Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
quero acordar com um simples bom dia,
abrir o coração e deixa o dia entrar,
quero viver todos os dias sem contar os dias,
pra semana quero amor, luz e muita paz.
Me prove na “real”
Não quero os “noves-fora”
Pois, há erro
Preciso de um argumento certeiro
Sem secura na boca, nem malícia,
Sem gaguejar, nem desmentir a física
Quero uma operação real
Uma prova nada subjetiva
E que seja objetiva
Poetas pobres,
Poesias vazias.
Poetas nobres,
Suas poesias são fantasias.
Poetas pobres,
Nem sempre são positivos.
Poetas nobres,
São mentirosos ativos.
Poetas pobres,
São os que não tem cor.
Poetas nobres,
Os que não entendem a dor.
Poetas pobres,
Falam mais que
Poetas nobres em suas poesias,
Poetas pobres não criam fantasias.
O caminho que me leva...
O caminho que me leva na chuva com o rosto molhado e as mãos frias espera de lá chegar para te encontrar preciso de um uísque para me aqueçer e uma toalha para me secar mas onde procurar falta tanto tempo para lá chegar , vinhas tu preocupada em me encontrar e de braços abertos para me abraçar e nessa carícia um beijo longo nessa chuva intensa com as roupas molhadas, espera de um banho quente em nossos corpos entregar.
Todos os poemas podem se despedir
Mas nem todos os problemas
Irão sair "rapidim"
"Rapidim" terá que ser à consciência
Mas não deixe pensamentos ilícitos o levarem
Para um caminho de destruição
Confronte sua consciência com a sua presença tensa
Cuidado com o mato da erva no prato
De quê adianta críticar o Estado
Por ele não implementar mais segurança para o Brasil?
Se você só procura requintar a sua cria no prato
Todos os poemas podem se despedir
Mas nem todos os problemas
Irão sair "rapidim"
Mude de lado, não vá para o lado inútil
No qual a etimologia ilustra que provém do útil
Porém foi corrompido
E não compensa a ninguém
Nem mesmo para um vagabundo desmedido
Todos os poemas podem se despedir
Mas nem todos os problemas
Irão sair "rapidim"
Todos os poemas podem se despedir
Mas nem todos os problemas
Irão sair "rapidim"
A Mão de Deus
A mão de Deus me acalma
A mão de Deus me anima
A mão de Deus me socorre
A mão de Deus me ilumina
Ela me transmite paz
Desenvolvo a benevolência
Consigo sentir Seu amor
E cultivo a paciência
A mão de Deus sobre minha cabeça
A mão de Deus no meu coração
Transmitindo o grande amor
Do Senhor e de quem ergue a mão
A mão do homem se une
A mão de Deus se mantém
Quando o homem levanta a mão
Deus levanta a sua também
A mão de Deus me inspira
Me transmite sensibilidade
Acalma o meu coração
Devolvendo a serenidade
A mão de Deus me fortalece
Com ela tenho segurança
Sinto sua proteção
E renovo minha esperança
Ela transforma minha vida
Me tirando da penúria
Aumentando minha abundância
Me trazendo fartura
A mão de Deus me renova
Fortalece minha virtude
Ela contribui com a vida
Aumentando minha saúde
Na mão de Deus eu confio
Nela sempre confiei
Me sinto sempre seguro
Na atuação do Johrei
Desequilíbrio
Tem dias que sou mais corpo,
tem dias que sou mais alma,
às vezes sou sufoco,
às vezes só calma.
Calma - diz o corpo.
Grita - diz a alma.
Num corpo quase morto,
morrendo por sufoco
prestes a gritar feito louco
o que a alma quer falar...
O grito é sempre contido por trás de um sorriso que a alma dá para disfarçar,
mas no corpo o olhar teima em mostrar esse sufoco, que anda escondido à beira do precipício tentando se equilibrar.
Sentir
O que não consigo falar,
está escrito,
escrito em meu olhar,
onde o silêncio insiste,
insiste em gritar.
Só ouve quem sabe escutar;
escutar o som de enxergar;
enxergar o que não se vê.
Só enxerga quem sabe ler;
ler o que há no invisível do ser.
E quem é que sabe ser?
- Somente quem sabe sentir.
Sentir é o ler, é o ver e ouvir da alma.
Se os olhos são as janelas da alma,
os ouvidos são as portas do coração.
Cuidado com o quê e quem ouve.
Sentado, sem poder se mexer,
Vivo quieto, sem responder
Sou apenas um morto,
Já que estou sempre só
Na janela do hospital posso ver,
O sol brilhar, mas me sinto só,
Começo a piorar, tem alguém aí?
Não consigo me mexer neste quarto,
Não a ninguém por perto!
Este é o meu fim,
Seja quem for me leve enfim.
Eu te esqueço
Eu não posso dizer que ti quero
Não posso dizer que sinto o mesmo
Nem o que sempre senti
E nem o que não tenho,
Porque o que tenho é breve
Tão breve quanto distante.
Não posso me conter e sorrir para você
Porque não posso ser fraco mais
E foi por ser fraco que te quis
Com a fraqueza dos que amam
E com a paixão dos que querem
E com a rejeição dos que buscam
Eu te esqueço
mesmo sabendo que me engano
@cicerolaurindotextos
Estar contigo foi o mais próximo do céu
A qual sempre quis estar
Estar contigo é esquecer quem sou
E viver um agora sem fim
É senti que alguém importante estar por perto
É almeja um querer impossível
É saber que sou o homem mais feliz do mundo
E que quando eu vou embora
Eu me torno o mais miserável.
@cicerolaurindotextos
No fim, tudo é poesia. Sol-te, fica. Parte, arte. Sala abandonada não está vazia. Liberdade não faz descarte. Toda morte faz algo viver. Toda força abraça o doer. Nada nunca realmente se vai. Só voa quem ninho não trai. Dar a volta por cima é saber voltar aos entornos. As cinzas explicam madeiras ou madeiras explicam as cinzas? Todo estudo merece retornos. Trânsito ou árvore? Razão ou emoção? Murchar ou brotar? Pra quê divisão? Na lateral, um ajuda o outro a florescer. Depender é também ser independente. No comercial, esqueceram de dizer. Crescer é também não seguir em frente. Entre ter tanto e ter (n)ão, só depende de viver sentindo. Olha por outra angulação? Tem mais um olho em estar r(indo).
(Vanessa Brunt)
O que cabe no peito
De maneira indireita
Com sabor contente
Com cheiro de arco-íris
Desejo colorido
Confissões inesperadas
Dados quase revelados
Latente não se afasta
Arquétipo que deflagra
Um tipo recorrente
Vem de repente
Esporadicamente
Não busca por razão
Quer vivência
E também ilusão
Com a liberdade vem as responsabilidades.
Então, logo a liberdade nunca existiu.
Presos as grandes responsabilidades de uma pequena liberdade.
Legado é sobre caráter. E caráter não é sobre a cicatriz. É sobre o que faz depois dela.
(Vanessa Brunt | Livro Depois Daquilo)
