Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

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⁠O amor é isso
O amor é isso, é te dar liberdade, pois o amor não restringe, ao contrário, o amor é viver amando com liberdade em todas as questões, sem reprimir, sem controlar, sem egoísmo, sem orgulho, sem impor condições, sem segredos, sem medo, sem falsidade, sem autoritarismo, sem críticas, sem mágoas, sem regras, pois o quando se ama verdadeiramente, o próprio amor se encarrega de tudo, não há preocupações quando se ama, porque o amor verdadeiro traz consigo uma segurança indestrutível, e nada mais é tão importante quanto a entrega total a esse pleno amor, amar é se esquecer de tudo que nos maquia, de tudo que nos prende, de tudo que nos impede de ser feliz, é viver tão intensamente esse amor ao ponto de não vivermos mais para nós mesmo, e sim dedicar-se única e exclusivamente a pessoa amada.

Inserida por gabrielcorrea

⁠Quem tenta agradar a todo mundo, você sabe, no fundo só quer agradar a si mesmo.

Inserida por literaturanacional

⁠Se não está doendo nem um pouco, você não está crescendo. A dor é o processo de amadurecimento.

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⁠Se eles têm muita inveja de você, não ligue. Já são infelizes e não têm a coragem que você tem.

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⁠Quanto mais o tempo passa, melhor sabemos identificar quem merece nosso tempo, nosso afeto e nossa gratidão.

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⁠Coincidência é o nome que os céticos dão para o que, em algum lugar, já está escrito.

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⁠Aprendi muito mais com o que senti do que com o que me disseram que era verdade.

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⁠Você teria coragem de mudar sua ideologia se percebesse que ela é hipócrita?

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⁠Passou o inverno, os brotos espiaram verdes e ainda pequenos a luz do sol nova e dourada. Abraçaram-lhe aqueles braços de raios e os brotos se tornaram grandes flores e coloridas de multicores, soube-se então naquele coração que o inverno havia passado e demoraria a voltar. Um rouxinol pousou na ponta de uma crisálida aórtica e cantou, enchendo aquele porão de vida e assustando os fantasmas que fugiram atordoados para um lugar com ódio. Ali não havia mais rancor, nem culpas imperdoáveis, nem tristeza jorrando em riachos silenciosos. Então, o coração soube outra vez e de vez anunciou em retumbos galantes: "O inverno passou, vejam todos, chegou aqui o amor, o amor aqui chegou...".

Inserida por literaturanacional

Essa dorzinh⁠a fina da saudade que se aproxima de acontecer, essa é uma fina crueldade da vida...

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⁠E a saudade também é uma forma de se despedir aos poucos do que se ama, o grito vai diminuindo até que um dia resta apenas o buraco com ecos quase silenciosos.

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⁠Estou me sentindo ir-me embora contigo, e essa é nossa dor una e indestrutível.

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Um dia por um instante meu coração pensou. E então nunca mais quis pensar: tudo aquilo em que acreditava pareceu errado.

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⁠Então a tristeza era isto, rios caudalosos sem começo nem fim que viajam devagar...

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⁠Se algumas das palavras minhas entendessem o que dizem, fugiriam depressa para lugar nenhum...

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⁠Mas de repente tive uma ideia toda sem sentido:
Tudo sempre fez sentido, e este é mesmo o meu caminho.

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⁠Abraça-me forte até arrancar a parte de mim que é tua, e aceitarei ficar em migalhas sem dor.

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⁠Estou indo embora de algum lugar que ainda não sei onde fica.
Mas e se um sentimento for um lugar?

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⁠Mais que de fantasmas, tenho medo do vazio do absoluto nada que habita em mim.

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⁠De tantas coisas que se inventam, alguém um dia inventará o amar sem se perder?

Inserida por literaturanacional