Poema Nao Chora mais ele vai Voltar
Quando tudo era escuro, quando só existia dor,
quando não havia mais esperança,
quando não se sabia mais nada sobre coisa alguma,
os homens inventaram Deus
- e este pode ter sido o maior acerto.
Guia-me a só a razão
Guia-me a só a razão.
Não me deram mais guia.
Alumia-me em vão?
Só ela me alumia.
Tivesse quem criou
O mundo desejado
Que eu fosse outro que sou,
Ter-me-ia outro criado.
Deu-me olhos para ver.
Olho, vejo, acredito.
Como ousarei dizer:
<<Cego, fora eu bendito >> ?
Como olhar, a razão
Deus me deu, para ver
Para além da visão-
Olhar de conhecer.
Se ver é enganar-me,
Pensar um descaminho,
Não sei. Deus os quis dar-me
Por verdade e caminho.
Ela mandou uma mensagem
dizendo que não poderia mais me encontrar.
Eu quis saber por quê,
e ela disse que seria melhor assim.
Eu perguntei se ela estava namorando,
então ela disse que sim, e que não queria cometer erros.
Confesso que fiquei um pouco triste,
mas disse que compreendia, respeitava, e torcia por ela,
afinal, ela era uma mulher em tudo especial
e merecia alguém que se dedicasse inteiramente a ela.
Eu pedi que ela não se afastasse de mim.
Ela disse que nunca ia deixar de ser a minha bebê...
Uma lágrima fugiu de meus olhos e molhou o meu rosto.
Desejei que ela pudesse ser muito feliz.
Ela não sabe,
ou talvez nunca vá acreditar,
mas eu amava,
eu lhe amava de verdade...
Não sei o que é mais desolador: a indiferença pela miséria social que se nota diariamente na maioria dos que foram favorecidos pela sorte ou que subiram pelos seus próprios méritos, ou a afabilidade soberba, importuna, sem tato,embora sempre compassiva, de certas senhoras da moda que afetam sentir com o povo. Essa gente peca por falta de instinto mais do que se pode supor. Por isso, com surpresa sua, o resultado de sua atividade social é sempre nulo,freqüentemente provoca repulsa, o que é interpretado como prova da ingratidão do povo.
Dificilmente entra na cabeça dessa gente que uma atividade social não consiste nisso e que, sobretudo, não se deve esperar gratidão, pois, no caso, não se trata
de distribuição de favores mas apenas de restabelecimento de direitos.
CONTUDO
Contudo vai haver um poema rimando tudo de mim
Contudo vai haver um eco ressonando tudo de nós, assim,
Tenho pressa
Tanta coisa, nada, o fim
Tudo interessa
A lua, as estrelas... enfim,
A lágrima que rola que me resta
Neste novelo de: não e sim
Me basta um olhar pela fresta
Do amor, inflamando outro estopim.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Fevereiro de 2015 - Cerrado goiano
POEMA PARA UM BOM DIA
Um novo dia vai se formando
É o raiar do sol num novo amanhecer
Que a gratidão e alegria estejam no comando
Pois é a vida nos convidando pra viver...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Vai, meu poema!
Leva para ela todo meu dilema!
Diga-lhe em sua face serena:
Que a vida sem ela é uma dura pena;
Que aceite meu amor em forma de poema.
Vai, meu poema!
Leva para ela minha paixão;
Fala-lhe de minha solidão,
Com a mais intensa emoção.
Diga-lhe que ainda tens meu coração.
Vai, meu poema!
Lembra ela de nosso amor.
No mais sublime esplendor;
Que exaltávamos com fervor.
Sem medos. Sem pudor.
Vai, meu poema!
Conta-lhe minha triste sina.
Que até a alma desatina;
Em sintonia fina,
Sem versos, sem rima.
Vai, meu poema!
Encontre para mim minha amada;
Nesse caminho. Nessa estrada.
Onde a vida quase findada,
Nesta alma quase desalmada.
Vai, meu poema!
Exonera de mim essa saudade;
Que meu peito fere em profundidade,
Na mais perversa insanidade;
Tirando-me a liberdade.
Vai, meu poema!
Leva-me aos braços dela!
Pois, não vivo sem ela;
Minha bela donzela,
É para ti, esta rima singela.
Poema do Desespero
Longe!
Vai para longe...
Sai!
Sai como quem foge ao mundo
Tal como foge o monge para se tornar eremita...
Para se tornar tão só
Para se tornar tão ele.
Parte...
Parte para longe de mim
Distante... Perto do fim. Ou para lá
Da dimensão fechada.
Deixa-me!
Larga-me!
Estou em perfeito desespero...
Perfeita amargura, tristeza, solidão,
Angústia, penura, aflição, agonia...
E ainda permaneces.
Prendeste, agarras-me...
Posso até chamar-te...
Não me ouves chamar-te?
Responde-me, então...
Vem até mim. Quero-te perto de mim...
Sentir o teu perfume deambular
Pelas minhas narinas...
Sentir o teu olhar destruir-me
As retinas molhadas...
Sentir o teu respirar nos meus poros,
Suave brisa que corre meus pêlos
Fortes em corpo frágil...
Agora vem!
Vem!
Quero ter o prazer
De te ver sofrer como sofro!
Desespero por sentir tamanha vitória!
Anseio por te ver no chão
Pedindo misericórdia...
Mas deixa-me...
Só quero que me deixes.
Poema para João
sonhando pelas águas .......
o João vai estar em casa
o João vai beijar as nossa faces
e vai trazer um presente
de Deus......A PAZ.....
e não ira mais para longe
pois o amor
que sentimos
nos une para sempre.......
o João ensinou
que devemos perdoar o passado.......
PEDAÇOS
Pedacinhos de mim
Vai ficando em cada verso de poema
Em meus riscos
Rabiscos
Em cada frase
Num conto
Em uma crônica
Lascas de mim
Caem entre os vãos das palavras
Ficam presas em vírgulas
Entre as páginas de um livro
Já não sou mais inteira
Derramo-me a cada deslizar da caneta
Um dia
Serei feito folhas ao vento
Terei em cada canto
Um pouquinho de mim.
POEMA POUCO ORIGINAL DO MEDO
O medo vai ter tudo
pernas
ambulâncias
e o luxo blindado
de alguns automóveis
Vai ter olhos onde ninguém o veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no teto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos
O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
ótimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projetos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais
operários
(assim assim)
escriturários
(muitos)
intelectuais
(o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com a certeza a deles
Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados
Ah o medo vai ter tudo
tudo
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)
O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos
A morte de Bento Rodrigues
O que eu posso fazer é um poema,
Já que o meu dilema
Ninguém vai escutar.
A lama lambeu Mariana
E numa atitude insana
Passou também a vomitar.
Ficou tudo dejetado
Que até o meu compadre
Veio a se afogar...
Pobre de Bento Rodrigues
Que morreu soterrado
Na Barragem do Fundão.
O culpado, segundo atestado
Foi um tal de Samarco
Que fazia a exploração...
Agora ficou complicado
Pois até em Espírito Santo
Essa lama chegou.
Tudo foi contaminado
Pelo pior dos pecados
Que é a ganância
Desse povo explorador.
Leandro Flores
BH, 09/11/2015
*Em solidariedade as vítimas no desastre ambiental em Mariana-MG.
POEMA VIDA DE NORDESTINO
ETA... Nordeste bom... É gente que vai daqui...
É gente que vem de lar... É um tal de vai e vem,
não ficam aqui e Nem lá!
É nordestino ou paulistano?... Paulistano ou nordestino?
O nordeste é terra sofrida mais ninguém se esquece de
lá... Mesmo com tanto sofrimento
seus pensamentos estão sempre lá...
Até quem fez muita riqueza, seus corações continua lá.
Poema
Eu e você
Imaginem o Amor !
Amor atrevido que toca .
Amor que vai além ... Amor gentil.
Que ousa, declara , amor suave e que mesmo em brasa , não queima __ encanta.
Que tem refúgio na alma e no coração.
Amor ! Amor ! Amor de Deus pelos homens.
Amor , puro Amor!
MEUS PENSAMENTOS
O ANDARILHO
Poema escrito por Wanderley Lagreca
VAGANTE, SEM RUMO, LÁ VAI O ANDARILHO...
PÉS CALEJADOS NA RUDE FAINA.
INSISTE, CALADO NAS ROUPAS MALTRAPILHAS
IGNORADO NO MUNDO SOMBRIO
SEU LAR ... A NATUREZA
A SOMBRA DA ÁRVORE, SEU REFÚGIO
MEMÓRIAS DE VIDAS APAGADAS
VIANDANTE EM NOITES MAL DORMIDAS.
SIGA ANDARILHO...
O SOL CAUSTICANTE
ESTRADAS EMPOEIRADAS,
LEMBRANÇAS PERDIDAS.
A TURBULÊNCIA DO SEU MUNDO INSÓLITO,
O AGASALHA NA RUDEZA DESTA VIDA !
Uberlândia, Novembro 2015
RÉPLICA DO POEMA: AMOR, NOVO AMOR!
Sim, esse amor que te procura que te abraça?
Aos poucos vai te seduzindo mansamente,
Não é um manto celestial, é bem terreno,
Que quer te ver toda enlaçada nos meus braços
Que te balança em melodia das esferas,
Que te convida a viajar pelas estrelas!
De onde é que vem esse outro alguém que te entontece?
Que te desperta de um torpor, de uma aflição,
Que te oferece olhos e mãos a cada dia,
Que dessedenta essa tua sede quase eterna,
Que bem te “escuta” nas tuas horas de tristeza,
Que fica atento ao que reclamas, noite e dia!
De onde é que vem esse parceiro que te espanta?
Que traz conforto, lenitivo quando sofres...
Que satisfaz o necessário ao dar afago,
Que te atordoa toda a alma em beijos longe,
Que te dá calma ao corpo inteiro com carícias!
De onde é que vem, feitio de gente, mas é anjo?
Se não me vês, sentes, contudo, uma presença...
Lenta, silente, pouco a pouco te invadindo...
A um só tempo, o coração, o corpo, tudo,
E ganha forma, cresce em torno de ilusões
Criando espaço em teu espaço, todo em ti,
Vem calmamente, leve pluma como a brisa,
Pra te tomar, depois, inteira, para mim!
Não vem de longe, de tão longe, de além-mar!
Sem pedigree, é teu vizinho, pé-no-chão.
É caipira, nordestino, é sofredor.
É brasileiro, fala a língua que aprendeste,
Mal veio ao mundo, em tudo somos muito afins.
E sendo assim, meio poeta se diz ser,
Tem romantismo, tem carinho para dar,
Não vende, oferta, do que tem dá para mim.
Um eterno poeta 00
Um imaginar
Um poeta sem viver na imaginação atual, sempre o seu poema vai ser lembrado, em todas as músicas sem querer ser de um imaginar, se ele fosse vivo estaria vivo no mundo atual ... (rsm) 07/12/2019
Um Poema Desesperado
No horizonte se vai o camisa dez treinar o trabalho duro de viver
Onde?
Enquanto o camisa zero de nossas ruas acorda o mais cedinho
Tão cedinho
Esquecendo-se do penteado dos cabelos, do café bem requintado
Não lhe cabe a exuberância do olhar
O olhar é ora triste ora vago
Que não desfaz a satisfação de mais um dia de vida
É singelo... Quem lhe diga não valer nada
Mas quem lembra por nossa farda ora laranja ora maltrapilha?
Quem?
Vale mais lembrar por nossa farda elegante, sincronizada?
Vale?
Digo eu e quem quiser que se opunha
Valha mais o maltrapilho “poeta” de nossa gente que o galante “poeta” por si só.
SONETO NUM MANTRA
Vai, poema meu, declame emoção
diz a vida, que o bom é ter sinfonia
se a rima em prece ou em melodia
no sentimento amor, luz e canção
Se de saudade, pouca sê a nostalgia
se com tristeza, que venha agitação
se silêncio, que seja para inspiração
só não deixe a sorte sem ter alegria
Pois sem estas razões, é desilusão
e desiludido o meu verso morreria
e a minha alma perderia o coração
Então, em cada estrofe, ore fantasia
enchendo os versos com doce ilusão
assim, num mantra de paz e de poesia
Luciano Spagnol
Outubro de 2016
Cerrado goiano
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