Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
O amor pode ser a soma de dois sorrisos, com duas bocas coladas, duas línguas trocadas, resumindo momentos.
O amor verdadeiro é como o sol, mesmo que não seja aproveitado, é impossível se esconder dele, e o arrependimento chega e ele vai embora se tornando inalcançável.
Você pode perder amor e fortuna,a fortuna pode até recuperar,mas o amor nem com a fortuna recuperará.
Se teu coração sangra com a perca do amor,mete a mão no bolso cheio de dinheiro e faz das notas esparadrapos.
Tem sempre aquele momento que o seu amor próprio grita e diz,eu sou maior que essa migalha que estão te oferecendo.
Tem algumas peças na vitrine brilhando, etiquetadas com o nome amor, você pode adquirir no valor de liquidação, o preço real paga-se depois.
O amor é como um café, não deixe esfriar, se requentar perde o verdadeiro sabor, melhor jogar fora e fazer outro.
O amor virou adereços, até alegorias,e tudo isso me deixa indisposto, desconfiado de tanto exposto.
Parece que eu mudei, mas continuo o mesmo,mudei algumas prioridades de lugar, amor próprio primeiro.
