Poema Nao Chora mais ele vai Voltar

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Chorei diante do impossível, e ele cedeu, o pranto abriu espaço para o talvez, a persistência das lágrimas ganhou caminho, o impossível se curvou ao desejo fiel.

Ele é meu alicerce invisível e inabalável. Onde minhas pernas hesitam ou tremem, Sua mão me estabiliza e sustenta.

O amor incondicional é a única linguagem que o universo reconhece como prova de autenticidade, ele se manifesta na súplica desarmada de quem prefere a dor da ausência à vista da destruição do ser amado. É um instinto primitivo e divino que transcende a lógica da posse e a vaidade do direito, ensinando que a conexão verdadeira não se rompe, mesmo quando o objeto do afeto está em outras mãos. Essa é a essência doadora que sustenta o mundo e que devemos buscar replicar em nossas relações. Olhe para sua vida: quem ou o que você ama o suficiente para abrir mão?

O caminho da reflexão é solitário, mas essencial, ele nos força a encarar o espelho da alma, onde os disfarces caem e a essência nua de nossas fraquezas e grandezas se manifesta. Só nesse mergulho interior é possível encontrar a sabedoria para julgar a própria vida com retidão, e a coragem para assumir que nem sempre o nosso direito é a nossa verdade mais profunda. A maturidade é a aceitação de que somos mestres e alunos no tribunal silencioso do coração. Reserve um tempo hoje para ouvir o que sua alma tem a dizer sobre seus próprios vereditos.

Ele é o abraço acolhedor que desarma o pânico, transformando o medo em um silêncio profundo e sereno.

Ele intervém na minha fraqueza e, com um poder inexplicável, transforma as minhas arrastadas em passos firmes e cheios de esperança.

É no silêncio profundo e reverente d’Ele que, ironicamente, meu espírito encontra a voz, recobra o fôlego e se pacifica.

Olhe para o seu caminho: ele é guiado pela sabedoria de quem busca a verdade ou pelo ego de quem busca a razão?

A esperança é o último trem que passa, mas ele nunca chega na estação vazia.

O processo de cura é lento porque ele exige que você desfaça o nó de cada mentira que contou a si mesmo.

O medo é um general que só comanda se você der a ele a patente da sua vontade.

Sofrer também é profissão, exige horário e rotina. Mas recusarei o posto se ele me impedir de amar de novo. Aprendi a cobrar o pagamento: tempo, presença, silêncio. Sem esses três, a dor vira expediente perpétuo. E eu não nasci para transformar tristeza em carreira.

O futuro é um território virgem que só manifesta a gentileza que você permite, ele é um eco direto da sua permissão para a felicidade. A sua capacidade de sonhar é a primeira e mais importante arquitetura do amanhã que
você deseja construir.

Se o meu nome é um mistério, que ele seja revelado apenas no calor do teu primeiro beijo.

O corpo tem memória de batalhas que a mente quer esquecer. Há dias em que ele se recusa a colaborar, cobra presença no presente. Quando obedece, eu celebro em silêncio, quando nega, aprendo a negociar, ofereço chá, música, paciência, pequenos tratados de trégua.

Há um silêncio que tem cheiro de infância perdida. Ele se esconde nas gavetas e nos retalhos do falar. Quando me ponho a escrever, o silêncio ensina como ferir com calma. Sinto que as palavras são pontes frágeis entre mundos. E atravessá-las é ato de coragem e covardia.

Ele ficou, quando o mundo desabou em telas mortas e a música aprendeu a sangrar. Com a roupa rasgada pela história, olha anjos quebrados que esqueceram o céu, e corvos que sabem o nome do fim. Há almas passando por ele como neblina que não pede licença, e uma cachoeira distante tentando lembrar que ainda existe queda, e ainda existe som.

O perdão que me salva é lento e sem lampejos. Ele se instala como casa simples, tijolo sobre tijolo. Não é espetáculo, nem notícia de jornal. É a rotina de admitir e soltar ao mesmo tempo. E aí a alma respira sem urgências.

Eu tentei seguir, mas o vazio caminha comigo. Ele senta ao meu lado, dorme na minha cama, repete suas lembranças como uma oração torta. Seguir em frente, às vezes, é apenas aprender a carregar o peso sem deixar que ele nos destrua por completo.

O abraço que me transforma é simples, sem afetação. Ele contém perdão e ausência de pressa. Sinto nele a possibilidade de recomeço. Alguns abraços valem bibliotecas inteiras. E por eles, continuo crente na bondade humana.