Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Reflexão de uma mãe atípica, mãe solo:
Sabe o que é luxo mesmo?
Não é ter a última moda no guarda-roupa, nem viajar para lugares caros ou andar em um carro importado.
Luxo, para mim, é algo que a maioria das pessoas nem percebe que tem.
Luxo é conseguir tomar um banho demorado, sem precisar deixar a porta entreaberta com medo de não ouvir meu filho.
É conseguir sentar para tomar um café quentinho, sem precisar levantar correndo porque meu filho precisa de mim.
Luxo é ter com quem dividir as responsabilidades; mas, sendo mãe solo, muitas vezes o peso é só meu.
É desejar, por um instante, que alguém segure minha mão.
É ter com quem compartilhar a alegria das pequenas conquistas que, para o mundo, podem parecer simples, mas para nós significam um universo inteiro.
Luxo é ver meu filho feliz, se desenvolvendo no tempo dele, e sentir que, apesar das batalhas, estou conseguindo ser o porto seguro que ele precisa.
É poder respirar fundo e encontrar um pouco de paz, mesmo no meio do caos.
Para mim, luxo é acolhimento.
É respeito.
É empatia.
É sentir que a vida pode ser leve, mesmo quando os desafios tentam nos dobrar.
O resto? O resto é detalhe.
Porque o verdadeiro luxo de uma mãe atípica e solo é ter força, amor e coragem renovados todos os dias.
Às vezes, uma tristeza tão penetrante
Invade e arrebata minha alma,
Levando-a para um lugar desconhecido,
Onde me perco e não me encontro,
Onde não existem portas nem janelas,
Apenas uma estrada longa rumo ao mistério da vida.
Inseguro, volto minha atenção para trás,
Com os olhos sobre os ombros,
E o peso das minhas decisões sobre as costas,
Tropeço nas minhas incertezas.
Rendido, me entrego ao chão,
Derramo-me sobre a cama e inicio um novo dia nessa velha rotina.
E mesmo quando acordado, eu converso comigo mesmo, tenho o hábito de conversar sozinho.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto.
Eu penso demais, e a minha cabeça pesa toneladas.
Lembro de coisas que gostaria de ter esquecido e imagino coisas que gostaria que não tivessem acontecido.
Deus, com sua ironia, me amaldiçoou com o pensamento, e me fez inquieto, inquisitivo.
Há um certo prazer até no cansaço que isto me dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.
Eu sinto uma profunda dor silenciosa...
Gosto do som da música, do percurso
da minha casa até o trabalho;
estou sempre ouvindo música.
Em casa e no trabalho, ouço o barulho
dos carros, dos comboios e de toda a gente.
Chego em casa, ligo a televisão e ouço o noticiário:
outra vítima do silêncio se atirou
nos ruidosos trilhos do trem.
No trabalho, ouço o rádio, que toca uma música ridícula, e
minh'alma sofrida dança desolada.
Gosto do som da chuva, lágrimas do céu;
até os homens choram, silenciosamente.
E o choro da terra é abafado
pelos nossos gritos ambiciosos;
ouço o barulho das fábricas, corro para o campo,
e a chuva, tempestuosamente,
em seu suave cair, encharca meu coração ressecado.
Gosto do canto dos pássaros;
da minha cama me levanto,
e nela me deito, ouvindo os tordos ao amanhecer
e os urutaus ao anoitecer que, calmamente,
levam distante meu espírito atormentado.
Gosto de deitar-me e dormir
com o barulho do ventilador;
porque gosto de barulho,
assim silencio os gritos sussurrados
em minha cabeça. E eu, que tenho sido tão quieto,
se os ouço e me falam, descanso resignado.
Eu acredito em Deus, mas me pergunto se Ele crê em mim,
assim como cremos na Sua chuva, e no seu Sol.
O que é real? As paredes sólidas e frias de concreto,
concreto, a realidade concreta. Ou a memória fugaz
de um abraço quente e terno, terno, visto o terno,
chego ao trabalho, olho-me no espelho, e não vejo nada.
Cego, vejo além do espelho e enxergo através da realidade sensível,
sensível, atravesso as aparências em busca de algo que transcenda o tangível.
Mas então o espelho despedaça-se diante dos meus olhos,
como coisa real, um mosaico de sentimentos e lembranças,
desfaz-se e reconstrói-se a cada instante. Cada caco reflete uma versão minha,
mas, entre tantos, quem realmente sou eu?
Há tantos de mim que não podem tantos estarem certos, e entre tantos, perdi-me.
Eu vivo um dia de cada vez,
Levanto-me cedo, enfrento o trem,
E volto tarde, sem ninguém.
Construo sonhos de papelão,
Como um mendigo,
Mãos calejadas, olhos cansados,
Essência perdida.
Vivo um dia de cada vez,
Como se fosse o último,
Não por querer viver,
Mas por precisar comer.
Construo um lar de solidão,
Como um empregado,
Com tijolos de suor e dor,
E paredes de ilusões.
Vivo um dia de cada vez,
Como se fosse uma prisão,
Não por querer viver,
Mas por não ser ninguém.
Construo uma vida de incertezas,
Enfrento a vida, e me perco,
Sem coragem para lutar…
Vizinhanças
Na casa do perfeccionista João - de - barro o vizinho é o invejoso do Pica - pau e sua revolta é tão grande ao ponto dele descontar a sua irá diária macetando as árvores ao lado.
Os corvos não dividem sua soneca com as corujas e muito menos o seu espaço aéreo , pois a torre de controle não aceita ancestralmente tal interação.
No sol de girassóis as borboletas pousam em meio aos insetos e abelhas em abundância e nesta pequena sociedade existencial os Beija - flores coexistem sem maiores problemas com os cantarolantes Bem - ti- vis.
O facto de respirar não comprova a minha existência.
Corro atrás do meu destino sem nunca encurtar a distância.
Sinto me cada vez mais longe e contudo tão perto do fim.
Sem um propósito na vida, perdida por tudo, perdida por nada.
Procuro me por caminhos por onde não passei.
Vislumbro sitios onde não estive.
Estou enclausurada no meu mundo.
Quero gritar para dizer que estou aqui
Abro a boca e não escuto nenhum som.
Mas a voz percorre todo o meu corpo e fica confinada dentro de mim.
Escuto a grande revelação.
Não sou ninguém.
Não passo de uma sombra.
Um dia não vou encontrar a luz que faz a minha sombra.
E na escuridão da noite, apaga se a luz,
Assim se extingue a existência de ninguém.
Porque ninguém não existe.
Josué, Ana, Jó, Jeremias, Neemias, Paulo, Jesus etc
Não está sendo diferente agora, infelizmente o mundo continua o mesmo
Cheio de lições não aprendidas
Fiat Lux
E esperança de dias melhores
Desperta-te!
Eu rio
Eu choro
Eu fico feliz
Eu lembro momentos bons
Eu lembro momentos ruins
Eu lembro das dores
Eu lembro das alegrias
Eu vejo celebrações
Eu vejo justiça
Justiça que não tardou
Justiça que está por vir.
Mudar é necessário, é revolucionário.
Desapegar dos nossos erros, renascer para os acertos.
Aprender com as estações.
Deixar ir o que não serve, lapidar o que de bom existe.
Entender que o medo trava, e a fé destrava.
Para viver de verdade é necessário CORAGEM.
(Coração agindo💖) e irradiando LUZ. 🕯️
DEUS, MAIOR POETA DA EXISTÊNCIA
Autora: Lourdes Duarte.
Deus o maior poeta de toda existência
Não existe, não existiu e nem existirá.
Poeta mais sábio que Ele, nosso Deus,
Em todas as línguas e sotaques.
Em todos os sentidos, gerações e povos
Só Ele é fonte de inspirações e graças.
Sim, amor maior Ele é Deus!
Ele é a fonte de minha da nossa existência,
É meu Salvador. Ele me sustenta a cada dia.
Sem Ele eu não sou nada sou.
Deus é o poeta incomparável, insubstituível!
Ele sabe como fazer poesias e iluminar,
Sem dizer ou escrever uma só palavra,
Ele deixa-nos imaginar, sentir e admirar,
Com seus ensinamentos e exemplos
Nos transformar e liberta, limpando o coração.
E graças ao seu infinito amor a grandeza
Perante a fé e perseverança de cada um
Podemos dizer: Gratidão, Senhor!
Tu és a poesia mais linda que soa aos meus ouvidos
Escrita no mais profundo do meu coração.
Só Tu me entendes e não falhas jamais!
Eu posso até estar ferida, mas nunca destruída
Eu posso ser provada para ser aprovada pelo teu amor,
Mas o amanhã virá e minha fé será recompensada
O meu Deus não falha! Sem Ele nada sou!
Só Tu tens o poder de aliviar a minha dor.
Quando alguma oportunidade surgir em forma de "problema" ou desafio, abra a porta da vida e siga em frente. Aquilo que você se lamenta pode ser a sua ocasiao favorável de mudar a sua vida para melhor. Acolha, abrace esta energia de positividade; é a prosperidade disfarçada chegando em sua vida.
Soraya Rodrigues de Aragao
Se a tua personalidade segura seus traços
Se o teu caráter retém seus detalhes
Se a tua consciência lembra suas memórias
Se lembre que o poder do seu conhecimento é a ignorância do seu menor suspiro, mas é a maior importância do seu dilúvio pessoal no meio dessa covardice de ser, ou do ser.
Não tem jeito. Viver é sempre um desafio, uma peça do quebra-cabeças a ser completada, uma resposta nova para um desafio antigo, mas já tão conhecido.
Soraya Rodrigues de Aragao
Não existe democracia sem
discussões, porque o que
fortalece a democracia, são
os diferentes pensamentos.
O baleiro vazio é uma metáfora do que foi boa parte de minha história.
A vida me disse muito mais nãos do que sins.
Mas eu sobrevivi, pois desenvolvi a façanha de galvanizar os vazios.
Quando a realidade não me bastava, eu inventava uma ficção, uma projeção simbólica que colocava chão sob os meus pés. Não levo rancor algum.
Quando a vida me nega, eu invento o que me falta.
Se livre do passado
De tudo que está pesado
Perdoa o que ficou pra trás
E deixe o novo entrar
Abra a porta
Seja grata
Entre no novo portal
A felicidade
Depende da tua coragem
Esqueça a bagagem
Ela já não importa
Seja leve
Flutua
E voa com a vida
Porque amanhã?
Pode ser tarde demais
A vida segue
Na roda do tempo
@zeni.poeta
Viver é voar
Com alma leve
Para poder flutuar
Aceitar a vida
Sem cobranças
Procurar a beleza
Com gentileza
Encontrar no olhar
A curiosidade
E entendimento
Da simplicidade
Do bem viver
Na harmonia
Com a natureza
E seu coração
No amar com
Generosidade
@zeni.poeta
Agosto lilás (contra a violência)
Eu só queria ser amada
E não violentada
Mas você me dominou
Me bateu
Gritou
Me intimidou
E mandou
Com medo não percebia
A sua covardia
E me transformei
Num ser sem vida
Sem atitude e sem voz
O tempo foi passando
Você me subordinando
Cheguei no fundo do poço
E com muita dor acordei
Hoje longe de você
Tenho minha vida e sou feliz.
