Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Naquela noite sem luz o brilho dos seus olhos que me conduz, naqueles sorriso eu me perco, e nos teus braços eu me encontro
Para cada lado que eu olho vejo várias pessoas, mas mesmo em meio a multidão me sinto só.
E assim sigo vivendo, acompanhado mas definitivamente sozinho.
E no fim das contas somos completos desconhecidos. Não somos bons, maus, luz ou escuridão. Somos o que precisamos ser quando precisamos ser. E os que julgam nos conhecer, são os que menos conhecem de nós.
No ENEM é tipo assim: "Seguranças, me acompanhem até lá fora, o trajeto pode ser perigoso, preciso que estejam atentos e me protejam, ou estarão demitidos". A gente fica mais protegido que a Rainha da Inglaterra e mais monitorado que os presos das penitenciárias americanas!
Eu ainda vou ultrapassar muita gente que me subestima e duvida da minha capacidade. E quando eu estiver lá na frente, vou olhar para trás só para lembrá-los o quanto eu sou capaz e vê-los "comendo poeira" e então verão que não se deve duvidar da minha força de vontade de ter uma vida de sucesso!
Acha mesmo que me conhece? Engano seu, às vezes nem mesmo eu me reconheço! Por trás desse belo rosto há um ser oculto completamente diferente do que todos julgam conhecer. Meu alter ego, um "outro eu"!
Encare as suas folhas mortas, olhe as pragas que estão destruindo a sua plantação. Não insista mais em caminhos que não o levam a nada, em sonhos que viraram pesadelos, em amores que se tornaram rancores, em príncipes que se tornaram sapos.
Cemitério é um campo sagrado e santo, nele não há acepção de pessoas, portanto, viva intensamente, mas não perca a essência, afi-
nal estamos, nada somos.
As pragas e maldições de hoje, serão bençãos de amanhã, cada um tem o que merece, afinal cada oferece o melhor de si.
A política na realidade é um clichê e mesmo assim consegue manter o status quo e a uma casta de privilégios.
