Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

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Tempo passa!

Tempo! Passa tempo,
Anda tempo,
Voa tempo,
Muda o tempo!…
Saudades tenho.⁠

⁠Vida

Amar, amar a sorte de viver,
E de tudo crer em Deus...
O mundo acabou, acabou para
Renascer em flores...
Poucos sabem o valor de viver!
Sonhar o impossível, e beijar
O infinito, e erguer a mão
Na plenitude, é ver a sorte
De renascer.
Renasça, e sempre
Como uma mariposa alçando
voou e um tigre nas vitórias,
Sem deixar de amolecer o coração.

⁠De coração

Nos momentos montanhosos,
Vou exaltá-lo.
Que venha a ser
O pico do monte Evereste,
O levarei até o topo.
Quero guardar momentos
Eufóricos de um ser
Fantástico, extravagante, plácido.
Quero fracionar eternidade
À procura de um ser
Íntegro, não vendável, não comprável
Não tão fácil de ser encontrado
Você, meu grande amigo.

Tarde quente. Angústia no ar...
A janela aberta é um atrativo para se jogar.
Deitada na cama pensando na vida...
Lembrando e se depravando com o passado não vivido.
Desnorteio-me com o tempo atual.
Fecho os olhos. Tento dormir mais um pouco.
Dessa vez não quero acordar.
Meu sono é turbulento...
Mesmo assim, a realidade enquanto acordada é mais perniciosa.

Inserida por SAMANTABERNARDI

Ah... Por que essa carência?
Por que o tédio?
E a ausência?

Por que a melancolia?
Em mim, cai uma lágrima triste.
Logo penso que a felicidade não existe.

Ó que sufoco...
Que ausência de tranquilidade...
Esses sentimentos sempre levam a minha enfermidade.

Inserida por SAMANTABERNARDI

Pra que atribuir a autoria da sua obra, que se chama vida, a outrem?
Não precisamos criar autores fictícios que possuem personalidade já que temos nossa própria individualidade consciente.
Se para algumas pessoas não somos reconhecidas em razão das nossas funções ou mesmo feições, elas não merecem nosso préstimo, destreza, talento, pendor...

Inserida por SAMANTABERNARDI

⁠Fica tão triste a minha cidade !
Quando a criança que passa fome, tromba, rouba
se marginaliza e não vê perspectivas.
Quando quem pode não faz, quem faz quase nunca pode.
Fica tão triste a minha cidade !
Quando embriagado pelo poder,
o homem engana, trapaça e mente
Quando crescem os prédios e diminuem o verde.
Quando a desgraça bate à porta de uma família
e os vizinhos fecham as suas para não ouvirem os gritos.
Quando faz frio e não há manta ; faz calor e não há água.
Fica tão triste a minha cidade !
Quando quem deveria dar exemplo, peca.
Quem deveria dar segurança, oprime,
Quando há doces e brinquedos na vitrine,
A criança pedindo e o pai, no bar, bebendo,
Fica tão triste a minha cidade !
Quando a mentira é amiga do dia
e a vergonha se esconde na noite.
Quando a coragem termina e
a testemunha não comparece.
Quando o barulho ultrapassa a capacidade do sentido
e o ar quase impossível de se respirar , é vida.
Quando aos domingos e feriados suas ruas ficam desertas
Fica tão triste a minha cidade !
Quando há na segunda-feira, o choro, o cheiro da morte.
o carro batido, o cansaço, a estrada e a velocidade.
Quando o ônibus passa de manhã e a tarde,
com gente pendurada, com os pés dentro e o corpo fora.
Quando a alegria é a síntese de um momento bom,
e a desgraça é duradora, analítica e densa ..
Quando há o grito de gol e a alegria se agita,
a torcida se irrita, o pai de família e a criança,
antes de voltarem para casa passam no pronto-socorro.
Fica tão triste a minha cidade !
Quando o homem é triste,
pois a cidade triste é o homem triste.

Inserida por touchegrs

⁠Paraíso contente

Desejo o que
Ser alguém que sou
Não ser ninguém
Existe na verdade excesso
Na tentativa de ser autêntico

Atrás de uma parede de pixels
Um indivíduo
Se contorce por palavras
Palavras mentirosas
Escondendo ao hipócrita

Não sei o que quero
Mas deduzo
São todos iguais
Querem com facilidade
A partícula do átomo

O simples vazio
Deixando sem respostas
Desculpas sem sentindo
Só diga a verdade
Com dever da sinceridade

Distúrbio da positividade
A grande expectativa da esperança
Corrói até debater na angústia do vácuo
Aguentando o cansaço
Íntimo do fracasso

A solução é o nada
Vou seguindo ao oposto
Navegando no caminho
Construindo a negatividade

Inserida por tiago_jenuino

⁠Tu pensas conhecer uma história de uma lenda e de um Rei, mas apenas sabes como ela acaba. Para chegares ao coração da história, precisas voltar ao começo.
Como humanista, eu tenho aversão à paz, poesia e aventura.
É muito mais difícil ter tudo do que não ter nada na vida.
Nós perdemos nossa juventude mas alcançamos a sabedoria e nos tornamos numa lenda.
De todas as perdas, o tempo é a mais irrecuperável, pois isso nunca pode ser resgatado.
Eu adoro a noite. Ela me faz pensar sobre a noite rebelde e aventureira.
Alguns acham que deveríamos ir para o céu em colchões de pena com taças da realeza cheias de vinho.

Inserida por richard_felix

⁠PAVOR

Me apavora pensar
Nas dores que ainda posso sentir
A cada passo de um pseudo-amanhã
O segundo que escondido aguarda

Me atormenta pensar
No ar que me pode faltar
Ao tatear no escuro do possível talvez
O segredo futuro que no silêncio revela

Se nada existe
Visto que o agora já passou
O que serei, sou, já fui
Neste abismo de mim mesmo?

Inserida por autopalavra

⁠Vou fazer um barco pra mim
Pra buscar liberdade no mar
Velejar pelo mundo sem fim
Quantos tesouros posso encontrar?

Inserida por versosnospapeis

⁠esse é um exercício de morte
e vida esse é um exercício de
nascimento dentro e fora
do encerramento um
exercício de furar o tempo
esse é um exercício
de imaginar-me sem o
desgaste de ter que
me explicar porque eu
fernando na verdade
como já sabes sou essa
crueza tanto de perto
como de longe

Francisco Mallmann
Tudo o que leva consigo um nome. Rio de Janeiro: Record, 2021.
Inserida por pensador

dramaturgia do mundo

tanta coisa depende de quantos
passos você consegue dar
depois de cruzar
linhas imaginárias

Inserida por pensador

⁠agora que é agosto
e nós já sentimos
sono e sede
fome e angústia
agora que seguimos
vivas neste país
a febre dos trópicos
o inverno da guerra

agora que o ano
já escorregou em
definitivo para o
lado do fim
eu coloco meu corpo
voltado cada vez mais
ao sul do mundo
e aceno com os
braços cansados
enquanto sussurro
boas-vindas

ela vem
para me lembrar
que dor é matéria
de pegar
com as mãos
para me lembrar que
dor se contém
que dor também se
traça
igual cabelo

Francisco Mallmann
Língua pele áspera. São Paulo: 7Letras, 2019.
Inserida por pensador

⁠exercícios semanais

correr até lembrar que não fica nesta cidade a tua casa
correr até esquecer o que é distância

Inserida por pensador

⁠que mãos podem fazer
desaparecer um corpo
não existe corpo
desaparecido
e existe
existem
corpos desaparecidos
américa

Francisco Mallmann
América. São Paulo: Urutau, 2020.
Inserida por pensador

NOVA HISTÓRIA

⁠Mais um dia que se inicia
e mais uma nova história,
para alguns são grandes
mudanças, para outros
nem tanto; más esteja
certo de que sempre haverá
mudança, pode até ser à
constituição da história de
ontem ou não.
Se foi ruim, mude sua história.
Se foi boa, aperfeiçoe, e vai
em sendo feliz...

⁠Todos seremos destruídos por ti,
Deusa!
Somos todos irmãos. Em ti, afinal, irmãos!

Somos agora tristes, dóceis, filiais,
deixando-nos devorar por tua fome,
ó Deusa! ó Morte!

Mas pairamos com asas inolvidáveis
acima de tuas chamas.

Cecília Meireles
Poemas escritos na Índia. Rio de Janeiro: Livraria São José, 1961.

Nota: Trecho do poema Deusa.

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Inserida por 78tajmahal

⁠Jogam minhas cinzas no mar.
Não dá tempo nem de acenar.
Não volto nunca mais. Digo sim, digo não.
Entro em extinção. Sem nada nas mãos, com peso nas costas.
Sempre vou lembrar de você enquanto eu respirar.

Inserida por HudsonHenrique

Difícil de Responder

Algo que é difícil de entender
É compreender o porquê
Saber que podemos morrer
Sem saber como viver.
O difícil é continuar
E pensar sobre o porquê
A demora para acabar
Tantas vida a perder.
Será difícil de aceitar
E de responder o porquê
Basta apenas recomeçar
Com um motivo para viver

Inserida por LuigiBortoloto