Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
"Descobri-me Rio que não cessa.
Meu estar é sempre indo.
Avistando templos ou morando em Ocas,
Minha pátria são as gentes,
Que se sonhamno mundo"
Insisto: Onde teus olhos pousaram?
No voo das lágrimas que na cordilheira deságua?
Entre as bordas tecidas no braseiro do tempo,
Ou agora, quando esvoaçam as borboletas no cio do teu ventre.
Atrevo-me, em dar-te a resposta,
irreal para os que descreem:
- Vi teus olhos plantando sementes em meu peito.
Às vezes me empresto vôos. Vou-me indo, com a percepção de que posso lançar-me a descoberta.
Nunca sei o que virá depois que o passado do vento e o presente das nuvens se fundem.
Teimo em fingir-me capaz de atingir infinitudes, parir-me de acontecimentos.
Desde isso, ponho-me asas estradeiras e olhares para o mais além do ver.
E eu já então, descabidamente encantado,
Apenas me sabia, ao traduzir-me fecundado,
Que mesmo a passar a só, a esperar a moça que viria,
Ela com o coração entreaberto de mim não partia.
As imagens em preto e branco sussurravam.
Havia uma voz intima em cada canto.
Ouvi novamente minha mãe a perquirir:
- Sabes para que servem as andanças?
Para que possamos volver a casa,
Onde fundamos despertares.
In Poema " A CASA"
Não deve ser por outra razão, senão a da nobreza imorredoura da poesia, que Byron e tantos outros, revelaram em seus muros que “aqui não se morre, passa-se vivo para o outro lado”, condição inequívoca, como nos brindou Saraiva, reiterando que “qualquer que seja o futuro, continuará a haver noites de luar, Sintra e o Tejo a correr para o mar”
In Carta a Laura Saramago
... Minha sensação de grandeza se emaranha de singelezas.
Como a memória da água, por entre rios, a retornar a nascente.
Como quando nos sabemos finitos, refazendo-nos começos.
E se é tão grande, como os olhos que se
traduzem no peito..."
Sou péssimo em recomendar metades.
Apraz-me pretender atingir a inteireza, elevar-me a completude do sentir e bem dizer de sua amplidão.
Almejo postular sua infinitude, como tecelão do tempo que não esta à beira da impermanência do fazer-se.
- Sabes para que servem as andanças?
Para que possamos volver a casa,
Onde fundamos despertares.
In A Casa
Mas não existo o bastante se deixar de aspirar.
Assim espio manhãs.Não graduo conjuras.
Apraz-me compreender que uma reta contém variáveis.
Meus poros se aguçam de humana envergadura.
“... Percebi-me encantado na flor de tua nascente.
Embebi-me de teu gosto, na fluidez tocante repartida.
Entreguei-me sem resgate, em tua lágrima cantante.
Infiltrei-me de teu corpo, derramado de espera...”
ESSE FIZ PRA VOCÊ
Realmente me pareço chato e meio que inconveniente as vezes.
Pela minha insistência em te desejar bons dias e dias bons e contra da vida os revezes.
Tenho certeza que nessa vida você merece um melhor Lumiar,
Que combine eternamente com seu lindo e inconfundível olhar
E se esse mesmo olhar revela um incontido sentimento,
E não importa como acontece e nem o momento
Na vida não merece o mal
Pois o que sente, me serve e me mostra o amor real
Nada mais assustador do que minha cara de maluco, minha cara de mal por isso, é até mais encantadora, mas, prefiro usar minha cara de bonzinho, que parece mais um doce e quando as moscas sobrevoam eu escolho quem pegar.
Não sobre 🪰
Quer viver bem:
Se tens problemas, ande com quem tem soluções,
se tens soluções ande com quem tem problemas.
Amo viver ao seu lado
Amo acordar ao seu lado
Adoro alojar-em seus seios
Adoro brilhar em seus olhos
Pois tu não és a razão da minha vida, és a minha vida
Queria poder estar ao seu lado
Contornar cada curva do seu corpo a alta velocidade
Assumir as multas de transito prla sua e minha felecidade
