Poema Nao Chora mais ele vai Voltar

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Somente leve para o amanhã,
o que lhe fez bem hoje.
Não crie raízes nas coisas que não
precisam ser eternas.

SOU COMO VOCÊ ME VÊ
Não sou grande, nem pequena
Não sou forte, mas, também não sou fraco
Sinto medo, mais tem coragem bastante, para enfrentar a mim mesma
Sonho alto, mais mantenho os pés fixos no chão, para não perde fio
Sou real, transparente em tudo, mais, também sou mistério
Sou sorriso da alma, mais também sou lágrimas de saudades
Sou fios frágeis, sou a teia forte, que prende e que solta
Sou o que sou, sou quem sou, sou como eu mesma
Sem desejar ser outro alguém, pois se não sou, quem sou
Certamente não sou ninguém
Sou como você me vê, e mudo com o seu jeito de me enxergar
Dependo do seu jeito, do seu modo de me olhar
Me entender não é fácil, mais também não é difícil
Me conheça, me escute, entre em contato
Me aceite como sou, forte e frágil, pequena gigante
Sorriso e saudade, nessa busca constante de ser
No meu eu melhor a cada novo dia, a cada instante
Sou quem sou, e como sou, basta aqui dentro de mim
Sou como sou, começo, meio e fim.
Mery de Almeida.
Lei de Direito Autoral (nº 9610/98)

Não existe sacrifício, existe doação.
Não existe renúncia, existe entrega.
Não existe culpa, existe escolha.
Ninguém entenderá o que vocês estão vivendo, além de vocês mesmos.
O amor é um segredo a dois.

Minha mulher

Minha mulher é irritante, no sei a de vocês, mas igual a minha chata não há. Ela é espaçosa, tem coisas dela no meu carro, na minha carteira, no meu guarda roupas nem se fala... a casa é do jeito dela, não dei palpite, também ela não aceitaria.
Eu não tenho mais as minhas coisas, tudo é dela, meu celular é dela, meu banheiro é dela, meu computador é dela, minha cama é dela, tudo é dela. Tava de saco cheio de tudo isso... Não aguentava mais, então me separei. Ah, como foi bom... o meu celular ninguém mexia, e eu não tinha que dar explicações quem era a Paula do escritório (que afinal, eu peguei só por ela nunca gostar da Paula), meu notebook vivía no Skype, várias falando comigo ao mesmo tempo... É, eu realmente sou um garanhão, e para um fim de um casamento eu não estou mal.
Os primeiros dias foi incrível, meu carro, meu celular, meu quarto, meu guarda roupas, ah minha gavetas de cuecas e nada melhor que minha cama... tudo meu, nada dela. Pois é, mas as coisas foram mudando... pois nada parecía ser realmente meu, nada estava bom, tinha um vazio, uma falta dela. O meu carro faltava seu cheiro, o meu celular não tinha mais graça, não havia como fazer ciumes com ele, o meu guarda roupas sobrava espaço, a minha casa faltava sua decoração, sua bagunça e um pouco de sua arrumação (e como ela era bagunça irá, nem um pouco organizada), e o pior era minha cama, que mesmo depois de separados, eu todos os dias acordava no espaço que sempre dormi, e deixava o maior lado que era o dela.
Não teve jeito, tudo que eu queria que fosse só meu Não tinha razão, por eu não ter ela... É estranho, mas foi aí que percebi que não vivo sem ela... Minha mulher! (com todos os defeitos daquela tagarela)

Saudade bateu...não tem jeito.
Uma música, lembra
O cheiro, lembra
A voz, lembra
A distância, lembra
A vontade, lembra
O sorriso, lembra
Um beijo, lembra
Uma palavra, lembra
A lembrança, lembra.

As vezes bate aquele desânimo, não vontade de fazer nada, não da vontade de comer, de sair, de ver ninguém, a unica vontade que dá é dormir e dormir e dormir.
Mas não vale a pena perder tempo dormindo e nem remoendo coisas que não me levam pra frente.
Sempre acho uma maneira de tentar mais uma vez, dou segunda chance, arrisco no novo, sempre que caio me levanto e vou de novo.
Parece até que estou aprendendo a andar de bicicleta, caio e me machuco, mas no outro dia levanto e tento de novo. Quem sabe um dia eu aprenda e que bom se a vida fosse igual aprender andar de bicicleta, dói menos, sempre tem alguém pra te ensinar e te colocar pra cima e da pra colocar rodinhas.
A vida talvez não seja injusta, talvez eu procure nos lugares errados, ou talvez pelo fato de procurar as coias boas acabam se escondendo.
Vou continuar levando minha vida tentando e arriscando, quem sabe um dia eu acerto, e talvez o dia em que eu acertar as minhas feridas cicatrizem.

"Não, eu não te fujo doce tristeza! Tu és a reveladora do meu ser, a razão da minha energia, a força do meu pensamento. Sobre ti me reclino, como si foras um insondável e voluptuoso abismo; teu me atraes, e estendo-te os braços nesse doloroso e invencível amor, com que o sonho ama o passado, a morte ama a vida. Antes de te conhecer, pérfida ilusão me entorpecia os sentidos, e a minha frívola existência foi a lúgubre marcha do inconsciente risonho por um caminho de dores. Nesse momento eu ainda te buscava, sol moribundo! No meu rosto se estampava o riso continuo e fatigante, e ele afastava de mim os homens, para quem a eterna alegria é morte... Mas tu, Tristeza, não estavas longe. Tu te sentaste à minha porta, numa postura de resignação e silêncio. E como esperaste! Um dia a alegria, de cansada, se extinguiu, e então soou para mim a hora da paz e da calma. entraste. E como desde logo amei a nobreza do teu gesto! Oh! Melancolia! minha alma é a morada tranquila onde reinas docemente.
A dor é boa, porque faz despertar em nós uma consciência perdida; a dor é bela, porque une os homens. É a liga intensa da solidariedade universal.. A dor é fecunda, porque é a fonte do nosso desenvolvimento, a perene criadora da poesia, a força da arte. A dor é religiosa, porque nos aperfeiçoa, e nos explica a nossa fraqueza nativa.
Tristeza! tu me fazes ir até ao fundo das remotas raízes do meu espírito. Por ti compreendo a agonia da vida; por ti, que és o guia do sofrimento humano, por ti, faço da dor universal a minha própria dor... Que o meu rosto não mais se desfigure pelas viagens do riso cansado e matador; dá-me a tua serenidade, a tua séria e nobre figura... Tristeza, não me desampares...Não deixes que o meu espírito seja a preza da vã alegria...Curva-te sobre mim; envolve-me com o teu véu protetor...Conduz-me, oh! bemfazeja! aos outros homens...Tristeza salutar! Melancolia!

Graça Aranha in Canaã

Carta

Há muito tempo, sim, que não te escrevo.
Ficaram velhas todas as noticias.
Eu mesmo envelheci: Olha, em relevo, estes sinais em mim, não das carícias (tão leves) que fazias no meu rosto: são galopes, são espinhos, são lembranças da vida a teu menino, que ao sol-posto perde a sabedoria das crianças.
A falta que me fazes não é tanto à hora de dormir, quando dizias "Deus te abençoe", e a noite abria em sonho.
É quando, ao desperta, revejo a um conto a noite acumulada de meus dias, e sinto que estou vivo, e que não sonho.
(Lições de coisas)

Não me venha com meias verdades
Não me traga sorrisos falsos
Não me olhe sem brilho nos olhos
Não me queira pela metade.
Sou inteira, sou toda !

“Comportamo-nos como se as pessoas de quem gostamos fossem durar para sempre. Em vida não fazemos nunca o esforço consciente de olhar para elas como quem se prepara para lembrá-las. Quando elas desaparecem, não temos delas a memória que nos chegue. Para as lembrar, que é como quem diz, prolongá-las. A memória é o sopro com que os mortos vivem através de nós. Devemos cuidar dela como da vida.
Devemos tentar aprender de cor quem amamos.
Tentar fixar.
Armazená-las para o dia em que nos fizerem falta.
São pobres as maneiras que temos para o fazer, é tão fraca a memória, que todo o esforço é pouco.
Guardá-las é tão difícil.
Eu tenho um pequeno truque.
Quando estou com quem amo, quando tenho a sorte de estar à frente de quem adivinho a saudade de nunca mais a ver, faço de conta que ela morreu, mas voltou mais um único dia, para me dar uma última oportunidade de a rever, olhar de cima a baixo, fazer as perguntas que faltou fazer, reparar em tudo o que não vi; uma última oportunidade de a resguardar e de a reter.
Funciona.”

Miguel Esteves Cardoso, in As Minhas Aventuras na República Portuguesa

Porque fui me apaixonar por alguém que não posso ter?
Porque fui te conhecer tarde demais?
Porque não apareceu antes na minha vida?
E porque agora tenho que ficar sem você?

Não é o presente, mas a sua presença,
Não é o dinheiro, mas o valor que nos damos,
Não é os bens, mas o bem que nos proporcionamos,
Porque dinheiro e bens não tem nem um valor no lar que não existe amor.

Eu era, mas já não sou
Autor: LCF

1
Eu era feliz;
Amigo e amável;
Contudo, agora;
Sou triste e imprestável;
Abominável.

2
Sinto-me assim;
Pois em tempos eu era;
E já não sou.

3
Eu ajudava;
Explicava e auxiliava;
Mas isso é passado;
Porque neste momento estou chateado;
Sendo que antes não estava.

4
Espero que isto passe;
Se nada mudar;
Não sei no que isto vai dar;
E eu quero o meu futuro a funcionar;
A funcionar direito.

Não vou ficar discutindo
Com quem tem mente pequena
É um dilema, não vale a pena
Sem problema
A versão dos fatos é contraditória
Histórias, apenas histórias
Influenciado pela distorção da verdade
Fugindo da realidade, vive de vaidade
Sorte poder discernir com facilidade
Em prol de um futuro, menos escuro
Sombrio talvez, antes das seis
Menos reis, mais atenção
Fugindo da contra-mão

Não tenho medo de morte, tenho medo é de morrer sem ter realizado os meus sonhos e objetivos, sem ter sido o motivo da felicidade de alguém.

Quero poder chegar um dia e olhar para traz e dizer, fiz tudo que tinha que fazer, sou feliz por isso :) !

DOMINGO chegou.
Para AGRADECER e não RECLAMAR.
Para descansar, passear e não ficar triste e preocupado.
ALEGRIA... ALEGRIA você tem um novo e abençoado dia.

Quem tem coragem se aceita como é
O futuro é um labirinto pra quem não sabe o que quer
Ninguém é o dono da verdade, eu lavo minhas mãos
Uma corrente só estoura quando os elos são fracos

O mundo não está interessado nas
tempestades que você encontrou.
Querem saber se trouxe o navio.

Hoje me deparei com alguém no espelho. Alguém que não via há tempos. Aquela imagem me incomodou. Nada estava como antes.

Penso que o que mais me assusta é essa não percepção de que as coisas mudam. É também essa ideia de que tudo segue enquanto busco meus sonhos e de que, quanto mais me aproximo deles, mais me afasto dos que já conquistei.

Não há como levar tudo, não há espaços para todas as conquistas. Em cada expressão observada era possível encontrar uma batalha, talvez perdida, talvez vencida. Veio-me a sensação de ter vivido durante todo esse tempo dentro de um combate.

O amor

O amor não observa ou venera o passado e não julga as ações e atitudes dos amantes. Amor é sempre, em nossas mentes, tudo o que nos pressupõe a busca da felicidade e quando há erros não existe amor? Não há construções de relações sem as dúvidas, os medos, os insucessos e as indagações que nos ligam diretamente entre o passado, ignorando o presente e mirando no futuro. As experiências vividas nos tornam profissionais com o passar dos anos. Por isso simplesmente viverei.
Viverei para aproveitar o amor.
Viverei a minha vida com a diretriz de viver no amor.
Viver regrado é renunciar a paz e felicidade do outro.
Viverei a minha vida a completar a tua.
Viver e não sofrer por amor, não faz sentido.
Viver sem amor, por medo, é atrirar-se ao relento ou abismo, no escuro.
Viverei para amar tudo o que me faz bem.
Viver para amar quem me ama.
Só assim, viverei.