Poema Nao Chora mais ele vai Voltar
Eram duas caveiras que se amavam
E à meia-noite se encontravam
Pelo cemitério os dois passeavam
E juras de amor então trocavam:
Ao apelo da caveira, por sua mão
Sentia se o bater, de seu doce coração
Aonde quer que ela olhasse, não tiravas a sua atenção
Apesar de seu pedido, ela lhe disse: Não
Surpreso e abatido
A questiona com um pedido
Poderia eu, não ser esquecido?
Meu peito esfriaria, pois tu o mantém aquecido
Não compreendo, meu amor não é decente?
Apesar de lhe amar, não posso compartilhar, o que meu peito sente
Sua alma que no amor é docente
É demais para essa jovem indecente…
Saudades das noites vazias
Que deitado viajava
Olhando o céu escuro de luzes cintilantes
A conversar com os meus amigos em prozas semoventes
Coaxando à beira rio
Me enamorou
Lavando o pé no fio,
Quando me viu pulou
Quando te encontro distraída,
Caçando em banho de sol,
Jacente na vitória régia,
Sereia!
Eu te amo, como amo a lagoa,
As poças, a chuva e moscas...
Te quero toda minha,
Sapinha linda.
Sapo e seus amores rasos
Cantava e dançava a beira da poça, choveu a tarde inteira, e pela noite foi festa. O sapo nadava, gritava e não queria nada mais da vida, era só alegria, na poça tinha tudo o que queria.
Uma vez perguntaram:
- Sapo, o que essa poça tem de tão especial? Tem milhares como ela só nessa trilha, e quando o sol vem, ela se vai, não te precisa, já tu, fica sem ter onde pular. Não acha melhor parar de se jogar assim ?
BESTEIRA! Disse o sapo. Amar é assim mesmo, nem sempre da pra se doar, está presente, a ausência é necessária pra poder sentir saudade.
Pobre sapo, amou sempre poças, quando o amor é mar.
Meu primeiro soneto
E todos os barés saberão
Que em meu peito oscila,
Hora o amor, hora a dor,
Castigo de quem sente.
O amor que te ofereço é de graça,
Não tem cor e nem raça,
É seu, feito a mão,
E Deus o artesão.
Ah! Mas a dor...
Ela sim é a pintada tropicana,
Feroz e impiedosa!
Me rasga o peito de uma vez,
Devore em uma só bocada,
Tudo isso que sonhei.
Guerra
Sem ter direito
Invade sem precedência
Mata inocentes
Sem motivo e evidencia.
Só pra mostrar que é o maior
Leva medo e destruição
Pebre os habitantes
Que tem que deixar seu pedaço de chão.
Milhares de mortes
Pobre inocentes
Fugir ou ficar
Ou quem sabe contar com a sorte.
Guerra leva medo e pavor
Quem a provoca tem sempre um argumento
É pra levar a paz
E acabar com o sofrimento.
Ganhar uma guerra é bom,
Mas a paz é bem vinda
Eu ainda acredito
Que evitar um guerra é melhor ainda.
35 & Still The Fk'n Rocket Man!
Ame o que você faz, apenas certifique-se de que o que você faz não é tudo o que você ama.
A lenda do belo soldado.
Estamos à beira de um mundo de ouro e glória.
Hibisco vermelho
Cor da paixão
Bem me quer
Estou mal
Mal me quer
Estou bem
Bem me quer
Estou mal
Estou bem ou estou mal
O que você me faz
Ao Observar as crianças
Brincarem com seus,
Amigos imaginários percebi,
O quão ser, solitário não te,
Faz sentir-se sozinho.
Cansei de sentir-me culpado pelo Fracasso finalmente compreendi que relações são mútuos encontros
Laços de companheirismo
Até chegarem ao fim.
Entre milhões de olhares reencontrei-me:
Dentre o oposto
No meu eu, feminino
Ali congelado e obcecado
Me, mantive.
Lhe Olhando feito um jovem
Nascido no interior,
Deslumbrado pela companhia
De teu amor próprio.
Preces
Que o breve se torne único
Que só tenha nós no mundo
Que seja para sempre enquanto durar
E que ambos não se odeiem quando tudo acabar
E enquanto isso tudo durar sei que vou te amar
DEIXAR IR TAMBÉM É CUIDADO
Os corredores compriiidos
Cinzentos ...sem cor
Presenciam apertos no peito sofridos...
Acolhendo todo o tipo de dor!
Dor em busca de paz
De cura pra aliviar
E tem a dor pela dor que também se faz voraz
De quem está a cuidar e acompanhar
O sofrimento é singular...
Não nos cabe um julgamento!
Para o quanto dói cada um tem seu limiar
Sua forma de se expressar naquele momento
Resta a quem está perto o “cuidado”
E o melhor a se fazer pode parecer tão complicado!
Pois diante da ânsia insistente daquela vida zelar
A escolha em algum momento é deixar o apego de lado...
Deixar ir também é uma forma de amar!
Diante do melhor a ser feito
O que se resta a fazer?
Já que a dor agora é forte no peito...
Do vazio que não da mais pra preencher?
E vai ser dia após dia assim!
Até que a dor dê lugar a saudade
E a gente se dê conta de verdade...
“Que pra quem tem fé a vida nunca tem fim!Não tem fim... 🎼”
VIAJEI E PASSEI DO PONTO
Da janela do busão
Ao som de música retrô
Rostos de todo mundo e de ninguém na multidão
A cidade segue seu ir e vir no modo robô
Oferecendo a dádiva da invisibilidade sem sermão
Longe da ditadura dos "modistas" de plantão
Com seus olhares de fita métrica sem perdão
Distante de toda aquela indagação:
Já fez seu mestrado? Será ao menos alfabetizado?
Vai ser mãe um dia? Ou vai ficar mesmo pra Titia?
Já conquistou aquele emprego tão sonhado?
Ou continua a viver de auxílios sociais "acomodado"?
Julgamentos rasos, sem empatia, sem com a realidade do outro nenhum cuidado
A proeza do anonimato
Nos oferta um encontro com a liberdade
Pra ser o que se é de verdade
Já que aos olhos do outro, na Intimidade
Pode ser mais complicado!
Se autorizar a "Ser" sem pedir licença
Não pra ser aceito
Sem filtro...ou frase de efeito
Sem o apontar de dedos... sem ofensa
Pensa!
Dormindo acordada...
Acho até que passei do ponto!
A SERVENTIA DA JANELA
Janela aberta
Para o debruçar da namoradeira
Com olhar de doçura ela flerta
Com a liberdade que a imaginação desperta
De ao menos em seus devaneios poder viver a sua maneira
Janela fechada
Para lembrança guardada
Escolha a adequada fechadura:
Uma velha tramela desgastada
Ou cadeado, trancafiado de forma segura?
Escancare!
Ou se recolha.
Se proteja ou encare!
O modo de usar vai ser sempre uma escolha
OS ENCANTOS DA SIMPLICIDADE
Chinelo de dedo...
Branco de correia azul claro
Pra calçar anonimatos e humildade...
Pra experimentar esse momento raro...
Que é lembrar quem a gente é de verdade!
Sem medo!
Coador de pano para o café
Feito de afeto encorpado
Expresso de fé
Pra se manter de pé
Mesmo pra aquele dia puxaado...
E Gargalhar...
Tem sensação mais deliciosa?
Sorrir solto... sem preocupar com nada!
Mas com essa vida ocupada...
Estamos sem tempo pra muita prosa...
O simples hora ou outra vai aparecer
Como um lembrete, um resgate
Do automatismo, das crises do “ser”
Pra que se possa saber
Um pouco mais sobre o que é “autenticidade”
SOBRE A FINITUDE
É tabu tal assunto!
Adiamos pra falar...
Postergamos pra pensar...
E incomoda só de imaginar...
Como será não estar mais “junto”?
“Junto”!
Junto de quem
Alguém...
Que antes de sua partida...
Fez algum sentido em sua vida!
E o que sabemos da Finitude:
É que com a sua chegada...
Ficamos de mãos atadas...
Só nos sobra a inquietude!
Só nos resta repensar sobre o nosso “junto” estar:
Se a decisão for de se juntar...
Que permaneça ali por inteiro!
Que em nada além queira pensar...
Que no abraço possa demorar...
E ali queira ficar!
Pra que dessa cena possa se lembrar...
Quando isso um dia lhe faltar...
Já que tudo isso pode ser passageiro!
TARDEZINHA NA CIDADE
O dia já está indo
E quem está lá fora
Logo se apavora
Hora de ir embora
Depressa a rotina seguindo...
Trajetória programada
De forma cronometrada
Tem que se apressar!
Corre-corre que nunca chega
Com o tempo desajustado
Relógio acelerado
Seja onde quer que esteja
As rotas vão se atualizando
Sem precisar de comando
E passivamente...
E não foi de repente!
A vida vai passando!
Ficar só “INTEIRAMENTE”
É ao mesmo tempo
Angústia de perder-se
E oportunidade
De olhar pra si
E cuidar-se!
- Relacionados
- Frases de alegria para inspirar e tornar o seu dia mais feliz
- Frases de aniversário para dar os parabéns (e tornar o dia mais feliz)
- Frases de Amor Não Correspondido
- Frases de desprezo para quem não merece mais a sua atenção
- Amor não correspondido
- Frases de raiva que dizem o que você não consegue falar
- Poemas para o Dia dos Pais (versos de carinho e gratidão)
