insistente:

será essa a vida de quem cuida?

Estender a mão
com o próprio vazio nos dedos?
Oferecer abrigo
sem ter onde repousar?

Buscar apoio…
e não encontrar?

Talvez por isso tantos silenciem,
tantos desabem por dentro,
tantos desistam sem aviso.

Uma vida dedicada a sustentar outros,
e, ainda assim,
caminhar só.

Uma vida de entrega.
Uma vida de ausência.
Uma vida de dor
que insiste em não passar