Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
É diferente, é conivente, é escondido, é meu e do mundo. Quando se cala expressa tudo, quando fala nada significa. Tem esse olhar de quem gosta de brincar, mas com medo de se machucar. Sai desse casulo, aprende a vida, aprende a viver, aprende a me viver.
Tenho me sentido tão só ultimamente… Num dia comum eu te mandaria uma mensagem, e você em seus momentos tentaria me acalentar. Mas como posso te pedir pra retirar o vazio, se foi você quem causou esse buraco em meu estomago? Flashes passam em minha mente a cada segundo, todos eles, do começo até os dias de hoje. Não é possível! Não consigo me conformar! Como algo tão puro foi se transformar nisso? Talvez nunca tenha sido dessa forma para você, talvez eu tenha inventado tudo como sempre fiz.. Sempre fui boa em escrever meus contos de fadas, mas no final, a princesa, sempre acabava solitária, com um coração partido.. E o príncipe? Bem, esse ai se tratou de fugir dos problemas da pobre garota, montou em seu cavalo branco e nunca mais foi visto, a não ser nas lembranças de todas as promessas descumpridas.
Ele chega assim… do nada, de mansinho, bem quietinho. Daí, me fala coisas bonitas, fica vermelho, faz cara de quem não sabe o que tá fazendo, me manda umas mensagens, me deixa com um sorriso bobo e eu gosto, eu gosto dessa sensação, eu só espero que dessa vez ele fique por mais tempo
Amanhã vai ser um novo dia. Amanha vai ser um novo dia. Já perdi as contas de quantas vezes repeti isso… quem sabe uma hora funciona. Mas amanhã, espero que seja um novo dia. Amanhã vou te encontrar. Amanhã, vou colocar tudo pra fora. Amanhã, vou te explicar o que fez de errado, ou talvez de certo, mas amanhã. Hoje não. Hoje, eu só quero deitar, deitar e fingir, fingir que ainda temos todo tempo do mundo.
Ei! Alguém me explica aqui?! Isso tá parecendo um jogo, e quem disse que eu quero jogar? Eu quero é viver, mas viver livremente, deixando o mundo rodar, o dia acabar e a hora passar. Sorrir de verdade, com brilho no olho e coração acelerado.. Sim, é isso que eu quero! Quero abraço apertado, quero sentir, quero, enfim, juntar meu quebra-cabeça, me descobrir, me definir.
Hoje, pela primeira vez desde que decidi que você não deveria fazer parte da minha nova vida, eu chorei. Chorei, mas não por saudade. Chorei, porque, queria que, assim como o mocinho do livro, você tivesse lutado por mim quando te disse adeus. Chorei, porque sei que seus sentimentos por mim não mudaram nesses quase dois anos. Chorei, porque apesar das merdas que você costuma fazer, o seu sorriso ainda me cativa. Chorei, porque sei que se tivéssemos lutado teríamos sido mais. Chorei, porque apesar de perfeitos, somos incompatíveis.
Dizem por ai que tomar as rédeas da vida de vez em quando é bom… Vou tentar dessa vez, vai que dá certo, e daí, paro de cair do cavalo
Quase deixei você saber. Quase deixei derramar os milhares de sentimentos enrustidos em apenas três palavrinhas. Quer dizer, eu falei. Eu deixei escapar. Mas falei mais pra mim, que pra você. Falei apenas pra diminuir o peso que me consome. Foi tão silencioso, mas tão profundo! Esperei tanto, ensaiei tanto, acebei falhando ao dizer “Sinto sua falta”, você me olhou, perguntou “O que?” E eu simplesmente disse “Nada”.
Eu redimi meus pensamentos antigos. Por alguns segundos, continuei a pensar como quando eu tinha apenas o que eu perdi hoje. Deixei uma sóbria inocência de lado. E persegui contra o vento. Meu amor perdido retornou a sua base, fazendo a incompreensão, se tornar dona de mim por completo. Vida? Qual delas. Eu vivi intenso momentos com os únicos personagens de minha confusa vida. Cada um que crio, não só o transfiro a uma ponta de caneta, ou teclado, eu o crio dentro de mim, surge uma admirável inspiração. Amor? Qual deles. Se toda vez que meus olhos brilham eu perco tudo que eu senti de tão agradável. Dom? Que dom, é meu? Não tenho dom. Eu tenho amor pelo que eu faço.
Eu posso até me arrepender e querer voltar atrás, mas minhas palavras sempre serão verdadeiras, mesmo que machuque ouvi-las.
E quando você se sente desconfortável na frente dos seus amigos significa que eles não são mais amigos, ou talvez, nunca tenham sido.
Não tenho culpa de te amar. É algo que sai do meu controle e vai engolindo-me sem a permissão devida. -Tenho o direito de escolher quem eu quero na minha vida e o que sentirei por ela- Era o que eu pensava até a lua aparecer e colocar-me para voar. Os meus pés não queriam voltar para o chão e tornei-me dependente do teu brilho extraordinário. Não sei bem o que anda acontecendo dentro de mim, é algo indecifrável, a muito tempo não pensava nela, mas tudo voltou a ser como era antes, intenso como o primeiro namorado de uma adolescente qualquer.
Me deixa quieta, sem mais dores, sem palavras que acabam deixando o meu coração em pedaços. Agora prefiro esquecer, do tempo em que você fazia questão de falar comigo, não demorava de responder minhas mensagens, sabia o meu prato preferido e se esforçava para prepará-lo. Pensava bem antes de escolher os meus presentes e quando me entregava sorria tendo a certeza que eu iria gosta. Respeitava a minha “bipolaridade” e percebia quando tinha algo errado na minha vida. Fazia planos para o futuro e eu sempre estava inclusa neles da melhor forma possível, e para sempre. Não media palavras em uma briga, mas sempre sabia o que falar tentando não me magoar. Os seus conselhos eram os melhores e eu precisava deles na maior parte do dia. Sua presença era a única coisa que me acalmava, sua foto no meu plano de fundo do meu computador não me deixava parar de pensar em você. Ligava-me por minuto para ver se eu estava bem ou se precisava de algo. Reclamava das minhas notas baixas e até ajudava a recuperá-las. O seu beijo na minha testa passava um grande respeito, os seus lábios tocando os meus, passavam segurança. A forma que achava tudo normal me surpreendia. Lembra? Nossos filhos teriam a cor do teu cabelo, com os meus olhos castanhos. Nossa casa seria perto da praia, e nosso filho acordaria ás 7 horas da manhã querendo jogar futebol. Você me abraçaria todo final de tarde lembrando-se do que havia me prometido. Eu achei que tinha entendido quando disse que o meu coração escolheu outra pessoa para amar, mas na verdade é com você que eu quero estar. Era tudo perfeito, você, o seu jeito… Até que eu acordei.
Dá muito trabalho trocar de casca. Se livrar dos excessos exige uma reforma interior, que não acontece do dia pra noite, leva tempo a escolha do que guardar e do que jogar fora pra sempre.
Não sei nada de nada. faz tempo que sou outra. Você quer me enquadrar nas suas palavras, quer que tudo faça sentido, mas não entende que eu sou feita de liberdade, de marcas e de amores.
Sou feita de amores intensos, de paixões erradas, de pessoas bonitas, de afetos despretenciosos. Sempre segui a vida com o coração na mochila, algumas vezes o lápis borrado, mas com o sorriso e a coragem.
Certos momentos deveriam ser pra sempre, certas pessoas deveriam ser imortais, certos sentimentos deveriam ser reais.
As coisas mudam. Muitas pessoas se anulam, caem no esquecimento. É um ato humano irreversível. Mas quem um dia se amou fica, e vai ficando. Mesmo com o tempo agindo sorrateiro, e os corações cada vez mais selados, fechados por pura proteção. O tempo é poderoso, mas o que se viveu nele, tem a capacidade de ser bem mais.
Me assumo surtado, indelicado por pura timidez, sem jeito para o jeito em que tudo está, com os pés calejados de não chegar em algum lugar, com a alma cansada de não saber o que fazer, com os nãos escancarados bem no meio do nariz e não querer compreender. Vivo morto, mas ainda assim, com uma capacidade enorme, quase-sem-querer, de te amar sempre mais.
Sabe? Não, não sabe. Mas na maioria das vezes é isso mesmo, não sabemos de nada e nem queremos saber. As palavras voam, os olhares não escolhem outro local para cravar, o coração pula, dança, balança a cada lembrança. O que podemos fazer para se sentir por perto, assim fazemos. As feridas latejam e clamam por cuidado a cada esbarro. E no final? Não sabemos e não admitimos o que se passa. Ferrou-se. Passa a acontecer por horas, minutos, segundos e nos toma literalmente. Me assusta o fato de não pedir licença. Tentamos desfocar, esquecer. E como sempre, continuamos sem saber. Medo? Ignorância? Aflição? Não faço esforços para entender. Não quero.
