Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Os mísseis eram o que mais me assustava. Uma noite, eu estava indo me deitar quando o céu ficou vermelho e houve um barulho ensurdecedor. Um míssil tinha caído na rua ao lado da nossa. Para nos acalmar, meus pais nos deram açúcar, dizendo que isso nos ajudaria a ter menos medo.
Já não temos medo de que bombas caiam nas nossas cabeças. Estou recuperando a minha infância, voltando a brincar com as crianças da vizinhança.
Era como se meu coração estivesse voltando a bater, tudo estava destruído mas eu me lembrei de todos os momentos que vivi lá. Havia um perfume da felicidade passada.
Se tudo aquilo que sonhamos transportamos para a realidade a ponto de executá-los, então somos o resultado dessas aspirações.
Se tem uma coisa que eu sei nessa vida, é que algumas pessoas nesse mundo você só consegue amar e amar e amar, não importa o que aconteça.
Eu não conseguia ouvir mais nada no mundo além de você. E naquele momento, estava tão calor e tão silencioso… E eu te amava tanto. Agora está frio e muito quieto de novo. E eu ainda te amo.
Me falaram que quando se deixa de amar algo, na verdade é porque nunca se amou. Talvez o que eu tenha sentindo por ti, tivesse sido um engano, numa tentativa desesperada para me libertar dessas amarras. Um novo dia surgiu e eu deixei de ser aquela menina. Aquela menina que fazia brilhar os seus olhos, aquela menina que tinha uma voz fofa. Aquela menina se tornou uma estranha, que nem ela mesma reconhecia. E então da forma mais dura e triste, o que era um amor eterno, acabou. É talvez eu não soubesse amar, ou não quisesse ter aprendido, talvez se eu tivesse ido com calma, talvez se eu tivesse esperado o tempo agir. Talvez tivesse dado certo. Mas a vida é feita disso, de novos recomeços.
A santidade não se baseia somente no impecável, mas baseia-se no sempre que cair, levantar-se decididamente.
Não são nossas obras que irão nos salvar, ainda que façamos muito, não fazemos nada, pois Deus não esta interessado no que fazemos, mas no que buscamos: nossa salvação, que apenas depende da misericórdia divina.
Santidade não é simplesmente o que Deus nos dá, mas o que Deus nos deu, que está sendo exibido em nossas vidas.
Deus não nos avalia pelo ato de fazer o bem, pois possivelmente nunca poderíamos ser o bom bastante, porque o padrão de Deus é a perfeição.
A violência não é produzida apenas por seus patrocinadores, mas também pelos que se calam sobre ela.
