Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Sim, sou poeta.
Sou poeta porque toda vez que lhe vejo, um arrepio me cobre o corpo.
Sou poeta, por isso sinto uma melodia tocante de palavras na minha mente, que desejam sair de minha boca, tão suavemente.
Sou poeta, e me apaixono por corações bonitos e brilhantes, que deixam minha alma tocante.
Eu sou poeta, e eu amo com facilidade, com desespero, com intensidade. Amo tudo rapidamente, o que me faz contente, ou não, amo tudo para ser em vão. E perco minha alma, meu coração.
Tudo floresce e renasce, assim como minha alma de poeta sofrido, que vagueia por aí, sem sentido.
O poeta é assustado, intenso e desajeitado.
Ele ama por amar, ama demais.. mas é uma alma sofrida, triste e ferida.
“Porque a cada queda fico mais forte
Sou um ser inundado de sorte.
Meus passos são certeiros
Estou sempre entre os primeiros.”
“Eu sigo além
A cada vitória eu digo:
- Amém!
Não importa o que quero,
Conquisto começando do zero.”
“Brasileirinha,
Ó, Terra minha,
Tira-me a dor!
Ó, povo sofredor!
Ó, povo meu,
Esse infortúnio você não mereceu.”
“Porque a cada dia
Tenho uma nova bênção
Minha vida é uma harmoniosa canção
Já tenho minha direção
Minha recompensa é a exaltação.”
“Sou um espírito fortalecido
Porque o melhor eu tenho sido
Converto mal em bem
As bênçãos multiplico por cem.”
“O mundo está em minhas mãos
Vejo todos como meus irmãos
Nunca me imaginei tão bem assim
Toda história é mais bela no fim.”
“O abraço que aprisionava a loucura
Aquilo era paixão pura
Eram liberadas lágrimas de alegria
A carne não mais existia.”
“Me enamora seu respirar
Seu respirar me faz perder o ar
Me enamora tudo que você faz
Tudo que você faz me faz querer ser mais”.
